História O Alvorecer de Um Novo Sol - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Tags Filhos, Luffy X Nami, Lunami, Nova Geração, One Piece, Piratas, Zoro X Robin, Zorobin
Visualizações 41
Palavras 2.418
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo! \O/
Foi um dos que mais gostei de escrever. Espero que gostem. :)
Boa leitura! ;)

Capítulo 46 - Arco Niger Flower: Diretamente do inferno...: Hirano Riki


Fronteira de Foust, Base da Marinha

A lua começava a apontar entre as nuvens que traziam o frio à Niger Flower. O casal de espiões, no entanto, não estava interessado em observar a linda vista que a luz entre as nuvens proporcionava. Estavam mais preocupados em observar a movimentação na pequena praça em frente à base da Marinha.

― Estava pensando... Que tal comemorarmos o resgate da garota no motel que vimos ali atrás? ― Talvez não tão preocupados assim. ― A não ser, é claro, que você queira fazer isso aqui mesmo. Essa árvore não me parece uma escolha tão ruim ― terminou sussurrando próximo ao ouvido da companheira, já arriscando colocar a mão direita em sua cintura.

― Ou talvez você queira fechar a boca e começar a tentar controlar seus instintos, querido. Os marinheiros não irão pensar duas vezes em te prender por atentado ao pudor, caso vejam a situação para a qual está se dirigindo ao insistir em flertar comigo nos momentos mais inapropriados ― respondeu calmamente, mostrando não ser afetada pela aproximação excessiva ou pelo atrevimento.

Hiasuki riu, voltando ao seu posto de espionagem. Ele nunca conseguia arrancar nada além daquilo de Mabelly e, com certeza, aquilo o excitava e atraía ainda mais.

― Temos que entrar na sala de Noguchi e encontrarmos a garota para levá-la diretamente aos Conselheiros ― lembrou-o da missão que tinham.

― Isso não será problema. Posso nos levar até lá. ― Presunçoso, como sempre.

― Então faça isso de uma vez. ― Rolou os olhos, entediada.

Contudo, foi levemente surpreendida pelos braços do companheiro em volta de sua cintura.

― Claro, milady. Com todo o prazer. ― Sorriu maliciosamente enquanto depositava um beijo repleto de segundas intenções no pescoço da mulher, para em seguida ambos sumirem dali.

― Lembre-me de lhe cobrar muito caro por isso, Hiasuki. ― Sorriu sombriamente para o homem assim que deram de cara com a sala do capitão da base.

Estava vazia.

― Veja só. Não fomos recebidos como visitas deveriam ser ― o espião do Governo ironizou ao perceber que estavam sós, ignorando a sutil ameaça da companheira.

― Já devem tê-la levado para outro lugar ― comentou a morena enquanto observava de forma atenta o cômodo.

― Vamos ter que fazer isso do jeito difícil então ― afirmou já caminhando em direção à porta e abrindo-a, olhando de forma cuidadosa para os dois lados do corredor.

Depois de alguns instantes gesticulou com a cabeça, indicando que estava limpo e poderiam prosseguir. Mabelly seguia o companheiro de perto, atenta a todo e qualquer movimento suspeito, e estavam prestes a virar ao fim do corredor quando sentiu os braços firmes do espião empurrando-a contra a parede, fazendo com que ambos ficassem de costas para essa.

A espiã o indagou com o olhar pela atitude repentina, mas logo compreendeu quando o moreno colocou o dedo indicador sobre os lábios, indicando que precisavam fazer silêncio, o que foi explicado assim que dois homens fardados de azul e branco surgiram no mesmo lugar que estavam segundos antes.

Assim que perceberam a presença dos dois estranhos, os marinheiros se puseram em posição de ataque e sacaram suas espingardas para direcioná-las a estes.

― Olá, garotos. Como vai o dia? ― Ela sorriu, dando uma piscadela. O suficiente para deixar ambos abobados por um segundo.

