História The Alpha - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 461
Palavras 4.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Estou mandando!


Fanfic / Fanfiction The Alpha - Capítulo 23 - Estou mandando!

“ Se a verdade não era a que você sonhava, você deve compreendê-la e não seu confundir. ”


J E O N J U N G K O O K ㊉ 


— Acorda, baby.... — aquele timbre sempre sexualmente carregado de uma rouquidão natural e excitante é sussurado contra minha orelha arrepiando meu corpo que ainda estava inerte para o mundo real devido a grande quantidade de sono ainda existente em meu ser.

— Só mais uma vida. — resmungo manhoso agarrando sua cintura que estava sendo abraçada somente por uma toalha. Sua derme estava eriçada e isso devia ser obra da água congelante que ele insistia em tomar banho pela manhã.

— Nada disso! — Jay arranca meus lençóis de uma maneira ousada e puxa minhas pernas na direção de sua cintura. Seu pescoço branquinho exibia minha obra de arte que eu havia feito durante toda minha maravilhosa madrugada. — Maldição! — meu alfa faz uma careta engraçada ao seu agachar brevemente e leva suas mãos longas até suas nádegas. Mordo meu lábio inferior com força para evitar que uma gargalhada gostosa escapasse de meus lábios.

— Querido.... — murmuro acariciando suas bochechas que agora possuíam uma barba rala que ontem mesmo eu já havia pedido para ele retirar.

Minhas expressões exibiam um falso arrependimento perante minha ação. Eu não estava nada arrependido. Esse garoto havia sido atrevido em nossa aula de História e isso para mim havia sido uma boa punição.

— Eu acho melhor você levantar essa bunda gostosa dessa cama e ir tomar banho antes que eu te prenda nela e faça você pagar com juros sua ação cruel de ontem. — sua voz estava assustadoramente calma e sua ordem foi atendida sem qualquer objeção de minha parte.

Levanto da cama o mais rápido que consigo e corro na direção do banheiro ainda ganhando um tapa ardido em minha nádega direita graças aos reflexos de Jay.

━━━━━━━༺༻━━━━━━━

— Bom dia! — Jay e eu falamos com sincronia ao chegarmos na cozinha e encontrarmos todo mundo reunido a mesa.

— Bom dia! — Mark sorrir bastante feliz em minha direção enquanto meu olhar recai sobre sua barriga que estava exposta pelo mesmo está usando um cropped masculino na cor azul celeste.

Caminho com tranquilidade jogando meus cabelos negros molhados para entrar e me ajoelhando na lateral de sua cadeira. Coloco minhas mãos sobre sua barriga ainda inexistente e deixo um pequeno beijo em sua derme. Mark ronrona por causa das cócegas que minha ação desperta em sua pele e acabo ganhando um carinho em minhas mechas.

— Jackson nunca vai aprender. — Hoseok chama minha atenção com sua gargalhada exagerada. Sorrio em sua direção satisfeito com sua presença em nossa café da manhã.

Sua ilustre presença se tornava cada dia mais rara nesses momentos familiares nossos. Agora meu Hyung vivia bebendo e pegando qualquer coisa que aparecesse que em sua frente. Esse garoto havia se tornado o garanhão mais desejado da faculdade e não dispensava uma única oportunidade de levar um novo corpo para sua cama. O que menos importava para meu irmão era seu gênero.

— Qual o assunto em pauta? — pergunto olhando para meu Hyung sorridente.

Beijo a bochecha de Jackson e Yoongi quando passo pela cadeira de ambos. Jimin ganha um aperto em suas bochechas fofinhas e desarrumo seus cabelos como um carinho bônus. Hoseok ainda tagarelava sobre algo quando trouxe suas bochechas salientes para meus lábios cheinhos e inchados por decorrência da noite anterior. Sento ao lado de Jay quando finalmente termino de cumprimentar todo.

— Jeon Jackson! — Yoongi responde o que já havia se tornado óbvio para mim.

— Esse amalucado ligou eufórico para a diretoria gritando que havia acertado seu alvo em cheio e que eu seria tio. Meu professor me comunicou a mais boa nova e de brinde minha sala passou todo o intervalo me parabenizando. — Hoseok nos conta seu trauma enquanto nossa cozinha é preenchida por gargalhadas e palmas escandalosas e Jackson esconde sua face no pescoço leitoso de seu marido.

