História O Acordo - Capítulo 21


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Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Fugaku Uchiha, Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Jiroubou, Kakashi Hatake, Kimimaru, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Tayuya, Temari, Tsunade Senju, Yamato
Tags Clichê, Naruto, Romance, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Visualizações 2.932
Palavras 3.338
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Acordei com uma ressaca daquelas. Mas não era pra menos, visto que o resto da noite foi de pura comemoração e divertimento.

 

Itachi celebrava sua liberdade, sua aceitação e sua nova vida. E claro que eu e Sasuke o acompanhamos até a madrugada. Sasori ficou ao lado do Uchiha mais velho até amanhecer e foram embora juntos, provavelmente fazer uma comemoração à dois de uma forma mais discreta.

 

Afinal, antes de se abrir para o mundo, Itachi precisava se abrir com os próprios pais. Me levantei sentindo a cabeça girar e latejar, pousei a mão na testa em uma tentativa falha de fazer com que a embriaguez passasse, mas claramente foi em vão.

 

Peguei um remédio na bolsa e o tomei com alívio, sentando-me novamente na cama e me lembrando que no almoço daquele domingo os patriarcas Uchiha teriam uma bomba em seus colos para lidar. E eu, estaria lá, assistindo tudo de camarote como a perfeita intrusa. Apesar de achar que o ideal é que o almoço fosse somente para os quatro, Itachi fez questão de minha presença e, como prometido, eu o apoiaria até o fim.

 

Olhei para o lado e vi Sasuke dormindo calmamente. Tão lindo e sereno. Tão perfeito aos meus olhos que só me restava agradecer aos céus por tê-lo em minha vida.

 

Senti meu coração acelerar de repente e sorri como uma boba enquanto me permitia retirar os fios negros que cobriam o rosto daquele homem que me tirava de órbita. Aproveitei o momento para acariciar os cabelos macios e rebeldes, deixando que a ponta dos meus dedos percorressem seu rosto másculo em seguida.

 

Passei-os pelas bochechas, o nariz empinado e a boca fina que eu tanto gostava. Ainda mais quando colada a minha própria.

 

Fitei-o por incontáveis minutos, completamente inerte ao tempo e espaço que nos cercavam. Naquele segundo, tudo o que importava era Sasuke e o fato dele estar na minha cama como se pertencensse perfeitamente ao meu mundo.

 

- Sakura... – A voz extremamente grossa e arrastada pelo sono me chamou.

 

- Hm? – Murmurei prendendo o ar e afastando minha mão. A última coisa que eu queria era acordá-lo, ainda mais depois de uma noite de festa e bebedeira.

 

Não queria nem imaginar o mau-humor que poderia estar possuindo o corpo do Uchiha mais novo.

 

- Não consigo dormir com você me observando. – Informou com um filete de olhos aberto, deixando surgir em seguida um meio sorriso encantador que me fez corar de imediato e sentir algo em mim queimar.

 

- De-desculpe, não queria te acordar. – Falei sincera e dei um sorriso amarelo culpado.

 

Seus olhos negros se abriram um pouco mais, deixando-o com uma feição extremamente sexy e perigosa demais pra mim. Senti um aperto em meus braços e logo meu corpo se moldava ao dele, enquanto nossos lábios se juntavam em um beijo carinhoso.

 

Sasuke me apertava contra seu peito, passando as mãos grandes pelas minhas costas e cintura, pegando tudo de mim para si, tudo o que já lhe pertencia há tempos.

 

Sua língua pediu passagem e eu dei de imediato, ignorando o cansaço dos meus músculos e a cabeça que ainda doía. Meu corpo em chamas pedia por ele e meu quadril rebolou inconscientemente sentindo que algo mais havia acordado em Sasuke.

 

Um sorriso malicioso se fez presente e a voz rouca sussurrou bem perto de meu ouvido:

 

- Posso me acostumar a acordar assim. 

 

Assenti sapeca e olhei rapidamente o relógio da cabeceira. Ainda tínhamos algum tempo antes do almoço. E com essa constatação, nos envolvemos em um beijo apaixonado e faminto.

 

Definitivamente também poderia me acostumar a acordar dessa jeito pelo resto da minha vida. 

 

---

 

Não foi fácil convencer Sasuke de que não poderíamos nos atrasar para o tal almoço na casa de seus pais, mas por fim o moreno cedeu e já nos encontrávamos na grande mesa de madeira maciça centralizada na requintada sala dos Uchiha.

 

- Onde está Tayuya, meu filho? – Mikoto perguntou vendo que a ruiva não havia aparecido junto de Itachi.

