História O Acordo - Simbar - Capítulo 6


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Categorias Sou Luna
Tags Benimbar, Pelfi, Simbar, Sou Luna
Visualizações 403
Palavras 3.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Começou a Maratona ❤️❤️❤️

Capítulo 6 - Capítulo 6 ( Maratona )


Fanfic / Fanfiction O Acordo - Simbar - Capítulo 6 - Capítulo 6 ( Maratona )

      P.O.V. Ámbar :

Na tarde seguinte, Delfi liga bem na hora em que estou saindo do prédio de música num rompante, depois de mais um ensaio desastroso com Gastón.
“Uau” , exclama, diante do meu jeito seco. “Que bicho te mordeu?”
“Gastón Perida ” , respondo irritada. “O ensaio foi um inferno.”
“Ele tá tentando roubar todas as notas boas de novo?”
“Pior.” Sinto muita raiva para repassar o que aconteceu, por isso não me dou ao trabalho. “Minha vontade é de apunhalar o cara pelas costas, A. Não, melhor fazer isso pela frente, para que ele olhe bem nos meus olhos e veja a minha alegria.”
Sua risada é um alento aos meus ouvidos. “Caramba, ele realmente pisou no seu calo, hein? Quer desabafar durante o jantar?”
“Não posso, vou encontrar Graham hoje à noite.” Outro compromisso que preferia deixar passar. Minha vontade agora é tomar um banho e ver TV, mas, conhecendo a peça, Simón vai vir atrás de mim e fazer uma cena se eu ousar dar
um bolo nele.
“Ainda não tô acreditando que você concordou com essa história de aulas particulares”
, admite Delfi . “Ele deve ser muito insistente.”
“É mais ou menos isso” , comento, vagamente.
Não contei a Delfi sobre o acordo com Simón , principalmente porque quero adiar a provocação inevitável de quando ela se der conta do meu nível de desespero para fazer Benicio  prestar atenção em mim. Sei que não vou ser capaz de
esconder a verdade para sempre — sem dúvida, Delfi vai me encher de perguntas quando descobrir que vou a uma festa com o cara. Mas tenho certeza de que posso inventar uma boa desculpa até lá.
Algumas coisas são vergonhosas demais para admitir, mesmo para a melhor amiga.
“Quanto ele está pagando?” , pergunta, curiosa.
Feito uma idiota, respondo com o primeiro número que me vem à cabeça
“Hmm, sessenta.”
“Sessenta dólares por hora? Gente do céu. Que loucura. Vou querer um jantar chique quando isso acabar!”
Um jantar chique? Droga. Lá se vão uns três turnos na lanchonete.
Viu só, esse é o motivo por que sempre se deve falar a verdade. Mentiras invariavelmente voltam para pegar no seu pé.
“Claro”, respondo descontraída. “Enfim, tenho que desligar. Ada está com o carro esta noite, então vou precisar chamar um táxi. Vejo você em duas horas.”
O táxi da universidade me leva até a casa de Simón, e marco de ser buscada em uma hora e meia. Simón  me disse para entrar direto na casa, porque ninguém escuta a campainha com o barulho da TV ou do som. Mas, quando abro a porta,
está tudo em silêncio.
“Álvarez?” , chamo da entrada.
“Aqui em cima” , ouço o som abafado de sua voz.
Encontro-o em seu quarto, com uma calça de moletom e uma regata branca que exibe os bíceps e os braços bem torneados. Não dá para negar, Simón  tem um corpo… atraente. É grande, mas não como um daqueles brutamontes da linha de defesa, e sim alto, esguio e musculoso. A camiseta sem mangas também me oferece uma visão e tanto da tatuagem no braço direito.
“E aí, cadê os seus amigos?”
“É sexta à noite… o que você acha? Na balada.” Parece triste ao pegar os livros da mochila jogada no chão.
“E você preferiu estudar” , observo. “Não sei dizer se devo me impressionar ou ter pena de você.”
“Não faço baladas durante a temporada, Smurf. Já falei.”
É verdade, falou mesmo, mas eu não tinha acreditado. Como assim ele não sai todas as noites? Quero dizer, olha só para a criatura. O cara é mais maravilhoso e mais popular que o Bieber. Bom, isso até ele perder a linha e abandonar um pobre
macaco no exterior.
Sentamos na cama e vamos direto ao trabalho, mas toda vez que Simón gasta uns poucos minutos para ler a teoria, o ensaio de hoje volta à minha cabeça. A raiva continua a borbulhar em meu estômago, e, embora tenha vergonha de