Meu Hyung sempre ficava muito acanhado quando fazíamos piada com seu jeito tão único em dar alguma notícia. Meu Hyung conseguia ser engraçado e fofo nessas horas.

— Eu sou o caçula dessa família por alguns minutos.... — jogo uma uva em minha boca e mastigo rapidamente para terminar minha fala. Jay estava quieto ao meu lado e presumi que sua postura fosse pelo fato desse ser seu primeiro café da manhã com minha família sabendo exatamente o que somos e o que fazemos. — E esse cara só me mandou um mísero SMS. — Jackson revira os olhos com minha fala falsamente magoada e joga um morango de seu prato em minha direção.

— Que merda significa isso? — meu pai irrompe aquele clima de amabilidade e descontração que se encontrava o ambiente com sua voz irritada e ameaçadora.

Seu lobo interior estava sendo exposto sem qualquer tipo de limite e aquilo fez Jackson abraçar Mark que já estava tremendo e com suas mãos sobre a barriga. Yoongi fez o mesmo processo ao caminhar na direção de Jimin que estava com seus lindos olhos arregalados e banhados por um azul puro graças a suas lentes.

Suk arremesa raivoso contra a mesa alguns aparelhos íntimos que Jay e eu havíamos usado na noite passada. Acontece que meu parceiro sexual apresentava dificuldades em sua dilatação anal e isso acarretava em uma penetração dolorida para o mesmo. YoungJae me recomendou um Sex Shop de sua confiança e indicou alguns brinquedos que iriam ajudar meu alfa nesse empecilho.

Os objetos jogados se resumiam em um dildo amarelo – cor preferida de Jay — Um plug anal de aço com uma jóia vermelha na ponta e um vibrador com sua expessura bem fina e totalmente lisa na cor branca. Jackson Hyung e Yoongi Hyung olhava meus brinquedos com naturalidade, porém, preocupados porque sabiam que aquilo iria causar uma grande confusão. Jeon Hoseok só dava pequenas risadas contidas ao observar o tubo vazio do lubrificante e a caixa de camisinha rasgada já sem nenhum conteúdo.

— Estou esperando uma resposta. — Jeon Suk cruza seus braços na altura do peito e me encara com ódio brilhando em suas íris. Recuar dois passos foi inevitável quando minha mente perturbada foi banhada por lembranças que me faziam relembrar perfeitamente do que Suk era capaz de fazer.

— Ela não é clara? — engolo meu medo e mando o mesmo para meu âmago. Não iria mais me sujeitar as grosserias de Suk. Eu não considero esse homem como meu pai e não vou respeitá-lo como um.

— Você é uma vergonha! — ele vocifera já não conseguindo manter seu personagem de pessoa calma e sensata da sociedade.

— Por quê? — eu não demonstro que suas palavras haviam me atingindo como labaredas de fogo polvilhando minha pele.

— Jeon JungKook... — ele bagunça seus cabelos de maneira exasperada e suspira logo em seguida. — Os alfas não nasceram para serem passivos de uma relação. — novamente aquele argumento escroto para tentar justificar alguma coisa nessa hierarquia maluca que existe em pleno século 21.

Isso não funcionava comigo. Não era isso que eu enxergava quando olhava para as pessoas ao meu redor. Eu queria e conseguia observar muito além dessa categoria. Conseguia ver seus desejos mais profundos e sentir seus medos mais sombrios. Meu pai parecia não entender que estávamos falando de pessoas e não de bonecos em um vetrine.

— Isso é egoísmo! — exponho minha opinião sem sentir qualquer receio de sua reação. — Não vejo problema algum em ser passivo algumas vezes na minha relação com Jay. — Jeon Suk abre seus olhos exageradamente com minha fala. Parecia que ele estava escutando a pior barbaridade de sua vida.

Quando ele somente acabou de ouvir a confirmação de que seu filho alfa curtir ficar por baixo quando seu parceiro consegue lhe satisfazer. E meu melhor amigo conseguia ir muito além de uma simples satisfação sexual. Jay conseguia me deixar completo de muitas maneiras e a maioria acontecia fora da cama.

— Eu nunca senti tanto orgulho em dizer que não compartilhamos o mesmo tipo sanguíneo. — minha respiração falha ao ouvir suas palavras e sentir o ódio que havia em cada sílaba que era direcionado em minha direção.

