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História O amigo imaginário - imagine Jungkook - Capítulo 4


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Notas do Autor


Gente, o cap faz referência a música Tear do Bangtan. Caso estejam interessados leiam a tradução, haverão outras ref de músicas tá?
Perdão pelos erros ortográficos e aproveitem:)

Capítulo 4 - Sombras do passado


Sem saber exatamente como, acabei adormecendo. Acordei no meio da noite sozinha e confusa. Eu devia ir a aula no dia seguinte e por isso precisava dormir. Peguei meu celular no pequeno criado-mudo localizado ao lado esquerdo da minha cama-box. Eram 2:30 da manhã. Haviam diversas mensagens de Hoseok perguntando o que tinha acontecido e eu respondi uma verdade parcial. Não conseguia mentir para ele então apenas afirmei que as luzes trouxeram a tona certos traumas da infância. Ele provavelmente não veria a mensagem tão cedo.

Levantei, tentando acender a luz pois uma dor irritante insistia em pressionar minha cabeça. As luzes simplesmente não acendiam.

S/N: Droga de novo não!

Suga havia estado ali. Ou eu estava ficando louca de vez.

Acendi a lanterna do celular e saí do quarto silenciosamente. O piso era de madeira e costumava estalar quando pressionado, por isso tinha que me mover muito de vagar para evitar qualquer barulho.

Cheguei na porta da cozinha, estilo americana e escutei o barulho de copos batendo. Alcancei, ainda no escuro, o escorredor de louças. O barulho tinha vindo dali. As louças haviam sido batidas por alguém que se movia rápido.

Subitamente senti minhas costas arrepiarem num toque furtivo. Me virei e dei de cara com nada. Era como brincar de pique-esconde.

S/N: Chega, cansei disso. – abri o disjuntor que ficava do lado da pia e o liguei. Todas as luzes da casa acenderam com um pico de energia e, a possibilidade de explodirem me assustou, fazendo com que desligasse tudo de novo. Risos abafados ecoaram pelo local. Ele estava ali.

S/N: Suga! – gritei, apesar do medo. – Porque está fazendo isso?

Não houve resposta. Um barulho se fez e tive certeza que a energia tinha voltado, mesmo assim, não acendi as luzes. Queria saber até onde ele iria com isso.

Voltei para o quarto e me sentei na cama.

S/N: Eu sei que você veio atrás de mim Yoongi. – falei enquanto ajeitava o cabelo em um coque. – Éramos amigos até que você se foi, agora vai ficar aqui me enlouquecendo? Porque não age como homem e aparece?

Não recebi resposta.

S/N: Pessoas podiam ter saído machucadas das suas brincadeiras sabia?

Ainda silêncio.

S/N: Droga Suga! – soquei o guarda-roupa embutido. – Se tem algo contra mim vem e fala! Para de ficar jogando comigo, com quem eu amo! Qual o seu problema? -falei, me virando, em direção a janela.

Foi quando tive a ideia de cantar. Era uma música antiga, conhecida, que Suga havia feito antes de toda a confusão que vivemos.

S/N: Andamos na mesma direção

Mas esse lugar é o nosso último

Costumávamos falar sobre o pra sempre

Mas estamos quebrando um ao outro

Achei que tivéssemos o mesmo sonho

Mas esse sonho se tornou apenas um sonho

Meu coração está se rasgando, apenas o incendeie

Para que a dor e os sentimentos não permaneçam

Bruscamente uma mão segurou meus pulsos e me prensou contra a porta do meu guarda-roupa. E então ele estava ali, sua pele branca brilhando a luz do luar refletido pelas minhas janelas de vidro. Ele me olhava com olhos devoradores e pressionava seu corpo contra o meu. Eu conseguia senti-lo novamente. O mesmo perfume, o mesmo tom de pele, mas agora, ele estava bem grandinho.

Suga: Você não respondeu a minha pergunta. – ele sorriu. – Não devia socar as coisas quando está frustrada. Isso é coisa de criança, sabia?

A última frase havia sido expressada por mim anos antes quando, numa crise de raiva Suga havia socado a parede do meu quarto, deixando uma marca e me obrigando a levar a culpa por isso, considerando que ninguém acreditava em sua existência. E ele ainda se lembrava.

S/N: Me solta, você está me machucando.

Suga: Não te entendo, se sumo, você reclama, se apareço, você também reclama. – ele me soltou antes de completar a frase. – Você reclamava menos antes.

S/N: O que você quer? – falei, brava.

Suga: Direta e objetiva como sempre. – ele sorriu. – Eu estou aqui só para te avisar que vou passar um tempo na cidade, e que poderíamos... não sei. – ele se espreguiçou. – Passar um tempo juntos?

S/N: Porque voltou?

Suga: Já disse, tenho assuntos pendentes aqui.

S/N: Não sei se devo.

S: Porque? JK te disse que sou perigoso? – ele começou a rir.

S/N: Não. Mas qual seu problema com ele? Não eram amigos?

S: Sabe porque deixamos de ser. Por culpa sua. – falou, voltando seu olhar a mim.

S/N: Não fiz nada para atrapalhar a amizade de vocês. Foi você quem começou com isso.

S: E você adorou.

S/N: Você me destruiu.

S: Não sei se foi bem isso que aconteceu. Até onde eu me lembro, você me traiu com meu melhor amigo.

S/N: Meu Deus. – falei, me sentando na cama, de forma que ele ficasse do meu lado. – Eu tinha DOZE ANOS!

Suga começou a gargalhar muito alto.

S: Eu não ligo S/N. – Ele afastou uma mecha do meu cabelo. – Isso é passado. Voltei porque amo você, sempre amei.

Aquilo me fez gelar. Olhei para ele e seus olhos estavam brilhando.

S: Sempre fomos amigos, não? – e ele estendeu a mão.

Antes que eu conseguisse correspondê-lo meu celular vibrou. Era uma mensagem de Hoseok.

“Estou aqui fora, a porta emperrou”.

Suga tinha desaparecido, mas eu consegui ouvir sua voz.

S: Mande-o embora.

Ignorei e fui atender a porta, mas antes que conseguisse ouvi um barulho estranho do lado de fora. Hoseok estava desmaiado no chão.


Notas Finais


me digam o que estão achando por favor!! Beijos


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