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História O amor com(cs)erta tudo - Capítulo 1


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Notas do Autor


(O tédio da quarentena ta foda ai tive um devaneio e me veio essa fick. Pra qm lê outras calma q eu n esqueci delas. Só to sem idéias para elas e evitar escrever as q tenho n muda isso. Ok? Desculpa mesmo ser tão sem foco. T_T n me odeie pfv. Essa é do mesmo universo da de South Peck sim. Bjs. Tbm estou editado ela.)

Capítulo 1 - Dois errados...


Fanfic / Fanfiction O amor com(cs)erta tudo - Capítulo 1 - Dois errados...

Por causa de uma lei maluca que eles não entendiam e nem gastavam tempo entendendo, as piores cidades dos USA foram condenadas a se fundir em um tipo de quarentena para evitar que o mal delas se espalhasse para as demais.

                      Por tanto Springfield foi parar nas montanhas de South Park.

Ate ai tudo estaria perfeito se não fosse por um mero detalhe:

Seu pai foi transferido para trabalhar na empresa de cerveja do lugar para assim resolver a briga que as duas empresas tiveram no passado.

Meg ate podia fazer pirraça e reclamar, entretanto a guerra em sua casa não precisava de mais um integrante. Então apenas arrumou todas as suas coisas para não acabar ficando para traz por ser esquecida novamente e contou a suas três amigas sobre a mudança.
 

― Nossa. Isso ate que pode ser bom. Sabe. Lá você pode se reinventar. Ser uma nova pessoa. Quem sabe ate se tornar popular?

As palavras das amigas ate a animaram e a pobre garota se tornou sonhadora com o que poderia vivenciar em seu novo lar.

Mas o destino era cruel e não estava nem um pouco do seu lado.
 

Ao chegar na nova cidade se deparou com vários problemas internos daquele local caótico. E o pior de tudo? Estava sozinha. Completamente só sem nem ao menos um amigo para a dar apoio e desabafar.

Nem mesmo o jovem Neil Goldman que vivia a xavecando estava ali para lhe fazer sentir um pouco melhor.
 

O local havia se tornado seu inferno particular, mas infelizmente ela já havia se acostumado ao calor e depois de mais uma "brincadeira" sofrida no colégio ela apenas caminhou ate sua nova loja favorita e foi procurar pelos materiais para concertar seu gorro.

Esta loja era mesmo enorme e ela se perdia em pensamentos vendo todas as coisas maravilhosas que nela continha imaginando como poderia montar sua própria casa com as coisas daquele lugar. De fato perdia completamente a noção do tempo ali dentro, e estava tão absorta e sonhadora que nem percebeu quando ele entrou no lugar.

Este gritou algo a seus comparsas que zombavam por ele entrar ali os mandou se foder ou coisa parecida e foi procurar o que lhe interessava.

Também havia acabado de sair da escola mas não como ela. Esse não a frequentava por seus motivos particulares e tinha invadido a sala do diretor para roubar os gabaritos das provas e os vender, sem ter medo algum do gigantesco diretor PC.

E seu plano teria sido perfeito se não tivesse batido com a cabeça ao se esconder dele e estragado seu único gorro. E como comprar outro estava fora de suas opções, o jeito era tentar o arrumar.

Olhou e olhou todas aquelas tralhas inúteis não tendo a menor idéia de como fazer, e por algum motivo ela o percebeu naquele momento e mesmo com essa aura aterradora não se intimidou. Pensou que se ele fosse fazer algo com ela não faria nada ali dentro da loja. Ou talvez ele pudesse por fim a essa vida tão cruel. Seja o que for que passou por sua mente ela falou com ele.

― Oi? Precisa de ajuda? Vi que seu gorro rasgou feio. ― Comenta e ele a olha por cima com um tom de violência e bastante agressividade. ― Quer que eu arrume ele pra você? ― Diz com o tom livre de sentimentos coisa que o faz estranhar.

Aquela garota era realmente estranha.

Não parecia ser uma nativa do lugar por suas características físicas, mas não tinha seu tom de pele então de fato não era de Springfield.

Mas ele não tinha tanto interesse assim para gastar tempo imaginando sua origem ou por que agiria dessa forma.

― Certo. ― Diz ao sair da loja e a esperar comprar os materiais do lado de fora, percebendo que seus colegas haviam o deixado ali e saído para fazer alguma coisa. Provavelmente procurar por clientes que gostariam de comprar os gabaritos das provas, e negociar com Nelson que havia ficado em outro colégio.

Entretanto ela não se importa.

De fato o material que iria comprar para arrumar seu próprio gorro sobraria. E linha preta nunca era de mais.
 

Pagou por tudo e foi ate ele o vendo se virar e sair em outra direção.

De fato qualquer garota em seu lugar jamais faria o que ela fez. Pois ele olhava a loja como se fosse a assaltar, e ate mesmo os funcionários do lugar pensavam em chamar a polícia; mas ela o segue sem nem se importar para onde iriam.

― Não quer que eu te ajude? ― Pergunta calma e ele para de andar a olhando por sobre os ombros voltando a caminhar sem dizer nada.

Ela com toda certeza não sabia para onde estava indo por ainda não conhecer toda a cidade, mas não se importava. Ele não iria ser pior que sua própria família ou os demais na escola. O que poderia fazer de pior? A estuprar? Certeza que não, já que era feia de mais para isso. A matar? Por que motivo? E mesmo que sim, isso poderia ser um alivio já que era covarde de mais para tirar a própria vida.

Mesmo esta vida sendo tão miserável.

E assim em meio a seus pensamentos chegou a uma ponte se percebendo em um tipo de esconderijo onde estavam apenas os dois.

O local possuía alguns sofás velhos, com um enorme latão em seu centro e uma enorme caçamba de lixo amassada que parecia servir como armário para o grupo que usava o lugar, contendo algumas caixas ali dentro para serem protegidas da chuva, ou qualquer outra consequência climática que pudesse destruir o que continha ali.

Ficou ali a observar a tudo curiosa e analítica.

Será que muitas pessoas vinham ali? Será que usavam alguma droga ali? O que será que faziam nestes sofás apodrecidos?

― Pronto. Pode arrumar isso. E se falar algo pra alguém... ― Ele ameaça ao a jogar seu gorro e pegar um estilete de seu bolso.

Mas ela apenas pega o objeto e se senta naquele sofá velho, percebendo que o mesmo era calvo e poderia apenas estar com vergonha de ser visto por alguém.

