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História O Acordo - Johnny (NCT) - Capítulo 4


Escrita por: RoseWinki

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - Hanna


Fanfic / Fanfiction O Acordo - Johnny (NCT) - Capítulo 4 - Hanna

— Realmente acho que você devia cantar a última nota em mi maior. - Insiste Cass. Parece um disco arranhado, repetindo a mesma sugestão absurda toda vez que terminamos de repassar nosso dueto. 

Considero-me uma pacifista. Não acredito em resolver problemas na base da violência. Para mim, lutas organizadas são uma verdadeira barbárie, e a ideia de uma guerra me dá náuseas. 

No entanto, estou a um passo de dar um murro na cara de Cassidy Donovan. 

— A nota é baixa demais para mim. - Digo, com firmeza, mas é impossível esconder a irritação. 

Frustrado, Cass ajeita o cabelo escuro ondulado com uma das mãos e se vira para Mary Jane, que está inquieta, pouco à vontade, na banqueta do piano. 

— Você sabe que tenho razão, M.J. - Implora a ela. — Vamos criar muito mais impacto se terminarmos na mesma nota, em vez de seguir a harmonização. 

— Pelo contrário, o impacto vai ser muito maior com a harmonização. -  Argumento. 

Estou prestes a arrancar os cabelos. Sei exatamente o que Cass está tramando. Quer que a música termine na nota dele. Desde que a gente resolveu se juntar para o festival de inverno, ele tem aprontado esse tipo de coisa, fazendo o possível para ressaltar a própria voz e me colocar de escanteio. 

Se eu soubesse a diva que o cara é, teria corrido desse dueto como o diabo foge da cruz, mas o filho da mãe resolveu só mostrar a que veio depois que começamos os ensaios, e agora é tarde demais para pular fora. Investi muito neste número e, para falar a verdade, sou completamente apaixonada pela música. Mary Jane escreveu uma canção fantástica, e parte de mim não está com a menor vontade de decepcioná-la. Além do mais, tenho provas concretas de que a faculdade prefere duetos a solos, porque as últimas quatro apresentações dignas de bolsa foram duetos. Os juízes ficam loucos com harmonias complexas, o que essa composição tem de sobra. 

—M.J.? - Insiste Cass. — Hmm… 

Dá para ver a loura mignon praticamente se derretendo sob o olhar magnético de Cass. O sujeito tem esse poder sobre as mulheres. É bonito de doer, além de ter uma voz fenomenal. Infelizmente, tem total consciência de ambas às qualidades e nenhum escrúpulo em usá-las a seu favor. 

— Talvez Cass tenha razão. - Murmura M.J., evitando meus olhos ao me trair. — Por que a gente não tenta o mi maior, Hannah? Só uma vez, para ver qual dos dois funciona melhor. 

Até tu, Brutus?! Tenho vontade de gritar, mas mordo a língua. Como eu, faz semanas que M.J. tem sido forçada a lidar com as exigências absurdas de Cass e suas ideias “geniais”, e ela  não  tem culpa de se esforçar para encontrar uma solução. 

— Certo. - Resmungo. — Vamos tentar. 

O triunfo brilha nos olhos de Cass, mas não se demora por ali, porque quando terminamos a música, fica óbvio que a sugestão dele é uma bela porcaria. A nota é baixa demais para mim e, em vez de realçar a deslumbrante voz barítono do meu par, me faz soar tão desafinada que desvia a atenção dele. 

— Acho melhor Hannah continuar na nota original. - Mary Jane ergue o olhar para Cass e morde o lábio inferior, como se temesse a reação dele. 

Embora seja arrogante, Cass não é burro.  

— Tudo bem. - Retruca. — A gente faz do seu jeito, Hannah. 

Cerro os dentes. 

— Obrigada. 

Felizmente, nosso tempo acaba e temos de liberar a sala de ensaios para uma das aulas do primeiro ano.  Ansiosa para sair dali, pego depressa minha partitura e visto meu casaco de lã. Quanto menos tempo perto de Cass, melhor. 

Nossa, não suporto esse cara. 

Ironicamente, estamos ensaiando uma canção de amor. 

— Mesmo horário amanhã? - Ele me fita, esperando a resposta. 

— Não, amanhã é as quatro, lembra? Trabalho toda quinta à noite. 

Seu rosto se cobre de desgosto. 

— A gente já teria essa música na ponta da língua, sabe, se a sua agenda não fosse tão… concorrida. 

Arqueio uma das sobrancelhas. 

— Disse o cara que se recusa a ensaiar nos fins de semana. Porque eu estou disponível tanto nas noites de sábado quanto de domingo. 

Cass faz uma careta e vai embora sem dizer uma palavra. Babaca. 