Segundo esse o bastante para que Hiasuki desaparecesse de seu lado e tornasse a aparecer atrás de um dos marinheiros, atingindo um dos pontos de consciência do mesmo com um único golpe de mão, fazendo com que o pobre desavisado caísse inconsciente aos seus pés.

O segundo marinheiro, ainda atordoado pelos acontecimentos repentinos, não percebeu quando Mabelly já estava à sua frente, segurando a gola de sua camisa, de uma forma um tanto quanto sedutora. O homem estava prestes a gritar por reforços quando sentiu os dedos delicados da morena sobre seus lábios.

― Não precisamos disso ― sussurrou, tão próxima que fazia os sentidos do pobre coitado se perderem no tom de voz excessivamente provocador.

Tanto que nem mesmo percebeu quando fora jogado contra a parede. Mabelly sorriu. Era divertido brincar com os mais inocentes.

― Onde está a garota? ― Hiasuki se aproximou, questionando o que Mabelly pretendia questionar em seguida.

Tentava se controlar para não puxar a companheira e também jogá-la contra a parede.

Quem disse que a vida de um canalha é fácil?!

(...)

Cadeias Montanhosas de Niger Flower

― Droga ― amaldiçou ofegante, enquanto limpava o filete de sangue que escorria pelo canto de sua boca.

Tinha que admitir. Além de louco o bastante, aquele homem era também forte demais. Não fazia ideia de como iria escapar daquela encrenca.

A risada fria ecoou pelo recinto.

― Ora... pensei que teria mais trabalho. Acho que nem precisava me dar o trabalho de amordaçar seus companheiros ou te deixar inconsciente ― debochou.

― Cale a boca, seu maldito! ― Avançou novamente; desta vez pronto para socar o adversário com o punho embainhado com seu Armamento mais forte.

O soco, porém, fora bloqueado pelo antebraço direito do assassino.

O sorriso psicopata que pairava nos lábios ofensivos não sumiu nem mesmo quando Seion conseguira acertá-lo com a perna direita, ainda enquanto tinha seu golpe bloqueado. O chute fora recebido, mas não tivera bom efeito para o moreninho, já que logo em seguida Riki dobrou sua perna atingida, prendendo assim a de Seion. Isso acabou derrubando o pirata e permitindo que o assassino de elite se ajoelhasse sobre seu peito, prendendo os braços do garoto com sua mão esquerda, enquanto que a direita continuava empunhando a espada bem afiada.

― Não tenho mais tempo para brincadeiras ― informou calmo, já preparando seu golpe final.

Seion sentiu suas pupilas dilatarem quando viu a lâmina indo em direção a seu pescoço num movimento rápido e ágil do inimigo, mas fechou os olhos por instinto antes de ver o resultado. Esperou sentir o sangue escorrendo por sua pele e a dor dilacerante, mas tudo o que sentiu foi suas mãos serem soltas ao ouvir o tilintar de lâminas próximo ao seu rosto.

Abriu os olhos ofegantes e então sorriu extremamente aliviado ao avistar a morena ao seu lado, segurando a kitetsu e a shusui tão conhecidas de seu tio, esforçando-se para manter a espada do inimigo ― que segurava sua arma com as duas mãos e se mantinha ajoelhado sobre Seion ― longe de seu pescoço. Inimigo este que sorriu.

― Vejo que herdou as habilidades de seu pai. Sempre quis lutar contra o Caçador de Piratas... Será que irei ter um vislumbre disso te enfrentando? ― Abriu o sorriso, finalmente saindo de cima do moreninho e se pondo novamente de pé.

Nara, por sua vez, estava séria. Séria como nunca esteve antes. Sua única intenção ao conseguir se libertar das amarras que a prendiam era proteger Seion. Essa era sua função e se falhasse nisso de forma tão ridícula, nunca se perdoaria, quanto mais mereceria ganhar o perdão de sua família.