Pegou linha e agulha e foi fechando o rasgo e concertando o dano feito ali de uma forma a parecer que nada tinha ocorrido.

― Nossa você é mesmo boa nisso. ― Diz impressionado ao pegar de volta e o por na cabeça no mesmo segundo, e ela apenas sorri com o elogio sincero do rapaz assustador e se levanta para ir embora.

― Un..? Como volto? ― Diz curiosa ao olhar em volta não sabendo onde estava.

― Você é nova na cidade? Veio com a família para serem donos de alguma coisa? ― Murmura por saber que muitas pessoas pareciam ter sido enviadas com suas famílias para comandar negócios ali, como se os dois povos nativos não fossem capazes de dar conta sozinhos, ou como se os lideres dessas companhias queriam enviar seu funcionário para comandar e assim lucrar com tal ocorrido. Achava uma atitude ruim para a economia local, mesmo que isso trouxessem mais empregos os cargos pareciam já estar todos marcados.

De qualquer forma ele não gostava daquilo.

― Praticamente. Meu pai veio por causa da nova cervejaria. ― Responde ao dar de ombros, lembrando de outro garoto que sofria quase tanto quanto ela, sendo escorraçado como nerd e sabendo que sua família veio para realmente vigiar os ocorridos já que seu pai era um agente do governo e estava morando ali a trabalho.

― Aquela bosta vai falir. ― Ele zomba ao insinuar que sua cervejaria era melhor esperando que ela defendesse seu lado. Mas não.

― Eu sei. Todos sabemos, mas ele não ouve.

― Seu pai é uma anta. ― Provoca novamente, e novamente não tem o resultado que gostaria, ou esperava.

― Sim.

― ... un.. cara... você é estranha garota. ― Murmura ao se virar saindo de perto dela; não gostava de perder o controle da situação e essas provocações sempre deram certo; controlar pelo menos a raiva e importância das outras pessoas o deixava confortável era seu mundinho. ― Por aqui.

                           E assim ambos seguem o seu caminho.
 

Não existia motivo algum para essa historia tomar o rumo que tomou.

Mas talvez o destino finalmente sentiu um pouco de pena da garota e resolveu a ajudar um pouco.

E foi assim que no dia seguinte quando essa estava a sofrer por conta de outra "brincadeira" dos colegas de escola, que ele ao passar próximo percebeu.

Como a área era separada por apenas uma grade, ele pode ver perfeitamente quando estranhamente essa comia solitária em um canto isolado de todos os demais próximo a grade, e foi cercada por um bando que além de a zombar por estar ali fora jogaram suas bebidas sobre ela.

E ao ver isso ele se enfeza.

A garota podia ser estranha, mas não parecia ser o tipo de pessoa que merecia tal tratamento. Mas na verdade ele mesmo fazia este tipo de coisa o tempo todo e seus companheiros estranharam ele se irritar e tomar um partido daquela forma.

Mas a verdade é que não precisou fazer nada pois apenas seu olhar foi o suficiente para fazer com que todos se afastassem dela.
 

E ela por sua vez estranha os ver correr de medo, assim olhando para traz e o vendo partir junto de sua gangue.

― Um... talvez ele não seja tão mal assim. ― E com esse pensamento a coisa estava feita.

Se levantou e foi ate o banheiro tentando se limpar, mas era inútil aquela sujeira toda não sairia sem ser realmente lavada.

Teve de então passar o restante da aula daquele jeito sendo motivo dos risos e deboches da sala e ao termino da mesma correu ate em casa, onde cada familiar estava em sua própria trama separada a deixando em segundo plano como sempre.

Pois suas coisas para lavar e subiu para tomar um banho quente não tendo nada para distrair sua mente fora a atitude inesperada do garoto de pele amarelada.

― Um..? Como ele tinha cabelos tão longos se era careca? ― Parou para pensar, lavando seus cabelos sentindo aquele leve falha no topo de sua cabeça causada pelo nervoso de viver ali e imaginou que ele poderia sofrer da mesma coisa; logo se lembrando que ela e seu irmão tinham essa mania de arrancar seus próprios cabelos quando estavam estressados. ― Ele deve querer fingir é isso.
 

Voltou então a seu quarto onde se pois a estudar ouvindo musicas. Logo se distraindo entre suas fanfics e autores prediletos conversando com suas amigas sobre a situação da cidade e pensando pela milionésima vez sobre a que gostaria de escrever.

Havia ficado em êxtase ao saber que sua autora predileta era de Springfield e estava vindo morar ali por conta da quarentena.

Ela de fato era genial e seria uma injustiça ter de ficar presa ali longe dos estudos que havia conseguido conquistar a alguns anos.

De fato acompanhava a vida da amiga que fez naquela cidade durante o curto período em que ficou em sua casa, como se essa fosse uma artista, almejando viver sua vida tão perfeita ou pelo menos ter força e coragem para alcançar pelo menos metade do que essa conseguia.

Ou pelo menos ter sua capacidade de se expressar e ser ouvida.
 

Para si, todo autor de fanfick era um artista e Elizabeth Marie Bouvier Simpson era ainda mais por conta de: sua musicalidade, suas obras originais entre outras coisas. Meg não tinha vergonha alguma em venerar a mais nova.

Mas logo que a gritaria na sala começou já previu que sobraria alguma piada escrota para ela; fugindo pela janela antes de tomar um pum de seu pai ou coisa pior.
 

Ficou a vagar pelas ruas daquela nova cidade sem rumo a pensar sobre sua vida. Jurava que tudo iria mudar para melhor quando veio, mas tudo só piorou e a única coisa que mudou foi que toda a sua família tinham ainda mais aventuras e essas eram cada vez mais interessantes e loucas que as de antes por conta destes personagens que agora faziam parte de suas vidas.

Foi quando o destino resolveu dar mais um empurrão; e ela o viu ali no parque junto de seus dois comparsas a conversar com um quarto garoto, este menor e aparentemente mais novo dizia algo que envolvia sua ídolo numero um Elizabeth Marie Bouvier Simpson e isso chamou sua atenção.

O menor parecia pedir que o grupo desse um "sacode" no novo namorado da garota um tal de Kyle Broflovski e ela fica apenas a ouvir, ficando muito preocupada com este assunto pensando em como iria intervir; isso ate ser percebida por um dos membros que vem ate ela furioso.

