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História O Acordo - Bughead - Capítulo 41


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Notas do Autor


Espero que gostem. ♥️

Capítulo 41 - Chapter XLI


ELIZABETH

Sabia que seria um zumbi pelo restante do semestre, mas não esperava que fosse

por causa do vazio em meu peito onde antes ficava o coração.

Faz uma semana que não vejo ou falo com Jughead. Uma semana não é muito

tempo. Reparei que, à medida que vou envelhecendo, o tempo parece voar em alta

velocidade. Você pisca, e passou uma semana. Pisca de novo, passou um ano.

Mas desde que terminei com Jughead, o tempo voltou a ser como quando eu era

criança. Naquela época, um ano escolar parecia uma eternidade, e o verão não

chegava nunca ao fim. O tempo ficou devagar, e a sensação é insuportável. Estes

últimos sete dias poderiam muito bem ter sido sete anos. Sete décadas.

Sinto falta do meu namorado.

E odeio o pai dele por me colocar nesta situação horrível. Odeio-o por me fazer

partir o coração de Jughead.

Você quer explorar, só pela possibilidade de encontrar alguém melhor do que eu.

O resumo sombrio de Jughead do meu discurso mentiroso de separação continua

a zumbir em meu cérebro como um enxame de gafanhotos.

Alguém melhor do que ele?

Deus do céu, foi a morte dizer aquilo. Machucá-lo daquele jeito. O gosto amargo

dessas palavras ainda queima minha língua. Alguém melhor do que ele?

Não tem ninguém melhor do que ele. Jughead é o melhor homem que já conheci.

E não só porque é inteligente, sensual, engraçado e muito mais gentil do que

poderia imaginar. Ele me faz sentir viva. Certo, nós discutimos, e sem dúvida sua

arrogância me deixa maluca às vezes, mas quando estou com ele, sinto-me

completa. Sei que posso baixar a guarda totalmente e não me preocupar que me

machuquem ou se aproveitem de mim, nem ficar com medo, porque Jughead Jones sempre vai estar lá para me amar e me proteger.

A única fagulha de esperança para esta terrível confusão é que o time está

ganhando de novo. Eles perderam a partida que Jughead não jogou por causa da

suspensão, mas já tiveram outras duas depois disso, inclusive uma contra o

Eastwood, o rival deles na chave, e ganharam as duas. Se continuarem como estão, Jughead vai conseguir o que quer — ganhar o campeonato para a Briar em seu

primeiro ano como capitão.

“Ai, Deus. Por favor, não me diga que é isso que vai usar esta noite.” Cherly

marcha para dentro do meu quarto e franze a testa diante de minha roupa. “Não.

Proíbo.”

Olho para as calças xadrez surradas e o moletom de gola cortada. “Quê? Não.”

Aponto para a roupa dentro da capa protetora pendurada no gancho atrás da porta.

“Vou usar aquilo.”

“Uuuhhh. Deixe-me ver.”

Cherly abre o zíper da capa e continua com seus uuuhs e aaahs para o tomara que

caia prateado lá dentro. Sua reação animada é uma prova de como andei fora de

mim esta semana. Estava praticamente em transe quando dirigi até Hastings para

comprar este vestido para o festival e, embora ele tenha ficado pendurado atrás da

minha porta por quatro dias, não me preocupei em mostrar para Cherly.

Não quero mostrá-lo. Merda, não quero nem usar esse vestido. O festival de

inverno é daqui a duas horas, e não estou nem aí. O semestre inteiro foi uma

preparação para esta apresentação idiota.

E. Não. Estou. Nem. Aí.

Quando Cherly percebe meu desinteresse, sua expressão se suaviza. “Ah, B,

por que você não chama o cara logo?”

“Porque nós terminamos”

, murmuro.

Lentamente, ela faz que sim com a cabeça. “E por que mesmo vocês

terminaram?”

Estou deprimida demais para repetir a mesma desculpa esfarrapada que dei há

uma semana. Não contei a Cherly ou a nenhum de meus amigos o verdadeiro

motivo por que terminei com Jughead. Não quero que saibam do pai idiota. Não

quero ficar pensando nesse pai idiota.

