História O Acordo - Capítulo 21


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 340
Palavras 2.066
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores, dessa vez vim mais cedo postar capítulo, porque sábado teremos o último capítulo. Sim, nesse sábado acaba a fic!

Boa leitura.

Capítulo 21 - Twenty one


POV Millie

No meu segundo dia de volta ao campus, embarco em minha própria missão: Operação Só Acredito Vendo. Porque está na cara que o único jeito de convencer Finn a recuar é provar a ele que estou seguindo em frente. O que significa que preciso encontrar um cara para sair comigo. Para ontem.

A primeira oportunidade surge quando passo no Café Hut para pegar um chocolate quente. Está nevando horrores lá fora, e bato a neve das botas no capacho perto da porta antes de entrar na fila. É então que percebo que o cara na minha frente parece conhecido. Quando faz seu pedido e vai até o balcão para recebê-lo, vejo seu perfil de relance e me dou conta de que se trata de Romeo.

Romeo... o quê? Buckim? Não, Beckham. Romeo Beckham, de literatura inglesa e da festa da Sigma. Perfeito. Temos passado. É praticamente um relacionamento.

- Oi, Romeo. – cumprimento depois de pedir minha bebida e me juntar a ele no balcão.

Romeo se enrijece visivelmente ao som da minha voz.

- Ah. Oi. – seus olhos disparam pelo ambiente, como se não quisesse que ninguém nos visse conversando.

- Escute. – começo. – Estava pensando, nunca mais nos falamos desde aquela festa em outubro...

A barista coloca um copo de isopor na frente de Romeo, que o pega tão rápido que nem sequer vejo sua mão.

Continuo depressa.

- Achei que seria bom colocar a conversa em dia e...

Romeo já está se afastando de mim. Meu Deus, por que parece tão aterrorizado? Será que pensa que vou esfaqueá-lo ou algo assim?

- ... talvez você queira tomar um café um dia desses. – termino.

- Ah. – afasta-se ainda mais. – Hmm. Obrigado pelo convite, mas... hmm, é, não bebo café.

Fico olhando para o copo em sua mão.

Ele segue meus olhos e engole em seco.

- Desculpa, tenho que ir. Vou encontrar alguém... do outro lado do campus e... hmm... bem longe, então estou com um pouco de pressa.

Bom, pelo menos não está mentindo sobre estar com pressa, porque voa porta afora como um velocista olímpico.

Certo, isso foi... estranho.

Franzindo a testa, pego meu chocolate quente e vou na direção da Bristol House. É um processo lento, porque a neve está caindo mais rápido do que a equipe de limpeza do campus é capaz de escavar, e minhas botas afundam meio metro a cada passo. Mas o ritmo forçado me permite encontrar outro elemento de estranheza.

Quando estava saindo com Finn, as pessoas me cumprimentavam o tempo todo. Hoje, todo mundo por quem passo parece me evitar, principalmente os homens.

É assim que os amish desonrados se sentem quando são banidos? Porque ninguém está olhando para mim, e não gosto disso.

Também não entendo o que está acontecendo.

No caminho até o alojamento, decido ligar para Dexter e ver se ele quer sair hoje à noite. Talvez ir ao Malone’s — não, Finn poderia estar lá. Outro bar na cidade, então. Ou o salão de festas da faculdade. Qualquer lugar em que eu poderia conhecer um cara.

Perto da Bristol House, o garoto oportunidade número dois sai do prédio ao lado. É Jacob, e, ao contrário do restante do mundo, ergue a mão para um aceno.

Aceno de volta, em grande parte pelo alívio de que alguém pareça feliz em me ver.

- Oi, estranha. – cumprimenta ele, vindo na minha direção.

Está com o cabelo de quem acabou de sair da cama, e, no entanto, não acho mais isso tão bonitinho. Só o faz parecer um desleixado. Ou talvez um farsante, porque tenho certeza de que posso ver gel nos fios, o que significa que perdeu tempo criando o estilo “não estou nem aí”. E isso faz dele um mentiroso.

Também caminho em sua direção.

- Oi. Como foi de férias?

- Bem. Não chove muito em Seattle nesta época do ano, por isso tive que me contentar com uma tonelada de neve. Andei de snowboard, esquiei, fiz hidromassagem. Foi divertido. – as covinhas de Jacob aparecem e não provocam nada em mim. Mas... que inferno, é o único cara que olhou para mim hoje. Pedintes não contam, certo?

- Parece divertido. Hmm, então...

Não.

Não, não, não. Simplesmente... não.