Deixo escapar um suspiro profundo. Então me viro e percebo que M.J. continua no piano, ainda mordendo o lábio inferior. 

— Sinto muito, Hannah. - Diz, baixinho. — Quando chamei vocês para cantar minha música, não achei que Cass seria tão difícil. 

Minha irritação desaparece quando percebo o quanto ela está chateada.  

— Ei, não é culpa sua. - Tranquilizo-a. — Também não imaginei que ele pudesse ser tão filho da mãe. Mas o cara não deixa de ser um cantor excepcional, então vamos tentar nos concentrar nisso, tá? 

— Você também é uma cantora excepcional. Por isso escolhi vocês dois. Não poderia imaginar mais ninguém dando vida a essa música, sabe? 

Sorrio para ela. É um doce de pessoa, sem contar que é uma das compositoras mais talentosas que já conheci. Todas as músicas do festival têm de ser escritas por um aluno do curso de composição musical, e, antes mesmo de M.J. vir falar comigo, já planejava pedir para usar uma das canções dela. 

— Prometo que vou fazer jus à sua música, M.J. Não liga pros chiliques do Cass. Acho que ele só discute pelo prazer de discutir. 

Ela ri. 

— É, deve ser. Até amanhã. 

— Até. Quatro em ponto. 

Aceno de leve, saio da sala e sigo em direção à rua. 

Uma das coisas que mais gosto na Briar é o campus. Os prédios antigos e cobertos com eras se conectam aos outros por caminhos de paralelepípedos ladeados por olmos enormes e bancos de ferro forjado. A universidade é uma das primeiras do país, e o rol de ex-alunos ostenta dezenas de pessoas influentes, inclusive mais de um presidente. 

Mas a melhor coisa na Briar é a segurança. É sério, a taxa de criminalidade é quase zero, o que provavelmente tem muito a ver com a dedicação do reitor Farrow. A universidade investe uma tonelada de dinheiro nisso, mantendo câmeras estrategicamente posicionadas e guardas patrulhando o campus vinte e quatro horas por dia. Para ser sincera, mal reparo neles quando estou circulando por aí. 

Meu alojamento fica a cinco minutos do prédio de música, e suspiro aliviada quando passo pelas imensas portas de carvalho da Bristol House. Foi um dia longo, e tudo o que quero é tomar um banho quente e me arrastar para a cama. 

O dormitório que divido com Allie parece mais uma suíte do que um quarto de alojamento normal, e essa é uma das vantagens de estar na segunda metade do curso. Temos dois quartos, uma pequena área comum e até uma cozinha — menor ainda. O único ponto negativo é que precisamos dividir o banheiro com as outras quatro meninas do nosso andar, mas, por sorte, nenhuma delas é bagunceira, então as privadas e os chuveiros em geral estão brilhando de limpos. 

— Ei. Você demorou hoje. - Diz Allie da porta do meu quarto, sugando o canudinho do copo em sua mão. Está bebendo algo verde, grosso e absolutamente repugnante, mas é uma visão à qual aprendi a me acostumar. Faz duas semanas que minha colega de alojamento virou “a louca dos sucos”, o que significa que, toda manhã, acordo com o barulho ensurdecedor do liquidificador, enquanto ela prepara a bebida-refeição nojenta do dia. 

— Tive ensaio. - Chuto os sapatos para um canto e jogo o casaco na cama, então começo a tirar a roupa até ficar só de calcinha e sutiã, apesar de Allie ainda estar junto à porta. 

Teve uma época em que eu era tímida demais para ficar nua na frente dela. Quando dividíamos um quarto duplo no primeiro ano, passei as primeiras semanas trocando de roupa debaixo da coberta ou esperando que Allie saísse do quarto. Mas o negócio é que, na faculdade, não existe isso de privacidade, e mais cedo ou mais tarde você tem de aceitar esse fato. Ainda me lembro da vergonha que senti quando vi os peitos de Allie, mas ela não tem o menor pudor — quando notou que eu estava olhando, deu uma piscadinha e disse: “Tá tudo em cima, né?”. 

Depois disso, parei de me vestir debaixo da coberta. 

— Então… 

A casualidade com que ela abre a conversa me faz levantar a guarda. Tem dois anos que moro com Allie. Tempo o suficiente para saber que quando ela começa uma frase com “Então…” lá vem alguma coisa que não quero ouvir. 

— O quê? - Pergunto, pegando meu roupão pendurado atrás da porta. 

— Vai ter uma festa na casa Sigma na quarta à noite. - Seus olhos azuis adquirem um brilho fixo. — Você vai comigo. 

Solto um gemido. 

— Uma festa de fraternidade? - Nem pensar. 

— Ah, vai sim. - Ela cruza os braços. — As provas já acabaram, não tem desculpa. E você me prometeu fazer um esforço para ser mais sociável este ano. 