 

- Podemos falar disso mais tarde.  – Disse sério, deixando a matriarca com um olhar apreensivo e preocupado pela feição séria do primogênito.

 

Tentei passar-lhe um olhar tranquilizador, mas a chegada de Fugaku ao recinto fez com que todos nós nos levantássemos de forma rígida.

 

O patriarca Uchiha caminhou lentamente até a mulher e beijou-lhe a testa.

 

- Tadaima. – Disse baixinho.

 

- Okaeri, querido. Como foi com Minato?

 

- Pegamos muitos peixes esta manhã. Mandarei que sejam preparados para o jantar. – Respondeu com orgulho na voz.

 

Virou-se para mim e veio me cumprimentar com um beijo nas costas de minha mão.

 

- Senhor Uchiha. – Disse com um sorriso gentil.

 

- Sempre bom te ver, Sakura. E por favor, me chame de Fugaku. – Pediu. – Afinal, já estamos todos nos acostumando com sua presença em nossas reuniões familiares. – Comentou com um meio sorriso muito parecido com o de Sasuke, fitando o filho mais novo e a mim em seguida.

 

Corei levemente e sorri sem graça pela indiscrição do patriarca. Sasuke, provavelmente percebendo meu desconforto, abraçou-me pela cintura e beijou meus cabelos.

 

Fugaku apertou o ombro do Uchiha mais novo e lhe deu um olhar de aprovação. E eu sabia exatamente o que ele estava aprovando, deixando-me ainda mais nervosa.

 

Em seguida, ele foi até o filho mais velho e o abraçou forte, porém, um pouco sem jeito pelo contato mais íntimo, que aparentemente não era algo costumeiro da personalidade mais fechada do patriarca.

 

- Parabéns, Itachi. – Desejou com um aceno e convidou a todos a nos sentarmos novamente. – Tayuya? – Perguntou procurando pela ruiva no cômodo.

 

- Não virá. Mas não se preocupe, conversaremos melhor depois. – Explicou e o pai fez uma careta, porém assentiu.

 

Com isso, Mikoto apenas nos serviu de mais um de seus pratos maravilhosos. Itachi decidiu que seria mais agradável termos um almoço em plena harmonia antes de se abrir com seus pais, e acreditei ter sido uma boa ideia.

 

Comida é sempre a melhor saída para acalmar os ânimos de todos. Pelo menos funciona comigo, sempre.

 

Histórias das desventuras dos irmãos Uchiha foram contadas à mesa e eu precisei secar muitas lágrimas de divertimento enquanto Mikoto revelava as travessuras que ambos aprontavam em sua infância e adolescência. Até mesmo Fugaku soltava um pequeno riso hora ou outra, provavelmente se lembrando de tais feitos.

 

Após a sobremesa, todos pareciam devidamente satisfeitos e contentes. E foi nesse exato momento em que Itachi decidiu se pronunciar, fazendo todos os pelos do meu corpo eriçarem em alerta para o que viria a seguir.

 

- Mãe, pai. Há algo que preciso contra a vocês. – Disse de forma convicta e firme, levando o guardanapo de pano à boca.

 

Sua pose era completamente diferente do Itachi risonho de alguns minutos atrás.

 

- Não me diga que você e Tayuya terminaram, Itachi. Ela é uma boa garota e filha de um grande amigo. Espero que não a tenha magoado. – Fugaku falou como um tom de desgosto que me deixou levemente assustada.

 

- Sinto desapontá-lo, Otou-san, mas não estamos mais juntos, de fato.

 

- O que ela fez, querido? – Mikoto interrompeu. -  Tayuya é uma mulher engenhosa, fria e mal-humorada. Nunca gostei dela e fico feliz que não estejam mais em um relacionamento. – Fitou Fugaku sem medo de mostrar que sua opinão divergia do marido.

 

Itachi balançou a cabeça em negativa, olhou para mim e para Sasuke buscando forças para continuar e o irmão mais novo pousou a mão no ombro do Uchiha mais velho, mostrando que estávamos ali por ele.

 

- Ela não fez nada. – Suspirou e soltou uma pequena risada. – Quer dizer, ela tentou beijar o Sasuke. – Brincou e eu senti minhas bochechas vermelhas pela raiva que se apossou de mim ao me lembrar daquela cena lamentável.

 

- COMO É? ELA FEZ O QUE? DESGRAÇA... – Mikoto se levantou batendo as mãos na mesa, fitando a mim e seus filhos que sentávamos logo à sua frente.

