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História O Acordo. - Capítulo 9


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Notas do Autor


Demorou um mês para atualizar e agradeço àqueles leitores que aguardaram pacientemente. Obrigada! Creio que as atualização serão assim: hora será atualizado uma semana depois, duas semanas depois, três semanas depois e até quatro semanas depois.

AVISO ❌: Eu corrigi, porém, como fiz o capítulo na adaptação EXO, pode ser que vocês achem os nomes dos membros. Cês sabem, são aqueles famosos errinhos que eu acabo não percebendo, então, me desculpem, caso acharem.

Capítulo 9 - Os três convidados inesperados (Parte 2) - 09.


(15h34min). 

Kuroko.

— Dentre todas as notícias, a que eu menos esperava era sobre o seu casamento com dois primogênitos e ainda de família rica! — Akemi, formalmente chamada de senhora Inoue, exclamou e me sorriu simpática. 

Eu retribuí o sorriso, porém, mais timidamente. 

— A sua mãe me ligou há umas semanas atrás, eram três horas da manhã: primeiro, ela me contou sobre a sua união com filho do senhor Taiga. Dias depois, ela me contou que você também se casaria com o filho do senhor Daiki. — começou a contar e eu direcionei os olhos, por alguns segundos, para a minha mãe que está sentada ao seu lado. — Olha, te falar. — abaixou o tom de voz e inclinou a cabeça para frente, ainda mantendo uma certa distância. — Ela não me parecia muito contente quando contou sobre o segundo genro. — riu e cobriu a boca com a mão. 

— Bobagem! — sorrindo levemente, Mari negou com a cabeça fracamente. — Eu não estava descontente, só surpresa. Não esperava que Fuyuki tivesse tido a mesma ideia que eu. — deu de ombros. Um garçom vestido uniformemente parou de frente a nossa mesa e nos estendeu uma bandeja com taças preenchidas com champanhe. Todas as mulheres presentes — um total de quatro — se serviram, bebericando um pouco do líquido.

Fiz o mesmo, porém, tomando um mínimo gole, já que a bebida não é uma das minhas favoritas por ter um teor de alcoól, ainda que insignificante. 

— No final, achamos melhor casar os dois primogênitos com Kuroko e, por incrível que pareça, aceitaram. 

— Não me diga que não houve nenhuma exigência? — outra mulher, que descobri ser melhor amiga da minha mãe, apelidada por Tiffany, indagou com uma das sobrancelhas arqueadas. 

Eu, rapidamente, voltei a direcionar o meu olhar para Mari, um tanto tenso com a pequena indagação. 

— Porque, bem, o senhor Taiga e senhor Daiki são grandes empresários, junto ao casamento, vem a união de bens e... 

— Não, Tiffany. — antes que a melhor amiga pudesse dar continuidade, a minha mãe a cortou, e voltou a sorrir levemente. 

Eu suspirei baixinho e abaixei a cabeça. Pelo o que parece, os meus pais e os meus sogros não farão do acordo algo público, creio que muito provavelmente, isso não seria aceito pela a mídia e por assim, viriam muitas críticas. 

— Ambos concordaram, eu e Fuyuki não demos opções, como eles estavam interessados nos negócios Tetsuya, aceitaram o compartilhamento do poder. 

Discretamente, neguei com a cabeça e, para disfarçar, beberiquei mais do champanhe. 

— Nossa. — franziu a testa e estreitou os olhos. — Que sorte. 

— É. 

— Se as senhoras me dão licença — me ergui da cadeira cuidadosamente, deixando a taça sobre a mesa. — eu vou procurar por Aomine e Kagami. — curvei-me educadamente e após as mulheres assentiram e me sorrirem simpáticas, me retirei. Enquanto, eu passava por entres as mesas, convidados me cumprimentavam com sorrisos e acenos, as quais correspondi brevemente. 

Não muito longe de mim, encontrei Aomine e Kagami num círculo, junto do meu pai, do senhor Daiki e Taiga, e mais outros senhores que, possivelmente, são sócios dos mais velhos. Eu suspirei novamente, nervoso e até meio cansado de ter que interagir com esses tipos de pessoas, mas, caminhei até o grupinho e sorri educado, cumprimentando todos formalmente. 

