História O amor chegou tarde em minha vida - Capítulo 31


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella
Tags Ana Paula, Masterchef, Pana, Paola Carosella
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Palavras 1.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Olhos Castanhos



Na volta para a casa o silêncio estava nos envolvendo, mas não era aquele silêncio incomodo ou constrangedor, era gostoso as vezes só ficar ouvindo a respiração dela, mas assim que entramos no apartamento, eu fiquei reparando nela, e uma música veio a minha cabeça, uma música que me fazia lembrar dela, não sei o que me deu mas comecei a cantar... 


Eu amo seus olhos castanhos, e eu sei, parece estranho, a freqüência em que digo eu te amo...


— Que isso Ana? — Ela rir e eu continuo. 


Mas é repetindo sinais em seqüência, que paixão vira conseqüência... 


 Seguro em sua mão e caminho com ela para o quarto. 


Um sorriso bobo um abraço gostoso, seu jeito de olhar pira minha consciência...


  Chegando no quarto paro e sussurro as palavras cada vez mais perto de seu rosto.


 — Sorriso destrói me enlouquece, vem cá com teu corpo e me aquece...


 Tiro os sapatos e deito na cama esperando que ela faça o mesmo.


 — Tudo que eu fizer tu merece...


 Faço sinal chamando ela. 


A sorte te trouxe para perto...


 Paola deita por cima de mim. 


Destino nos uniu no tempo certo, limpou o coração que já era pó... 


 Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço. 


E Deus nos fez de dois um só...


  Lhe deixo um beijo suave. 


Um só, um só... 


Ela fica me olhando por alguns segundo sem dizer nada, parecia hipnotizada. 


— Olha o que você faz comigo Ana? 
— O que? 
— Estou completamente fascinada pela sua voz. 
— Para com isso. — Rio sem graça. — De 0 a 10 eu me dou 0 cantando, mas essa música é tudo o que eu estava sentindo. 
— Sua voz é linda, igual a você. — Acaricia o meu rosto. — Eu te amo tanto minha pequena, tanto. — Ela fala bem perto da minha orelha. 
— Eu também amo você. — Deixo minhas mãos deslizarem de sua nuca para suas costas. 


Saboreávamos o gosto da língua uma da outra, enquanto uma de suas mãos se aventurou abaixo de minha blusa, o contato de sua pele contra a minha me eletrizou, cravei minhas unhas na suas costas e a beijei com mais vontade, mas ela logo separa os nosso lábios descendo os beijos pelo meu pescoço, ombros e colo... 


*Trim-Trim-Trim*


— Mas que droga. — Bufo. — Aprende a desligar esse troço Paola. 
— Dessa vez não é o meu. — Ela fala me passando a minha bolsa. 
— Número desconhecido, que estranho. — Falo assim que olho a tela do celular. — Alô. — Paola acariciava a minha mão livre. — É o que? — Levanto da cama. 
— O que houve? — Paola pergunta e eu faço sinal para ela esperar. 
— Ok, ok, estou indo. — Calço os meus sapatos. — Obrigada. — Desligo a ligação. 
— O que aconteceu Ana? 
— O Henrique sofreu um acidente de carro. 
— Que? 
— Eu não sei direito, eles não podiam dar muita informação por telefone. — Pego a minha bolsa. — Parece que eu sou o contato de emergência dele, eu vou para o hospital. 
— Ta eu vou com você. — Ela levanta. 
— Não precisa Paola. — Guardo o celular na bolsa. — Eu já te aluguei muito com todo esse drama envolvendo o Henrique. 
— Ana por favor né. — Ela tenta se recompor. — Eu vou com você, está bem. — Segura meu rosto. 
— Ta bom, então vamos. 


...