 

- Deixe ele acabar, mãe.  – Sasuke pediu e a matriarca respirou fundo e se sentou novamente, ainda se mostrando indignada pelo que ouvira.

 

- Como isso foi acontecer, Itachi? Sasuke? – Fugaku perguntou de forma austera.

 

- Isso já não vem ao caso. O que preciso contar tem uma importância ainda maior, e eu ainda não sei como dizer a vocês, mas...

 

- Você pode nos contar qualquer coisa, meu filho. – Mikoto apertou a mão de Itachi por cima da mesa e pude ver nos olhos do mesmo um conforto que somente a própria mãe era capaz de dá-lo.

 

- Eu sou gay. – Falou baixo, porém decidido. – Sempre fui. – Arranhou a garganta e olhou para o pai. – Espero que possam me aceitar. Pois estou apaixonado e pretendo assumir um relacionamento com Sasori.

 

O silêncio foi descomunal. Mikoto levara as mãos à boca e os olhos até o patriarca, que mantinha a feição impassível, como se não tivesse ouvido a declaração do filho.

 

- Sasori... do marketing? – A voz de Fugaku saiu de forma enojada, mas Itachi maneou a cabeça convicto.

 

De repente, o homem limpou a boca no guardanapo de pano e o pousou na mesa, se retirando em seguida pelos corredores extensos da casa. Sem dizer absolutamente nem mais uma palavra.

 

Minha boca abria e fechava, buscando frases de apoio, mas nada me vinha a mente ou à língua. Mikoto não demorou para levantar da cadeira, revezando seus olhos entre as costas de seu marido e a cabeça baixa do primogênito.

 

Fez sua escolha ao se aproximar do filho e puxá-lo para um abraço apertado, sussurrando que teria orgulho dele sempre e o quanto o amava por ser quem era. O Uchiha mais velho retribuiu o abraço e se deixou chorar no ombro da mãe, sentindo todo o peso de seu segredo esvair junto das lágrimas grossas.

 

- Sasuke. – Sussurrei ao seu lado e apontei para o corredor por onde seu pai havia saído.

 

- Eu sei. – Respondeu-me entendendo exatamente o que deveria fazer.

 

Enquanto Sasuke ia conversar com o patriarca em uma tentativa de fazê-lo mudar de ideia e amenizar toda aquela situação, me aproximei de Itachi e o abracei de lado, rodeando Mikoto com um de meus braços também.

 

O moreno murmurou um obrigado e eu apenas assenti. Sentamo-nos com a Uchiha no sofá e Itachi contou sobre Sasori e que o mesmo o acompanharia para os Estados Unidos no próximo mês, já que o casamento gay é permitido no país. Isso, claro, se Fugaku não decidisse deserdá-lo de vez e o colocasse nas ruas.

 

Mikoto disse para que o filho não se preocupasse, pois ela lutaria com garras e dentes para que as coisas terminassem bem. Em seguida, perguntou tudo sobre o ruivo, mostrando-se realmente interessada na vida do filho e no homem que o mesmo amava. Era aconchegante ver como a matriarca tinha um coração enorme, e simplesmente não pude deixar de imaginar se eu também seria assim com meus próprios filhos.

 

Sasuke retornou ao cômodo algum tempo depois, mas seu rosto demonstrava que a tal conversa com o pai não havia surgido efeito.

 

Itachi bateu as mãos nas coxas e se levantou.

 

- É melhor eu ir. Darei tempo para que ele pense. Ainda que não me aceite de imediato, ele é meu pai e não deixará de ser, mesmo que ele queira. – Falou confiante e eu concordei.

 

- Ele só precisa de um tempo para digerir as novidades. Tudo ficará bem. – Disse verdadeira e Mikoto se despediu de todos nós, mas não sem antes proferir mais palavras de apoio ao primogênito e a promessa de que conversaria com o marido assim que estivessem a sós.

 

Saímos em carros separados após mais alguns abraços apertados. Itachi havia combinado de se encontrar com o namorado para começarem a organizar sua mudança. E naquele segundo, naquele milésimo de segundo, eu acreditei ter visto o moreno sorrir da forma mais verdadeira e esperançosa possível.

 

---

2 meses depois

 

As últimas semanas se passaram tão rápido quanto um piscar de olhos e eu me via a cada dia mais apaixonada a apegada a Sasuke. Tínhamos muito em comum e uma química inegável, nosso relacionamento ia de vento em popa e isso às vezes me deixava até mesmo desconfiada por estar tudo tão... certo.

