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História O Acordo - Capítulo 21


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Notas do Autor


Boa noiteeeeee! Eu estou começando o segundo projeto que vai vir depois dessa fic, não sei qual das duas é mais interessante sinceramente. Massssss vamos ao último capítulo do dia que vai estar bem quente 🔥

Capítulo 21 - Capítulo 021


Kim Jongin 



      Kyungsoo está pra lá de bêbado.

      Mais do que isso, se recusa a ir para a casa. É uma da manhã, e a festa se mudou do bar para a minha casa, e, por mais que tente, não consigo convencê-lo a encerrar a noite.

      É cada vez mais crucial que eu o leve de volta para o alojamento. Minha sala de estar está cheia de jogadores de hóquei e marias-patins, todos no mínimo no número oito da minha escala de bêbados: prestes a jogar a inibição pela janela e cometer erros terríveis.

      Sehun acaba de arrastar uma Kyungsoo risonho para o centro da sala e os dois começam a dançar “Baby, I Like it Raw”, do Ol’ Dirty Bastard, estrondando no volume máximo.

      Kyungsoo não havia se movido de forma sugestiva quando cantou Lady Gaga antes, mas começou a fazer isso agora. Passou de Miley Cyrus do Disney Channel para Miley em Modo Twerk no último grau, e sinto que preciso dar um fim nisso, antes que ele vá direto para a Miley Vamos Fazer um Vídeo Caseiro de Sexo. Espera — será que Miley fez mesmo um vídeo caseiro de sexo? Merda, quem estou enganando? Claro que fez.

      Caminho resoluto até Kyungsoo e Sehun e os separo à força, pousando a mão com firmeza no ombro de Kyungsoo. 

– Preciso falar com você- grito por cima da música.

      Ele faz beicinho. 

– Estou dançando!

– Estamos dançando- reclama Sehun, com a fala arrastada.

      Jogo duro com meu colega de time. 

– Vai dançar com outra pessoa- retruco. 

      Como se estivesse só esperando a deixa, uma parceira de dança disposta aparece do nada e puxa Sehun para seus braços. Sehun esquece Kyungsoo, o que me permite arrastá-lo para fora da sala sem mais reclamações.

      Passo a mão ao redor do seu braço, levo-o para o segundo andar e só solto quando alcançamos a segurança tranquila do meu quarto. 

– A festa acabou- anuncio.

– Mas estou me divertindo- reclama.

– Sei que está.- Cruzo os braços.- Você está se divertindo demais.

– Você é mau.- Com um suspiro exagerado, Kyungsoo se joga de costas na cama.- Estou com sono.

      Sorrio. 

– Vamos, vou levar você de volta para o alojamento.

– Não quero.- Ele estica braços e pernas como se estivesse fazendo anjos de neve na minha cama.- Sua cama é tão grande e confortável.

      Então suas pálpebras se fecham, e ele fica imóvel, com um último suspiro profundo escapando de seus lábios.

      Sufoco um gemido quando percebo que está a segundos de pegar no sono, mas então decido que seria melhor deixá-lo dormir aqui e levá-lo para casa de manhã. Porque se eu o levar agora e ele tiver outro surto, não vou estar lá para mantê-lo fora de problemas.

– Tudo bem- digo, com um aceno de cabeça.- Fique aqui e durma, Bela Adormecida.

      Ele bufa. 

– Isso faz de você o meu príncipe?

– Pode apostar.- Vou até o banheiro e reviro o armário de remédios até encontrar um analgésico. Então sirvo um copo de água, sento na beira da cama e forço Kyungsoo a se sentar também.- Tome dois destes e engula a água toda- ordeno, colocando os dois comprimidos na palma da mão dele.-Confie em mim, amanhã você vai me agradecer.

      Enfiar comprimidos e água goela abaixo de alguém não é novidade para mim. Faço isso com meus colegas de time o tempo todo. Sobretudo Sehun, que gosta de encher o caneco, e não apenas em seu aniversário.

      Kyungsoo segue minhas instruções obedientemente, antes de cair de novo no colchão.

– Muito bem.

– Estou com calor- murmura.- Por que tá tão quente aqui?

      Meu coração literalmente para de bater, quando ele começa a tirar a calça, o tecido se embola em seus joelhos, fazendo-o resmungar. 