Eu tinha mesmo prometido aquilo, mas… o problema é o seguinte: odeio festas. 

Fui estuprada numa festa. 

Nossa, como detesto essa palavra. Estupro. É uma das poucas que causam aquele efeito de nó nas vísceras quando você ouve. Feito um tapa estalado na cara ou o choque de um banho de água gelada na sua cabeça. É feia e desmoralizante, e faço uma força tremenda para não deixar isso controlar a minha vida.  Já trabalhei em minha mente o que aconteceu comigo. Pode acreditar, trabalhei mesmo. 

Sei que não foi minha culpa. Sei que não provoquei nem fiz nada para causar o que aconteceu. E isso não sepultou minha habilidade de confiar nas pessoas ou me fez temer todos os homens que cruzam meu caminho. Anos de terapia me ajudaram a enxergar que o peso da responsabilidade é inteiramente dele. E não meu. Nem por um segundo. E a lição mais importante que aprendi é que não sou uma vítima, mas uma sobrevivente. 

Mas isso não quer dizer que a agressão não tenha me modificado. Não há dúvidas de que mudei. Existe um motivo pelo qual carrego spray de pimenta na bolsa e deixo o número de emergência na discagem automática do celular, caso esteja andando sozinha à noite. Existe um motivo pelo qual não bebo em público nem aceito bebidas de ninguém, nem mesmo de Allie, porque sempre há a chance de ela me passar sem querer um copo batizado. E existe um motivo pelo qual não vou a festas. Acho que é a minha versão do transtorno de estresse pós-traumático. Um som, um cheiro ou um vislumbre de algo inofensivo traz à tona as memórias. Ouço a música alta e o burburinho de gente conversando e rindo. Sinto o cheiro de cerveja velha e suor. Estou no meio de uma multidão. E, de repente, tenho quinze anos de novo e estou na festa de Melissa Mayer, presa em meu próprio pesadelo. 

Allie alivia o tom ao ver a aflição em meu rosto. 

— A gente já fez isso antes, Han-Han. Vai ser como antigamente.  Não vou tirar os olhos de você, e não vamos beber uma gota sequer. Prometo. 

A vergonha faz meu estômago revirar. Vergonha e arrependimento, além de uma pitada de espanto, porque, cara, ela é mesmo uma amiga inacreditável. Allie não precisa ficar sóbria nem me vigiar de perto para me deixar à vontade, e, ainda assim, é exatamente o que ela faz toda vez que saímos. E é por isso que adoro essa menina. 

Mas, ao mesmo tempo, odeio que ela tenha de ter todos esses cuidados comigo. 

— Tudo bem! - Dou o braço a torcer, não apenas por ela, mas por mim também. É verdade que prometi a ela que seria mais sociável, e também jurei a mim mesma que faria um esforço para tentar fazer coisas diferentes este ano. Relaxar um pouco e parar de ter tanto medo do desconhecido. Uma festa de fraternidade pode não ser a minha opção preferida de lazer, mas quem sabe não acabo me divertindo. 

O rosto de Allie se ilumina. 

— Oba! Nem precisei usar meu trunfo. 

— Que trunfo? - Pergunto desconfiada. 

Um sorriso se delineia nos cantos de seus lábios.  

— Justin vai estar lá. 

Meu pulso dispara. 

— Como você sabe? 

— Sean e eu encontramos com ele no refeitório, e ele disse que vai. Acho que vários dos trogloditas do time já estavam planejando ir. 

Faço uma cara feia. 

— Ele não é um troglodita. 

— Ahn, que bonitinha, defendendo um jogador de futebol americano. Espera aí, deixa eu ver se tem alguma vaca tossindo ali fora. 

— Muito engraçado. 

— Sério, Han, é esquisito. Não me leve a mal, acho o máximo você estar a fim de alguém. Já faz, o quê, um ano desde que você e Devon terminaram? Só não entendo como você, entre todas as pessoas, possa ter se interessado por um atleta. 

O desconforto sobe por minha coluna. 

—Justin não é… como os outros. Ele é diferente. 

— Disse a menina que nunca trocou uma palavra com ele. 

— Ele é diferente. - Insisto. — É quieto, sério e, pelo que pude perceber, não pega qualquer coisa que use saia igual aos colegas do time. Ah, e é inteligente… Semana passada estava lendo Hemingway no jardim da faculdade. 

— No mínimo, alguma leitura obrigatória. 

— É nada. 

Ela franze a testa. 

 — Como você sabe? 

Sinto as bochechas corarem.  

— Uma menina perguntou na sala outro dia, e ele disse que Hemingway era o autor de que mais gostava. 