 

Claro que tínhamos nossas desavenças. Afinal, que casal não tem? Mas nada que não fosse resolvido em uma conversa e uma noite repleta de sexo. Ah sim, nesse quesito estávamos mais do que bem, obrigada.

 

Porém, nem tudo são flores e mesmo com o passar das semana, Fugaku ainda se recusara a se reencontrar com Itachi. Ele não o havia tirado da empresa por pedidos de Mikoto e Sasuke, e até mesmo pelo reconhecimento de que o primogênito era o mais indicado para o cargo que assumia. Porém, ainda assim, tudo se limitava a trabalho.

 

O relacionamento de ambos fora do escritório era inexistente. Sasori, sentindo o constrangimento do olhar do dono das Rede Sharingan, decidiu pedir demissão e acredito que sua escolha fora melhor, visto que o mesmo já começava a procurar emprego nos Estados Unidos para quando se mudasse com o namorado.

 

Itachi tentou diversas vezes se aproximar do pai, começar uma conversa, mas aos olhos do Uchiha mais velho, era como se o primogênito sequer existisse. Como se fosse uma sombra que logo desapareceria e o deixaria em paz de vez.

 

É, as últimas semanas definitivamente não foram fáceis para os Uchiha, e até mesmo para mim, que ficava extremamente triste pelo acontecimento. Eu não era capaz de entender como um pai poderia renegar tão facilmente assim um filho. E somente por sua opção sexual. Por mais que sua visão seja tradicional e arcaica, família é família.

 

Levo pra vida que devemos aceitar as pessoas do jeito que são. Amá-las e apoiá-las sempre. Principalmente quando dividem o mesmo sangue.

 

Infelizmente Fugaku não compartilhava de minha opinião.

 

Mas finalmente o dia em que Itachi e Sasori partiriam havia chegado. As malas estavam prontas e acompanhei Sasuke ao levar o casal até o aeroporto. Mikoto se despediu no apartamento do filho mais velho, o obrigando a prometer que voltaria para o Natal e sempre que possível. Se despediu com lágrimas de saudades nos olhos e um sorriso aberto de alegria por saber que seu filho encontrara a própria felicidade.

 

Ela não poderia estar mais orgulhosa. E pensei se Fugaku um dia compartilharia desse mesmo sentimento.

 

- Avise quando pousar. – Sasuke pediu a Itachi no momento em que o irmão e o namorado se portaram de frente ao aeroporto já com as malas em mãos.

 

- Pode deixar. – Respondeu com uma piscadela e o abraçou.

 

- Venham nos visitar quando tiverem um tempinho. – Sasori convidou e eu assenti, me despedindo dele com um abraço e felicitações, e em seguida fazendo o mesmo com Itachi.

 

- Se cuida. – Sussurrei no ouvido do moreno mais velho.

 

- Você também, cunhadinha. – Falou com uma risada nasalada. – E cuide do meu irmão também. Já te disse isso, mas repito: ele não poderia ter tido mais sorte. – Se afastou e beijou minha bochecha, me fazendo sorrir de vergonha e concordar com a cabeça em uma forma de agradecimento.

 

Vimos os dois homens de costas partindo para a entrada do aeroporto e logo retornarmos ao carro de Sasuke e indo diretamente para sua casa, onde pretendíamos preparar o jantar e ver algum filme juntinhos embaixo das cobertas.

 

Chegando no apartamento, o celular de Sasuke tocou no momento em que destrancamos a porta e adentramos a sala.

 

- Itachi está ligando. Será que aconteceu alguma coisa? – Ele murmurou antes de atender.

 

- Jirobo, tire logo este celular da mão dele. – Uma voz conhecida saiu das sombras e minha respiração travou por completo.

 

Ouvi Sasuke dar um rosnado animalesco e ascendi as luzes com rapidez, vendo que um homem enorme o imobilizava por trás enquanto pisava no aparelho que havia caído no chão até que sobrassem apenas migalhas tecnológicas.

 

- Tayuya! – Eu falei assustada ao ver a mulher de cabelos ruivos sentada no sofá com uma expressão vitoriosa.

 

Olhei novamente para Sasuke e para o aparelho destroçado. O Uchiha tinha uma feição de pura raiva e dor, pois o aperto do grandalhão só aumentava ainda mais sobre si. Sasuke tentava se soltar, mas era em vão, o homem o tinha imobilizado de jeito.

 

- Solta ele, seu maldito! – Gritei ao me jogar contra o capanga de Tayuya e arranhá-lo com minhas unhas a fim de abrir alguma brecha para que Sasuke se soltasse.