― Ei sua puta! O que pensa que esta fazendo aqui? ― O garoto diz já a segurando pelo braço, este possuía uma estatura menor que a do líder, mas ainda sim maior que ela.

― Eu só estava de passagem. ― Responde levemente acuada com a agressividade imposta pelo rapaz que possuía um cabelo muito característico, que era raspado de um lado sendo jogado para o outro; logo percebendo que os outros a olhavam de longe.

― Então vaza logo. ― Ordena a empurrando e assim ela se vira saindo da li o mais rápido que pode.

Continua então a caminhar ignorando o que o destino queria para ela. Quase o fazendo desistir de a ajudar e resolver voltar a fazer de sua vida um inferno.

Mas ele tenta uma ultima vez.
 

Quando a noite cai e não resta mais nada aberto e quase ninguém estava nas ruas Meg se da conta do tamanho de sua solidão.

Podia desaparecer por dias que ninguém em sua casa sequer ligaria mesmo que percebesse.

Então apenas se sentou sobre as escadarias daquela enorme construção ficando a olhar aquela estranha estatua com um cara que tinha um chapéu de guaxinim na cabeça, uma estatua que já havia sido tão vandalizada que não servia mais pra homenagear ninguém.

Pensou que aquela estatua realmente representava muito bem a situação que aquela cidade se encontrava. Ninguém respeitava ninguém. Nada era sagrado...

Queria chorar como antes, mas já tinha se acostumado a esse sentimento de vazio e exclusão.
 

― Você é esquisita com força. ― A vos dele lhe chama a atenção e ela percebe que esse estava parado a seu lado. ― Por que não esta em casa? Esta bem tarde para qualquer um ficar na rua.

― Eu digo o mesmo.

― Não é da sua conta. ― Responde de atravessado, mas ela apenas da de ombros.

― Não quero ir pra casa. ― Responde completamente sincera e ele se comparece por conta de seu olhar estranhamente vazio.

Afinal não era mesmo bom uma garota ficar a essa hora na rua. E não querer ir pra casa e preferir esse risco não podia ser boa coisa.

― Ta bem. Vem comigo. ― Ordena ao sair caminhando e ela o olha confusa. ― Anda!

Ela da um pulo e o segue um pouco temerosa.

― O que quer comigo?

― Te tirar da rua. Ta cheio de filho da puta aqui há essa hora. Você não pode ficar por aqui. ― Responde serio e ela apenas aceita.

Afinal não conhecia a cidade, mas sabia que deveria ser real afinal um lugar não ficaria em quarentena se estivesse bem.
 

Com isso caminhou algumas quadras ate chegar a uma casa que seria muito bonita se estivesse em bom estado. As paredes descascadas e a grama alta cheia de ervas daninhas e lixo davam um aspecto de abandono total ao lugar; e o muro assim como a cerca quebrada completavam este aspecto.

E ele por sua vez apenas pula facilmente estes obstáculos estando mais do que acostumado ao ambiente não parecendo se importar com nada daquilo, agindo com certa naturalidade a esperando do outro lado, e temerosa com seu destino ela entra ali vagarosamente.

A porta estava trancada e ele não demora em a abrir e essa por sua vez entra atrás dele olhando a tudo muito atenta.

A sala assim como toda a casa era enorme, mas os moveis aglomerados de tralhas não deixavam perceber isso. Era tanta coisa que parecia ser a casa de um acumulador.

― Você vai ficar aqui. E amanha volta pra sua casa ou vai pra escola direto não me importo. ― Diz ao jogar as coisas que estavam sobre o sofá no chão.

― Você mora aqui? ― Ela podia ter perguntado: Essa é sua casa? Mas não conseguia acreditar que alguém moraria em tais circunstancias.

Mas ele percebe seu olhar e apenas bufa subindo as escadas e a deixando ali parada sem uma resposta verbal, indo tomar um banho despreocupado em ser roubado por ela já que não tinha como ela encontrar algo de valor em meio a aquela bagunça toda. Tomando um susto quando sai do banheiro e se depara com ela parada no corredor.

― Ai. Credo! O que esta fazendo?

― Eu... queria... procurar um.. banheiro e...

O nervoso da garota em o ver coberto apenas por uma toalha maltrapilha era nítido, e ele apenas se afasta dela por estar banhado do mesmo desconforto.

Neste momento assim como você o destino ate achou que tudo seguiria seu rumo, mas... não.

― Ta bem. Esta ali. Xo. ― Diz revoltado ao passar por ela e ir a seu quarto trancando a porta e assim deixando ate amanhecer.

E ela por sua vez tem que se virar.

Mas estava bem acostumada a ter que se virar sozinha.

Tomou um tempo ali a procurar algo para dormir e acabou se distraindo ao arrumar parte daquela bagunça para isso.

Então quando ele se levantou ate se espantou em ver a casa um pouco menos bagunçada.

― O que ouve aqui? Você é alguma maníaca por limpeza? ― Diz em auto tom sem se importar em a acordar.

― En? Oi. Eu... não. Eu só queria me distrair um pouco, desculpa mexer nas suas coisas. ― Responde super envergonhada ao acordar, se sentando sobre o sofá.

― Tudo bem. Mas esta na hora de você cair fora. ― Diz ríspido ao se afastar dela e essa apenas se espreguiça e veste os sapatos.

Olha o relógio percebendo ainda ser 5 da manhã, mas não iria exigiria ficar mais ou tomar um café da manha; afinal ele já tinha sido gentil ate de mais e não tinha o menor motivo ou obrigação de fazer o que havia feito. Então apenas o seguiu ate a porta e agradeceu pela gentileza caminhando de volta para casa afim de pegar seu material e tomar um banho.
 

E desta forma seu dia acabou sendo normal onde nada de diferente ocorreu.

Com isso estava sem o que escrever em seu diário digital.       Afinal cansou de ter um diário físico lido por sua mãe para zombar de sua cara.

Então desistindo mais uma vez de iniciar seu próprio conto, foi ate a biblioteca que estava bem abandonada graças ao foco da população, para poder ler suas fanfics em paz; pois em sua casa sabia que essa palavra tão curta não passava nem do outro lado da rua.