— Me desculpem a indelicadeza, mas, preciso falar com Kagami e Aomine. — os meninos me olharam curiosos, e eu corei, desviando os meus olhos dos deles. — Há algum problema? 

— Fique tranquilo, jovem. — um senhor, bonito e bem conservado, murmurou. — Nós que acabamos alugando os seus esposos, pedimos desculpas. 

— Não, tudo bem. — compreensivo, falei. O azulado e o avermelhado se curvaram, despedindo-se dos senhores — ato que imitei — e então se colocaram ao meu lado. Eu comecei a andar, vendo que os mesmos estão me seguindo, e segui para a mesa destinada aos amigos dos recém-casados. 

No momento, somente Momoi, Miyaji e mais três rapazes ocupam a mesma. Os meus amigos logo sorriram ao me verem e aliviado, dei uma breve corrida até eles, ouvindo as suas risadinhas.

— E aí? Foi muito chato? — interessado, o Alfa perguntou, sorrindo divertido. Eu, propositalmente, fiz um biquinho exagerado, uma expressão sofrida, recebendo outra risada dos mesmos. — É, parece que foi muito chato, né? — assenti. — Terá que voltar? — repuxei os lábios, meio indeciso. 

Eu não entendo como um anfitrião deve ser portar numa festa, então, não sei se terei que entrar em uma outra conversa com as amigas da Mari.

— A organizadora disse que em breve nos chamará para a valsa. — sentado em uma das cadeiras, Kagami comentou. Ao seu lado, há um rapaz, também Alfa, com olhos bem puxadinhos. — E avisou que você será chamado no camarim, algo assim. — deu de ombros e beliscou um dos petiscos sobre a mesa. 

Eu franzi a testa, confuso. — Camarim? Mas, por quê? 

Em nenhum momento, enquanto estávamos na mesa, a minha mãe comentou sobre a minha ida ao camarim, e eu estou verdadeiramente confuso com a informação. Humm... Poderia ser alguns ajustes na roupa? 

— Também não sei. 

— Com licença. — um rapaz de cabelos avermelhos, que não aparenta ser muito alto, se pronunciou, levantando-se minimamente e me estendendo a mão. — Eu sou Akashi Seijūrō, esse aqui é o Izuki Shun, prazer em conhecê-lo, Kuroko. — apertei a sua mão e sorri tímido. — O meu amigo é um desnaturado e não teve a decência de nos apresentar. — voltou a se sentar. 

— Amigo? 

— Aomine. — simplista, respondeu. — Nós três estudamos juntos. Quem são os seus amigos? — indicou com a cabeça. 

— Ah, esses são Miyaji e Momoi. — respectivamente, apontei para cada um deles. — Eu e o Miyaji cursamos juntos, já eu e Momoi estudamos juntos no colégio Teikou Middle School.

— Estudamos no colégio Saotome Academy. Aliás, terá um campeonato na sua escola daqui a alguns meses, será contra a nossa escola, voltaremos a nos encontrar. 

— Alguns de vocês fazem parte do time? 

Pelo o que eu sei, Kagami faz parte do time de basquete, no entanto, Aomine nunca comentou nada a respeito, sempre mais calado, ainda que simpático e gentil. 

— Eu fui expulso do time. — Akashi revelou e eu esbugalhei os olhos, surpreso pelo o mesmo ter se interessado e participado. Geralmente, os Ômegas não gostam de participar desse esporte, nem é por falta de interesse, mas, sim, pela brutalidade dos Alfas e Betas quando jogam. — Tudo culpa do Hanamiya, um idiota. — rolou os olhos. 

Estranhamente, senti uma familiaridade com o nome citado. Ignorei. 

— Afinal, onde ele e Haizaki estão? — finalmente se pronunciando, o azulado questionou aos amigos. — Foram incomodar algum convidado? — num tom entediado, tentou adivinhar. 

— Eles não acharam nenhum Ômega ou Beta que o interessassem, reclamaram disso até. Vê se pode! — o tal de Izuki rebateu, negando com a cabeça e cruzando os braços. — Estão lá fora, segundo eles, precisavam tomar um ar. 

— Ah, 'tá. 

(16h07min). 