 

O moreno entendeu meu plano e com a distração conseguiu dar uma cabeçada no homem, que se desequilibrou e quase caiu pra trás com a pancada, deixando um vaso que tinha logo ao lado cair no chão e se espatifar em um barulho estrondoso.

 

Por sorte, Sasuke conseguiu se soltar por completo e logo se pôs em minha frente como em uma forma de proteção. Segurei um de seus braços e apertei com força, desejando apenas que pudessemos fugir daquele apartamento sem olhar pra trás. Mas, para o nosso azar, a porta estava obstruída pelo enorme capanga.

 

- Deixa ela ir. – Ordenou, mas tudo o que Tayuya fez foi rir. Rir alto, rir de escárnio de uma maneira que fez meus pelos arrepiarem e os sentidos aguçarem.

 

- Deixar ela ir? Sasuke, querido, ainda temos tanto o que conversar. Nós três, claro. – Disse se aproximando com um olhar extremamente ameaçador, fazendo todos os meus sentidos ficarem em alerta. – Kimimaro.

 

De repente, braços fortes me seguraram por trás e me puxaram violentamente para perto da copa da cozinha, me afastando do Uchiha no mesmo segundo em que minha bolsa era arremessada em algum lugar qualquer. Um pano branco com um cheiro extremamente forte fora colocado em minhas narinas e boca, dificultando minha respiração.

 

Sasuke gritou meu nome e tentou me alcançar, mas o grandalhão o alcançou primeiro e o imobilizou por trás novamente, colocando o mesmo pano em seu rosto. O Uchiha se contorcia e seu olhar era de pura fúria ao fitar Tayuya há poucos metros de si.

 

O que aquela louca pretendia?

 

Comecei a me debater e chutar as cadeiras que estavam perto de mim em uma tentativa de que algum vizinho nos ouvisse e nos resgastasse. Porém, não tivemos esta sorte, visto que por ser um prédio moderno e luxuoso, todos os apartamentos tinham paredes à prova de som.

 

Estremeci imaginando que ninguém saberia o que estava acontecendo conosco e não teríamos sequer uma pessoa que pudesse nos socorrer.

 

Voltei meu olhar para a ruiva com total desespero. Ela provavelmente havia criado um plano mais do que meticuloso antes disso tudo. Esse tempo todo em que a mesma esteve sumida, sem dar às caras ou sequer uma investida... era tudo para que seus verdadeiros objetivos viessem à tona.

 

Tayuya era uma mulher louca, vingativa e completamente obsessiva. Com certeza estávamos em grandes apuros e eu só conseguia temer pelo o que a mesma planejava para nós dois.

 

De repente, ela se aproximou calmamente de mim, sorrindo de orelha a orelha, como uma leoa antes de devorar sua presa. Chegou o rosto bem perto do meu e sussurrou com o hálito quente batendo em minha pele:

 

- Vamos nos divertir muito, Sakura. Mas não tanto quanto eu vou me divertir com Sasuke. De preferência em uma cama a noite toda. – Piscou cínica.

 

Meu sangue ferveu e desejei xingá-la de todos os palavrões dos quais tinha conhecimento. Mas não era possível. Porém, ainda assim, juntei as minhas últimas forças apenas para agarrar-lhe os cabelos vermelhos e puxar um tufo para fora.

 

Ouvi a mesma gritar um palavrão alto e se afastar. Senti os fios caindo de minha mão até atingir o chão, mas nisso meus sentidos já me deixavam e a tonteira dominava todo meu consciente.

 

A última coisa que vi foi Sasuke tentando se soltar do homem que o prendia e me olhar com medo e... algo mais que eu não sabia ao certo como decifrar.

 

Seus olhos negros fecharam-se quase que no mesmo segundo que os meus, e só me restou implorar aos deuses para que saíssemos dessa. 


Notas Finais


E entãaaaaaao, me contem o que acharam!

O almoço com os pais não foi tão bom quantos gostariam, mas depois desse pulo no tempo de 2 meses vimos que Itachi está indo seguir a vida dele com Sasori nos EUA.

E nesse final também descobrimos um pouco do que a ruiva tramou durante esse tempo para se vingar. Estavam esperando por isso? Nosso casal está de fato em perigo :O

Vamos ver agora o que vai acontecer! Devo postar o próximo capítulo no final da semana que vem. E lembrando também que Our Love vai atualizar na terça-feira!

Ansiosa pelos comentários, até já 😍


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