admitir, o mau humor transparece em nossa aula. Sou mais implicante do que era minha intenção e muito mais ríspida do que o necessário quando Simón não capta a matéria.
“Não é tão complicado assim” , resmungo, quando não compreende um tópico
pela terceira vez. “Ele tá dizendo que…”
“O.k., já entendi” , me interrompe, a irritação evidente em sua testa. “Não precisa pegar no meu pé, Smurf .”
“Desculpa.” Fecho os olhos por um instante, para me acalmar. “Vamos passar para o próximo filósofo. Depois a gente volta para o Foucault.”
Simón franze o cenho. “A gente não vai passar pra filósofo nenhum. Não até você me explicar por que tá sendo tão dura comigo desde que chegou aqui. O que foi, seu gato ignorou você no jardim da faculdade ou algo parecido?”
Seu sarcasmo só intensifica minha irritação. “Não.”
“Tá menstruada?”
“Ai, meu Deus. Você é um babaca. Quer fazer o favor de ler a teoria?”
“Não vou ler coisa nenhuma.” Ele cruza os braços. “Olha, dá para desfazer essa sua cara feia aí em dois tempos. Você só tem que me dizer por que está com raiva, aí eu respondo que você tá sendo ridícula, e a gente segue em frente com o estudo em paz.”
Havia subestimado a teimosia dele. Mas deveria ter imaginado, considerando a forma como sua tenacidade me venceu em mais de uma ocasião. Não estou com vontade de me abrir com ele, mas minha discussão com Gastón parece uma nuvem preta pairando sobre a minha cabeça. Preciso extravasar a energia negativa antes que ela me consuma.
“Ele quer um coral!”
Simón  pisca, sem entender. “Quem quer um coral?”
“Meu parceiro de dueto” , respondo, sombriamente. “Também conhecido como praga da minha vida. Juro por Deus que, se não tivesse medo de quebrar os dedos, acertava a mão bem no meio daquela cara convencida e idiota.”
“Quer que eu te ensine a dar uns socos?” Simón aperta os lábios como quem está contendo o riso.
“Tô tentada a dizer que sim. Sério, é impossível trabalhar com esse cara. A música é linda, mas tudo o que ele sabe fazer é botar defeito nos detalhes mais microscópicos. O tom, o tempo, o arranjo, a porcaria das roupas que a gente vai usar.”
“Tá… e que história é essa de coral?”
“Pois é… Gastón quer um coral para nos acompanhar no último refrão. Uma droga de um coral. A gente tá ensaiando essa música há semanas, Simón. A ideia é simples e elegante, só nós dois exibindo as nossas vozes, e de repente ele inventa que quer fazer uma superprodução?”
“Parece uma diva.”
“É exatamente o que ele é. Tô prestes a pular no pescoço dele.” Minha raiva é tão visceral que me dá um nó na garganta e faz minhas mãos tremerem. “E aí, como se não bastasse, dois minutos antes do final do ensaio, ele decide mudar o arranjo.”
“Qual o problema do arranjo?”
“Nenhum. Não tem nada de errado com o arranjo. E Flor , a menina que escreveu a merda da música, fica lá sentada e não diz nada! Não sei se ela tem medo do Gastón , se tá apaixonada por ele ou sei lá o quê, mas ela não ajuda. Se fecha num casulo toda vez que a gente começa a brigar, sendo que ela tinha mais é que dar uma opinião e tentar resolver o problema.”
Simón  contrai os lábios. Mais ou menos como minha avó faz quando está pensando profundamente. É bem bonitinho.
Mas se eu dissesse que acabou de me lembrar da minha avó no mínimo ele me mataria.
“O que foi?” , pergunto, diante do seu silêncio.
“Quero ouvir a música.”
A surpresa me invade. “O quê? Por quê?”
“Porque você só fala disso desde quando a gente se conheceu.”
“É a primeira vez que toco no assunto!”
Ele me responde com um aceno displicente com a mão, um gesto que estou começando a suspeitar que faça o tempo todo. “Não importa, quero ouvir. Se essa Flor não tem coragem de fazer uma crítica merecida, eu tenho.” Ele dá de
ombros. “Talvez seu parceiro… como é mesmo o nome dele?”
“Gastón.”
“Talvez Gastón tenha razão, e você seja teimosa demais para perceber.”
“Pode acreditar, ele está errado.”
“Certo, deixa que eu decido isso. Canta aí as duas versões da música para mim, do jeito que é agora e do jeito que Gastón quer. Então eu digo o que acho. Você toca,né?       