Falou um pouco com sua ídolo sobre o que ouviu na noite anterior usando a aba de comentários e trocou algumas idéias sobre o que poderia escrever em sua própria. Mas só lhe vinha melodramas com sua própria vida ou fantasias em reinos encantados. Então encorajada por ela resolveu escrever uma fanfic que unia esta idéia de um mundo de fantasia próprio e contasse sobre sua vida. Fantasiando como ela gostaria que fosse e como pensaria em mudar. Não pensava em publicar apenas queria tirar isso de seu peito e se sentir melhor dentro de tal fantasia.

A primeira coisa que idealizou foi um lindo namorado.

Perdeu horas para criar seu príncipe perfeito: ele seria rico e muito comunicativo, teria uma risada sexy e fofa alem de ter um corpo incrível. Pensou que ele teria ter algumas falhas para se tornar mais real, então ele seria atrapalhado e não saberia fazer as coisas de casa por que seus empregados sempre faziam tudo por ele.

Pensou que ele teria amigos chatos e implicantes com ela por ela não ser do mesmo mundinho e outros problemas que poderiam ocorrer entre eles ate seu final feliz.

Passou assim a tarde toda ali a viajar em seus pensamentos e fantasias mais loucas tão distraída ao ponto de ficar muito tarde.

E enquanto isso o Romeu desta historia não tinha nada haver com o que era idealizado por ela com tanto afinco.

Ele por sua vez continuava sua rotinha tranquilamente:.

Roubava lojas e vendendo coisas ilícitas pelas ruas; com o tempo se tornou aprendiz de Snack e junto de seus amigos aprendeu a arrombar portas de carros e casas; e assim sentia que estava subindo na vida, mesmo que da forma errada. E dessa forma a percebe estranhando a ver sair da biblioteca tão tarde e assim como em todas as vezes que a via, esta estava completamente sozinha, e com isso passou a notar como essa parecia se esconder de sua própria família.

Curioso, se sem muito mais o que fazer para ocupar sua mente e seu dia, ele a segue em um dia qualquer vendo que em sua casa todos eram bastante animados e muito faladores, mas que realmente a tratavam extremamente mal. Na verdade se tratava de uma família bastante tóxica onde ninguém tratava ninguém bem realmente:

A esposa não parecia feliz ali, só não sabia o que estava de errado; ate ver os demais membros da família. O marido era um desastre no trabalho não parecia prestar para nada, era um verdadeiro idiota em todos os sentidos que essa palavra podia possuir. Era grosseiro e fazia burrices além de outros deméritos.

Os filhos nem tinha o que dizer. O mais velho era... intenso. E o bebe... achou melhor nem analisar mais nada depois disso e voltou a sua rotina, e quando a encontrou mais uma vez a caminhar tarde da noite no meio da rua resolveu ir ate ela.

― Oi. Não sei seu nome.

― Ã? Oi! Sou Meg. ― Responde a despertar de seus pensamentos, estava a idealizar a aparência de seu príncipe assim como sua linda casa para o final feliz que teria. ― Margaret Grifn.

― Jinbo Jones. Prazer. Olha... se não quer ficar na sua casa eu... entendo. Pode ficar na minha. ― Diz meio sem graça por parecer outras intenções e não querer deixar transparecer que sabia dos problemas que a garota sofria.

― ??? Serio!!?? ― Ela responde surpresa e estranhamente feliz. Afinal qualquer gesto de gentileza era muito bem vindo. Mesmo de um completo estranho como ele. ― Eu... adoraria. ― Sorri por fim ainda pensativa em seus motivos.

Não fazia a mínima idéia do por que ele estava fazendo aquilo, mas aceitaria ficar em qualquer outro lugar que não fosse sua própria casa. Afinal parecia que quanto pior sua vida ficava pior sua família a tratava; era como se todos a culpassem por tudo o que ocorria a sua volta, e quanto mais triste e precisando de apoio ela ficava mais eles se afastavam, por não terem saco ou paciência para ajudá-la com seus problemas.

E assim se formou uma boa amizade.

Meg passou a viver mais na casa de Jimbo do que na sua.

Ia para casa apenas para trocar de roupas e comer ficando todo o resto do tempo na casa dele como se o local fosse seu clube particular.

Ela se distraia a ajeitar o lugar usando do trabalho físico para por a mente em ordem e ate mesmo pensar melhor em seu próprio conto se sentindo ate mesmo uma princesa, e no fim do dia escrevia mais um pouco tendo mais assuntos para falar com suas amigas e sua ídolo.
 

Com o passar dos dias ela joga todo o lixo fora o separando ecologicamente e trocando em materiais de reciclagem; usou este dinheiro para comprar materiais de limpeza nas lojas caseiras e com muita paciência foi limpando toda a casa. Começou pela sala, seguiu para os corredores; passou mais de um dia para dar conta da cozinha e quando viu já estava no andar superior.

Ele por sua vez sentiu vontade de reclamar, mas era bom ter alguém cuidado destas coisas e mais do que isso a atividade parecia distrair e acalmar a garota.

Então quando sua distração acabou ela estranhou o fato de nem Jimbo ou seus dois comparsas não irem ao colégio nunca e se pois a perguntar com a liberdade que adquiriu com esse convívio.

― Eu só não sou bom com essa coisa de escola. Em Springfield estava na escola primaria ainda, mas agora querem que todos nós vamos para o colégio mesmo; ai não dá. Eu não sei nada; vou e pagar o maior mico! ― Ele diz completamente revoltado ao abocanhar um lanche que havia comprado antes de vir dando metade para ela. Gesto esse que ela não nega achar meigo e gentil de sua parte.

― Eu posso te ensinar! ― Responde completamente animada terminando de passar pano em seu quarto enquanto esse observava muito atento tudo o que ela mexia naquele cômodo. ― Sabe. Já foi constatado que se o aluno não aprende não é culpa totalmente dele e sim do professor. Foi a sua escola falhou com você. Já que você estava indo e tentando. ― Argumenta completamente animada com sua própria idéia.

Iria tentar mudar a vida de alguém assim como sua ídolo sempre pregava ao tentar ajudar outras pessoas a mostrar o seu potencial maximo.

― Isso! A escola e fracassada não eu! ― Ele grita feliz e ela ri.

― Quer? ― Questiona temerosa de ter se empolgado rápido de mais.

― Tudo bem... ― Ele responde meio sem graça em ter aulas com alguém da sua mesma idade, repensando se realmente aceitaria isso.

Mas ele não era burro.

