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História O Alcance da Promessa - Naruhina - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, queridos! Segue mais um cap pra vocês. Estou postando mais cedo porque não conseguirei fazer isso mais tarde. Espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 11 - O pior dia de nossas vidas


Por Hinata:

Eu não sei o que seria de mim se eu não tivesse a Tenten! Ela se dispôs a largar cedo de seu trabalho no dia do aniversário do Sasuke para comprar algumas coisas comigo no centro da cidade. E graças a Kami, Tsunade-sama tinha permitido que eu saísse mais cedo do orfanato, também. Sasuke estava desesperado e eu não tive como negar ajuda a meu amigo. Ele me pediu para montar a decoração da festa, já que Sakura havia pulado fora. Eu tinha pouquíssimas horas para comprar e arrumar tudo, o que seria muito simples, se eu levasse o menor jeito para a coisa. Decoração de festas ou de qualquer outro gênero realmente não era a minha praia. Por isso, passei no escritório de psicologia da Tenten para busca-la e salvar a minha pele. Mas como se não bastasse a pressão de ter que montar uma festa em poucas horas, Sakura ligava a cada vinte minutos tentando me convencer a não ajudar o Sasuke e nem mesmo ir para aquela festa. Eu estava ciente do término, mas o que Sakura estava me pedindo era demais. Apesar de eu estar do lado dela, Sasuke também era meu amigo e precisava de mim. Choji e Shikamaru não conseguiriam dar conta da decoração. Eu era péssima, mas eles com certeza seriam uma negação total! Sem contar que Kiba e eu já havíamos confirmado presença na festa quando Sasuke perguntou. Ele e Neji estavam na mansão desde cedo ajudando com as bebidas, então eu também precisava fazer a minha parte. Não muito tempo depois, graças ao bom gosto da Tenten, compramos tudo a tempo e fomos para a mansão levar os itens decorativos.

Sasuke estava muito animado, para alguém que tinha terminado o namoro no dia anterior.  Aquilo me chateou à beça, e quase fez eu me arrepender de ter me disposto a ajudá-lo. Não que eu quisesse vê-lo sofrendo no dia de seu aniversário, mas poxa, seis anos de namoro com a Sakura para ficar de boa, assim, no dia seguinte? Minha amiga merecia muito mais que aquilo. Mas como eu já estava ali mesmo e Tenten me motivou um pouco, tratei de terminar o que eu havia começado.

Já estava quase anoitecendo e eu estava imunda depois de tano trabalho. Tenten e eu fomos ao quarto de Sakura tomar banho e vestir as roupas que já tínhamos deixado lá mais cedo, para não precisarmos voltar para casa.

- Você vai ficar aqui em cima mesmo, amiga? – Perguntei para Sakura, pela décima vez na última meia hora – Já deve estar quase todo mundo lá embaixo, por que não deixa o Sasuke de lado e pelo menos curte a festa?

- Eu não quero ter que olhar para a cara dele! – Ela revidou, muito quieta e pensativa, acanhada sobre a cama. – Não quero ter que olhar pra ninguém que esteja nessa festa. Hoje o melhor lugar para se estar é aqui em cima, no meu quarto. E se eu fosse você, eu ficaria aqui em cima também.

- Ah... entendi. Você tá carente e quer a minha atenção? – indaguei, sarcástica – Era só ter falado, amiga.

- Eu sempre quero a sua atenção, Hina – Ela me abraçou desajeitada, comicamente – Mas sério, vai por mim, não desce pra essa festa. Vai ser um saco! A Ino vai ficar aqui em cima, vamos assistir a um filme. Fica com a gente também, vai ser ótimo! Vamos conversar, falar dos outros, comer, rir da vida...

- Vocês já fazem isso todos os dias, Sakura. – Tenten entrou na conversa, enquanto terminava de se maquiar – Mesmo que o Sasuke tenha sido um idiota, vocês moram na mesma casa e precisam conviver. Sinceramente, eu vou adorar ficar lá embaixo com ou sem você.