Então, o que disse foi: “Não deu certo”. Três míseras palavras, e eles não

conseguiram arrancar um único detalhe de mim desde então.

Meu silêncio sepulcral se arrasta por tempo suficiente para Cherly se ajeitar,

desconfortável. Em seguida, suspira e pergunta: “Ainda quer que eu faça o seu

cabelo?”.

“Claro. Se você quiser.” Não há entusiasmo algum em minha voz.

Passamos os trinta minutos seguintes nos arrumando, embora eu não saiba por

que Cherly se dá ao trabalho. Não é ela que tem que subir num palco e cantar para

centenas de estranhos.

Se bem que, por curiosidade, será que é possível cantar uma música de amorquando seu coração foi esmagado até virar pó?

Acho que estou prestes a descobrir.

Os bastidores do auditório principal estão caóticos quando chego. Os alunos

passam por mim apressados, alguns carregando instrumentos, todos bem-vestidos.

Vozes em pânico e ordens enérgicas ecoam ao meu redor, mas mal as percebo.

O primeiro rosto que vejo é o de Cass. Nossos olhares se cruzam por um

instante, e ele se aproxima, exalando milhões de dólares em um terno preto e uma

camisa salmão de gola levantada. O cabelo escuro está arrumado com perfeição.

Os olhos azuis não oferecem qualquer sinal de remorso ou desculpas.

“Bonito vestido”

, comenta.

Dou de ombros. “Obrigada.”

“Nervosa?”

Outro dar de ombros. “Não.”

Não estou nervosa porque não estou nem aí. Nunca pensei que fosse ser uma

dessas palermas que anda por aí feito uma mosca-morta depois de uma separação

e explode em lágrimas com a menor lembrança de seu verdadeiro amor, mas,

lamentavelmente, é isso que sou.

“Bom, merda pra você”

, diz Cass ao perceber que não estou a fim de papo.

“Pra você também.” Faço uma pausa e murmuro, não apenas para mim:

“Literalmente”.

De súbito, sua cabeça se vira para mim. “Desculpa, não ouvi a última parte.”

Levanto a voz. “Eu disse ‘literalmente’.”

Seus olhos azuis se escurecem. “Você é mesmo uma vaca, sabia?”

Um riso me escapa. “Aham. Sou eu a vaca.”

Cass faz uma cara feia. “O quê, você quer que eu peça desculpas por falar com

meu orientador? Porque não vou me desculpar. Nós dois sabemos que o dueto

não estava funcionando. Só tive a coragem de tomar uma providência.”

“Você tem razão”

, concordo. “Eu deveria agradecer. Na verdade, você me fez um

grande favor.” E não, não estou sendo sarcástica. Estou falando sério.

Sua expressão hipócrita vacila. “Eu fiz?” Então limpa a garganta. “Pois é, fiz sim.

Fiz um favor a nós dois. Fico feliz que seja capaz de reconhecer isso.” O sorriso

convencido de sempre se reinstala em seus lábios. “De qualquer forma, tenho de

encontrar M.J. antes do show.”

Ele se afasta, e vou na direção oposta, em busca de Jae. Todas as passagens de

som foram feitas de manhã, então está tudo praticamente pronto. Como sou a

última aluna de terceiro ano a se apresentar, tenho que ficar olhando para asparedes até a hora de chamarem meu nome. Cass, é claro, vai ser o primeiro do

nosso ano. Deve ter chupado alguém para conseguir a vaga, porque é a melhor da

escala. É quando os juízes ainda estão descansados e animados, ansiosos para

começar a julgar, depois de assistirem às apresentações do pessoal dos primeiros

anos, que não se qualificam para bolsas de estudo. Quando o último aluno de

terceiro ano sobe no palco — eu! —, está todo mundo exausto, ansioso para esticar

as pernas ou fumar um cigarro, antes de começarem as apresentações dos alunos

do último ano.

Procuro por Jae em alguns camarins, mas não o encontro em lugar algum.