Franzo o cenho. “Toco o quê?”

Simón revira os olhos. “Um instrumento.”

“Ah. Toco. Piano e violão… por quê?”

“Já volto.”
Ele sai do quarto e ouço seus passos no corredor, seguidos pelo ranger de umaporta. Logo depois, volta com um violão na mão.
“É do Michel ” , explica. “Ele não vai se importar se você tocar.”
Ranjo os dentes. “Não vou ficar aqui fazendo serenata para você.”
“Por que não? Tá com vergonha?”
“Não. Só tenho mais o que fazer.” Lanço um olhar contundente na direção dele.
“Por exemplo, conseguir que você passe na segunda chamada.”
“Já estamos quase acabando o pós-modernismo. A parte mais difícil começa aula que vem.” Sua voz assume um tom zombeteiro. “Vamos lá. Temos tempo. Me mostra a música.”
Em seguida, abre um sorriso de menino ao qual sou incapaz de dizer não. O sujeito definitivamente treinou bem a cara de cachorro pidão. Só que não é um menino. É um homem, com um corpo grande, forte e um queixo expressivo, determinado. Sorrisos provocantes à parte, sei que Simón vai me encher o saco a noite toda se não concordar em cantar.
Pego o violão e o coloco no colo, dedilhando de leve. Está afinado, é um pouco menor do que o que tenho em casa, mas o som é ótimo.
Simón sobe na cama e deita, descansando a cabeça numa montanha de travesseiros. Nunca conheci ninguém que dormisse com tantos travesseiros.
Talvez precise deles para caber o ego gigante.
“Certo” , digo. “O negócio é o seguinte. Finge que tem um cara cantando comigo no primeiro refrão, e depois seguindo com a segunda estrofe.”
Conheço um monte de gente tímida demais para cantar na frente de estranhos, mas nunca tive esse problema. Desde criança, a música sempre foi um escape para mim. Quando canto, o mundo desaparece. Sou só eu, a música e um profundo sentimento de tranquilidade que nunca fui capaz de encontrar em lugar nenhum, não importa o quanto tente.
Respiro, toco os acordes de abertura e começo a cantar. Não olho para Simón, porque já estou em outro lugar, perdida na melodia e nas palavras, concentrada por inteiro no som da minha voz e na ressonância do violão.
Adoro essa música. De verdade. É estonteante de tão bonita e, ainda que não tenha o barítono volumoso de Gastón  para complementar minha voz, causa o mesmo impacto, a mesma emoção lancinante que Flor  verteu em palavras.
Minhas ideias clareiam e meu coração fica mais leve quase que imediatamente.
Eu me sinto inteira de novo, porque a música tem esse efeito sobre mim, foi assim que me ajudou depois do estupro. Sempre que as coisas ficavam pesadas ou dolorosas demais, eu ia para o piano ou pegava meu violão e sabia que a alegria
não estava tão fora de alcance. Estava logo ali, sempre disponível para mim, desde que fosse capaz de cantar.
Vários minutos depois, a nota final paira no ar como um traço de perfume adocicado, e flutuo de volta ao presente. Viro-me para Simón , mas seu rosto é inexpressivo. Não sei o que estava esperando dele. Um elogio? Uma provocação?
O que quer que fosse, não era silêncio.
“Quer ouvir a versão de Gastón?, pergunto.
Ele faz que sim. Um gesto mínimo. Só um movimento rápido da cabeça e nada mais.