Sabia que ficar sem saber nada mesmo que continuasse na vida de crimes e crescesse nela jamais passaria de um capanga burro pois nem nisso pessoas sem estudo eram levadas a serio. E alem disso ele não queria mais ser menosprezado. Ser olhado de cima por todos como se fossem superiores a ele.
 

                      E assim ela passou a lhe dar aulas básicas depois que saia da aula.
 

Jimbo sabia o mínimo de leitura e não tinha quase nenhuma noção matemática.

Demorou meses para que ele aprendesse o mínimo para se estar no colégio, mas para ambos isso foi uma grande evolução.

Meg sabia bem que nenhum americano ligava ou realmente sabia geografia e historia; eles passavam por cima desta matéria e fazendo sua imagem sobre a realidade. Era quase como se todo o mundo girasse em torno dos USA e todo o resto do globo fosse completamente descartável e quase inexistente; chegavam a confundir vários locais como Egito e Índia e nem se importavam em não saber e isso não mudava suas vidas.

Então era apenas decorar datas e nomes coisa que qualquer um pesquisava online, mas mesmo assim passou o básico do básico para ele usando filmes e series legais, coisa que facilitou muito seu aprendizado para que ele pudesse passar nas provas e etc.

Com isso ficou faltando apenas ciências, pois artes e educação física o garoto era bom.

Seus grafites eram verdadeiras obras artísticas. E ela não conseguia negar dar belas olhadas em seu físico quando tinha a chance.
 

Mas não demorou e logo ela conseguiu um emprego de meio período e então parou de freqüentar o lugar com tanta frequência. E ele que tinha ate se acostumado com a presença constante da garota e o tempo que ficavam a conversar, começou a sentir falta de suas visitas, mas como estava bem melhor nos estudos passou a frequentar a escola onde podia vê-la.



 

                        Então era lógico que em seu primeiro dia estava bastante nervoso.

Todos o olhavam nos corredores como se sua presença ali não fosse algo natural. Sentiu uma imensa vontade de deixar o lugar, mas não se permitiria fugir assim.

Encontrou seu armário facilmente e foi descobrir onde seria cada aula para não pagar o mico de ficar perdido durante as trocas de aulas, foi então que viu alguns jovens voltarem a perturbá-la e quando se aproximou esses voltaram a se dissipar como ratos fugindo de um gato.

― O que esta havendo aqui? ― Diz incomodado com o que via.

― Nada de mais. Esses idiotas não têm mais o que fazer. ― Ela responde ao fechar seu armário pegando suas coisas.

― Não ta normatizando não?

― Um... andou lendo? Que legal. ― Sorri ao perceber que o vocabulário dele tinha evoluído drasticamente. ― Mas... você esta certo. ― Da de ombros. ― Mas o que mais eu posso fazer? Na minha outra cidade era a mesma coisa. Posso mudar de lugar mais as pessoas não mudam comigo.

― Então é você que tem que mudar. Não pode deixar...

― Eu “já” tentei. ― Bufa ao seguir seu caminho e tentar interromper aquela conversa, mas ele a segue então, ela volta a argumentar. ― Depois que fui pra cadeia voltei outra pessoa. Voltei bem mais violenta do que você e me vinguei. Mas isso não fez nada melhorar.

A resposta dela o fez pensar.

Ate por que tinha um detalhe sobre ela ter ido pra cadeia que ele adoraria saber a historia completa.

― Então... porque você continua vindo? Por que não faz como eu?

― Por que assim eu iria deixar eles vencerem. ― Responde firme ainda tentando acabar com a aquela conversa tão incomoda.

― Como?

― Todos me tratam como lixo. ― Diz com dor no coração parando de andar e olhando para seus pés. ― E me expulsam daqui como se eu não merecesse estar na mesma escola que eles. Se eu fugir com o rabinho entre as pernas só vou estar dando razão a eles e aceitando que não posso estar aqui. Eu aguento essa merda todos os dias. Mas não vou deixar eles... Vencerem.

― Nossa...

Ele não consegue ao menos esconder sua reação.

Tinha sido a coisa mais incrível que já ouviu de alguém.                     Era inspirador.

― O que foi? ― Mas ela não entende de imediato e sua mente tão pessimista imagina que ele estaria como todos os demais achando que ela era dramática.

― Nada. Nada não. Bem.. vou pra minha sala então. Boa aula. ― Ele responde rapidamente não querendo transparecer o quanto tinha sido afetado por suas palavras saindo e seguindo o seu caminho.

Mas mesmo tentando de tudo para mudar o assunto em sua mente, e tendo um primeiro dia de aula bastante desafiador, aquelas palavras não saiam de sua cabeça, talvez por justamente sentir que tudo o que ela disse servia para ele também. Então na hora da saída foi novamente ate ela para tentar resolver esse turbilhão que se tornou sua mente.

― Ei. Meg. Depois do trabalho você pode passar lá em casa? Ta de folga do serviço no fim de semana não? Precisava de uma revisão. ― Diz meio sem graça, mas ela sorri.

― Claro. Posso passar o fim de semana todo. Meu pai fez o favor de destruir a loja que estava trabalhando em uma briga besta com uma galinha, então... vai demorar um pouco para reabrir. O gerente disse que só nos quer lá segunda feira. Tive sorte de ele não saber que era o meu pai se não estava na rua.

― Um.. ok. Então ate. Leva mochila alem de umas trocas de roupas então. ― Responde ao se afastar. Nunca sabia o que dizer quando ela desembestava a falar sem parar desta forma, mas ela ficava muito feliz por ele simplesmente ouvir, e não sair andando ou a mandar calar a boca.

E assim cada um seguiu seu caminho.
 

Mais tarde naquele dia Meg se encontrava radiante. Saiu cedo do trabalho afinal só iria ajudar a contabilizar os estragos entre outras coisas. Então foi para casa e fez uma mala com tudo o que poderia precisar no fim de semana, e ate mesmo tentou avisar que iria passar o fim de semana fora mas:

― Mãe eu vou...

― Ta, ta. Ok Meg. Aff.

Então achou melhor apenas seguir com sua vida sem dar satisfação já que ninguém ali parecia se importar com ela.
 

Chegou a casa dele e logo não viu a hora passar.

Jimbo estava mesmo com muitas duvidas das matérias e seria complicado para ele acompanhar o ritmo do restante da turma tendo um nível de estudo tão atrasado, mas ela estava ali para o ajudar e não o deixaria desistir e deixar o sistema vencer.