Não posso fazer isso. Não com este cara. Finn me ajudou a fazer ciúmes em Jacob em outubro. Cancelei um encontro com ele quando percebi que queria estar com Finn. E sei o quanto Finn não gosta de Jacob.

Não posso, de jeito nenhum, abrir esta porta, e não é apenas porque meus sentimentos por Jacob sejam inexistentes, mas porque seria como esfaquear Finn no peito.

- Então, oi. – termino. – Pois é... Só vim dizer oi. – ergo meu copo de chocolate quente como se de alguma forma fizesse parte desta conversa. – E vou lá dentro beber isto. Bom ver você.

Sua voz irritada faz minhas costas se arrepiarem.

- O que diabos foi isso? – pergunta.

A culpa borbulhando em meu estômago me impele a virar de volta para ele.

- Desculpa. – digo, com um suspiro. – Sou uma idiota.

Um sorriso irônico surge em seus lábios.

- Bom, eu não ia falar nada, mas...

Caminho de volta até ele, as mãos enluvadas ainda envolvendo o copo.

- Nunca quis te dar falsas esperanças. – admito. – Quando disse que ia sair com você, era algo que queria muito na época. De verdade. – a dor se instala em minha garganta. – Não achei que fosse me apaixonar por ele, Jacob.

Agora ele parece apenas resignado.

- E as pessoas sabem quando vão se apaixonar por alguém? Acho que é algo que simplesmente acontece.

- É, acho que sim. Ele... me pegou de surpresa. – encontro seus olhos, torcendo para que veja o arrependimento genuíno que estou sentindo. – Mas eu estava interessada em você. Nunca menti sobre isso.

- Estava, é? – ele soa triste.

- Desculpa. – digo mais uma vez. – Eu... droga, estou um caco, e ainda apaixonada por Finn, mas se você quiser começar de novo, como amigos, estou cem por cento dentro. Podemos falar de Hemingway de vez em quando.

Jacob franze os lábios.

- Como você sabe que gosto de Hemingway?

Ofereço-lhe um leve sorriso.

- Hmm. Talvez eu tenha feito umas pesquisas quando tinha uma queda por você. Viu só? Não menti sobre isso.

Em vez de fazer o sinal da cruz e gritar “Psicopata!”, ele ri baixinho.

- É, acho que não. Bom saber, pelo menos. – depois de um silêncio constrangedor, Jacob enfia as mãos nos bolsos da jaqueta. – Tudo bem. Topo tentar esse negócio de amigo. Mande uma mensagem se quiser tomar um café um dia desses.

Ele se afasta, levando consigo um peso do meu peito.

Em meu quarto, parabenizo-me por ter evitado um desastre em potencial e volto a me remoer com minha missão. Sadie está em Nova York até amanhã. Maddie também está viajando. Quando mando uma mensagem para Dex, ele diz que não pode sair porque está estudando para sua última prova. Quando escrevo para Lilia, ela explica que tem planos com Jaeden.

Suspirando, repasso a lista de contatos em meu telefone até que um nome chama minha atenção. Na verdade, quanto mais penso nisso, mais gosto da ideia de fazer essa ligação.

O namorado de Sadie atende depois de vários toques.

- E aí, como vai?

- Oi. É Millie.

- Não brinca. – zomba Sean. – Tenho seu telefone.

- Ah, certo. – hesito. – Então, sei que Sadie ainda não voltou da casa do pai, mas queria saber se... – paro um segundo e, em seguida, deixo escapar: - O que você vai fazer hoje? Quer sair?

O namorado da minha melhor amiga fica em silêncio. Não o culpo. Nunca liguei para ele e o chamei para sair sem Sadie antes.

Até aí, nunca liguei para ele, ponto.

- Você entende que isso é estranho, né? – diz Sean, com franqueza.

Solto um suspiro.

- Entendo.

- O que tá acontecendo? Tá só entediada ou algo assim? Ou isso é uma loucura do tipo dar em cima do namorado da melhor amiga? Espera, Allie tá ouvindo isso? - Sean levanta a voz. – Sadie, se você estiver aí, eu te amo. Eu nunca, nunca iria trair você com a sua melhor amiga.

Solto uma risada junto ao telefone.

- Ela não tá na linha, seu bobão, mas é bom saber. E, vai por mim, não tô dando em cima de você. Eu... só... achei que a gente poderia sair com alguns dos seus amigos da fraternidade hoje. Talvez você pudesse, sabe, me apresentar a algum deles.