— Oi. — Falo com a menina na recepção. — Vocês me ligaram, é sobre o Henrique Moura que deu entrada aqui agora, acidente de carro. 
— A sim. — A menina levanta. — O médico que está cuidando dele e esse que está vindo ai. — Ela aponta para um homem de jaleco branco atrás de mim. 
— Boa Noite, doutor. — O cumprimento.
— É você que quer saber sobre o Henrique certo? 
— Isso. — Balanço a cabeça. — Ana Paula. — Estico a minha mão que ele logo aperta. — Como ele está? 
— Você é parente? 
— Sou a ex. namorada, mas ele não tem ninguém mais próximo que eu aqui no Brasil eu acho. 
— Tudo bem. — Ele desvia o olhar para Paola, que eu tinha até esquecido que estava ao meu lado. — E você é? 
— Paola. — Ele também aperta a sua mão. — Vim acompanhar ela. 
— Ok. — Ele olha uns papéis em sua mão. — Então o Henrique capotou com o carro. 
— Meu Deus. — Coloco a mão na boca chocada com o que ouvi. 
— Ele chegou aqui bastante machucado, mais ele teve sorte, não corre mais riscos. 
— E como aconteceu isso? — Paola pergunta. 
— Pelos resultados dos exames ele estava completamente alcoolizado. 
— Não acredito. — Eu começo a andar de um lado para o outro. 
— Se quiserem podem ir vê-lo, mas ele ainda está sedado. 
— Ok doutor obrigada. — Paola que se despede do médico. — E ai? — Ela vira para mim. 
— Hoje cedo enquanto a gente conversava ele deve ter tomado uns 5 copos de uísque, provavelmente ainda continuo bebendo depois que eu saí e ai fez essa idiotice de sair dirigindo. 
— É você ouviu o médico, ele deu sorte. 
— Eu não acredito no que o Henrique se transformou. — Balanço a cabeça em negação. — Dirigindo bêbado, enganando mulheres, batendo... — Volto a andar de um lado para o outro. — Ele sempre foi assim? Eu que não enxerguei? Como fui burra. 
— Para com isso Ana, não é hora disso. — Ela segura em minhas mãos. — Você não vai lá dentro ver ele? 
— Você acha que eu devo? 
— Você quem sabe. 


...


— Ana? O que aconteceu? — Ele fala com dificuldade sobre o leito do hospital, e sim eu resolvi entrar para vê-lo. 
— Você capotou com o carro Henrique, você está em um hospital. 
— O que você faz aqui? 
— Por algum motivo eu ainda sou seu contato de emergência. 
— Que bom que está aqui. 
— O que aconteceu com você Henrique?
— Você não disse que eu capotei com o carro. 
— Sim e porque estava bêbado, mas eu não estou falando só disso, é sobre o seu preconceito, sobre o tapa que você me deu, sobre suas esposa, todas as suas atitudes, que diabos aconteceu com você? — Ele não responde. — Você não era assim quando eu te conheci, do fundo do meu coração eu espero que você mude e de um rumo na sua vida, porque se você continuar assim você vai se destruir. — Eu ameaço ir embora mas volto. — A, troca o seu contato de emergência por favor, era a sua esposa que devia estar aqui, não eu. — Quando faço menção a sair de novo ele segura a minha mão. 
— Me perdoa Ana, — Aperta minha mão mais forte. — por tudo. 
— Adeus Henrique. — Recolho minha mão e saio do quarto sem olhar para trás. 


Agora sim eu sinto que essa história está encerrada, vocês não tem noção do tamanho do meu alívio.


...


— Amor. — Paola levanta da cadeira onde ela me esperava. — Como foi?
— Me dá um beijo? — Peço. 
— Todos do mundo. — Ela sorrir. — Mas estamos em um lugar público. 
— Eu não ligo mais. 


Volta a sorrir e suas mãos tocam o meu rosto com delicadeza, e ela coloca o meu cabelo para atrás das minhas orelhas, seus lábios se aproximam lentamente da minha testa onde ela deposita o primeiro beijo, ao fechar os olhos eu sinto o segundo beijo sobre a minha pálpebra direita, e o terceiro finalmente nos lábios, agarro as pontas da jaqueta que ela usava e a puxo para mais perto de mim, intensificando o beijo,  que só é encerrado quando o ar começa a faltar. 


