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História O Acordo - YoonMin - Capítulo 23


Escrita por: LuanaDias676

Capítulo 23 - Capítulo 23


Fanfic / Fanfiction O Acordo - YoonMin - Capítulo 23 - Capítulo 23

Jimin 


O Malone’s, que já não é um bar muito grande, está absolutamente tomado de jogadores de hóquei. O lugar é tão pequeno que é impossível encontrar lugar para sentar. Nesta noite, mal dá para respirar, que dirá ficar em pé confortavelmente. 

O time inteiro veio para a festa de Dean, e por acaso, segunda-feira é dia de karaokê, portanto o ambiente apertado está barulhento à beça e empanturrado de corpos. O lado bom é que nenhum de nós precisou mostrar as identidades falsas na porta. 

De repente, percebo que, em poucos meses, ela não vai mais ter utilidade. Quando completar vinte e um anos, em janeiro, vou ganhar mais do que só status de adulto perante a lei finalmente, vou ter acesso à herança que meus avós me deixaram, o que significa que vou estar a um passo de me libertar do meu velho. 

Yoongi chega uns vinte minutos depois de mim e dos caras. Não o busquei porque o ensaio atrasou, e ele insistiu que não tinha problema em pegar um táxi. Também insistiu em passar no alojamento primeiro para tomar um banho e trocar de roupa, e, ao pousar os olhos nele, apoio a decisão do fundo do coração. Está absolutamente lindo de jaqueta, botas e camiseta. Tudo preto.

– Oi – diz – Tá sufocante aqui dentro. 

– Oi

Eu me inclino e beijo sua bochecha. 

Teria preferido que fossem os lábios deliciosos, mas, embora considere isso um encontro, tenho certeza de que Yoongi não pensa da mesma forma. 

– Como foi o ensaio?

– O de sempre – Ele me oferece um olhar triste – A mesma merda de sempre.

– O que Cass, o Babaca, fez dessa vez?

– Nada demais. Só continua agindo como o idiota que é – Yoongi suspira – Ganhei a discussão sobre onde colocar a ponte no arranjo, mas ele venceu na questão do segundo refrão. Sabe, a hora em que o coral entra.

Solto um gemido alto. 

– Ah, pelo amor de Deus, Yoon. Você cedeu nisso?

– Foi dois contra um – responde ele, sombriamente – Mary decidiu que sua canção precisava de um coral para alcançar o efeito máximo. Vamos começar a ensaiar com eles na quarta-feira. 

Ele está obviamente muito chateado, então aperto seu braço e digo: 

– Quer uma bebida?

Vejo seu pescoço se mover à medida que engole em seco. Demora um pouco a responder. Só me olha nos olhos, como se estivesse tentando penetrar meu cérebro. 

Acabo prendendo o fôlego, porque sei que algo importante está para acontecer. Ou ele vai colocar sua confiança em minhas mãos, ou vai trancá-la a sete chaves, o que seria o equivalente a um soco de sacudir o esqueleto, porque, caramba, como quero que Yoongi confie em mim. 

Quando finalmente responde, sua voz é tão baixa que não posso ouvi-lo por causa da música. 

– O quê? 

Ele expira e levanta a voz. 

– Eu disse com certeza.

Com essas palavrinhas, meu coração infla feito um maldito balão de hélio. 

A confiança de Yoongi chega às minhas mãos. 

Luto para manter a felicidade para mim mesmo, contentando-me com um aceno indiferente de cabeça enquanto o levo na direção do bar. 

– O que vai querer? Cerveja? Whisky?

– Não, quero algo gostoso.

– Juro por Deus, Yoon, se você pedir Schnapps de pêssego ou uma bebida de mulherzinha, não sou mais seu amigo.

– Por que não posso tomar uma bebida de mulherzinha? Hmm, uma piña colada, talvez?

Solto um suspiro. 

– Tudo bem. Melhor do que Schnapps, pelo menos.

No bar, peço a bebida de Yoongi e passo a examinar cada movimento do barman. Yoongi também está com olhos de águia em cima dele.

Com dois dos clientes mais vigilantes do planeta acompanhando a confecção da piña colada do início ao fim, não há a menor chance de haver alguma droga na taça que coloco na mão de Yoongi poucos minutos depois. Ele dá um pequeno gole, então sorri para mim. 

– Hmm, delícia.

A alegria em meu coração quase transborda. 

– Vamos lá, deixe-me apresentar alguns dos caras.

Pego seu braço de novo e caminhamos em direção ao grupo barulhento na mesa de sinuca, onde o apresento a Birdie e a Simms. 

Namjoon e Seokjin nos veem e se aproximam, os dois cumprimentam Yoongi com um abraço. 

O de Namjoon é um pouco longo demais, mas quando vejo seu olhar, a expressão é inocente. Talvez seja apenas paranoia minha. 