― Talvez antes de eu te mandar para o inferno.

O homem gargalhou gostosamente.

― Isso está se tornando mais excitante agora!

Oh! Aquela combinação de sorriso e olhar assustava a qualquer um, disso Seion não poderia discordar. Nunca sentira tanto medo e repugnância ao mesmo tempo. Aquele homem era perigoso, mais perigoso do que se poderia imaginar e alguma coisa o dizia para fugir dali junto de seus amigos o mais rápido possível.

Sem pensar muito, o capitão se aproximou dos três companheiros amarrados. À essa altura, Issa e Ken já haviam acordado e Ayssa permanecia observando tudo com os olhos assustados. Bem, ele não poderia julgá-la. Não estava muito diferente disso. Abaixou-se para desamarrar as cordas do trio, quando sentiu o vento a sua beira e novamente uma lâmina encostar em seu pescoço.

― Não pense em fazer isso, garoto. Eles vão ficar exatamente onde devem estar. ― Ouviu a voz baixa e perigosamente grave perto de sua orelha esquerda. As mãos, assim como todo o corpo, paralisadas, e o olhar fixo à frente, com suas pupilas ainda em midríase, apenas demonstrou ainda mais o quanto o moreninho estava surpreso e assustado.

Do outro lado da sala, Nara não diferenciava muito de seu capitão. Como podia ser tão rápido? Seu tão apurado e bem treinado Haki da Observação de nada adiantava com aquele homem? Como conseguiria derrotar alguém que ela nem mesmo conseguia prever os movimentos?!

Engoliu a saliva, mas logo fixou novamente seu olhar no inimigo e agiu de forma também veloz. Ficar admirada e assustada com as habilidades do oponente em nada adiantaria para ajudar seu “primo”. Posicionou as duas espadas uma de cada lado de seu corpo e a Wadou Ichimonji na boca.

― “Preciso mirar somente no desgraçado. Qualquer erro de mira e Seion também é atingido.” ― Respirou fundo, fechando os olhos por um instante para se concentrar, e então, num movimento ágil, rodou as lâminas numa volta de quase 360°, fazendo com que seus braços terminassem cruzados ao final do golpe e a massa de ar cortante seguisse para seu destino.

Um grito de dor entrecortou o silêncio anterior ao ataque e logo Seion sentiu o assassino cair ajoelhado ao seu lado, com a mão direita sobre a ferida em sua cintura.

― Sua pirralha metida a espadachim... ― xingou voltando a se recompor.

Nem mesmo viu ele ficar de pé, quando Nara percebeu o ataque, ele já estava a centímetros de distância, fazendo com que só tivesse tempo de tentar defender com suas katanas.

 “Rápido demais!” ― constatou mais uma vez, em surpresa, sentindo seus braços e boca serem pressionados pela força do ataque.

Seion, por sua vez, recuperado do choque de quase ver a morte tão perto de si pela milésima vez naquela noite, tratou de desamarrar seus companheiros, para logo em seguida ir em direção aos donos da casa, que assistiam tudo perplexos e sem palavras. A costumeira expressão irritadiça de Caleb deu lugar para dois olhos esbugalhados em choque, enquanto assistia a luta difícil que Nara tentava manter contra o homem que invadira seu lar de forma tão sorrateira.

― Sinceramente? Acreditei que me divertiria mais lutando contra você, garota ― debochou depois de alguns minutos, voltando a sorrir psicoticamente. Todo o sangue que banhava suas roupas e sua pele não pareciam fazer efeito algum no homem e aquilo assustava ainda mais os que assistiam a tudo, pasmos. ― Mas me parece que você não está nem perto do nível do seu pai ― terminou tranquilamente.