— Eu adoro seus lábios grudados no meu sabia? — Falo a abraçando. 
— É? Mas eu posso grudar os meus lábios em outras partes do seu corpo também. — Ela me faz rir. — Sabia? — Sussurra e morde a minha orelha.
— Então o que estamos esperando? — Mordo o meu lábio inferior. — Vamos sair daqui logo. — Agarro a sua mão e levo para fora. 


...


Entramos no apartamento da Paola aos beijos, acho que agora eu já podia chama-lo de nosso, já que eu enfim devolvi o meu apartamento, meu antigo apartamento, e me mudei de vez para o da Paola, mas por algum motivo eu ainda não consigo chama-lo de nosso.


— Você está bem? — Ela rompe o beijo.
— Porque você vive me perguntando isso Paola? — Rio.
— Porque eu me preocupo com você. — Segura a minha mão. — E porque te fazer feliz é a minha prioridade.
— Você me faz feliz, e muito, você sabe disso. — Beijo a mão dela e depois me sento no sofá. 
— Você não me disse como foi lá com o Henrique.
— Eu acho que agora a gente realmente não precisa mais se preocupar com o Henrique, acho que o acidente fez ele cair na real sabe? Enxergar as coisas, rever suas atitudes, enfim. — Respiro fundo. — Acho que agora nos dois podemos seguir as nossas vidas, quer dizer, nós três. — Sorrio.


Ela se aproxima e colo os seus lábios no meu de forma amável, com um beijo que me alegrou até a alma.


— Quer que eu prepare alguma coisa para a gente comer? 
— Nossa Deus me livre Paola, eu ainda estou passando mal, suas nonas me entupiram de comida. — Ela rir. — Não agüento comer mais nada, mas se você quiser fazer algo para você... 
— Não, também não estou com fome. — Me dá um beijo na bochecha e se levanta. — Acho que vou tomar um banho... 
— Espera. — Seguro a mão dela. — Senta aqui, tem uma coisinha que eu quero falar com você. 
— O que? — Ela pergunta depois de voltar a se sentar. 


Eu tombo a cabeça para o lado apoiada na minha mão, enquanto meu cotovelo se apoiava no meu joelho e fico a encarando. 


— É o que Ana? — Ela rir ansiosa. 
— O que você acha da gente se mudar? — Pergunto de uma vez. 
— O que? — Ela não entende. — Mas você não acabou de mudar para cá... 
— Sim mas esse é o seu apartamento Paola. — Me levanto do sofá. 
— Que agora é seu também.
— Não é a mesma coisa amor, eu quero algo nosso, quero que a gente escolha o bairro, a casa, a mobília, a decoração, tudo junto. — Falo empolgada. —  Quero ter a emoção de entrar pela primeira vez na nossa casa com você, e fazer dela o nosso lar. 
— Você que comprar uma casa? — Ela fala boquiaberta. 
— E porque não? 
— Eu não sei. — Ela levanta.  — Está certo que o apartamento não é tão grande, e tem mais a minha cara do que a sua, mas você pode mudar, sei lá , eu vivo aqui a tanto tempo Ana.
— Mas um motivo para mudar, a gente vai recomeçar. — Seguro em suas mãos.
— É mesmo necessário Ana?
— Eu gostaria muito. 
— Você ainda não me convenceu. — Um sorriso malicioso surge em seu rosto. — Mas poderia tentar. — Ergue uma sobrancelha. —  Eu estou indo tomar banho agora, e adoraria uma companhia sabe? Alguém para ensaboar as minhas costas, não sei. — Ela fala andando de costas me puxando.
— Hmm. — A sigo controlando a risada. 
— Quem sabe depois de um banho relaxante eu concorde com você. — Paro na porta do banheiro. 
— A Paola. — Minha vez de sorrir maliciosamente. — Mas esse banho não vai ter nada de relaxante, se prepara. 
— Ui. — Me puxa para dentro do banheiro e fecha a porta. 
 


Notas Finais


Gente eu juro que dessa vez o Henrique se foi mesmo kkk, agora podem comemorar oficialmente hahaha sorry, mas achei que ele precisava de algo para acordar e a Ana precisava desse pedido de perdón sincero! Beiiiiiiijos! Fui!


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