Sakura olhou para Tenten de um modo tão fuzilante que eu senti medo só em observar. Tenten assustou-se e logo pareceu ter se lembrado de alguma coisa.

- Ahhhh tá! É claro – Tenten constatou – Essa festa nem vai valer a pena mesmo. Eu acho que vou ficar aqui em cima, Hina. Vamos ficar por aqui também?

- Tá falando sério, Tenten? – Eu ri ao perguntar – Você acabou de dizer que adoraria ficar lá embaixo.

- É... porque ela é um pouco devagar pra pensar no que fala... – Sakura disse, entredentes, jogando um travesseiro em Tenten e acertando-a em cheio.

Alguma coisa estava acontecendo ali, ou eu estava ficando paranoica. Sakura e Tenten estavam agindo muito estranho. Talvez Sakura estivesse tentando superar o Sasuke de um jeito peculiar e Tenten estava querendo ajudá-la. Quando então, Ino adentrou àquela porta com roupa de festa, mas com um par de pantufas nas mãos.

- Noite da bad em plena sexta! Estamos muito ferradas mesmo – Ela berrou, anunciando categoricamente a sua chegada – A loira linda e gostosa do quarteto chegou.

- Você veio sozinha? – Perguntei, estranhando toda aquela vontade repentina que elas tinham de ficarem presas num quarto, tendo a festa de aniversário do nosso amigo rolando no andar de baixo. – Onde está o Sai? Ele e Kiba ainda não chegaram?

- Nani? Não! – Ino respondeu, afoita – Eles pediram pra te avisar que não virão mais.

Agora sim eu tinha certeza de que algo muito estranho estava acontecendo e elas não queriam me contar. Kiba tinha me mandado mensagem há meia hora dizendo que tinha saído de casa. Se houvesse qualquer imprevisto, ele mesmo me ligaria para avisar.

- Meninas... o que tá acontecendo? – Perguntei, séria – Vocês não estão fazendo nenhum sentido pra mim. E olha que eu nem bebi, ainda.

- Ela não é idiota, Sakura... – Tenten suspirou, dando-se por vencida – ...Fala logo pra ela.

- NÃO! – Sakura e Ino gritaram, uníssonas.

- Falar o que? – Perguntei, já impaciente.

- Hina... – Sakura começou, se lamentando – Só... não desce pra essa festa. Por favor... – Ela disse, por fim.

Fiquei encarando-as por alguns minutos, tentando decifrar o que aqueles olhares escondiam de mim. Ino olhou para baixo, desanimada. Sakura pôs as mãos na testa, nervosa. Tenten me olhava com pesar, sem reação alguma. Pude ler seus lábios dizendo “Eu sinto muito”, inaudíveis.

- Se vocês não vão me dizer o que está acontecendo, eu mesma vou descobrir – Declarei decidida, dando às costas para elas e saindo daquele quarto.

Pude ouvir seus gritos de desespero por trás de mim, assim que saí. Sakura me alcançou no corredor e começou a me puxar com força, pelos braços, roupas e o que mais pudesse me prender em seus dedos.

- Hinata, não desce, por favor! – Ela implorou, com a voz embargada – Não faz isso...

Ouvir as súplicas de Sakura mexeu comigo, sinceramente. Me fez parar, por um momento, para encará-la. Ela estava tão nervosa e atormentada que pensei em desistir. Mas eu precisava descobrir o que tinha lá embaixo ou eu não sossegaria. Retornei a andar, mantendo-me firme em meus passos e desci as escadas correndo, assim que pude ver Ino e Tenten saindo do quarto, atrás de mim. Corri tão ansiosa e depressa que tropecei no último degrau, numa queda que, com certeza, me levaria ao chão com muita força. Mas por sorte, ou por azar, eu fui parada. Alguém se virou em minha direção e me segurou pelo braço, instintivamente, evitando que eu caísse. Os negros olhos confusos. Era Sasuke.

- Hinata? Por que está correndo? – Sasuke me perguntou, estranhamente preocupado.