Mas que inferno, já estou competindo com Jeon pela atenção de Yoongi, e a última coisa que quero é o meu melhor amigo entrando na disputa. 

Só que… estou mesmo competindo? Ainda não tenho certeza do que quero com ele. 

Digo, tudo bem, quero sexo. Quero muito, muito mesmo. 

Mas, se por algum milagre, ele decidir me oferecer isso, e aí? O que acontece depois? Finco uma bandeira no chão e aviso para o mundo que Yoongi é o meu namorado? 

Namoros são uma distração, e não posso ter distrações agora, sobretudo porque há duas semanas corria riscos de perder meu lugar na equipe. 

Não concordo com meu pai em muitas coisas, mas quando se trata de foco e ambição, pensamos da mesma forma. 

Vou virar profissional depois de me formar. Até lá, preciso me concentrar em tirar boas notas e conduzir meu time para mais uma vitória no Frozen Four. Falhar não é uma opção. 

Mas ver Yoongi ficando com outro cara? 

Também não é uma opção.

Apresento-lhes a cruz e a espada. 

– Ai meu Deus, isso é tão bom – diz Yoongi ao dar mais um gole profundo – Quero outro.

Rio. 

– Que tal você terminar esse primeiro, depois a gente decide sobre um refil?

– Tá – bufa ele. 

Então vira a bebida num dos goles mais rápidos que já testemunhei, lambe os beiços e sorri para mim. 

– E aí. Que tal um refil?

Não posso lutar contra o sorriso que se estende por todo o meu rosto. Rapaz, tenho a impressão de que Yoongi vai ser um bêbado muito… interessante. 

E estou absolutamente certo. Três piñas coladas depois, Yoongi está no palco cantando no karaokê. Isso mesmo. Bêbado do tipo que sobe no karaokê. 

O que salva é que ele é um cantor fenomenal. 

Não posso imaginar quão deprimente seria se estivesse bêbado e tivesse uma voz de taquara rachada.

O bar inteiro está louco por ele. 

Yoongi está cantando e quase todo mundo está acompanhando, até alguns dos meus colegas de time mais embriagados. 

Pego-me sorrindo feito um idiota enquanto olho para o palco. Não há nada de indecente no que está fazendo. Nenhuma sugestão de que vai tirar a roupa nem movimentos sugestivos. 

Yoongi joga a cabeça para trás animado, as bochechas coradas e os olhos brilhando ao cantar, e é tão bonito que me dói o peito. 

Foda-se, quero outro beijo. 

Quero sentir seus lábios nos meus. 

– Ele é incrível! – grita Namjoon aproximando-se. 

Está com um sorriso enorme também, assistindo a Yoongi, mas noto um brilho estranho em seus olhos. 

Parece um brilho de… interesse.

– Ele é aluno de música

É a única resposta idiota que sou capaz de dar, porque estou muito distraído com a expressão dele. 

Ao final da música, Yoongi é ovacionado. 

Um segundo depois, Dean sobe no palco e sussurra algo em seu ouvido. Parece estar tentando convencê-lo a cantar com ele, mas fica tocando seu braço enquanto derrama sua lábia, e não há dúvidas sobre o desconforto nos olhos de Yoongi. 

– Minha deixa para salvá-lo – digo antes de abrir caminho entre a multidão. 

Quando chego ao pé do palco, coloco as mãos ao redor da boca e chamo por Yoongi. 

– Yoon, traga essa bunda gostosa aqui!

Sua expressão se ilumina ao me ver. 

Sem hesitar por um momento, mergulha do palco para os meus braços à sua espera e gargalha quando o giro no ar. 

– Ai meu Deus, isso é tão divertido! – exclama. – A gente precisa vir sempre aqui!

Com o riso fazendo cócegas em minha garganta, avalio seu rosto, tentando estabelecer em qual grau da minha escala incrivelmente precisa de bêbados ele se enquadra, considerando que um é sóbrio e dez é acordei sem roupas em Portland sem a menor lembrança de como cheguei aqui. 

Como seus olhos estão vivos e ele não está enrolando as palavras nem tropeçando, decido que deve estar perto do cinco alegre, mas consciente. 

E talvez isso faça de mim um arrogante, mas amo ser o cara que o deixou assim. 

Em quem ele confiou o bastante para cuidar dele de forma que pudesse se soltar e se divertir. 

Com outro sorriso reluzente, Yoongi pega a minha mão e começa a me arrastar para longe da pequena pista de dança.

Seus olhos hipnotizantes me fitam, brilhando com uma pontada de dúvida. 

– Você não vai deixar nada de ruim acontecer comigo, vai Jimin?

Um nó do tamanho de Massachusetts se aloja em minha garganta. 

Engulo em seco e tento falar por cima dele. 

– Nunca.



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