Estudaram matemática avançada em vídeos assim como português e logo foi flagrada ao ler suas preciosas fanfics e envergonhada o explicou do que se tratava, e ele por sua vez apenas riu muito, na verdade gargalhou da cara da garota.

Mas ela nem se importou. Não imaginou nem por um segundo que ele seria diferente dos outros.

E assim o dia passou e mais uma vez a noite caiu. E cansado de insistir o destino deixou as coisas seguirem conforme eles queriam.

Afinal Jimbo estava com suas próprias idéias ao a chamar ali.

Meg não era a garota mais bonita que tinha aceso afinal sua ex namorada era muitas vezes mais atraente que ela. Mas essa garota o fazia se sentir bem; era estranho. Mas começava a se sentir atraído por ela, principalmente depois do discurso de mais cedo.

O problema era o que os demais iriam pensar se descobrissem tal coisa...
 

― Ei. Pode dormir no quarto. Tenho um colchão extra. ― Ele diz ao ver ela sair do banho secando os cabelos que tinham sujado de ovo cru na escola.

― E por que me fez dormir na sala todo esse tempo? ― Reclama no mesmo segundo. Já tinha essa intimidade e por tanto liberdade. ― Fala serio. Eu arrumei esse lugar todo. Era o mínimo.

― Ta bem, ta bem. ― Apenas murmura a tirando da frente e indo tomar seu banho.

Pensa se não foi mesmo errado deixar ela na sala ate se sentir atraído.

Mas realmente não iria oferecer nada se não tivesse com outras intenções.
 

Mas ela também não era burra. Conheceu o pior de cada um que conviveu, mas ainda não tinha visto o pior lado dele. Se perguntando por que seu grupo seria tão temido.

Ninguém falava exatamente o porque, mas expressavam bem o medo que sentiam; e ela apesar de muito curiosa não tinha onde e nem como buscar por tais respostas se não fosse perguntar diretamente a ele. E realmente pensou em aproveitar esse fim de semana para perguntar isso de uma vez.

Então em como todas as noites desde a primeira vez que dormiu ali se deitou apreensiva com o que ele faria. E quando ele em fim entrou no quarto chegou a despertar.
 

Jimbo se sentou em sua cama pensando se realmente faria aquilo.

Nunca teve uma amiga.

Toda a relação que tinha, possuía algum propósito maior, ate mesmo com seus amigos... que o serviam.

― Meg? Esta dormindo?

― Ainda não. Por que? ― Responde no mesmo segundo ainda deitada e coberta, imóvel como um animal que se esconde de um predador.

― Unf. Estava aqui pensando... por que aceitou passar a noite aqui? Da vez que nos conhecemos. ― Ele diz franco e ela se senta o olhando.

― Nos conhecemos dias antes na daiso. Não lembra? ― Desconversa.

― E eu sei lá o nome daquela loja idiota. ― Corresponde revoltado afim de direcionar o assunto sabendo que ela estava fugindo. ― Mas você aceitou ficar na minha casa. Sozinha com um cara. Não teve medo?

― Não. ― Respondeu seria e direta. ― Deveria? ― Perguntou o olhando diretamente afim de levar o assunto para suas duvidas.

Mas esse não soube como a responder.

Achou melhor ser sincero como era desde que a conheceu. Afinal nunca precisou ou cogitou segurar a língua perto dela por que não ligava para sua existência e dessa forma se sentia mais à-vontade com ela do que com qualquer um. O que era minimamente estranho para ele.

― Não. Não tem motivo nenhum pra você me temer. Não vou te machucar ou fazer mal. ― Ele reponde, mas um silencio constrangedor reina.

Cada um estava preso em seus próprios pensamentos; que eram ridiculamente os mesmos.

― S-somos amigos certo? ― Falam junto e ao mesmo tempo.

Era engraçado ate mesmo gaguejarem igual.

― S-sim claro. Sem nenhuma...? ― Respondem em uníssono, e quando vão continuar a falar param se dando conta de que estavam mais do que em sincronia.

― Bem... você... quer vir pra cá? ― Ele diz depois de pensar um pouco e ela o olha tentando entender o que ele realmente estava lhe propondo.

Não parecia envergonhada com tal pergunta, ou ter qualquer outra reação padrão.

Ela apenas o olha cogitando.

― Então você gostaria disso? Isso... vai significar algo ou... vai ser só por diversão? ― Ela questiona de uma forma que ate o espanta.

De fato não estava esperando tal reação, levando um tempo para se recuperar de tamanho choque, e ela sorri ao perceber isso, se levantando e indo ate ele.

― Desculpa. Isso foi tão fofo. ― Brinca se sentando a seu lado. ― Desculpa. Acho que... fiquei um pouco invencível com o tempo. É que... eu... ― Balbucie ia sem saber como o explicar. ― Eu... mantinha uma relação meio complicada com um cara... bem mais velho. Não posso dizer que éramos namorados. Só saiamos... as vezes. ― Ela diz em um tom de vergonha, mais voltada a culpa do que a um constrangimento de timidez. E ele entende que ela definitivamente não era como as garotas que já saiu. Tinha uma visão completamente diferente disso.

― Entendi. ― Ele diz ao engolir seco. Sabendo que ela possivelmente teria muito mais experiência que ele. E isso não estava em seus planos.

― Desculpa. Eu... Unf. Eu queria ser como as garotas das fanfics que leio. ― Ela diz pensativa e um pouco sonhadora. ― Elas sempre são lindas e fortes, são descritas com tantos adjetivos que ate cansa ler. São sempre fofas e meigas e reagem de uma forma passiva quando se fala de sexo. Eu... queria muito ser assim. Mas... Não sou. Acho que nunca fui. Eu nunca serei como essas protagonistas. Nunca vou ter o meu final feliz...

― Que bobeira. Você fala muita merda garota. ― Mas suas palavras e tons entristecidos parecem o irritar. ― Você não tem que seguir um padrão pra ser feliz. E se todas essas garotas são iguais qual a graça de ler? Você tem que parar de viver nessas fantasias e... deixa quieto. ― Ele se cala ao perceber que estava falando de mais. ― A fantasia é mesmo bem melhor. Seria legal viver nelas.

― Você... é fofo. Não sei como pintam como um vilão. Acho que vim de um mundo bem mais barra pesada que o seu onde ate quem é legal consegue ser pior que você. ― Diz ao finalmente tirar isso do peito, mas ele apenas a olha curioso.