 

Por Naruto:

Estar num avião era uma sensação terrível para mim. Sempre sonhei em sentir a ansiedade e a expectativa de conhecer novos lugares. Buscar as programações mais excêntricas no roteiro, e por seguinte, ter as melhores lembranças dos lugares que eu conhecesse. Mas eu nunca percorri o mundo, como imaginei. Na verdade, eu nunca saí dos arredores de casa. E essa viagem... eu nunca estive tão ansioso e expetante para retornar ao local por onde vivi os primeiros e inesquecíveis anos da minha vida.

Sobre esta vida, que havia virado de ponta a cabeça há um pouco mais que nove anos, eu tinha inúmeras histórias para contar. Uma delas, por exemplo, é que eu nunca estive em Brighton, para onde eu deveria ter ido desde o primeiro dia. Tudo foi uma grande conversa fiada do Jiraya para não me revelar, ainda, o segredo de quem eu realmente era.

Meu lar, na verdade, ficava numa nação um pouco mais ao leste do Reino Unido. Ao chegar, descobri que meu falecido pai, Minato, era o monarca da Noruega, e eu era seu sucessor direto na linhagem. Jiraya havia viajado para me localizar e, assim que o fez, Tsunade-sama esperou um tempo para averiguar a veracidade das informações e finalmente ceder a minha guarda a ele. Descobri muitas coisas ao pisar em solo Norueguês. Uma delas é que a população aguardava o meu retorno, após anos de luto, desde que meus pais embarcaram numa viagem para nunca mais voltar. Os membros da corte acreditavam que eu estava morto, assim como meus pais, mas Jiraya havia guardado desde sempre uma carta que eles escreveram passando a minha tutela integralmente para ele, caso uma fatalidade acontecesse. Comovido pela tragédia e inspirado por aquele escrito, Jiraya resolveu que iria investigar o que tinha acontecido e garantir que eu ainda estivesse vivo, se esse fosse o caso. E assim aconteceu. Eu já era o rei da Noruega quando nasci. E estava prometido em casamento antes mesmo de ser gerado. Aquela loucura de uma vida que eu sequer podia sonhar foi o que começou a me tornar alguém que eu nunca imaginei que seria. Existia regras na corte. Coisas que um rei tinha o dever de cumprir, outras que era proibido de fazer. Esse foi o primeiro ponto da minha tormenta. Tive aulas de etiqueta e bons comportamentos regularmente, durante muito tempo. Nos primeiros anos, eu ainda escapava daquela chatice, fugia para as montanhas para me esconder e revitalizar a minha alma na minha mais pura essência. E era quando eu pensava nela. Hinata... o que ela devia estar fazendo naquele momento? Conforme os anos passavam, eu começava a duvidar de que eu conseguiria cumprir a minha promessa. Tentei escrever para ela, para os meus amigos, mas Jiraya sempre me interceptava. Certo dia, ele me flagrou tentando ligar para Hinata.  “O dever de um rei é para com o seu povo, Naruto. Não seja egoísta, dando essa importância toda ao seu passado hostil. Você só esteve lá por acaso. O seu lugar sempre foi no reino da Noruega. Não perca seu tempo com distrações. Seja um homem íntegro e bom como o seu pai foi para este país”, ele me dissera. Deste dia em diante, nunca mais ousei entrar em contato com ninguém. Cinco anos após a minha chegada na corte, eu já era um tipo engomadinho muito envolvido com a política. Eu era o homem que eu precisava ser, como meu pai foi e como ele gostaria que eu fosse. Eu tinha deveres a cumprir que estavam acima de minhas necessidades pessoais, das minhas lembranças, das vontades de meu coração. O meu povo precisava de mim. Meu coração foi-se esfriando, esquecendo-se de mim, dos meus prazeres, das minhas ideias, dos meus amigos, da pessoa que eu amava. Eu não era mais o Naruto. Eu era o rei da Noruega. Eu era adorado pelo povo, rodeado de presentes, homenagens e de pessoas que queriam ser minhas amigas. Muitas moças se ofereciam para mim, de bandeja. Mas nada me importava. Eu só queria ser quem eu tinha de ser.

