História O Amor é Uma Droga (Uma Droga Altamente Viciosa) - Suga - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 3
Palavras 1.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie! Eu sei, eu sei, demorei muito pra postar, mas esse cap realmente me gastou mt psicologicamente falando.

AVISO
AVISO
AVISO
Caso tenha sensibilidade com violencia, não leia. Talvez não seja para você, no próximo cap, vai ficar tudo muito bem explicado, então não precisa ler se achar que vai te causar algo sz

Boa leitura <3

Capítulo 3 - Meus Infernos, Meus Medos


Um pai alcoólatra e uma mãe que me abandonara com o meu mais antigo monstro. Meu pai. Sujeito o qual chega bêbado em casa todos os dias e com sua maneira agressiva me deixa cicatrizes incuráveis no corpo e na alma. Aquele que não me deixa ter amigos, e quem dirá um namorado.

Talvez, só talvez esteja aí o motivo de minha carência e depressão profunda.

Para continuar a semana, digo que, o Min de cabelos negros que acabara de chegar a cidade — como o mesmo disse — não é de todo mal, o garoto pálido é extremamente interessante.  Toda aquela casca grossa e sarcástica que vimos no capítulo anterior é só um escudo de uma pessoa inimaginavelmente machucada e gentil, o mesmo puxou assunto comigo todas as manhãs e mesmo que eu o ignorasse não desistiu: na hora do almoço sentava ao meu lado, falando como gostava de bandas de rock antigas como AC DC e as novas que se inspiravam no estilo retro, como Artic Monkeys — por ironia do destino minhas bandas preferidas. Você deve estar pensando na reação dos adolescentes mimados e privilegiados de Tellbug School, bom, eles olharam com olhos devoradores esperando que o asiático jogasse algo em meu rosto ou me humilhasse em frente a todos, mas não minto, eu mesma esperava tal coisa acontecer. Porém, para surpresa de todos, o garoto não cometeu tal ato, ele foi agradável comigo, e ao passar pelos corredores comigo xingava aqueles que diziam coisas como: "o que um garoto tão lindo está andando com uma esquisitona" ou então coisas mais simples "você é lindo, saia de perto dessa nojenta". Caralho! Eu devo ter o 'toque do queijo' e não sei!

As aulas foram entediantes como sempre, mas pelo menos tive uma dupla que me fazia rir enquanto a professora explicava matérias as quais eu nunca iria usar na vida.

O inferno de verdade começou na quinta, quando o garoto dos cabelos negros me deixou em casa, como todos os outros dias da semana. Quando despedi do Min e pisei em casa, meu pai — se é que devo chama-lo assim — me esperava na porta, pronto para me espancar por motivos que eu desconheço.

— Quem é o rapaz? — foi a primeira pergunta que ele me fez, nem um "oi" ou "como foi seu dia?". Mais um dia comum de minha monótona vida.

— Ele é do grupo de jornalismo, me acompanhou até aqui — eu disse com um tom baixo. Tragicamente, o senhor meu pai que tinha uma garrafa da cerveja mais barata, pegou em meus cabelos de forma agressiva e com toda a força possível jogou-me na parede. A força com que meu rosto se chocou na superfície branca e fria, foi como se a morte me desse um "oi" por alguns segundos. Enquanto me encontrava no chão encolhida, o diabo dono do meu inferno particular veio com suas mãos nojentas até meu pescoço, e suas mãos cheias de dedos sujos apertaram meu pescoço com tal força que no momento Deus me olhou e pediu perdão por ter-me exposto a tal situação. Deus, ainda não sei se poderei perdoa-lo. O ar se despediu de mim por longos 30 segundos, e quando retornou ao meu pulmão o cumprimentou com um abraço apertado.

Mais uma vez. Mais uma noite. Mais uma cicatriz.

Hoje, a coisa que eu mais quero é a morte. Não só hoje como a maioria desses dias que continuo nessa casa apenas por não ter para onde ir.

O criador do inferno que sou eu, saiu novamente, mas claro, antes teve que cuspir em mim. Eu naquele momento estava no chão, completamente machucada e humilhada. Perdida na imensidão do mundo, pedindo socorro, pedindo que me tirem dali. Quando ele saiu, logo quando ele saiu, eu me pus de pé. Tomei coragem e com minhas pernas tremidas, levantei; fui para o meu quarto quando não tive certeza se deveria continuar ali: vivendo. Estava doloroso demais, não meu corpo em relação à toda agressão, mas sim meu orgulho em relação a toda humilhação.