Ele era muito barra pesada. Como ela podia não perceber isso?

― Unf. Você não cala a boca mesmo. Mas tudo bem... o pior é que se eu paro pra prestar atenção ate fico curioso. ― Ele diz ao se apoiar na cama com os cotovelos e ela fica entre se ofender com o que ele disse e ficar encantada. ― Mas me responde você. Sobre como quer levar isso.

― Bem... podemos deixar fluir e ver no que da? Afinal foi assim que chegamos ate aqui.

― Então. Sem rótulos?

― Exatamente. Sem rótulos. ― Ela o responde com um sorriso de satisfação nos lábios querendo retomar o assunto e perguntar por que as pessoas tinham medo dele, mas ele se levanta a deitando sobre a cama.

― Você ainda não me disse se quer.

― Quero desde que te vi só de toalha. ― Corresponde com um tom bastante pecaminoso, e ele por sua vez tem novamente um espanto pela reação dela. Estava acostumado com Gina que sempre negava e fazia todos os joguinhos para ser a difícil.

Mas Meg não era assim, e prova isso ao segura-lo pela nuca e o puxar para um beijo. E na real... nenhum dos dois beijava lá muito bem, mas isso não os impedia de se divertir naquele momento.

Beijavam-se entre os risos dos erros do outro, o que fazia tudo ser muito divertido; o que o instiga de ao invés de a beijar de um modo sexy e pecaminoso no pescoço, lhe fazer muitas cósquinhas. Coisa que a faz se debater toda.

― Meu deus! Você quer fazer ou brincar?

― Por que não pode ser os dois?

― E você consegue manter o clima assim?

― Consigo. E você?

― Consigo.

― Perfeito. ― Ele responde voltando a se abaixar sobre ela a beijando novamente.

― Vamos. Tira essa roupa eu quero ver esse seu corpinho gostoso. ― Ela diz e mais uma vez ele se envergonha com seu jeito mais atirado dela de agir. E ela começa a se divertir muito com isso.

Parecia que poderia estar no controle. E essa idéia a agradava muito mesmo.

Afinal quando pode estar no controle de algo? Principalmente de alguém assim.
 

Ela então retira sua camiseta deixando para perguntar o por que de ele não ter pijamas para uma outra hora. E ele por sua vez apenas fica extremamente envergonhado com as atitudes predatórias da garota, que simplesmente o derruba sobre a cama o despindo por completo.

― A-acho que isso esta meio invertido não?

― Esta sim. E eu estou "amando" isso. ― Responde ao se abaixar já atacando seu membro quase o engolindo por inteiro.

― Ä! ― Ele acaba deixando um grito abafado escapar falho entre o ar que prendia.

Não era mesmo normal esse tipo de coisa acontecer com ele, mas estava gostando. Era estranho não ser a pessoa no comando e na verdade estar muito envergonhado e na defensiva, mas era algo prazeroso de certa forma.

― Você é tão fofinho. Posso me acostumar com isso fácil. ― Afirma ao se levantar antes que ele chegasse a seu ápice passando a mão em seu rosto. ― Vem. Vamos brincar um pouquinho. ― Diz ao subir em seu colo dando um pouco de atenção a seu tórax; fazendo aquilo que estava com vontade de fazer a um bom tempo, beijando seus mamilos e os lambendo de forma muito pervertida.

― E-ei eu não sou uma garota... ― Ele protesta, mas ela apenas o olha maliciosa.

― Mas é gostoso não? Por que só garotas podem aproveitar disso se ambos têm mamilos não? ― Responde voltando a provocá-lo daquela forma.

― I-isso é muito esquisito.

― E você não esta gostando de gostar? ― Diz ao parar e o olhar nos olhos. ― Unm. Esta bem. Podemos brincar assim uma outra vez. O que quer fazer então? ― Pergunta ao se afastar dele e o deixar respirar um pouco.

Mas ele para há observando.

De fato as coisas estavam muito invertidas ali já que ele é quem estava despido e ela ainda estava toda vestida com seu pijama.

― Bem. Tira essa roupa ai. ― Impõe e ela estremece, afinal tinha muito receio de seu corpo.

Diferente dele ela estava acima do peso e tinha vários problemas de pele, e não se sentia nada à-vontade em se mostrar.

― Tudo bem... mas é que... podemos apagar a luz antes? ― Questiona ao mudar totalmente de postura, coisa que ele estranha instantaneamente.

― Como? Por que essa poha agora? ― Se exalta indignado com a mudança drástica de comportamento da garota.

― Não é isso. É que... ― Ela se embola sozinha lembrando se de todas as vezes que as pessoas ridicularizaram seu corpo.

― Vai dar uma de fresca depois de tudo? ― Mas ele não estava acompanhando esse raciocínio dela, apenas não conseguia entender como alguém que a segundos foi completamente pervertida, conseguia ser tão tímida agora.

― Deixa eu explicar? ― Corresponde percebendo a indignação dele; não entendendo por que este gostaria de a ver despida.

― Tenta.

― É que... eu sou feia... tipo... ― Diz cabisbaixa. ― Meu corpo é nojento e....

― Nossa. Sua auto-estima é uma bosta. ― Afirma ao perceber o quanto aquilo a afetava a interrompendo de continuar. ― Já vi que tenho que dar um jeito nisso... ― Diz ao tomar a responsabilidade para si já que ela o havia ajudado com seus problemas de auto estima com relação aos estudos. ― Para de frescura e me deixa dar uma bela olhada nessas belezinhas. ― Diz ao agarrar sua blusa a puxando para cima afim de exibir seus seios. Ficando muito feliz com a visão dos fartos e saudosos seios da moça. ― Isso! Sabia que eram grandes, mais isso á uma fartura. ― Diz alegre a deixando bem envergonhada.

―J-jura que... você gostou?

― Em? Ta brincando? Eles são fantásticos. ― Diz quase revoltado a ajudando a retirar a blusa totalmente. ― Vou te contar uma coisa. Gordinhas são ótimas. Tem os maiores peitos!

― Eu nunca ouvi alguém dizer isso. ― Murmura pensativa, sabia que eram maiores mesmo assim esse tamanho todo era visto como algo ruim e não bom. ― Todo mundo me zoa por causa da minha bunda grande...

― Eu não acho ruim ter uma bunda grande. Já viu as brasileiras? Delicia. ― Diz quase babando ao se lembrar, ficando curioso em ver se ela se igualava as imagens que já viu online.