Aquele também foi o ano em que conheci Dorothea, minha noiva. Ela era a primogênita do reino da Dinamarca. Um “acordo de negócios”, como Jiraya costumava dizer. Era o meu dever me casar com ela, e essa foi a única ligação que tivemos. Dorothea e eu nos dávamos bem, mas eu não lhe dava muita intimidade. Nem a ela e nem a ninguém. Eu nunca a havia tocado e nem mesmo beijado. Eu não sabia mais o que era isso e nem existia ânimo nenhum para fazê-lo. Às vezes, em público, precisávamos nos abraçar e andar de mãos dadas para fazer cena. Mas a minha frieza era notável de longe, segundo os nobres dinamarqueses que eram contra meu casamento. Jiraya me cobrava cada vez mais para que eu demonstrasse verdade naquele relacionamento, e aquilo já estava ficando muito cansativo. Eu simplesmente não sabia mais como me relacionar com as pessoas, quanto menos fingir isso. Me fechei de um jeito que nem eu mesmo conseguia me encontrar. Eu havia me bloqueado de minha própria vida. Eu não estava mais ali.

Há não mais que dois meses, Sasuke esteve no palácio da corte. Quase não pude acreditar, mas ele havia entrado por acaso. Ele estava terminando a sua viagem para encontrar seu irmão mais velho, sem obter sucesso. E estava ali, no Reino da Noruega, minha nova casa. Fomos a um café e ficamos ali por horas conversando, como se o tempo não andasse depressa. Sasuke me falou sobre como as coisas aconteceram para ele e eu contei de toda a doideira em que se transformou a minha vida. Ele nem quase pôde acreditar. Em nossa despedida, eu quase chorei. Há muito tempo eu não me sentia daquele jeito. Era muito bom ter um amigo, e Sasuke era o melhor deles. Na Noruega eu não tinha ninguém, além de Jiraya, que só me dava ordens. Era uma vida muito pior que a do orfanato.

Voltei para a corte com o coração cheio, pesado. Eu estava revitalizado e ao mesmo passo, confuso. Naquele momento com Sasuke, eu me senti pleno, me senti eu mesmo de novo. Comecei a lembrar de toda a minha infância. Eu era feliz e não sabia. Lembrei de meus amigos, meus professores e.... Hinata. Como fui capaz de tentar esquecê-la por tanto tempo? No fim das contas, eu sabia que o que eu tinha feito esse tempo todo foi me neutralizar para evitar a dor da realidade. A realidade em que eu nunca poderia cumprir com a minha promessa, e que Hinata nunca mais seria minha. E nessa tentativa desesperadora, eu quis esquecer até mesmo quem eu era, porque não queria viver uma vida sem ela.

Sasuke, antes de se despedir, me convidou para ir a seu aniversário de vinte e quatro anos. Senti um calor tão grande no peito. Eu queria retornar. Eu precisava. Três semanas inteiras implorando à Jiraya talvez não fossem o suficiente. Pensei em fugir da corte, mas isso só traria desgosto a meu povo. Além de que... e depois, quando tudo acabasse? Quando eu precisasse voltar, o que seria de mim, sozinho? Simplesmente voltaria à minha vida medíocre de rei infeliz? Jiraya consentiu, desde que fosse a última vez. E cá estava eu, atormentado pelo dia que me esperava.

Eram quatro da manhã e eu estava longe de pegar no sono. Virei-me para o lado, no acento do avião. Dorothea estava dormindo, tranquilamente. Os cabelos castanhos com os cachos perfeitamente arrumados abaixo do chapéu de laço. Nem para dormir ela tirava aquela coisa ridícula da cabeça. Ajeitei seus braços, até então pendurados, no acendo, prendendo suas mãos acima de seu colo. Ela era uma boa garota, apesar de ser um pouquinho nojenta, ás vezes. Sua obsessão por arrumação e limpeza me dava nos nervos. Ela só saía quando estivesse impecavelmente vestida e maquiada. Eu não tinha muita paciência para esse costume, mas eu aceitava porque não havia outro jeito. Eu não a teria trazido, nem éramos tão próximos, não faria sentido nenhum apresenta-la a meus amigos de infância. Mas Sasuke a convidou e isso foi pretexto o suficiente para que Jiraya me obrigasse a trazê-la. Ele viu vantagem em sermos vistos viajando juntos. Os dinamarqueses da oposição poderiam dar mais credibilidade a nosso noivado, com isso.

