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História O Acordo - Capítulo 14


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Notas do Autor


Heeeeeeey, eu estou realmente super feliz com todo o carinho dado a esse projeto, de verdade mesmo, eu agradeço!
Vamos a mais um capítulo, que vai ser bastante... interessante, comentem comigo o que vocês acharam do final, pleease!

Capítulo 14 - Capítulo 014


Do Kyungsoo

 

– Oi, Kyunggie.

      LuHan me surpreende no trabalho, à noite, sentando numa das minhas mesas com um sorriso radiante. Quando Minhyuk senta ao lado dele, tenho de me segurar para não escancarar um sorriso. Estão sentados do mesmo lado da mesa? Uau, a coisa deve estar séria mesmo, porque só casais loucamente apaixonados fazem isso.

– E aí, Kyung?- pergunta Minhyuk, passando o braço ao redor dos ombros delgados de Luhan.

– Oi.- Passei o turno lidando com clientes complicados, então estou realmente satisfeita de ver rostos amigos. – Querem beber alguma coisa, enquanto dão uma olhada no cardápio?

– Um milk-shake de chocolate, por favor- pede Lu.

– E dois canudinhos- acrescenta Minhyuk com uma piscadela, erguendo dois dedos. Não contenho uma risada. 

– Caramba, vocês dois são tão fofinhos que tá me

dando enjoo. 

      Mas fico feliz em vê-los felizes. Para um garoto de fraternidade, Minhyuk até que é bem decente, nunca sacaneou Luhan, até onde sei. Nas vezes em que terminaram foi sempre por decisão dele — achava que eram jovens demais para algo tão sério —, e Minhyuk foi infinitamente paciente com meu amigo o tempo todo.

      Preparo o milk-shake dos pombinhos e o levo até a mesa, com uma mesura exagerada. 

– monsieur’s.

– Obrigada, baby. Então, escuta- diz Luhan, enquanto Minhyuk estuda o cardápio.- Alguns dos residentes do nosso andar vão fazer uma maratona de filmes do Ryan Gosling amanhã à noite.

      Minhyuk solta um gemido. 

– Outra maratona Gosling? Não sei o que vocês veem naquele magrelo.

– Ele é lindo- corrige Luhan, antes de se voltar para mim.- Topa?

– Depende da hora.

– Minha irmã tem aula até mais tarde, mas vai estar de volta às nove. Mais ou menos por aí, então?

– Merda. Vou dar aula particular às nove.

      Lu faz uma cara de decepção. 

– Não dá para marcar mais cedo?- Ele movimenta as sobrancelhas, como se estivesse tentando me encorajar.- Val vai fazer sangria...

      Tenho de admitir, não preciso de muito encorajamento. Faz tempo desde que saí com os meus amigos ou bebi uma gota de álcool. Posso não beber em festas (e por um bom motivo), mas não me importo de tomar umas de vez em quando.

– Vou ligar para Jongin no meu intervalo. Ver se ele pode antecipar.

      Minhyuk ergue os olhos do cardápio, interessado na conversa de novo. 

– Quer dizer que você e Jongin são melhores amigos agora?

– Que nada. É só uma relação professoro/aluno.

– Mentira- brinca Luhan. Ele se vira para o namorado.- Já viraram melhores amigos. Trocam mensagens e tudo.

– Tá. Somos amigos- admito a contragosto. Quando Minhyuk me lança um sorriso malicioso, faço logo uma cara feia para ele.- Só amigos. Pode ir limpando essa mente suja.

– Ah, e eu tenho culpa? O cara é o capitão do time de hóquei, troca de acompanhante mais rápido do que de roupa. Você sabe que todo mundo vai achar que é o próximo alvo dele.

– Podem pensar o que quiserem.- Dou de ombros.- Não tem nada entre a gente.

      Minhyuk não parece convencido, o que desconfio ser uma coisa de homem. 

      Deixo Luhan e Minhyuk e vou atender outros clientes. Na hora do intervalo, dou um pulo na sala de funcionários e ligo para Jongin. O telefone toca até cansar. Enfim ele atende, o “alô” ríspido encoberto por uma música alta de fundo.

– Oi, é o Kyungsoo- digo a ele.

– Eu sei. Tenho identificador de chamadas, bobinho.