Eu não podia acreditar naquela calúnia. Não podia acreditar em nada que era pronunciado pela aquela maldita boca. Esse homem não é uma boa pessoa e tenho certeza que ele está falando somente para me machucar. Ele sabe que apesar de tudo minha família é meu ponto fraco. Sabe que minha mãe é meu calcanhar de Aquiles. Ele tinha plena consciência que esse era o único assunto que conseguia me tirar completamente de órbita.

— Como assim? — minha voz estava trêmula e acabou falhando no final da frase. Minha fraqueza arrancou um sorriso satisfeito dos lábios maltrados de Suk.

Ele gostava da sensação de me ver debilitado emocionalmente. Gostava do poder que suas palavras exerciam sobre mim. Ele sentia prazer em me machucar e isso era assustador. Eu nunca havia feito nada para ele. Nunca havia ido contra sua palavra ou desconbrido uma ordem sua. Nunca havia sido um filho mal e não consigo enxergar motivos para tamanho ódio contra mim.

— Você não é meu filho! — sua voz havia saido cruelmente tranquila e meus olhos arderam com intensidade. Suas palavras estavam estraçalhando minha alma e deixando um grande vácuo dentro de mim.

— Mas é claro que sou. — eu estava beirando o desespero e essa sensação sufocava meu peito.

Eu não podia está vivendo uma completa mentira durante 19 anos da minha vida. Eu não podia ter sido enganado novamente. Minha querida e amada mãe não podia ter sido mais uma pessoa a mentir para mim. Caralho! Quando as pessoas vão perceber que tenho mentalidade madura o suficiente para enfrentar uma conversa séria como essa.

— Sua mãe sempre foi uma vadia. — suas palavras grosseiras e rudes haviam sido direcionadas para uma mulher que eu tinha em alta escala e eu tive que sufocar minha raiva para não pular em cima dele. — Eu só não fui realista o suficiente para desconfiar que ela desceria tanto de nível e me trairia com meu melhor amigo. — o alfa agora permitia que sua entonação vocal demonstrasse sua mágoa com essa traição. Sua fúria e repulsa por minha mãe chegava a ser palpável para todos que estivessem naquela sala.

— Isso quer dizer.... — Hoseok solta sua fala no ar sem coragem o suficiente para terminar sua frase. Talvez nem eu tivesse coragem o suficiente para fazer isso.

— Mas ela foi esperta... — um sorriso triste surge em seus lábios na mesma hora que uma cabeleira cinza abre a porta principal de nossa residência. — Soube me seduzir direitinho para conseguir uma boa transa e uma ótima máscara para seu adultério. Nunca iria abrir minha boca para contestar a origem daqueles filhotes. — eu já não sabia dizer se aquilo que existia em seu rosto continuava sendo um sorriso. Esse cara ás vezes agia como um psicopata.

— Então Hoseok e eu também somos bastardos. — Yoongi fala com frieza como se aquilo não fosse impactante o suficiente para lhe tirar do eixo.

— Não! — sua resposta ríspida reverbera por toda a cozinha que se encontrava em silêncio.

Minhas lágrimas cristalinas banhavam minhas bochechas sem qualquer tipo de autorização minha. Nunca senti tanta repulsa por mim mesmo em toda minha vida. Eu estava sendo fraco e chorando como o verdadeiro derrotado que sou. Jeon Suk estava inteiramente certo quando dizia que eu não passava de um projeto fracassado de um alfa.

— É normal que uma mulher apresente somente uma ovulação a cada ciclo mestrual... — Jeon Suk puxa uma cadeira e se senta confortavelmente na mesma enquanto esperamos pacientemente que ele queria continuar sua história. — É um fenômeno raríssimo, mas pode acontecer se a mulher manter relações sexuais com dois parceiros em seu período de fertilidade. — eu amava a matéria de Biologia e aquilo estava começando a ganhar uma lógica bastante estranha para mim. Eu conseguia entender em que ponto ele queria chegar. — Acontece a primeira ovulação 14 dias após a menstruação e logo após a raríssima segunda ovulação. Acaba ocorrendo duas fecundação e isso gerou três embriões não-idênticos.

— Por isso não somos parecidos. — Hoseok murmura surpreso em como as peças se encaixavam.