Seu rosto impenetrável me perturba, por isso, desta vez, fecho os olhos. Coloco a ponte onde Gastón acha que deve ser, acrescento um segundo refrão como ele insistiu — e, honestamente, não acho que estou de implicância quando digo que prefiro o original. A segunda versão é arrastada, e o coral adicional é um exagero.
Para minha surpresa, Simón concorda comigo quando termino. “Fica muito longa desse jeito” , diz, com a voz rouca.
“Fica, não é?” Sinto-me emocionada de ouvi-lo dando voz à minha preocupação.
É uma pena que Flor  seja incapaz de falar o que pensa perto de Gastón.
“E esqueça o coral. Você não precisa. Aliás, acho que não precisa nem do Gastón.”
Ele balança a cabeça, espantado. “Sua voz é… porra, Smurf, é linda.”
Minhas bochechas ficam quentes. “Você acha?”
Sua expressão apaixonada me diz que está falando sério. “Toca outra coisa”,ordena.

“Hmm. O que você quer ouvir?”
“Qualquer coisa. Não me importo.” Fico espantada com a intensidade da sua voz, a emoção brilhando naqueles olhos cinzentos. “Só preciso ouvir você cantar de novo.”
Uau. Tudo bem. Toda a minha vida as pessoas me disseram que era talentosa, mas, além dos meus pais, ninguém nunca me implorou para cantar.
“Por favor”, acrescenta, em voz baixa.

Então canto. Uma música minha desta vez, mas, como ainda precisa de uns ajustes, acabo mudando para outra. “Stand by Me”, a preferida da minha mãe, a

que canto para ela todos os anos em seu aniversário, e a memória me leva de volta para aquele lugar calmo.
No meio da música, Simón fecha os olhos lentamente. Vejo seu peito firme subir e descer, minha voz embargada de emoção pela letra. Então meu olhar viaja para o rosto dele e noto a pequena cicatriz branca no queixo, que divide em dois o rastro de barba por fazer em sua mandíbula. Me pergunto o que pode tera acontecido Hóquei? Acidente quando era criança?

Ele mantém os olhos fechados durante toda a música, e quanto toco o último acorde, concluo que dormiu. Deixo a última nota morrer e pouso o violão no chão.
Simón abre os olhos antes que eu possa me levantar da cama.
“Ah, você tá acordado.” Engulo em seco. “Achei que tivesse pegado no sono.”
Ele senta na cama, a voz impregnada de admiração pura. “Onde você aprendeu a cantar assim?”
Dou de ombros, sem jeito. Ao contrário de Gastón , sou modesta demais para fazer elogios a mim mesma. “Sei lá. É só uma coisa que sempre fiz.”
“Você fez algum curso?”
Nego com a cabeça.
“Só abriu a boca um belo dia e saiu isso?”
Deixo escapar uma risada. “Você parece os meus pais. Eles costumavam dizerq quedevo ter sido trocada na maternidade ou algo assim. Ninguém na minha família tem ouvido musical. Ainda estão tentando entender de onde veio o gene.”