Shikamaru, Choji e Sasuke me receberam com aplausos e assobios assim que adentrei na sala da mansão Hyuga. Alguns deles me reverenciaram, mais pela sacanagem que pela formalidade. Ali eu não era um rei. Eu era só o Naruto. Dorothea estava a meu lado, um pouco constrangida com o barulho, mas esforçando-se para parecer feliz. Os meninos, em seguida, pularam por cima de mim, um a um, me derrubando, em consequência. Eu não sabia sequer formular um pensamento do quanto eu estava feliz por estar ali no meio deles, novamente, depois de tantos anos. Meus amigos. Meus irmãos. Crescemos em tamanho, mas todos continuávamos os mesmos pivetes.

Depois de ser abraçado e ter a mão apertada por todos os convidados, Sasuke fez questão de pegar um vinho importado do bar para abrir e brindarmos. E assim nós fizemos. Dei a primeira golada e virei-me para apoiar o copo sobre a bancada de vidro. Há muito tempo eu não tomava um vinho tão doce. Naquela primeira golada eu já me senti um pouco tonto. Mas hoje tudo estava valendo.

- Hinata? Por que está correndo? – A voz de Sasuke soou por trás de mim.

Há muito tempo eu não bebia um vinho tão doce quanto àquele nome. Hinata? Era ela? Virei-me para trás, instintivamente, tendo a visão de Sasuke apoiando uma mulher que estava prestes a cair. Esbelta, elegante, e com um decote notório de tão atraente, num vestido vermelho que parecia ter sido feito para aquele corpo. Pela palidez ávida da pele e a cor negra dos enormes cabelos esvoaçantes, era ela. A vi erguer o seu rosto, atento para constatá-la. Era ela. Aqueles olhos impossíveis de esquecer. Hinata havia se tornado a mulher mais linda e deslumbrante do mundo todo. Fiquei em choque, estático. Assim que me viu, ela franziu o cenho, parecendo ter dúvidas. Arregalou os olhos, ao fim de sua constatação. Contudo, parecia não acreditar. Sua reação era a mesma. Estava imóvel, ainda em dúvida se estava realmente me vendo. 

- Sim, Hinata. É ele – Sasuke confirmou, apontando para mim.

Três garotas afoitas correram de pressa, até Hinata. Não era possível! Aquelas pirralhas? Sakura, Ino e Tenten se tornaram mulheres muito bonitas. Elas me olharam, estupefatas. Sakura parecia ter chorado, com fúria nos olhos, parecendo incomodada com a minha presença. Notei uma breve troca de olhares entre ela e Sasuke. Ele emudeceu, entristecido.

- Está feliz com isso? – Sakura esbravejou, fuzilando-o com os olhos. Sasuke permaneceu mudo, assistindo-a subir de volta, pelas escadas. Tenten e Ino vieram me cumprimentar, formalmente e foram para fora da casa. Hinata ainda me olhava pasma. Eu não sabia no que ela estava pensando. Não fazia ideia se ela me odiava ou não. Nem mesmo se ela iria falar comigo.

- Oi, Hinata. – Falei, sem pensar, cumprimentando-a. Mas logo me arrependi, quando ela não me respondeu de imediato. Hinata olhou para baixo, onde seus próprios dedos indicadores já se debatiam desesperadamente. Por muitas vezes eu vi aquele gesto. Eu sabia exatamente o que aquilo significava. Logo mais ela iria se esconder para chorar em qualquer canto que encontrasse, se ainda fosse a mesma menina. Engoli seco, amargurado. Eu não podia ter me sentido mais idiota.

- Oi, Naruto. – Ela respondeu, baixinho, retirando-se da sala às pressas, com as mãos cobrindo o rosto.


Notas Finais


Obrigada por sua leitura!


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