– Queria ver se podemos mudar o nosso horário amanhã.

      Um hip-hop ensurdecedor explode no meu ouvido. 

– Oi? O quê?

      Falo mais alto para ele me ouvir melhor. 

– Podemos nos encontrar mais cedo amanhã? Vou estar ocupado às nove, então queria marcar lá pelas sete. Tudo bem?

      A resposta dele é encoberta pela batida ensurdecedora de Jay-Z.

– Onde você tá?- estou praticamente gritando agora.

– Em casa- é a resposta, abafada.- Convidamos umas pessoas para assistir ao jogo.

      Umas pessoas? Parece que ele está no meio do centro de Seul.

– Então você vem às nove?

      Engulo minha irritação. 

– Não, às sete. Tudo bem?

– Jongin, cadê minha cerveja?- Uma voz interrompe a chamada. A julgar pelo leve sotaque do sul, deve ser Jongdae.

– Espere aí, Soo. Um segundo.- Ouço um barulho do outro lado, seguido por uma gargalhada, e logo Jongin está de volta.- O.k., amanhã, às nove, então.

– Às sete!

– Certo, às sete. Desculpa, não tô ouvindo direito. Até amanhã.

      Ele desliga na minha cara, mas não me importo. Descobri na semana passada que Jongin nunca se dá ao trabalho de se despedir no telefone. Isso me incomodava no início, mas agora eu meio que valorizo a economia de tempo.

      Enfio o telefone no avental e volto para o salão principal da lanchonete para avisar a Luhan que estou liberado amanhã à noite, e ele grita em resposta: 

– Uhu! Mal posso esperar para começar a maratona Gosling. O. Cara. Mais. Gostoso. Do. Mundo

– Estou bem aqui, sabia?- resmunga Minhyuk.

– Amor, você já viu o tanquinho daquele homem?- pergunta ele. Seu namorado solta um suspiro.

      Na noite seguinte, apareço na casa de Jongin às sete em ponto e, como de costume, entro sem bater. Antes de subir, dou uma olhada na sala para dizer oi a Chanyeol e aos outros. Chanyeol não está, mas Jongdae e Sehun me olham confusos ao perceber minha presença.

– Oi, Soo.- Jongdae franze a testa.- O que está fazendo aqui?

– Vim dar aula para o seu capitão, o que mais?

      Revirando os olhos, começo a seguir em direção à escada.

– Se eu fosse você, não subiria, nenê- avisa Sehun.

      Paro onde estou. 

– Por que não?

Seus olhos escuros brilham de divertimento. 

– Hmm... talvez ele tenha esquecido.

– Bom, então vou subir e lembrá-lo.

      Um minuto mais tarde, lamento completamente a decisão.

– Ei, Jongin, vamos acabar logo com isso que eu...- paro no meio da frase, incrédulo, ao abrir a porta.

      O constrangimento me invade quando me dou conta do que estou vendo.

      Jongin está deitado na cama, o peito nu em toda a sua glória... com uma menina nua sentada em cima dele.

      Isso mesmo, a srta. Gostosona está do jeito que veio ao mundo, e, ao som da minha voz, vira-se na minha direção numa nuvem de cabelos louros. Seios rosados invadem minha visão, mas de qualquer forma não tenho tempo de avaliá- los, porque seus gritos lancinantes cortam o ar.

– Que porra é essa?

– Merda. Mil desculpas- deixo escapar.

      Então bato a porta e disparo para o primeiro andar, como se estivesse sendo perseguido por um psicopata.

      Quando apareço na sala um momento depois, sou recebida por dois rostos sorridentes. 

– Avisamos que não era para ir lá em cima- diz Jongdae, com um suspiro.

      O sorriso de Sehun se alarga. 

– Como foi o show? Não dá para ouvir muito daqui, mas tenho a sensação de que ela é do tipo que grita.

      Estou tão mortificado que é como se meu rosto estivesse queimando de dentro para fora. 

– Vocês podem avisar ao amigo de vocês para me ligar quando terminar? Na verdade, não. Digam que ele tá sem sorte. Meu tempo é precioso demais, caramba. Não vou mais dar aula nenhuma, já que ele obviamente não leva o meu horário a sério.