Espero que meu violoncelista não tenha me abandonado, mas se tiver ido

embora… bom… não estou nem aí.

Sinto falta de Jughead. Não consigo passar cinco segundos sem pensar nele, e a

lembrança de que não está na plateia hoje é como um golpe de karatê no pescoço.

Minha traqueia se fecha, tornando impossível respirar.

“Elizabeth”

, uma voz mansa me chama.

Contenho um suspiro. Merda. Não estou com a menor vontade de falar com

Mary Jane agora.

Mas a loura mignon dispara na minha direção antes que eu possa fugir,

encurralando-me na porta do camarim no qual estava prestes a entrar. “A gente

pode conversar?”

, dispara.

O suspiro me escapa. “Não tenho tempo pra isso agora. Tô procurando Jae.”

“Ah, ele tá na sala verde no palco leste. Acabei de ver.”

“Obrigada.”

Começo a me afastar, mas ela bloqueia meu caminho. “Betty, por favor.

Preciso muito falar com você.”

Sinto a irritação me subir até a garganta. “Olha, se você tá tentando se desculpar,

não perca seu tempo. Desculpas não aceitas.”

Vejo a mágoa em seus olhos. “Por favor, não diga isso. Porque estou mesmo

triste. Muito, muito triste pelo que fiz. Não deveria ter deixado Cass me

convencer.”

“Não brinca!”

“Eu… eu simplesmente não conseguia dizer ‘não’ para ele.” Sua voz oscila com

um acorde de impotência. “Gostava tanto dele, e ele foi tão atento e encorajador,

insistiu que a música foi feita para um cantor só e que apenas ele seria capaz de

lhe fazer justiça.” O rosto de Mary Jane parece se desfazer por inteiro. “Não podia

ter agido pelas suas costas. Não podia ter feito isso com você. Me perdoa.”

Não me escapa o fato de que está se referindo a Cass no passado. E embora euseja uma canalha por fazer isso, não consigo conter o riso. “Ele terminou com

você, né?”

M.J. evita os meus olhos, os dentes afundando em seu lábio inferior. “Logo

depois de conseguir que a música virasse um solo.”

Não sinto pena de muita gente. Mas empatia? Ofereço isso abertamente. Pena é

algo que reservo para pessoas por quem sinto algo muito mais profundo.

Tenho pena de Mary Jane.

“Preciso perder meu tempo falando ‘Eu não disse’?”

, pergunto.

Ela balança a cabeça. “Não. Você tinha razão. Eu fui muito burra. Queria

acreditar que um cara como ele estivesse mesmo interessado em alguém como eu.

Quis tanto que aquilo fosse verdade que estraguei minha amizade com você.”

“Não somos amigas, M.J.” Sei que estou sendo dura, mas acho que minha noção

de tato quebrou junto com meu coração, porque não me incomodo em suavizar o

tom ou censurar minhas palavras. “Nunca passaria a perna numa amiga desse

jeito. Principalmente por causa de um cara.”

“Por favor…” Ela engole. “Será que a gente não pode começar de novo? Sinto

muito.”

“Sei que você sente.” Ofereço um sorriso triste. “Olha, tenho certeza de que, um

dia, vou ser capaz de falar com você sem pensar nessa merda toda, talvez até

confiar em você de novo, mas ainda não cheguei lá.”

“Entendo”

, responde ela, com a voz fraca.

“Preciso mesmo encontrar Jae.” Forço um último sorriso. “Tenho certeza de que

Cass vai fazer um grande trabalho com a sua música, M.J. Ele pode ser um idiota,

mas canta bem pra caramba.”

Disparo antes que ela possa me responder.

Encontro Jae e ficamos nos bastidores até as apresentações começarem. Depois

de semanas de ensaios ininterruptos, viramos amigos, embora Jae continue muito

tímido e com medo da própria sombra. Mas ele está só no primeiro ano, então

estou torcendo para que saia da concha quando se adaptar à vida da faculdade.

Os alunos dos dois primeiros anos se apresentam primeiro. Jae e eu ficamos de

pé nas coxias, à esquerda do palco, assistindo a um ato depois do outro, mas tenho

dificuldade de me concentrar no que estou ouvindo e vendo.

