História O amor é cego - Yoonseok - Capítulo 9


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Notas do Autor


I'm back motherfockaaaa

voltando depois de 500 anos ((muito exagerada eu sei)) com cap novo

eu tentei descrever um momento relacionado a depressão mas como eu nunca passei por isso, eu tive que pesquisar sobre para então poder escrever
então peço desculpas se ficou ruim ou exagerado ou se não condiz muito mas eu dei o meu melhor

cap revisado mas desculpem qualquer erro restante

boa leitura espero que gostem

título: "recaída"

Capítulo 9 - Relapse


Fanfic / Fanfiction O amor é cego - Yoonseok - Capítulo 9 - Relapse

 A pele dele era uma das mais macias que eu já havia tocado. E não, eu não saía por aí tocando o rosto das pessoas porque me ajudava a criar uma imagem delas em minha mente. Aquilo tinha sido em parte uma mentira. Pouco me importa a imagem que eu tenho dele, eu apenas queria senti-lo.

Seus contornos, além de possuírem uma pele macia, eram delicados e bem desenhados. Seus lábios eram uma linha fina e pude observar que formavam um sorriso-de-coração-gengival. O silêncio que reinava entre nós enquanto eu fazia minhas observações era gostoso. Os traços dele me pareciam lindos e me senti obrigado a elogiá-lo.

Beijar Yoongi era um turbilhão de emoções que eu definitivamente me recriminei por senti-las. Eu queria a boca dele grudada na minha e nossas línguas se enrolando para sempre, mas como nada dura tanto assim tivemos que nos separar quando o ar fez falta. O que não impediu de colarmos nossas bocas novamente. Quando íamos nos beijar novamente, fomos interrompidos pelo enfermeiro.

- Por Deus, vocês não respiram não? – apesar de um pouco assustado por ter sido pego no flagra, eu ri da piada e Yoongi me acompanhou nas risadas. Enquanto ríamos juntos, algo se passou dentro de mim. Algo que eu não conseguia descrever, mas era uma sensação boa. Fiquei um pouco assustado por aquilo ser algo novo e isso fez meu sorriso murchar. Senti uma das mãos de Yoongi apertar a minha. Ele não era o maior fã de demonstrações de afeto, mas ele sempre demonstrava quando achava necessário. E isso era bom não era? Ele achar que deveria me reconfortar. Eu gosto disso, apesar de ter um certo receio pois tudo isso ainda é meio novo para mim.

- Ei, eu quero que fique com meu número de telefone. – ele me passou um pequeno pedaço de papel – Peça ao Jin para te ajudar caso precise. Quero que fique com isso caso você precise de alguma coisa e queira falar comigo. – assenti com a cabeça, apertei o papelzinho na minha mão e sorri mínimo.


~*~


- Ok, você está apaixonado. – Seokjin disse se sentando do meu lado no sofá.

- Não enche, Jin. – resmunguei e ele apenas riu de mim – Apaixonado é tudo que eu não estou.

- Tudo bem, se você diz que não. Mas eu ouvi você suspirando umas cinco vezes desde que Yoongi saiu. – bufei irritado e me levantei do sofá fazendo o caminho que ia para o meu quarto – Ei Hoseok, espera. Foi apenas uma brincadeira. – não dei ouvidos e continuei andando até levar um puta escorregão e cair perfeitamente de bunda no chão – Por Deus Hoseok! Você está bem?

- Doeu. – resmunguei enquanto ele me ajudava a levantar. Me conduziu para o meu quarto e sentei na cama irritado.

- Posso saber por que tanta raiva? Você não é de ficar irritado assim com uma simples brincadeirinha. – eu suspirei e tombei meu tronco na cama me deitando.

- É que... Eu senti algo quando estávamos nos beijando... Algo diferente, algo novo, algo bom. Mas eu não sei o que é. – ele ficou alguns segundos em silêncio antes de me responder.

- Espero que você descubra o que é.

- Você sabe o que é?

- Não posso descobrir as coisas por você, Hoseok. Você tem que fazer isso sozinho – eu não tinha nada a responder então fiquei em silêncio ouvindo seus passos de afastarem de mim.


~*~


- Merda! – exclamei ao abrir meus olhos e continuar sem ver nada além da escuridão que englobava minhas vistas. Suspirei pesadamente e juntei toda minha força de vontade para levantar, mas hoje era diferente. Eu sentia algo estranho borbulhando dentro de mim. Também sentia um vazio, não uma tristeza, nem raiva, nem medo, apenas um vazio. Eu não conseguia levantar daquela cama, não tinha forças para tal – Por favor, não! – clamei aos céus ou para qualquer um que pudesse me ouvir. Estava difícil respirar e no momento eu quis morrer.