— Senhora Ito! — esbugalhei os olhos e exclamei, surpreso e feliz. A produtora de eventos me levou no segundo andar do salão, mais especificamente no camarim, e para a minha felicidade, Aiko se encontra, a mesma está arrumada de um jeito elegante e discreto. — Eu fico tão feliz de vê-la! Por que só chegou agora? — aproximei-me dela. 

— Também fico feliz em vê-lo, Kuroko. E, bem, eu não me senti bem, e só fui melhorar um pouquinho um tempinho depois. — me sorriu doce e repousou as mãos sobre os meus ombros. Percebi um bilho no seu olhar, um carinho e, inevitavelmente, senti o peito esquentar. — Você está tão lindo. 

— Obrigado. — agradeci e sorri. No entanto, a minha expressão logo foi substituída por uma de confusão. — Espera, mas, você parecia tão bem hoje de manhã. — argumentei, pendendo a cabeça. A governanta não me parecia mal quando saí de casa para ir ao spar e muito menos quando cheguei e fui me arrumar para o casório. 

Estranho

— Isso aconteceu um pouco depois de você ir, um mal estar veio após o almoço. — explicou e eu concordei, compreendendo. — Mas, então, eu vim aqui para te arrumar para a valsa, apenas alguns ajustes e acessórios. 

— Acessórios? — fiz uma careta. Espero que esses acessórios não me incomodem na hora de dançar. — Não são muitos, né? 

— Ah, claro que não. Abra uns três botões da blusa social, por favor. — pediu e deu as costas, indo para a balcão que, agora notei, ter uma coroa dourada com formatos pequenos de folhas e flores — esta última com detalhes de diamantes. Perto dela, há uma caixinha de veludo azul, aonde provavelmente está o colar que irei usar. 

É quase uma regra o uso de colares nos meus looks.

Enfim, fiz o que a governanta pediu. Aiko se aproximou de mim novamente e pegou um pente fino e escovou os meus cabelos delicadamente para, em seguida, pegar a coroa e colocar sobre a minha cabeça, ajeitando-a de um modo que ficasse firme. De longe, olhei o meu reflexo no espelho grande ali e sorri encantado, me achando lindo. Como o esperado, um colar dourado, enfeitado também com pedrinhas de diamante, foi colocado em volta do meu pescoço.

— Prontinho. — saiu de trás de mim e se pôs a minha frente. — Eu vou esperar pelas gravações da valsa para assisti-lo dançando. — com os braços cruzados, murmurou e sorriu de canto. 

— Gravações? Como assim? Você não vai ficar? — franzi a testa, sentindo uma tristeza com a sua insinuação. 

— Me desculpe, Kuroko, esse dia é bem importante para você, mas, não posso ficar. — fez uma expressão triste. — É o mal estar. 

— Aguenta só mais um pouquinho, senhora Ito. — pedi. 

A governanta ergueu a mão e levou até o meu rosto, fazendo uma leve carícia com o polegar em uma das minhas bochechas. Deixou um beijinho sobre a minha testa e quando se afastou, ouviu-se o barulho da porta sendo aberta, e então Mari entrou pela a mesma. 

— Ah... Olá, Aiko. — direcionou uma feição de desdém em direção a citada, que respondeu bem baixinho o cumprimento.

Fiquei irritado com a sua forma esnobe para com Aiko, constando que, mesmo depois de anos, a minha mãe não deixou essa sua implicância de lado e que, possivelmente, todos esses dias lidando com a outra de maneira educada, não passou de fingimento. 

— Tchau, Kuroko. Tchau, senhora Tanaka. — se despediu, se retirando do cômodo. 

— Você está deslumbrante, querido. — elogiou. Eu permaneci calado, inexpressivo, irritado e indignado com a cena de segundos atrás. — O que foi, filho? 

— Eu sei que não é o momento para se abordar esse assunto, mas, por que a implicância com Betas? — estreitei os olhos e perguntei. — Juro, mãe, eu não entendo. Eles são iguais a nós, não consegue enxergar isso? — me alterei um pouco. 

— Implicância com Betas? — com o cenho franzido, indagou. Esboçou um sorriso sarcástico, cruzando os braços a altura do peito. — Kuroko, eu não tenho implicância com Betas. 

— Ah, não? — cético, rebati retórico. — Desde pequeno, você trata Aiko assim, com desprezo, e ela nunca fez nada para você. 