Não estou com vontade de cantar esta noite. Só consigo pensar em Jughead e na

agonia em seus olhos quando terminei com ele, na forma como seus ombros

caíram quando saiu do meu quarto.

Preciso me lembrar de que fiz isso por ele, para que pudesse continuar na Briar

fazendo o que ama sem ter que se preocupar com dinheiro. Se tivesse lhe contadodas ameaças do pai, Jughead teria escolhido o nosso relacionamento em detrimento

de seu futuro, mas não quero que ele trabalhe em tempo integral, caramba. Não

quero que vá embora ou abandone o hóquei ou viva estressado com pagar o

aluguel ou o carro. Quero que se torne profissional e mostre a todos o quanto ele

é talentoso. Que prove ao mundo que está no gelo porque é o lugar dele, e não

porque o pai o levou até lá.

Quero que seja feliz.

Mesmo que isso signifique a minha infelicidade.

Há um curto intervalo após a última apresentação do segundo ano, e os

bastidores são atingidos por outra confusão. Jae e eu somos quase derrubados,

quando um fluxo interminável de estudantes vestidos de toga invade o palco.

Percebo que são os membros do coral de Cass.

“Poderíamos estar ali.” Sorrio para Jae, enquanto assistimos o coro entrar em

posição no palco escuro. “O exército de minions de Cass.”

Seus lábios se contorcem. “Acho que nos livramos de uma.”

“Concordo.”

Desta vez, quando a apresentação recomeça, volto-me para ela com total atenção,

porque o maravilhoso Cassidy Donovan chegou ao palco. Quando o pianista toca

os acordes de abertura da canção de M.J., experimento uma pontada de ciúme.

Droga, é uma música e tanto. Mordo o lábio, preocupada que minha simples

balada fique muito aquém se comparada à bela composição de Mary Jane.

Não posso mentir. Cass canta pra caramba. Cada nota, cada vibrato, cada maldita

pausa é da mais absoluta perfeição. Está lindo no palco e soa ainda mais bonito.

Quando o coro se junta e dá uma de Mudança de hábito, a apresentação ganha uma

energia totalmente nova.

Só tem uma coisa faltando — emoção. Quando M.J. tocou a música para mim

pela primeira vez, eu a senti de verdade. Senti a conexão dela com a letra e a dor

por trás dos versos. Hoje, não sinto nada, embora não saiba se é por uma falha de

Cass ou se foi o término com Jughead que me roubou a capacidade de ter emoções.

Mas, com certeza, estou sentindo alguma coisa quando sento atrás do piano trinta

minutos depois. Assim que as notas avassaladoras do violoncelo de Jae preenchem

o palco, é como se uma represa se rompesse dentro de mim. Jughead foi a primeira

pessoa para quem cantei esta música, quando ainda estava crua e incompleta,

muito longe de terminada. E Jughead foi o único que me ouviu ensaiá-la, esmerá-

la e aperfeiçoá-la.

Quando abro a boca e começo, é para Jughead que estou cantando. Sou

transportada para aquele lugar tranquilo, minha bolha feliz em que nada de ruimacontece. Na qual meninas não são estupradas, sexo não é uma coisa complicada e

as pessoas não se separam porque idiotas agressivos as obrigam a isso. Meus dedos

tremem nas teclas de marfim, e meu coração se aperta a cada respiração, a cada

palavra que canto.

Quando termino, um silêncio recai sobre o auditório.

E então sou aplaudida de pé.

Levanto-me, mas só porque Jae se aproxima e me faz ficar de pé para

cumprimentarmos o público. Os holofotes me cegam e os aplausos me

ensurdecem. Sei que Cherly, Stella e Meg estão em algum lugar na plateia, em pé, se

esgoelando de tanto gritar, mas não consigo ver seus rostos. Ao contrário do que

vemos em filmes e programas de televisão, é impossível fazer contato visual com

um rosto na multidão quando se tem uma explosão de luz nos olhos.