Naquele momento, em que eu dividia minhas razões de viver ou morrer, pensei se seria melhor eu fugir. Já estou tão humilhada em casa, agora só mudaria a localização: de casa para a rua. Melhor? Não sei. Eu não sei mais nada de mim.

                                                                                               ******

A manhã seguinte foi tão dolorosa quanto, ainda mais quando a água quente bateu contra minha pele. Me dei 1000 motivos para me matar, mas não fiz; tem uma pessoa que vale à pena viver. Espera, o que eu disse? Eu disse que tem alguém que me faz ter vontade de viver?

“Amar é fazer bem sem ser notado”

Quando me arrumei, fiz questão de me esconder completamente. Ninguém merece me ver dessa forma: o rosto num roxo amarelado pela batida, o pescoço com marca de dedos, o corpo com vermelhidões que só de encostar me matam de dentro para fora. O moletom preto, que combinara com a calça de moletom, me escondia. Seu capuz quase se fundia com meu cabelo. Era quase impossível me reconhecer, uma missão difícil a quem quer que seja que estaria tão interessado em mim que perceberia isso — quase impossível, não?!.

Quando pisei para fora de casa, a brisa matineira bateu em meu rosto com força, provocando os machucados como: “duvido que podem dor mais, seus farsantes!”, acreditem, eles cumpriram o desafio muito bem! A cabeça baixa era normal, mas os ombros encolhidos e os passos turvos eram novidade para mim. O caminho de minha casa para a escola não era tão cumprido, apenas algumas quadras, nada que me fizesse ficar ofegante. A mochila pesava em meus ombros, e eu quase pude cair para trás quando desequilibrei.

Eu estava quase chegando ao portão da escola quando escutei o Min me gritar — Ruby! — sua voz parecia mais rouca que o normal. Apressei os passos para entrar, mas ele também apressou os seus; sua mão gélida encostou meu ombro, o contato me fez encolher, quase como se fosse reflexo, mas eu sabia que era só medo. Desfiz o contato e ele estranhou. Poxa!, estávamos tão amigos durante a semana, porque o maldito tinha que fazer isso comigo?

— Hey... — sua voz pareceu mais baixa e grave, — o que aconteceu? — ele me virou para si. Minha cabeça continuava baixa, e foi aí que ele notou que havia algo de errado. Ruby Moonlight de cabeça baixa? Hm, impossível! O garoto colocou seu braço sob meu ombro e foi caminhando comigo até a sala de jornalismo. O silencio estava quase insuportável, mas nos mantemos assim até entrar na sala, ele sentar na sua cadeira com seu jeito preguiçoso e novamente quebrar a paz. — Desembucha!

— D-desembuchar? — minha voz tremeu, minhas cordas vocais não reconheceram o que estava acontecendo — Não há nada para desembuchar... — ele murmurou algo quase inaudível e então levantou, recuei, ele aproximou, aproximou demais. Socorro. Ele tocou meu queixo receoso, e então levantou, sua expressão mostrou surpresa, mas ele não disse nada, apenas me olhou nos olhos. Era como se ele visse tudo o que aconteceu na noite passada, viajasse em meus sonhos e pesadelos, reconheceu toda a merda que eu passei e então fechou o rosto.

— Não há nada para desembuchar, hum?! — ele me olhou de cima e tirou o meu capuz, colocou meu cabelo para trás da orelha e então viu as marcas de dedo. — Quem fez isso? — silencio. — Seu pai fez isso, Ruby?

Eu virei o rosto, quebrando o contato visual. Era tudo que ele precisava para saber a verdade. Meu pai me batia; violência doméstica. Em um momento de nítida pressão, os braços de Yoongi encontraram meu corpo. Um abraço? Que ridículo! Contato físico... por que eu não me movi?

“Amar é ser cuidado sem notar.” 


Notas Finais


Obrigada por ler! Significa muito pra mim. É a primeira vez que descrevo um ato violento, então desculpa ser nao ter ficado tão bom.
Eu agradeço à @Xsleepgirl que me ajudou nesse cap, como eu disse, foi bem dificil de escrever.
Espero que tenham gostado. Comentem, favoritem, opinem... façam o que quiser!
Desejo uma boa semana e uma boa vida sz
Bjs da autora


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