      Com isso, saio pisando duro, as emoções se alternando entre a vergonha e a raiva. Inacreditável. Como ele acha que pegar uma garota é mais importante do que passar na prova? E que tipo de idiota faria isso quando sabia que eu estava chegando?

      Estou a meio caminho do carro da irmã de Luhan, quando a porta da frente abre, e Jongin sai correndo. Pelo menos teve a decência de colocar uma calça jeans, mas ainda está sem camisa. E sem sapato, aliás. Corre na minha direção com uma expressão que é um misto de vergonha e irritação. 

– Que merda foi aquela?- pergunta.

– Você tá brincando com a minha cara?- retruco.-Quem tinha que fazer essa pergunta era eu. Você sabia que eu vinha hoje!

– Você marcou às nove!”

– Mudei para às sete, e você sabe disso.- Faço uma cara feia.- Talvez da próxima vez você devesse prestar mais atenção no que eu digo.

      Ele penteia o cabelo com as mãos, e seus bíceps se enrijecem com o movimento. O ar frio provoca arrepios em sua pele sedosa e dourada, e meu olhar é inconscientemente atraído para a linha fina de pelos que aponta em direção ao botão aberto da calça.

      Ao ver isso, uma estranha onda de calor corre para dentro de mim. Meu corpo de repente parece apertado e dolorido, os dedos formigando de desejo de... ah, pelo amor de Deus. Não. E daí se o cara é escultural? Isso não significa que eu queira cavalgá-lo como um cowboy.

      Ele já tem alguém que faça isso.

– Me desculpa, tá legal?- resmunga Jongin.- Estraguei tudo.

– Não, não tá legal. Um: você obviamente não respeita o meu horário. E dois: você obviamente não quer passar nessa matéria, caso contrário, sua calça estaria abotoada e o livro aberto na sua mão.

– Ah, é mesmo?”- ataca ele.- Então, você espera que eu acredite que você estuda o tempo todo e nunca fica com ninguém?

      O desconforto faz meu estômago revirar, e, como não respondo, a suspeita inunda seus olhos.

– Você fica com outras pessoas, não fica?

      Um suspiro irritado me escapa pelos lábios. 

– Claro que fico. É só que... já faz um tempo.

– Quanto tempo?

– Um ano. Não que isso seja da sua conta.- Fecho a cara e abro a porta do motorista.- Pode voltar para a sua periguete, Jongin. Tô indo embora.

– Periguete?- repete ele.- Isso é uma suposição grosseira, você não acha? Até onde você sabe, ela pode ser uma bolsista integral.

      Ergo uma sobrancelha. 

– E é?

– Bom, não- admite.- Mas Yeri...

      Solto um bufo irritado. Yeri. Claro que o nome dela é Yeri.

– ... é uma menina muito inteligente- termina, sério.

– Aham, tenho certeza que sim. Volta lá para a srta. Inteligente então. Tô caindo fora.

– Podemos remarcar para amanhã?

      Abro a porta do carro. 

– Não.

– Vai ser assim?- Ele segura a porta.- Então suponho que o nosso encontro de sábado também não esteja mais de pé, certo?

      Ele olha para mim.

      Olho de volta.

      Mas nós dois sabemos que não vai ser ele quem vai ceder.

      De repente, repasso a conversa que tive com Woobin no corredor no outro dia.

      Minhas bochechas ardem de novo, mas, desta vez, não tem nada a ver com o fato de que acabei de flagrar Jongin com as calças na mão. Literalmente. Woobin finalmente se deu conta da minha existência, e não ir a essa festa é deixar passar a oportunidade de falar com ele fora da universidade. Não costumamos circular nos mesmos ambientes, então, a menos que eu queira me limitar a uma interação semanal na aula de ética, preciso ser proativa e procurá-lo fora da sala de aula.

– Tudo bem- murmuro para Jongin.- Vejo você amanhã. Às sete.

      Sua boca se curva num sorriso de satisfação. 

– Foi o que eu pensei.


Notas Finais


Eu não sei vocês, mas eu achei que o Soo ficou com ciuminhos do Jongin não é mesmo? Ou foi só mais uma impressão minha.
Mini spoiler dizendo que o próximo capítulo estará muitooooooooo bommm rs


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