– Jongin!

      Tenho que rir. Com pena, me inclino para ajudá-lo, puxando a calça de suas pernas e fazendo o possível para ignorar a pele lisa e sedosa sob meus dedos. 

– Pronto- digo, com voz firme.- Melhor?

– Ahaaaammm.- Ele segura a bainha da camisa.

      Puta merda.

      Afasto os olhos e tropeço em direção ao meu armário para encontrar algo com que ele possa dormir. Pego uma camiseta velha, respiro fundo e me viro.

      Kyungsoo está sem camisa.

      Felizmente, esta apenas de boxer.

      Infelizmente, isso já é o bastante para me deixar endurecido — juntamente com seu mamilo rosado — tão irresistível.

      Não olhe. Ele está bêbado.

      Dou ouvidos à voz em minha cabeça e me proíbo de ficar encarando. E como por nada nesse mundo vou conseguir tocar nele sem gozar nas calças, enfio a camiseta por sua cabeça e torço para que não seja do tipo que odeia dormir com cueca.

– Me diverti muito hoje- balbucia Kyungsoo, feliz.- Viu? Posso estar quebrado, mas ainda consigo me divertir.

      Fico imóvel. 

– O quê?

      Mas ele não responde. Suas pernas nuas chutam o cobertor, e Kyungsoo entra embaixo dele, ficando de lado com um pequeno suspiro.

      Desmaia em poucos segundos.

      Luto contra uma onda de mal-estar ao desligar a luz. Está quebrado? O que significa isso?

      Franzindo a testa, saio do quarto e fecho a porta silenciosamente atrás de mim. As palavras enigmáticas de Kyungsoo ecoam na minha cabeça, mas não tenho a chance de refletir sobre elas, porque, assim que desço, Chanyeol e Sehun não perdem tempo em me arrastar até a cozinha para uma rodada de shots.

– É o aniversário dele, cara- argumenta Chanyeol quando me oponho.- Você tem que tomar um shot.

      Acabo cedendo e aceito o copo. Nós três brindamos e viramos o uísque. O álcool queima minha garganta e aquece meu estômago, e agradeço a sensação de calor entorpecente que atravessa meu corpo. Passei a noite toda... desligado. Aquela música idiota. As lágrimas de Kyungsoo no bar. A confusão que ele provoca em meus sentimentos.

      Estou em carne viva e à flor da pele, e, quando Chan me serve outro copo, não me oponho.

      Com o terceiro, já não estou mais pensando em como me sinto confuso. Depois do quarto, já não penso mais em nada.

      São duas e meia da manhã quando finalmente arrasto meu corpo bêbado para o segundo andar. A festa perdeu o fôlego. Sobraram apenas as maria-patins de Sehun, deitadas no sofá com ele num emaranhado de braços e pernas nuas. Passo pela

cozinha e vejo Jongdae dormindo na bancada, ainda abraçando uma garrafa de cerveja vazia. Chanyeol sumiu em seu quarto há um tempo com uma morena bonita, e, ao passar pela porta, ouço o tipo de gemidos e sussurros que me dizem que ele está MOT.

      Meu quarto está tomado pelas sombras quando entro. Pisco algumas vezes, e logo meus olhos se acostumam com a escuridão e se deparam com um montinho na cama no formato de Kyungsoo. Estou muito cansado para escovar os dentes ou seguir meu próprio regime de prevenção de ressaca —. simplesmente fico de cueca e deito ao lado dele.

      Tento ser o mais silencioso possível ao me ajeitar, mas o farfalhar dos lençóis o faz se mexer. Um gemido suave vara a escuridão, e então Kyungsoo gira e pousa a mão quente contra o meu peito nu.

      Fico rijo. Digo, meu peito fica rijo. Lá em baixo, estou mais mole que um pudim. Isso é o que chamo de pau de uísque, o que é muito triste, considerando que só tomei cinco doses. Cara, eu e álcool realmente não combinamos.

      Mesmo que quisesse tirar proveito de Kyungsoo agora, seria um inútil completo. E merda, que coisa mais repugnante de se pensar. Nunca me aproveitaria dele. Arrancaria meu próprio pau fora antes de o forçar em alguém.