— E eu fui o único embrião que a fecundação do seu melhor amigo conseguiu. — a confirmação que eu não pertencia aquela família me atingiu como uma bala de fuzil.

Agora eu me sentia um intruso. Sentia que era minha culpa aquela família que tinha tudo para ser perfeita ter falhado. Sentia que eu havia sido um erro do destino. Eu havia sido concebido por um adultério e todas as respostas que eu necessitava me bombardearam no mesmo instante.

Eu conseguia entender o ódio e nojo que Jeon Suk sentia por mim. Conseguia entender porque ele nunca me levava para o parquinho mesmo eu implorando por isso. Entendia porque ele nunca havia me colocado para dormir nem segurado minha mão quando tudo que eu sentia era medo. Ele nunca havia conseguido me amar e agora tenho a bendita resposta que tanto procurei.

— Eu não sou um Jeon. — minhas palavras passaram de maneira dolorosa em minha garganta junto com um soluço sincero. 

Estava doendo tanto. Meu coração estava tão cansado disso e mesmo assim continuava batendo. Eu não sabia porque ele ainda insistia nisso. Ele podia simplesmente para e deixar tudo isso acabar logo.

— Esse sobrenome é da sua mãe. — Suk agora não se esforçava para parecer uma boa pessoa. Ele odiava minha genitora e deixava isso explícito em sua fala e feições.

— Tudo bem! — murmuro limpando minhas lágrimas e evito contato visual com todo mundo que estava presente e acabou de ouvir que sou o bastardo da família perfeita. — Vamos! — sussurro quando passo pelo ômega arrumando meu moletom para ele se encaixar de forma correta em meu corpo.

— JungKook! — TaeHyung segura meu pulso com força fazendo minha ação de caminhar cessar. — Não acho que você esteja em condições de continuar com nossos compromissos hoje. — sua fala arrancou uma gargalhada alta de minha parte. Quem ele quer enganar fingindo que se importar como estou emocionalmente. Kim TaeHyung me odiava e fingir que se importar me fazia sentir ânsias.

— Eu não estou pedindo.... — puxo meu pulso de seu aperto com agressividade. — Estou mandando você me acompanhar. — minhas pupilas estavam dilatas e minha respiração havia acelerado demais. Meu lobo estava agitado e eu tinha que lembrar de todos aqueles exercícios passados pelo meu psicólogo.

— Por favor, Tae... — Jimin murmura choroso quando percebe que o ômega continuaria parado.

— Tudo bem, Jimin! — TaeHyung conseguia ser bem infantil quando assim desejava.

Ele havia pronunciado o nome do meu cunhado só para deixar bem claro que estava seguindo uma ordem dele e não minha. Eu estava pouco me fodendo para que ordem ele seguiria. Eu só queria que ele calasse aquela maldita boca e me acompanhasse até aquela maldita produtora que fabricaria o convite do nosso maldito casamento.

— Veio com seu carro? — pergunto sem olhar para o corpo amorenado e esguio que estava parado ao meu lado matendo uma distância considerável. TaeHyung me fazia parecer um vírus altamente contagioso e que existia extremo cuidado.

— Sim!

— Onde estão as chaves? — havia um coupé vermelho ruby estacionado embaixo de uma árvore vistosa do outro lado da rua. Jay com certeza não escolheria aquela cor e meus Hyungs não curtem o estilo desse carro.

— Por que eu deixaria você dirigir o meu carro? — esse garoto ia realmente fazer drama para decidir que iria dirigir o carro.

— Só me passe as chaves! — minha cabeça estava programando um atentado contra minha pessoa e eu não iria piorar essa dor de cabeça discutindo com esse ômega.

— Saco! — ele resmunga e joga as chaves em minhas mãos. Seus cabelos cinzas e sedosos voam para trás quando TaeHyung furioso caminha na direção do veículo.

━━━━━━━༺༻━━━━━━━

Flowers and Colors é uma produtora renomada e respeitada no ramo de organizações de casamento por causa de sua seriedade e qualidade em seus produtos. Nosso casamento seria um grande e importante evento na comunidade ABO e isso exigia a melhor empresa nessa área. 

