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História O Amor Além da Existência. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Em uma das visitas à Marin na casa da Saori, Aiolia recebe um chamado para uma cirurgia de emergência. Durante a cirurgia, Aiolia tem um vislumbre que pode pôr em risco a vida do seu paciente.

Capítulo 4 - Pulsação


Fanfic / Fanfiction O Amor Além da Existência. - Capítulo 4 - Pulsação

Durante as suas visitas que fazia à Marin na casa da Saori, Aiolia percebia que o seu coração sempre pulsava de forma diferente quando à via. Os olhares de ambos pareciam ímãs que sempre os atraia.

  Em uma dessas visitas, Aiolia voltou rapidamente para o hospital em que trabalhava para atender à um chamado urgente.

  - Drº Aiolia? - Falou a voz do outro lado.

  - Sim, sou eu, pode falar.

 - Dr° Aiolia, temos um paciente em estado grave, precisamos da sua ajuda para a cirurgia, é de alto risco.

  - Mantenham ele estabilizado até a minha chegada. Estou à caminho.

  Aiolia desligou, se despediu de Marin rapidamente e saiu. Era comum receber ligações para atender à algum chamado de emergência. Nem sempre eram atendimentos urgentes, mas ainda assim atendia com satisfação. Fazia de tudo para ver os seus pacientes saudáveis e bem.

  Chegou ao hospital e se preparou para a cirurgia. Pegou todos os dados do paciente para se informar qual era o grau de risco do paciente. 

  Seu paciente, um homem de aproximadamente 28 anos, sofreu um acidente de moto. Uma costela estava atravessada e perfurando o pulmão esquerdo. A segunda estava comprimindo as artérias. A cirurgia seria delicada e precisava correr contra o relógio para salvar a vida daquele homem.

  Reuniu toda a sua equipe e preparou o paciente para a cirurgia. 

  O procedimento começou, mantendo toda a equipe em alerta. Havia muito o que fazer...

  - Preciso de mais uma mão aqui para parar o sangramento. 

  Aiolia estava preocupado pois, o procedimento parecia que não iria terminar tão rápido e os batimentos cardíacos do paciente estavam enfraquecendo.

  Diante de toda a correria contra o tempo, Aiolia respirou fundo e fechou brevemente os seus olhos, quando abriu...


•••


Grã Bretanha, 1802. 

Fim da batalha de Veroux.


  O dia estava bastante ensolarado e uma plebeia, uma jovem de cabelos longos e ruivos, corpo magro e pele bem alva colhia flores no jardim ao redor do castelo. Seu pai estava escovando os cavalos para que o rei e seu filho, o príncipe, cavalgassem nas próximas horas.

  O príncipe, um jovem alto, robusto, cabelos castanhos claros e olhos verdes, vivia trocando olhares com a plebeia. Sabia que a sua aproximação causaria grande furor com o rei, uma vez que estava prestes a conhecer sua futura noiva, fruto de um casamento arranjado entre os reinos.

  Naquele dia, o reino estava se preparando para uma grande festa. Aiolia seria apresentado à sua futura esposa. Mas em sua mente, não era esse o seu plano. Iria levar sua amada Marin para a festa e fugir em seguida com ela.

  Aiolia e Marin sempre se encontravam às escondidas na beira de um riacho, um pouco distante do castelo. Os encontros terminavam com o calor dos seus corpos nus após as trocas de amor e carícias.

  Marin tinha uma irmã um pouco mais velha em que confiava os seus segredos. Enquanto colhia as flores, percebeu os olhares do príncipe e sua irmã Shaina lhe deu uma cutucada, ambas começaram a rir.

  - Shaina, o papai poderá perceber, então pare com isso.

  - Marin, há outra coisa muito pior que você deveria se preocupar, que ficará à mostra nos próximos meses.

  Shaina apontou a sua mão para a barriga da Marin. Ela sabia da gravidez e temia pela a vida da sua irmã mais nova.

  Marin havia decidido que fugiria com o príncipe para enfim, viverem a sua linda história de amor.


•••


  Era o começo da noite. O príncipe Aiolia estava se preparando para o banquete oferecido pelo o rei quando pediu para que uma de suas empregadas levasse um pequeno pacote para a sua amada. Ela obedeceu prontamente e foi até a moça no casebre em que morava.

  - Aiolia, meu filho! O Rei Shion ajeitou a roupa dele dando um beijo em seu rosto.

  - Hoje lhe apresentaremos a sua futura esposa, você como meu filho mais velho deve assumir esse reino assim que eu partir. Mas terei tempo ainda para vê-lo me dando muitos netos.

  Aiolia apenas assentiu, mas os seus pensamentos eram outros.

  O banquete começou à ser servido e antes mesmo de qualquer apresentação, os olhos do rei e do príncipe se voltaram para a porta. Era Marin entrando com um belo vestido creme e uma túnica preta por cima. Os cabelos ondulados com uma fita vinho entrelaçando com algumas rosas caindo pela lateral realçando o seu belo rosto.

  O príncipe Aiolia foi até ela, cumprimentando-a com um beijo em sua mão direita. Levou-a para perto de um retratista. O pintor era hábil e em um pouco mais de uma hora, entregou o retrato dos dois dentro de um cordão com um camafeu. Aiolia fez questão de colocar no pescoço de sua amada e levou-a para o meio do salão para que pudessem dançar.