      Mas, aparentemente, só tem uma pessoa com boas intenções nesta cama hoje à noite.

      Meu pulso dispara quando os lábios macios tocam meu ombro.

– Soo...-digo, com cautela.

      Há um momento de silêncio. Uma parte de mim torce para que esteja dormindo, mas Kyungsoo joga essa esperança pela janela, murmurando: 

– Ahn?- Sua voz é rouca e sensual pra caramba.

– O que você tá fazendo?- sussurro.

      Seus lábios caminham do meu ombro até o pescoço, e então ele chupa minha pele subitamente febril, encontrando um ponto específico que envia uma onda de calor direto para o meu saco. Nossa. Meu pau pode não estar funcionando direito agora, mas isso não significa que não possa me excitar. E, cacete, não há palavras para descrever como estou excitado conforme a boca gulosa de Kyungsoo explora meu pescoço.

      Sufoco um gemido, tocando seu ombro para interrompê-lo. 

– Você não quer fazer isso.

– Nã-não. Você está errado. Quero sim.

      O gemido que vinha sufocando irrompe assim que ele sobe em cima de mim. Suas coxas firmes envolvem minhas pernas. Seu cabelo faz cócegas em minha

clavícula à medida que ele se inclina para a frente. Meu coração dispara num galope acelerado. 

– Pare de se fazer de difícil- reclama.

      E então me beija.

      Ah, merda.

      Eu deveria impedi-lo. Muito, muito mesmo. Mas ele é quente e macio e cheira tão bem que não consigo pensar direito. Sua boca se move ávida sobre a minha, e a beijo de volta, ansioso, passando os braços ao redor dele e acariciando suas costas enquanto nossos lábios se colam. Kyungsoo tem gosto de piña colada e faz os barulhos mais sensuais que já ouvi, chupando minha língua com força como se não conseguisse se saciar.

– Kyung..- murmuro contra seus lábios famintos.- Nós não podemos.

      Ele lambe meu lábio inferior, então morde com força suficiente para provocar um rosnado vindo da garganta. Merda. Merda, merda, merda. Preciso descarrilar o trem da luxúria antes do ponto em que não tem mais volta.

– Amo o seu peitoral- sussurra, e, puta que pariu, agora está se esfregando contra meu peito, e posso sentir os mamilos através da camisa.

      Quero rasgar a porcaria da camisa. Quero enfiar esses mamilos eriçados na boca e chupar. Mas não posso. E não vou.

– Não.- Enfio a mão em seu cabelo e agarro-o entre os dedos.- Nós não podemos fazer isso. Não hoje.

– Mas eu quero- murmura.- Eu te quero tanto.

      Kyungsoo acabou de pronunciar as palavras que todo cara quer ouvir — eu te quero tanto —, mas está bêbado, e não posso deixá-lo fazer isso.

      Sua língua brinca em minha orelha, e meus quadris se erguem do colchão. Ai, caralho. Quero entrar nele.

É necessária uma força sobre-humana da minha parte para afastá-lo do meu corpo. Ele choraminga em protesto, mas quando toco suavemente sua bochecha, o gemido se transforma num suspiro feliz.

– Nós não podemos fazer isso- digo rispidamente.- Você confiou em mim para cuidar de você, lembra? Bom, estou cuidando você.

      Não consigo ver sua expressão no escuro, mas ele parece surpreso ao dizer: 

– Ah- Então se aconchega perto de mim, e fico tenso na mesma hora. Estou preparado para estabelecer as regras de novo, mas ele simplesmente se aninha contra o meu corpo e repousa a cabeça em meu peito. – Tudo bem. Boa noite.

      Tudo bem? Boa noite?

      Será que ele realmente pensa que vou ser capaz de dormir depois do que acabou de acontecer?

      Mas Kyungsoo não está pensando. Não, apagou de novo como se fosse uma lâmpada. E, à medida que sua respiração regular faz cócegas em meu mamilo, engulo outro gemido e fecho os olhos, fazendo o melhor para ignorar o tesão quente pulsando na virilha.

      Demoro muito, muito tempo para dormir


Notas Finais


Eita que o quarto do Jongin pegou fogo! E eu super amei o fato dele ter sido respeitoso e não ter tirado proveito do soo bebado, ele venceu o desejo e achei super fofo isso


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