TaeHyung estava agindo como uma verdadeira criança mimada ao seu recusar falar para nosso atendente sua cor preferida na paleta. Hyo Sonn estava honrando o significado de seu nome e estava sendo o mais gentil possível com esse ômega imbecil. Minha cabeça estava doendo como nunca e minhas mãos estavam mais frias que o normal. Meu corpo não estava muito bem.

— Coloque um tradicional... — murmuro raivoso quando percebo que aquela discussão civilizada não teria um fim se eu mesmo não o colocasse. — Coloque uma folha alva e a caligrafia juntamente com o laço você coloca preto. — suspiro cansado e Hyo Sonn parecia muito satisfeito com minha resposta.

— Intrometido! — Kim Infantil TaeHyung murmura aquele xingamento baixo o suficiente para que somente eu escute.

— Mimado! — minha língua rosada pula para fora e balança de um lado para o outro lhe dando língua. Sorrio internamente com minha infantilidade e paro com nossa guerrinha quando Hyo Sonn volta sua atenção para a gente.

— Onde desejamos que a cerimônia seja realizada? — Hyo Sonn era um ômega jovem e bastante bonito como a maioria dessa categoria. Seus cabelos caramelos lhe davam uma aparência fofa e suas bochechas salientes me dava vontade de mordê-lo. Eu até tentaria investir se não tivesse caminhando para minha sepultura.

— Em uma capela. — TaeHyung responde com desgosto enquanto seus dedos longos ficam brancos pela força que está fazendo ao apertar suas coxas.

— Buffet?

— Brinque com as nacionalidades! — respondo sorrindo para o bonito garoto que logo está retribuindo meu gesto. Sempre que eu imaginava meu casamento acabava imaginando uma variedade gigantesca que existiria nesse dia. Odeio quando vou em algum casamento e só tem nossa comida padrão.

— Horário que será realizado?

— No fresco da manhã. — TaeHyung e eu respondemos junto arrancando uma gargalhada do ômega que exalava um cheiro tão bom.

— Muito Obrigado! — Hyo Sonn parecia satisfeito com nossas breves respostas e aquilo deu um fim ao meu tormento. Isso só tinha durado alguns minutos e eu já sentia meu corpo completamente exausto.

O pequeno ômega levanta de sua cadeira para nos comprimentar de uma maneira bem formal e que com certeza eram normas da produtora. Sua mão fofamente pequena e macia oferece um aperto mais intenso em nosso toque. Sorrio satisfeito e o encaro. O garoto já havia caído em minha rede antes mesmo de eu jogar o anzol.

— Podemos conversar um minuto? — suas cordas vocais vibravam exibindo um som suave e isso despertou uma vontade estranha em minha mente de querer vê-lo gemendo manhosinho daquela forma na minha cama.

— Claro que podemos. — TaeHyung bufa ao meu lado revirando seus olhos negros e caminhando na direção das portas de vidro da produtora. — Houve algum problema?

— Um dos grandes! — Hyo Sonn puxa um aparelho telefônico do bolso frontal de sua calça jeans surrada e o empurra sobre a mesa em minha direção. — Não tenho seu número gravado e salvo em minha lista de contatos. — um bico engraçado e avermelhado surge em sua boca bem desenhada.

Ele fugia totalmente do padrão de personalidade indicada e esperada para um ômega. Ele não era submisso e muito menos tímido em minha presença. Eu gostava daquilo. Gostava quando as pessoas fugiam desses padrões ridículos. Gostava de ser surpreendido e Hyo Sonn havia matado minha vontade ao tomar essa atitude.

— Hyo Sonn, eu serei um alfa casado dentro de um mês. — um sorriso pequeno aparece em meus lábios. Aquilo não era um bom argumento para tentar afastar um ômega que não seguia a linha certinho.

— Acredite baby, podemos fazer coisas maravilhosas dentro de um único mês. — o garoto passa sua língua vagarosamente no lábio inferior e aquilo faz minhas pernas tremerem.

— Não foi dessa vez, baby. — pisco na direção do garoto que parecia bastante decepcionado com minha atitude covarde.

Eu já tinha Jay Park ocupando esse lugar de meu amante e não estava muito interessado em saber como meu amigo reagiria se ele soubesse que estava o traindo com um outro ômega. Park fazia muita musculação e não queria ser seu saco de bancada.