Jae e eu deixamos o palco em direção às coxias, e sou engolida por alguém num

abraço de urso. É Kevin, e seu sorriso cobre todo o rosto ao me parabenizar.

“É melhor que isso sejam lágrimas de felicidade!”

, exclama.

Toco minha bochecha, surpresa de encontrá-la molhada. Nem tinha percebido

que estava chorando.

“Você foi espetacular”

, explode uma voz, e viro-me para ver Fiona marchando

na minha direção. Ela me puxa em seus braços e me aperta. “Você tava

deslumbrante, Elizabeth. Melhor apresentação da noite.”

Suas palavras não aliviam a dor que sinto no peito. Consigo apenas acenar com

a cabeça e murmurar: “Preciso ir ao banheiro. Com licença”.

Deixo Kev, Fiona e Jae me fitando confusos, mas não me importo, nem

diminuo a velocidade. Foda-se o banheiro. Foda-se este festival. Não quero ficar

aqui e assistir às apresentações do último ano. Não quero esperar a cerimônia da

bolsa de estudos. Só quero sumir e encontrar um canto para chorar.

Corro em direção à saída, as sapatilhas prateadas batendo no piso de madeira

diante da minha necessidade desesperada de fugir.

A um metro e meio da porta, bato num peito masculino rígido.

Meu olhar voa e pousa num par de olhos cinzentos. Levo um segundo para

perceber que estou diante de Jughead.

Nenhum de nós fala. Está de calça preta e uma camisa social azul que se estica

sobre seus ombros largos. Sua expressão é um misto de admiração radiante e

tristeza infinita.

“Oi”

, diz, com a voz rouca.

Meu coração pula de felicidade, e tenho que me lembrar que esta não é uma

ocasião feliz, que ainda estamos separados. “Oi.”“Você foi… sensacional.” Os olhos bonitos ficam ligeiramente embaçados.

“Absolutamente sensacional.”

“Você tava na plateia?”

, sussurro.

“Onde mais eu poderia estar?” Mas não soa irritado, apenas triste. Então sua voz

engrossa, e ele murmura: “Quantos?”.

Uma confusão me invade. “Quantos o quê?”

“Com quantos caras você saiu esta semana?”

Estremeço de surpresa. “Nenhum”

, deixo escapar, antes de poder evitar.

E me arrependo na mesma hora, pois um vislumbre de perspicácia surge em

seus olhos. “Foi o que imaginei.”

“Jughead…”

“O negócio é o seguinte, Coopeys”

, me interrompe ele. “Tive sete dias inteiros

para pensar nesta separação. Na primeira noite? Enchi a cara. Sério, fiquei um

lixo.”

Sou tomada por uma onda de pânico, porque, de repente, imagino que ele possa

ter ficado com alguém quando estava bêbado, e a ideia de Jughead com outra

garota é de matar.

No entanto, ele continua, e minha ansiedade diminui. “Depois, deixei a

bebedeira passar, me acalmei e resolvi fazer melhor uso do meu tempo. Então…

Tive sete dias inteiros para analisar e reavaliar o que aconteceu entre nós, para

dissecar o que deu errado, reexaminar cada palavra do que você disse naquela

noite…” Ele deita a cabeça. “Quer saber a conclusão a que cheguei?”

Meu Deus, tenho pavor de ouvir isso.

Quando não respondo, ele sorri. “Minha conclusão é que você mentiu para

mim. Não sei por que fez isso, mas pode apostar que pretendo descobrir.”

“Não menti”

, minto. “Realmente estávamos indo rápido demais para mim. E

quero sair com outras pessoas.”

“Aham. Sério?”

Adoto meu tom mais insistente. “Sério.”

Jughead fica em silêncio por um instante. Em seguida, estende a mão e acaricia

de leve o meu rosto antes de afastá-lo e dizer: “Só acredito vendo”.


Notas Finais


Gente só falta 4 capítulos mais o epílogo para a história acabar. Ahhhhhhhhhh ano acredito nisso, meu Deus.

Só volto segunda-feira, mores.

Comentem e apertem o coraçãozinho. ♥️


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