Voltei a juntar toda força de vontade que eu tinha e consegui levantar da cama. Andei em direção a porta, meio cambaleante, com o corpo meio frouxo. Tateei em volta a procura da chave e quando a achei, tranquei a porta. Deixei meu corpo escorregar pela madeira até chegar ao chão, onde me encolhi e apoiei a cabeça nos meus joelhos. Eu achava que eu não precisava de ajuda que eu poderia ser independente, mas eu estava redondamente enganado.


~*~


Eu perdi a noção do tempo que eu estava assim. Me levantava da cama poucas vezes por dia, tentava fazer algo que me animasse mas rapidamente me entendiava e me desanimava. Eu tinha fome mas não tinha apetite. Meu sono estava completamente desregulado, ou eu dormia demais ou de menos. Trocava poucas palavras com o Jin quando eu não estava o evitando ou trancado no quarto como na maior parte do tempo. Ele tentava me animar, dou um crédito a ele por isso, mas nada adiantava. Me senti culpado por isso, eu estava o preocupando e nem ao menos conseguia ser ajudado. Jung Hoseok você é um problema.

E foi em um dia desses que ele apareceu. Não sei se ele decidiu aparecer ou se o Jin chamou já que eu agora tinha o número dele, não que isso importasse. Soube que ele estava aqui assim que ele entrou perguntando por mim. Seus passos se dirigiram até meu quarto e eu escutei batidas na porta seguidas por um: "Hoseok, abre por favor.". Céus, como eu queria abrir, queria abrir e lhe abraçar e dizer que senti sua falta, mas eu não conseguia. Parecia que meu corpo estava sendo imprensado na cama. "Olhe para você, completamente patético. Não consegue nem abrir levantar para abrir uma porta. O que você ainda faz aqui mesmo?" pensei.

- Hoseok, se você não abrir essa merda eu vou arrombar. – algum tempo se passou depois que ele disse isso e então eu ouvi uma trombada na porta, alta suficiente para me fazer levantar de supetão completamente assustado. Me apoiei nas paredes, sustentando meu corpo que tremia e caminhei até a porta. Tateei a procura das chaves e destranquei a porta – Desculpa, eu não ia realmente arrombar. Só queria saber como você ia reagir. – ouvi a voz gostosa de Yoongi.

- Você... me assustou. – consegui responder.

- Se serve de consolo, meu ombro agora está doendo. – ele segurou minhas mãos e eu tratei de afasta-las e recuei um passo para trás – Tudo bem, pode abaixar a guarda. Estou aqui para ajudar. – ele suspirou antes de dizer – Por favor, nos deixe a sós. – foi só quando eu ouvi os passos do enfermeiro se distanciando que percebi que ele também estava ali. Yoon fechou a porta e eu respirei fundo – Se acalme. – ele me conduziu até a cama e mesmo meio nervoso eu o segui e me sentei – Você quer conversar sobre isso? – neguei com a cabeça – Tudo bem, não vou insistir. – e essa frase conseguiu me perturbar mesmo sendo uma frase inocente.

Não insistir era o contrário do que eu havia feito com ele. Ele não me devia respostas mas eu curioso, insisti. E agora, ele estava sendo tão bom comigo não insistindo e eu realmente não merecia isso. Apertei minhas mãos na barra da calça com força.

- Eu sou um peso. – consegui dizer, pois era assim que eu me sentia. Eu acabava sendo inútil ou então pisava na bola com as pessoas ao meu redor.

 - Mas não para mim. E quem quer que tenha te dito isso, essa pessoa não sabia o que dizia. – ele levantou meu rosto delicadamente. Minha mente estava uma bagunça nesse momento e parte de mim queria expulsá-lo dali pois sei que sou um peso e não quero trazer todos os meus problemas para a vida dele, ainda mais que eu era o maior problema que eu tinha. A outra parte queria usufruir da sua doce companhia e fazendo eu me sentir um aproveitador sangue-suga carente. Eu não sabia o que fazer, o que dizer, o que sentir, o que pensar, então apenas fiz o que eu fazia melhor: chorar. Deixei as lágrimas, que eu não deixava sair fazia tempo, rolarem pelo meu rosto – Ok, eu não sei lidar com pessoas chorando. – eu secava as lágrimas com as mãos mas nada adiantava já que elas tornavam a descer. Senti os braços do Min me envolverem e não reagi apenas deixei. Uma de suas mãos macias foram de encontro ao meu cabelo onde ele deixava leves caricias – Vai ficar tudo bem. – ele sussurrou – Eu estou aqui. Não que isso seja de muita serventia, claro. Mas pode contar comigo sempre. – lentamente, fui envolvendo meus braços ao redor de seu corpo. As lágrimas ainda desciam, sofridas e doloridas, mas já era hora de deixá-las descer. O cheiro e a maciez do abraço de Yoongi me consolavam levemente. Eu não sei quanto tempo eu fiquei molhando a roupa dele só sei que alguma hora eu adormeci.


Notas Finais


espero não ter ficado meio tosco esse cap

até o próximo galera


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