- Tá falando sério?! – exclama. – De jeito nenhum. Você é boa demais para qualquer um desses idiotas, e tenho certeza de que Sadie me mataria se eu apresentasse você a algum deles. Além do mais... – ele se cala, abruptamente.

- Além do mais o quê? – exijo.

Ele não responde.

- Termine essa frase, Sean.

- Melhor não.

- Melhor sim. – minhas suspeitas vão a mil. – Ai, meu Deus. – solto um suspiro. – Você sabe por que todos os homens da universidade de repente estão me tratando como se eu tivesse uma DST?

- Talvez... – diz ele.

- Talvez? – quando Sean não responde, solto um gemido de frustração. – Juro por Deus, se você não me disser o que sabe, vou...

- Tudo bem, tudo bem. – ele interrompe. – Vou contar.

E contou tudo.

E a minha resposta é um grito alto de indignação.

- Ele fez o quê?

(...)

Vinte minutos depois, irrompo pelas portas da arena de hóquei da Briar. O ar frio envolve meu rosto na mesma hora, mas não consegue arrefecer o fogo queimando dentro de mim. São cinco e meia, o que significa que o treino de Finn já acabou, então passo pelas portas do rinque e vou direito para os vestiários nos fundos da arena. Estou com tanta raiva que meu corpo inteiro treme.

Finn chegou ao limite. Não, ele foi tão além que nem dá saber onde ficou a porcaria do limite. E de jeito nenhum vai se safar dessa palhaçada infantil e ridícula.

Chego à porta do vestiário quando um dos jogadores está saindo.

- Finn tá aí? – berro.

Ele parece assustado de me ver.

- Tá, mas...

Passo por ele e agarro a maçaneta da porta.

O cara protesta atrás de mim.

- Não acho que você devesse entrar no...

Irrompo no vestiário e...

Pênis!

Minha Nossa Senhora.

Pênis para todos os lados.

Um horror me invade quando me dou conta do que estou vendo. Ai, Deus. Entrei numa convenção de pênis. Pênis grande, pênis pequeno, pênis gordo, pênis em forma de pênis. Não importa para onde movo a cabeça, para todo lado que olho, vejo pênis.

Meu arquejo mortificado chama a atenção de todos os pênis — digo, de todos os jogadores no vestiário. Num piscar de olhos, toalhas aparecem, mãos cobrem os pênis e corpos se atrapalham, enquanto permaneço na entrada, vermelha como um tomate.

- Brownnie? – um Noah de peito nu sorri para mim, um dos ombros apoiados contra o armário. Parece estar se esforçando muito para não rir.

- Pênis... Noah. – deixo escapar. – Oi. – faço o possível para evitar contato visual com os homens seminus andando de um lado para o outro, todos rindo divertidos ou brancos de susto. – Estou procurando Finn.

Com um sorriso mal contido, Noah aponta com o polegar uma porta nos fundos do vestiário que imagino ser onde ficam os chuveiros, porque posso ver o vapor saindo por ela.

- Obrigada. – ofereço-lhe um olhar agradecido e sigo na direção da porta, bem no instante em que um vulto emerge do lugar embaçado.

Gaten aparece, e vejo seu pênis.

- Oi, Brownnie. – me cumprimenta. Indiferente à minha presença, ele passeia nu em direção ao seu armário, como se me encontrar aqui fosse uma ocorrência diária.

Sigo em frente, pensando se devo fechar os olhos, mas, felizmente, todos os chuveiros têm portas baixas e são separados por divisórias. À medida que caminho pelo piso de azulejos, cabeças se viram na minha direção. Uma delas pertence a Grazer, que arregala os olhos quando passo por ele.

- Millie?! – exclama.

Ignoro-o e continuo caminhando até achar as costas que me são familiares. Meu olhar dá uma conferida rápida, e, sim, pele pálida, tatuagem, cabelo escuro. É Finn, sem dúvida.

Ao som dos meus passos, ele vira e fica boquiaberto com a minha presença.

- Brownnie?

Paro diante da porta, faço minha cara mais feia e grito:

- Qual é seu problema?


Notas Finais


Eitaaa, parece que deu ruim em kkkkk. Confesso que gostei do que o Finn fez.
A Millie entrando no vestiário dos meninos foi demais kkkkk, fiquei com vergonha por ela.

Mudando de assunto, eu sei que ando muito, muito ausente daqui do Spirit, mas prometo que vou responder todos os comentários do capítulo anterior. As coisas na minha vida estão super corridas e eu não estou tendo tempo nem de respirar.

Espero que tenham gostado meus amores, até o próximo capítulo!


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