  O rei parecia bastante surpreso pela audácia da moça e de seu filho, mas não se moveu para não  causar nenhum desconforto com os seus convidados. Shion era severo, mas não agia por impulso. Sabia o momento oportuno de realizar suas vontades. Então, ficou apenas observando.


  - Marin querida, fugiremos hoje para enfim vivermos o nosso amor.

  - Aiolia, não sabes o quanto eu e o nosso filho estamos esperançosos por este momento.

  Ficaram se olhando por um longo tempo. Aiolia ainda não sabia que a sua amada esperava um filho seu. A notícia brilhou em seus olhos. Queria sair ainda mais rápido para seguir com o seu plano.

  - Minha amada... - e com uma de suas mãos no rosto dela continuou:

  - Me espere a meia noite no estábulo. Deixe os cavalos preparados. Vamos ser cautelosos. Seu pai e sua irmã entenderão nossa partida. Não se preocupe. Darei à você e ao nosso filho tudo o que merecem. Cuidaremos um do outro e seremos muito felizes.

  Marin assentiu, reverenciou o príncipe e saiu em seguida.


  O rei Shion apresentou a princesa ao seu filho e marcou publicamente o casamento para a semana seguinte. Todos aplaudiram e brindaram os noivos.

  Eram quase meia noite e o banquete havia acabado. Todos no castelo estavam em seus aposentos. Aiolia vestiu sua capa, pegou seu punhal e sua espada, uma boa quantia de moedas de ouro, uma trouxa com roupas, alimentos e saiu sem fazer barulho e que ninguém o visse. O castelo estava silencioso, parecia perfeito.

  No estábulo, Marin preparava os cavalos para a sua fuga quando foi surpreendida pelo o seu pai.

  - Marin, o que pensas que está fazendo?

  - Papai, eu e o príncipe Aiolia nos amamos, iremos embora daqui. Criaremos o nosso filho longe desse reino. Enfim poderemos ser o que quisermos e viveremos como sonhamos.

  - Como ousa desonrar a minha imagem perante ao rei e a sua virtude? Essa criança é fruto de uma promiscuidade. Filha minha que tanto amei, que criei com o suor do meu trabalho, o que foi que você fez? Você acredita mesmo que o rei não mandará caçar vocês dois e pôr a prêmio a cabeça de quem sumiu com o filho mais velho, o substituto do seu trono? Vocês não imaginam o problema que estão causando.

  No auge da sua fúria, o pai de Marin deu um tapa em seu rosto, fazendo-a cair sob os fenos.

  - Sinto muito minha filha, mas não posso permitir que essa vergonha caia sobre a minha cabeça e a de sua irmã. Prefiro viver com o remorso das minhas atitudes do que com a vergonha de vê-la sendo arrastada por desonra ao rei.

  Com lágrimas nos olhos, apunhalou sua filha no lado esquerdo do peito. Em seguida, chamou a sua filha mais velha Shaina e saíram de lá, deixando o corpo de Marin para trás.

  Aiolia chegou no estábulo e logo viu sua amada caída e sem vida. Tomou-a em seus braços, urrando de dor pela perda dela e também de seu filho. Ficou um longo tempo aos prantos, pensando em como seria a sua vida sem a mulher que era dona do seu coração. Sem pensar, pegou o seu punhal e não exitou em tirar sua própria vida. Apunhalou seu peito no lado esquerdo, caindo ao lado do corpo da sua amada.


•••


  - Pressão caindo! Doutor, estamos perdendo o paciente! Doutor Aiolia? Doutor Aiolia?

  Aiolia parecia atordoado mas com o seu olhar ainda distante.

  - Doutor, o que podemos fazer? O paciente está morrendo...

  Aiolia voltou subitamente à si, controlou rapidamente a cirurgia, estabilizando os batimentos cardíacos.

  - Paciente estável. Podemos continuar!

  - Vamos finalizar!

  Após os momentos de tensão, Aiolia se manteve com aquela sensação de estranheza pela visão que acabara de ter. Viu a Marin com a mesma roupa que ela estava na festa na casa da sua amiga Saori. Pensou que estava ficando louco. Então, se lembrou de algo que havia marcado de fazer.

  - Conseguimos! Leve-o para UTI para que se recupere da cirurgia e monitorem o seu estado. Parabéns à todos. Ele está a salvo!

  A equipe médica obedeceu as suas ordens e seguiram com os demais cuidados.

  Aiolia saiu apressado do centro cirúrgico, avisou os familiares do paciente sobre o seu estado e correu para a sua sala. Ainda vestido com a roupa de proteção do centro cirúrgico, sentou-se em sua cadeira, pegou a sua carteira e procurou por um cartão de visitas. Nele, havia o contato daquele que foi indicado para ajudá-lo com as suas visões.

  Pegou o seu celular, discou o número apressadamente. Estava eufórico.

  - Shaka? Preciso falar com você urgente. Tem um momento pra mim?


Notas Finais


Quarto capítulo da fanfic “O Amor Além da Existência“ finalizado com sucesso.<br />Quero agradecer à todos que estão lendo, curtindo, comentando e compartilhando! Saibam que isso me motiva à continuar escrevendo.<br /><br />Espero que tenham gostado e... Até o quinto capítulo!


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