— Nunca fez nada para mim? — me encarou incrédula e logo após, negou fracamente com a cabeça. — Eu tenho os meus motivos para a desprezá-la e não é por ela ser uma Beta, querido. — descruzou os braços e empinou o nariz. — Logo, logo começará a valsa, esteja no salão daqui a cinco minutos. — e saiu, batendo a porta brutalmente. 

Eu bufei e fiquei pensando nas suas palavras. O que a governanta poderia ter feito para deixar a minha mãe com tanto ódio dela, afinal? 

Espantei esses pensamentos e saí da sala, acabando por sem querer bater de frente contra uma pessoa. Levantei o rosto e quando fiz menção de me desculpar, arregalei os olhos e senti o ar faltar.

— Olá, Kuroko. 

— Hanamiya? — fiz uma careta confusa e espantada.

— Eu também, neném. Não se esqueça de mim. — num salto, virei e vi Haizaki direcionado um sorriso debochado em minha direção. As lembranças daquela manhã invadiram a minha mente por breves segundos. Logo uma sensação ruim se apossou no meu estômago. — É tão bom revê-lo, quem diria, não? 

— C-Como...? — sem compreender como os dois Alfas entraram aqui, questionei. Eles entraram de penetra? Mas, como? Há dois seguranças na entrada e a pessoa não entra se o nome não estiver na lista. 

— Fomos convidados, mas, isso não vem ao caso. — deu de ombros e deu um passo a frente, ficando mais perto de mim. Recuei, porém, acabei encostando em Hanamiya e rapidamente me encolhi com medo. Olhei para os lados, procurando por alguém que pudesse me ajudar, infelizmente, não achando ninguém. 

Ah, não... 

— Você está inquieto, neném. O que houve? — o Shogo fez menção de levar a mão até o meu rosto, porém, impulsivamente, dei um tapa nela. — Ai! — recolheu a mão e fingiu dor, rindo, achando engraçado. — Ainda meio estressadinho, não? 

— Se afastem de mim! — gritei, nervoso e alterado. O Makoto me segurou pelos braços e, inutilmente, tentei me soltar, sentindo o desespero se apossar de mim com a possibilidade dos dois Alfas se puserem a fazer algum mal comigo. — Me solta! SOCORRO! 

— Ei, ei, ei! — Haizaki colocou a mão na minha nuca e tampou a minha boca, abafando os meus gritos. Eu tentei me soltar de Hanamiya, porém, o mesmo está segurando fortemente os meus pulsos. O meu desespero só está aumentando e, sem eu perceber, as lágrimas já tomavam o meu rosto. — Calma, neném, sem escândalos, não esquece que é o seu casamento, huh? — debochou. 

Chorei, me debatendo. 

— Só queríamos te cumprimentar, relaxa. — deixou um beijo na minha testa e, inevitavelmente, fiquei enjoado com o ato. — Iremos te deixar ir, mas, só daqui a pouquinho, 'tá? Creio que só sentirão a sua falta daqui a alguns dez ou quinze minutos, sim? 

— Por favor, me deixem ir. — com a voz chorosa e abafada, implorei.

— Não vamos abusar de você, se quer saber. Na verdade, só queremos avisar que nos veremos com mais frequência a partir de hoje. — o Makoto murmurou perto do meu ouvido e eu estremeci, espremendo os olhos. — Não esqueceremos do que aconteceu naquela linda manhã. — ironizou. — As marcas ficaram em nossos rostos por dias e como presente, enfernizaremos a sua vida por um longo tempo. — me soltou, bruscamente e rapidamente, massageei os meus pulsos, agora vermelhos e doloridos. — Bye. 

— Bye. 


Notas Finais


As palavras em itálicos estão colocadas de forma proposital, vezes sem significado, vezes com MUITO significado.
No primeiro rascunho desse capítulo, o Kuroko descobriria uma coisinha sobre Aomine, MAS, decidi deixar isso para depois da lua de mel. O QUE SERIA ESSA COISINHA, HEIN?
E essa tensão entre Mari e Aiko, huh? O que vocês acham disso?

Vou falar para vocês, o máximo de capítulos que a fanfic terá será de 20. E o mínimo, 15 capítulos. O meu intuito não é fazer uma longfic, já que é a minha primeira fanfic.

COMENTEM! THANK YOU PELOS FAVORITOS! 💫


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