História O amor de um monstro - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Hunter x Hunter
Personagens Chrollo Lucilfer, Gon Freecss, Hisoka, Illumi Zoldyck, Killua Zoldyck, Kurapika, Leorio Paradinight, Machi, Shizuku
Visualizações 19
Palavras 1.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Ato III


Neferpitou analisava com rapidez o quarto de Hisoka antes de voltar toda sua atenção para seu companheiro de trabalho. 

ㅡ Eu não acreditei quando ouvi que você estava encarregado desse assassino, Gon, isso é tão perigoso, tem certeza de que não prefere passar para mim? Eu tenho feito alguns estudos de métodos psiquiátricos para serem usados com assassinos em série como ele ㅡ perguntava Pitou com um tom manso de voz. 

ㅡ Eu agradeço sua preocupação, Pitou, sei o nível de seu currículo com assassinos em série mas essa foi um pedido pessoal, eu sinto que cuidar do julgamento desse homem é meu dever.

O tom seguro de voz de Gon sempre foi algo recorrente em conversas, mas Neferpitou soube que esse era o tom de alguém quem não voltaria atrás de sua decisão.

ㅡ Instinto? Tenha cuidado, eu odiaria que esse assassino te fizesse mal. 

O leve flerte da psiquiatra poderia passar desapercebido pelo péssimo entendimento amoroso de Gon, mas certamente era percebido por Hisoka, que mesmo sendo impossibilitado de ouvir a conversa pelo mínimo tom e paredes grossas, manteve seus olhos afiados no olhar felino de Neferpitou para o psiquiatra, de lá do fundo do quarto, com a ausência de seu sorriso sarcástico de sempre por baixo daquela máscara.

Hisoka tinha ódio por aquela pessoa, mesmo só a tendo conhecido há pouquíssimo tempo, e sua mente perturbada e obsessiva não suportava a idéia de ter alguém tão próximo a Gon, como se não fosse um merecedor. 

Após algum tempo de conversa, Gon checou seu relógio e depois olhou para Neferpitou antes de se despedir e vê-la seguir para seu próprio caminho, e então se virou e cumprimentou o segurança do fim do corredor antes de destrancar a porta e encarar Hisoka pela vitrine de vidro.

ㅡ Olá, Hisoka, Illumi me pareceu um pouco irritado quando chegou de volta a suas funções e eu adoraria saber o motivo, em todos esses anos nunca vi emoção alguma naquele rosto ㅡ começou a dizer observando como o assassino alargava um sorriso.

ㅡ Talvez eu possa te contar alguns segredos, doutor, mas eu adoraria se alguém pudesse desamarrar minha camisa, não é muito confortável quando sua bexiga está cheia.

Gon analisou o homem, o modo como apertava levemente suas próprias pernas e havia um pouco de suor em sua testa. Considerou que Hisoka não estava mentindo portanto decidiu deixar que sua camisa fosse desamarrada. 

Porém seu erro foi não pedir o auxílio de um enfermeiro ou segurança.

Gon se aproximou da vitrine e gesticulou para Hisoka se aproximar o suficiente para que conseguisse colocar seus braços nos círculos vazados e desfivelar a camisa e fez isso.

Hisoka suspirou levemente quando sentiu seus braços serem soltos e antes que Gon retirasse sua mão do furo, ele rapidamente pegou a mão bronzeada e macia. 

O psiquiatra por instinto e adrenalina tentou puxar sua mão de volta para si mas Hisoka era realmente forte e conseguiu manter a mão de Gon no lugar.

Para alguém que havia conseguido roubar a caneta de um policial, Gon se perguntou todos os tipos de coisas que se passavam pela cabeça do assassino, mas quando este de agachou e encostou a máscara sobre sua mão como se a beijasse, todos seus pensamentos correram pelo ralo.

ㅡ Obrigado, doutor ㅡ Hisoka manteve seus olhos âmbar nos olhos castanhos de Gon antes de ir até a privada e realmente urinar como havia dito.

O sorriso do condenado era largo e sincero por constatar a confusão que havia causado na cabeça do psiquiatra com a união do medo que ocasionalmente causava em todos, com sua educação e a falta de modos em seguida ao nem sequer se importar com o fato da vitrine deixar completamente visível quando fazia suas necessidades humanas.

ㅡ Hisoka me dê um bom motivo para não ligar para polícia agora mesmo ㅡ Gon bufou com suas bochechas um tanto quentes ㅡ eu estou tentando te ajudar, esse é seu primeiro dia, o primeiro, você sabe o que aconteceria se fosse outra pessoa ou se o segurança tivesse visto?

Hisoka arqueou uma se suas sobrancelhas ironicamente, como uma raposa se divertindo.

ㅡ É claro que sabe.

ㅡ Doutor, você realmente pensa que eu faria isso com qualquer outra pessoa? Estou pessoalmente ofendido, o enfermeiro é interessante mas nem tanto assim, e eu passei todos esses anos assassinando sem ser pego, você acha que eu seria pego por um beijo indireto agora? ㅡ riu ㅡ mas eu tenho um motivo, ainda está interessado em meus segredos? Mas vá com calma doutor, esse é o primeiro dia.

Incrédulo com a resposta afiada de Hisoka, o psiquiatra se sentou a cadeira de frente para a vitrine, a qual possuía uma mesa para colocar seus materiais de trabalho.

ㅡ Está com medo de amarrar novamente minha camisa? ㅡ Hisoka fingiu um tom triste de voz.

ㅡ Honestamente? Não, mas deixar você cortar o pulso de alguém por esse furo? Não mesmo, aproveite a liberdade de seus braços enquanto pode.

Dessa vez Hisoka riu alto, Gon era mais interessante do que toda sua mente imaginou, e o fato de não o subestimar mesmo trancado em uma gaiola de vidro era admirável.

ㅡ É uma pena, gostaria de saber o quão forte amarraria, mas fica para uma próxima vez ㅡ sentou-se sobre sua cama ㅡ sou todo seu agora, doutor.

ㅡ Certo, certo, vamos começar com o básico hoje, me diga algo que tem vontade de dizer para mim agora ou para alguém quem tenha em mente ㅡ Gon preparou sua caneta e sua caderneta e esperou pela resposta do ruivo.

ㅡ Para você? Oh doutor eu tenho muitas coisas mas elas não são tão básicas... ㅡ Hisoka brincou como o psiquiatra previa, porém depois sua expressão se tornou bastante séria e isso atiçou a curiosidade de Gon ㅡ, eu gostaria de dizer algo para alguém em específico, eu gostaria de dizer que se não for condenado a morte, vou encontrá-lo até mesmo no inferno e farei com que seja minha última vítima.

ㅡ É isso então, procura alguém específico... mas seu perfil de vítimas todos agressores, estupradores, pedófilos... todos criminosos variados sem um padrão de aparência, idade ou sexo, em quem você está projetando suas vítimas?

ㅡ Essa não era uma conversa básica, doutor?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...