As portas duplas de vidro temperado se abriram automaticamente assim que minha presença foi identificada pelos aparelhos sensoriais que existiam alí. TaeHyung estava sentado sobre o capô do carro e recusava com prontidão um picolé oferecido por uma garota de vestido negro. Logo reconheci a dona daquelas maria chiquinhas coloridas. Essa garota estava me perseguindo fazia algumas semanas e havia tentado algum tipo de aproximação com pessoas bastante próximas de mim.

Sua primeira tentativa foi com Xiumin em um loucadora. A segunda foi com Jay em uma quadra de basquete onde ele passa as tardes de sábado brincando com os amigos. A terceira foi com Jimin oferecendo sua ajuda para carregar algumas sacolas. E sua quarta e última tentativa frustada foi com Mark quando o mesmo estava saindo da faculdade e deixou alguns papéis importantes voarem quando uma ventania o pegou desprevenido. Agora TaeHyung havia se tornado seu próximo alvo e eu já queria ligar para a polícia coreano e dar queixa dessa perseguição.

— O que está fazendo aqui? — pergunto rude em sua direção e tento me aproximar o máximo possível do ômega sem roubar seu conforto e segurança.

— Você conhece essa menina? — TaeHyung me pergunta usando pela primeira vez sua entonação vocal normal para dirigir a palavra em minha direção. Olho para o mesmo tirando minha atenção daquela criança estranha que parecia ter se maquiado para um filme de terror.

— Ele acabou me vendo chupar um picolé e ficou com vontade. — a desconhecida fala com naturalidade e sorrir em minha direção. Ainda era tão pequena e já conseguia ser tão dissimulada dessa forma.

— Você quer um picolé? — pergunto para o garoto que estava sentado no capô com suas pernas dobras.

Sua franja cinza e grande estava caindo sobre seus olhos e aquilo lhe dava um ar misterioso. Parecia um animal escondido e preparado para atacar sua presa desprevenida. TaeHyung era bonito e não tinha como negar esse fato.

— Quero! Acabei ficando com desejo. — TaeHyung murmura ainda observando com extrema atenção cada movimento da garota a nossa frente. Ele estava em alerta e isso de certa forma me tranquilizava. Ele estando atento não deixaria muitas brechas para aquela estranha tentar algo.

— Eu compro para você no caminho. — estendo minha mão em sua direção oferendo minha ajuda para descê-lo do capô, porém, o ômega recusa minha gentileza e sem dificuldades pula para o chão.

— Pode ficar com o meu. — a garota empurra seu picolé lambido na direção do ômega que olha em direção rapidamente.

— Não me ouviu falando que já vou comprar para ele no caminho. — empurro sua mão tentando controlar minha força juntamente com minha raiva. Ela estava começando a mesma irritar. — Fica bem longe da minha família. — meu rosnado não intimidou nem um pouco aquela garota de cabelos e olhos negros.

Sua língua escapa para fora da boca e ela desfere uma lambida da base até o topo do picolé. Aquela piralha estava claramente tentando me excitar e minha única reação foi querer vomitar na sua cara.

— Acho que já posso fazer um bom boquete. — ela sussurra a última frase e gargalha sozinha como se tivesse acabado de ouvir uma ótima piada.

— Vai se trata! — reviro os olhos sentindo um arrepio incômodo se apossar de meu corpo. TaeHyung havia subido as janelas do vidro e sua ação me fez suspirar.

— Ela é doente! — ele suspira olhando o retrovisor e vendo que a garota estava olhando para seu carro se afastando. Ela conseguia ser assustadora quando tinha essas ações.

— Soube disso no primeiro segundo que meus olhos pousaram nela. — ligo a ventilação do carro e sorrio quando percebo que o ômega ainda não havia me proferido nenhum xingamento até agora.

— É mais sério. — seus olhos negros encontram os meus e me permito lhe encarar quando paramos em um semáforo.

— Como assim? — pergunto confuso. Achei que ele tinha falado aquilo no sentido figurado da palavra.

— Ela é uma psicopata!


Notas Finais


Brinquedos do JungKook 👇🏻

Dildo amarelo: https://goo.gl/images/4RdK92

Plug Anal: https://goo.gl/images/mT64ni

Vibrador: https://goo.gl/images/XNr2zM

Oiiiii meus amores! Espero de coração que tenham gostado do capítulo.

Dar 10 cometários pra deixar a Uniie aqui felizona! ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...