― S-serio?!

― Sim. Então me deixa ver esse rabão ae. ― Diz ao se por sobre ela retirando lentamente suas calças.

Agora sim a reação dela estava mais como ele esperava; mas não gostava de ter esse resultado só por ela estar desconfortável por conta de sua baixa estima.

Bufou e se levantou indo apagar a luz. Sabia que isso iria libertar a criatura para cima de si novamente, mas preferia isso a...                    Ate parecia que estava violentando a garota. Suas reações a sexo era 8 ou 800 não tinha meio termo.

Ele só repensa se iria mesmo querer liberar suas potencias pervertidas novamente. Não sabia se dava conta de tudo aquilo.
 

Mas enquanto pensava ela se levanta e o abraça por traz.

― Não vai voltar para a cama? ― Diz de uma forma dengosa ao deslizar as mãos pelo corpo dele de uma forma bastante pervertida, mostrando que havia voltado a forma predadora.

Suspirou e respirou fundo.

Dar conta de uma garotinha passiva e tímida era fácil, e agora estava na hora de enfrentar um dragão.                                                                                 Insaciável e faminto.

Tirou suas mãos de seu corpo e a guiou de volta a cama recebendo um sorriso safado em troca, e ela por sua vez o guia de volta a cama e se deita já o puxando para se deitar sobre ela o beijando com vigor, entrelaçando seu corpo com suas pernas grossas e fortes e o prendendo ali.

{Ok... você da conta Jimbo! Hora de derrotar esse dragão com sua espada poderosa!!}

Ele pensa ao penetrá-la sentindo o corpo ser completamente envolvido se entregando aos beijos e carinhos da menor, e ela por sua vez não podia negar que alguém de sua própria idade tinha bem mais... Tudo que o homem mais velho com quem estava acostumada a sair.

Jimbo a dava pequenos solavancos, entretanto tinha muito mais potência e fervor, o que lhe faltava em técnica sobrava em capacidade; e técnica ela poderia o ensinar com o tempo.
 

A cama velha aguentava firme a pressão e velocidade de seu dono, apenas rangia, acertando a parede com os movimentos ferozes do garoto trazendo um ritmo quase musical a aquele momento. Não eram atores pornôs; aquilo não tinha de ser bonito ou ensaiado; seguiam suas próprias vontades ao se beijarem de uma forma quase desesperada em meio aos gemidos de prazer; não se importando nem um pouco em se lambuzarem com beijos molhados, ou com a bagunça que faziam na cama.

De fato as estocadas fortes dele chagavam ao ponto de mover suas pernas e a deixar cada vez mais molhada, mas esta o correspondia em nível e tom o agarrando beijando e se movendo de uma forma que ele desconhecia.

Ficar assim no papai e mamãe parecia algo bobo, mas tentaria uma nova posição uma próxima vez. Isso foi o que pensou antes de constatar que ele com toda certeza aguentaria muito mais do que ela esperava, podendo tentar outras brincadeiras em sequência, pensando sobre quais das posições que apenas leu sobre iria testar primeiro.

E ao fim do primeiro gonzo ela segurou seu rosto e o beijou com vontade quase tirando os aparelhos de sua boca.

― Deixa eu tentar uma coisa? ― Pergunta arfando e ele apenas faz que sim com a cabeça e ela o vira na cama com uma chave de cocha o jogando contra os travesseiros.

― Eita. ― Ele não consegue evitar esboçar seu espanto ao cair assim, era como dormir com uma criatura faminta, e ele era o prato principal.

E ele tem a comprovação disso quando ela agarra seu membro o acariciando beijando e lambendo com vontade, de forma a o fazer voltar à ativa; uma vez que este ainda não tinha desligado totalmente, mas precisava de um tempinho que ela não queria dar para se recuperar.

E quando esse voltou ao estado de atenção tratou de montar sobre ele e cavalgar ali como se estivesse sobre um touro mecânico.

{Caralho!... Ela vai me matar.} Ā! {Noss ela vai mesmo me matar...} ― Ele pensa e geme sentindo aquele prazer puro lhe invadir, enquanto ela só almejava se aproveitar e o levar alem de seu limite; tragando dele toda sua energia como uma súcubos.

― Não, não. Ainda não deixei você gozar. ― Ela diz ao se apoiar sobre seu tórax o torturando ao dar leves apertadas internamente em seu membro.

― Ch-chega p-por favor. ― Ele suplica tremulo e ela apenas se delicia com seu tom de voz completamente rendido.

― Não mesmo. Você e todinho meu. ― Diz com um tom que ele não sabe dizer ser sexy ou assustador; voltando a o judiar. ― Então me obedece.

Com isso se abaixa beijando e brincando com os mamilos do rapaz apenas para o deixar ainda mais sem graça, uma vez que sabia o que ele sentia com essa brincadeira. Coisa que funciona muito bem, pois esse se sente extremamente envergonhado em ser tocado de tal forma.

Aquela vergonha boa, algo novo que não conseguia compreender.

Mas ela se deliciava ainda mais com tal visão, o tendo completamente rendido a si; e essa sensação de poder era viciante, sentia como se conseguisse pegar sua vida nas mãos e a moldar com forme desejasse a partir deste momento.

Brincou e se divertiu com ele desta forma ate que este não suportasse mais, o levando ate seu limite, e um pouco mais alem. O liberando apenas quando estivesse completamente satisfeita.
 

Ambos se deitaram sobre a cama completamente exaustos, com a respiração descompassada ao ponto de doer o peito, e o coração batendo tão forte que parecia que iriam ter um infarto.

O cansaço era tamanho que nem sequer buscaram as cobertas ou travesseiros que haviam caído da cama, acabando por adormecer assim mesmo; somente se cobrindo e recolhendo algo do chão quando são despertados bem mais tarde pelo o frio que atinge seus corpos depois de todo o calor extra os deixar. Sendo este um ato quase sonâmbulo.

Tinha de fato sido um momento tão incrível que deixariam para pensar sobre o futuro só quando despertassem.

 


Notas Finais


(Estou refazendo a trama de South Park, e pondo os Simpsons junto para se enquadrar dentro do universo de SPCAF onde se passa essa fic aqui. Vou explicando melhor aos poucos na fic maior ok. Mas a idéia é fazer varias assim com crossovers focados em pontos pra não por muita coisa alheatória na principal.)


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