“Preciso de um autógrafo seu. Assim, quando você ganhar um Grammy, posso vender no eBay e ganhar uma grana.”
Deixo escapar um suspiro. “A indústria musical é cruel, cara. Até onde sei, vou quebrar a cara se tentar viver de música.”
“Não vai nada.” Sua voz ressoa de convicção. “E quer saber mais? Acho que é um erro você se apresentar em dueto no festival. Deveria estar sozinha no palco.
Sério, se você sentar lá com um único holofote na cabeça e cantar como fez agora, vai deixar todo mundo arrepiado.”
Acho que Simón pode estar certo. Não sobre os arrepios, mas sobre ter cometido um erro em aceitar a parceria com Gastón. “Bom, agora é tarde demais. Já me comprometi.”
“Você sempre pode mudar de ideia” , sugere ele.
“De jeito nenhum. Seria passar a perna.”
“Só tô dizendo que se você voltar atrás agora, ainda dá tempo de ensaiar um solo. Se esperar demais, vai estar ferrada.”
“Não posso fazer isso.” Fito-o, com ar de desafio. “Você deixaria seus colegas de time na mão se eles tivessem contando com você?”
Ele nem hesita. “Nunca.”
“Então por que você pensa que eu faria isso?”
“Porque Gastón não é seu colega de time” , responde Simón, calmamente. “Pelo que eu entendi, desde o início ele tem trabalhado exclusivamente contra você.”
Mais uma vez, meu medo é de que esteja certo. Ainda assim, é mesmo tarde demais para fazer uma mudança. Me comprometi com o dueto e agora tenho de.seguir em frente.
“Concordei em cantar com ele”., digo com firmeza. “E a minha palavra tem significado.” Olho para o despertador de Simón e solto um palavrão quando reparo na hora. “Tenho que ir. Meu táxi já deve estar esperando lá fora.” Salto depressa para fora da cama. “Só preciso fazer um xixi rapidinho.”
Ele faz uma cara feia. “Informação demais.”
“As pessoas fazem xixi, Simón. Lide com isso.”
Quando saio do banheiro alguns minutos depois, Simón está com a expressão mais inocente do planeta. Claro que fico desconfiada na mesma hora. Olho para os livros espalhados pela cama, em seguida para minha pasta, que deixei no chão,
mas nada parece fora do lugar.
“O que você fez?”, exijo saber.
“Nada”, responde ele, indiferente. “De qualquer forma, amanhã à noite tenho um jogo, então nossa próxima sessão vai ter que ser no domingo. Tudo bem por você? Lá para o final da tarde?”
“Claro” , respondo, mas não sou capaz de afastar a certeza de que ele está tramando alguma coisa.
Só quando entro em meu quarto, quinze minutos depois, é que descubro que minhas suspeitas eram justificadas. Recebo uma mensagem de Simón, e meu queixo cai de indignação.
Ele: Confissão: apaguei todas as músicas do One Direction do seu iPod qd vc tava no banheiro. D nada.
Eu: O q?? Vou mamar vc!
Ele: Qd quiser!
Levo um segundo para entender o que aconteceu e fico pasma.
Eu: Matar vc! Quis dizer q vou MATAR vc. Maldito corretor.
Ele: Claaaaaro. Põe a culpa no corretor.
Eu: N enche.
Ele: Acho q tem alguém passando vontade…
Eu: Boa noite, Álvarez.
Ele: Tem certeza d q n quer voltar aqui? Saciar esse desejo.
Eu: Eca. Nunca.
Ele: Aham. PS: dá uma olha no seu e-mail. Mandei uma playlist p vc ouvir. Músicas de vdd.
Eu: Q vai direto p a minha lixeira.
Delfi decide entrar no meu quanto justamente quando estou sorrindo satisfeita ao mandar a mensagem.
“Com quem você tá falando?” Ela está bebendo um dos seus sucos nojentos, e o canudinho salta de sua boca com seu arquejo de espanto. “Ai, meu Deus! É o Benicio?”
“Não… só o Álvarez. Tá sendo um pé no saco, como sempre.”
“Como assim? Vocês viraram amigos agora?”, provoca.
Não sei o que dizer. Minha primeira reação é negar, mas, quando me lembro de que passei as últimas duas horas dividindo com ele meus problemas com Gastón e depois praticamente fiz uma serenata para o cara, isso parece errado. E, para falar a verdade, por mais insuportável que ele seja às vezes, Simón Álvarez não é tão ruim como eu      pensava.   Por isso, dou um sorriso murcho e digo: “É. Acho que sim”.


Notas Finais


Vou continuar ❤️


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