— Ai, meu Deus. Você deu para bisbilhotar a conversa dos outros agora? Que coisa de psicopata. - Ela  deixa  escapar  um  suspiro. — Certo, fechado. Quarta à noite você vai estabelecer uma conversa de verdade com o cara. 

— Talvez. - Digo, sem querer me comprometer. — Se acabar rolando… 

— Eu vou dar um jeito de acontecer. Sério. Não vamos sair daquela república até você falar com Justin. Não quero nem saber se vai ser só ‘Oi, tudo bem’. Você vai falar com ele. 

 Ela ergue o indicador no ar. 

— Capisce? 

Deixo escapar um risinho. 

— Capisce? - Repete com firmeza. 

Depois de um segundo, solto um suspiro me rendendo. 

— Capisco. 

— Ótimo. Agora anda logo com esse banho pra gente poder ver uns dois episódios de Mad Men antes de dormir. 

— Um episódio. Estou muito exausta para mais do que isso. - E abro um sorriso para ela.  — Capisce? 

— Capisco. - Resmunga, antes de sair, saltitante, do meu quarto. 

Sorrio comigo mesma e pego o restante das coisas para tomar banho, quando surge outra distração — mal deixei  o quarto e ouço um gato miar dentro da minha bolsa. Escolhi o lamento estridente como toque de mensagem porque é o único irritante o suficiente para chamar minha atenção. 

Coloco meus itens de banho na cômoda, vasculho a bolsa até achar o celular e dou uma olhada na mensagem na tela. 

Número desconhecido: 

Oi, é o John Seo.

Queria confirmar os

detalhes sobre as

aulas particulares.  

  

Ah, não acredito! 

Não sei se tenho vontade de rir ou de chorar. O cara é determinado, nisso tenho de dar o braço a torcer. Suspirando, digito uma resposta rápida e nem um pouco gentil. 

  

Como vc conseguiu esse num? 


CHATO SEO 

Lista d chamada grupo de estudos. 

  

Droga. Eu tinha me inscrito no grupo no início do semestre, mas isso foi antes de Cass e eu decidirmos que tínhamos de ensaiar segundas e quartas na hora exata do grupo de estudos. 

Outra mensagem aparece na tela antes que eu possa responder, e quem disse que é impossível inferir o tom de voz de uma pessoa por um torpedo estava definitivamente errado. Porque o tom de John é irritante no último nível. 

  

CHATO SEO 

Se vc tivesse aparecido

no grupo, eu n precisaria

mandar msg. 


E vc continua ñ precisando

me mandar msg. 

 Na vdd, preferia q n

tivesse mandado.

 

O q vc precisa p dizer sim? 


Absolutamente nada


  Ótimo. Então pode fazer d graça. 

  

O suspiro que estava reprimindo me escapa. 

  

Vai sonhando. 

CHATO SEO 

Q tal amanhã d noite?

Estou livre às 8. 


Não posso.

Peguei gripe espanhola. 

Altamente contagiosa

Acabo d salvar sua vida, cara. 


Ah, obrigado pela preocupação. 

 Mas sou imune

a pandemias q

dizimaram quarenta 

milhões de pessoas

de 1918 a 1919. 


Como q vc sabe tnt assim

d pandemias?

 

Sou aluno d história,

gata. Sei um monte

d coisas inúteis. 

  

Eca, lá vem ele de novo com esse negócio de gata. O.k.,  está mais do que na hora de pôr um fim nisso. 

  

Bem, mt bom falar c/ vc. Boa sorte na segunda chamada. 

 

Depois de vários segundos sem nenhuma resposta de Garrett, dou um high five mentalmente em mim mesma por ter  me livrado do sujeito de uma vez por todas. 

Estou quase na porta, quando uma mensagem de foto mia no meu celular. Contradizendo o bom senso, faço o download da imagem e, um segundo depois, um peito nu invade a tela. Isso mesmo. Um peitoral liso, musculoso e o tanquinho mais seco que já vi. 

Não consigo deixar de bufar alto. 

  

Tá maluco?! Vc acabou d

me mandar uma foto

do seu peito! 


  CHATO SEO 

Mandei. Ajudou? 


A me espantar mais

ainda? Sim. Parabéns!

 

A mudar d ideia.

Tô tentando t convencer. 


Tô fora. Vai tentar essa

estratégia com outra. 

PS: a foto vai pro my-bri. 

  

Estou falando, claro, do MyBriar, o equivalente ao Facebook na universidade. Noventa e cinco por cento dos alunos estão lá. 

  

CHATO SEO 

Beleza. Um monte d

meninas vai gostar

d ter uma imagem 

p lembrar na hora d dormir.


Deleta meu número,

cara. Tô falando sério. 

  

  Não espero a resposta. Só jogo o celular na cama e vou tomar meu banho. 



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