― Não precisa me dizer isso, idiota. ― Cuspiu o sangue que escoria dos cortes em seu rosto, enquanto tentava controlar sua respiração ofegante. ― Ainda vai demorar alguns bons anos até eu chegar àquele velhote. ― Posicionou novamente suas espadas. ― O que ‘tá esperando para tirar todos daqui, Seion?! ― reclamou ao perceber que o garoto a observava junto dos outros.

― Já disse que nenhum de vocês vai a algum lugar além do outro mundo essa noite, querida ― lembrou-a de forma calma e fria, também preparando sua arma para o ataque que viria da mais nova.

― Nara... eu não vou simplesmente sair e te deixar aqui ― respondeu o moreninho, ainda tentando assimilar todos os últimos acontecimentos.

― É o que você tem que fazer, se ainda quer continuar vivo ― afirmou em sua postura tão conhecidamente séria em meio a um combate de vida ou morte. Talvez mais um traço herdado por parte do Roronoa.

― Eu não vou fugir e te deixar aqui, sua maluca! ― exclamou, agora começando a se irritar com a atitude da “prima”.

― Não seja idiota, seu idiota! ― gritou irritada, do outro lado. ― É a você que ele quer! Some daqui logo!

― Vai se ferrar! ― mandou sem educação alguma, o que fez a morena rosnar indignada. ― Já disse que daqui não saio sem você!

― O Seion tem razão, Nara! Você é nossa nakama, não vamos te deixar aqui! ― Issa assumia o posto ao lado de seu capitão.

― Por mais que eu queira você morta, não vai ter graça se não for eu a te matar ― Ayssa entrava no meio da discussão.

― E se não for eu a ajudar. ― Ken sorriu, também se juntando aos companheiros.

― Não sejam idiotas! Eu não vou morrer, seus imprestáveis. Vou apenas ganhar tempo pra vocês fugirem. Eu encontro vocês no porto ― afirmou, sorrindo debochada. Não iria demonstrar o quanto temia sua própria morte naquela noite. Não para os idiotas dos seus companheiros.

― Estamos tendo uma discussão linda e emocionante aqui! ― exclamou sarcástico, Riki. ― Posso pegar uma pipoca? ― Sorriu da mesma forma.

― Ora... cale a boca, seu desgraçado!

Assim que xingou o oponente, a jovem espadachim avançou novamente em sua direção, preparada para outro ataque furtivo. Num gesto veloz, porém, Hirano se esquivou e, sem que Nara percebesse, se colocou atrás dela, apunhalando-a pelas costas em um golpe fatal e sem misericórdia, fazendo com que a espada atravessasse o abdômen feminino.

Ouviu-se o som de três espadas caindo ao chão, e o que podia ser visto era a expressão perplexa dos telespectadores presentes.

Os Pirates of King não esboçavam qualquer tipo de reação além da midríase e da boca levemente aberta, em choque. O capitão do grupo tentava desesperadamente correr em direção à companheira, mas seus músculos estavam paralisados. Não moviam um milímetro sequer.

― Nara... ― sussurrou numa tentativa de gritar, mas parecia que suas cordas vocais também não queriam funcionar.

A garota sentiu a lâmina atravessar seus órgãos ventrais, e tudo o que conseguiu fazer foi segurar a ponta que ali surgiu após ter deixado suas katanas caírem. O gosto de sangue veio fortemente e, não controlando seus movimentos, pôde sentir também todo o líquido vermelho e viscoso deixando seu corpo por meio de sua boca e da ferida feita em seu ventre.

Antes de tudo ficar escuro e ela deixar seu corpo cair contra o chão, a última coisa que sentiu foi a voz sombria e carregada de prazer contra seu ouvido em um sussurro.

― Pode me procurar que eu deixarei você ter sua revanche quando eu for para o inferno te fazer companhia. Enquanto esse dia não chega... ― Sorriu da forma mais obscura e sombria que um dia a pirata pôde imaginar ver. ― Mande lembranças ao antigo capitão de seu pai e a ele mesmo... quando eu também o mandar para o inferno.



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