História O amor é uma ilusão - Capítulo 1


Escrita por: e jihanxxx

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin
Tags Abo, Alfa!felix, Bottom!changbin, Changlix, Ômega!changbin, Stray Kids, Top!felix, Universe Abo
Visualizações 139
Palavras 1.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Ecchi, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


➣ Essa é uma história baseada no mangá “Love is an Illusion”, portanto o enredo e as palavras não estão iguais as da obra.

➣ Sim, nessa história o Felix é o alfa e sim, ele é o ativo. Amo o Changbin passivo, e é isto.

➣ A sociedade ABO é dividia em betas, alfas e ômegas, sendo betas a maioria da população, os alfas cerca de 10% e os ômegas cerca de apenas 1%.

➣ Na fanfic, Felix terá vinte e três anos e Changbin dezoito, por isso não estranhem se o Chang chamar o Lix de hyung rsrs.

➣ Essa história começa com um prólogo não tão curto, para que possamos conhecer melhor o Felix e amizade dele com o Jisung.

Bom, os avisos são estes e boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo


Felix bateu o indicador com sutileza contra o cigarro que tragava entre os dedos, cuidando de retirar o excesso de cinzas, que foi despejado no cinzeiro.

Levou novamente a droga aos lábios entreabertos, apreciando da sensação de relaxamento dos músculos de seu corpo ao puxar o ar para dentro, soltando a fumaça negra pela boca em seguida.

Um sorriso despontou no canto de sua boca, mas não demorou a ser desmanchado diante da situação atual em que se encontrava. Era um músico que precisava compor uma música urgentemente. Mas de onde viria a inspiração?

Já experimentou várias maneiras de busca-la, mas nenhuma delas aparentemente lhe foi efetiva. Lera livros, vira filmes dos mais variados gêneros — até mesmo aqueles odiados por si. Aqueles romances melosos e clichês, onde a ômega delicada, apaixonava-se pelo alfa rude, que desprezava sua companhia —, até mesmo chegara a sair com algumas pessoas, mas ainda não havia encontrado o que precisava.

Ele era um alfa dominante que gostava de outros caras. E valia afirmar que nenhum cara com o qual se encontrara, o satisfazia totalmente. Não só no sentido sexual, mas em todos eles. Lee Felix ainda não se sentia completo, por mais chavão que essa frase possa soar.

Ainda que a maioria da sociedade não se “ofendesse” com o fato de ser um homossexual assumido — mesmo que já tenha se aborrecido bastante com alguns comentários de algumas ômegas pelas suas costas, criticando o “grande desperdício” que era um alfa dominante tão bonito, ser gay —, achavam que o certo seria relacionar-se com um homem de classe ômega. Para que assim no futuro, pudessem ter um futuro feliz com vários filhotes. E essa era a forma como a maioria pensava. E claro, que Felix não estava incluso nessa maioria.

Queria ser livre e gostar de quem quisesse, independentemente de sua classe. Ainda que os outros o vissem como alguém fechado e rude, ele só queria amar. No fundo era um coração de manteiga que queria encontrar a pessoa certa.

De fato, já levara muitos betas e outros alfas para sua cama. Tinha plena convicção de que não gostava de ômegas. Chegara a utilizar como argumento, de uma forma errônea e extremamente preconceituosa, que os via apenas como seres que procuravam alguém para abrir as pernas e implorar para ser fodido. Hoje em dia, sente repulsa do que havia dito no passado, ainda que realmente fossem vistos apenas como casos de uma noite, para que outros alfas imbecis pudessem se vangloriar dizendo que levaram um ômega gostoso para casa. E se fosse um dominante? Esse alfa sim era considero ‘o fodão’. Porque “comer” um dominante era visto como sinal de virilidade entre muitos alfas. Felix agora sentia puro nojo dessa ideologia, por mais raiva que pudesse sentir dos ômegas.

Por que ele pensava assim, você deve estar se perguntando.

Felix era apenas um garoto prestes a entrar na idade adulta, mas que realmente nunca encarara a vida de perto. Havia acabado de se mudar para a Coreia, saído de sua enorme bolha de proteção e confortabilidade que era a sua casa, na Austrália, seu país natal. Estava extremamente encantado com tudo e com todos, observando a enorme diferença entre as culturas — ainda que seu pai fosse coreano, e tenha lhe mostrado como era a cultura de seu segundo país, estava acostumado demais com o jeito despojado dos australianos, que falavam sem papas na língua e sem total cordialidade como era na Coreia, que tinha-se de se curvar por qualquer coisa, usar determinados honoríficos para diferentes pessoas e o jeito sério e comportado como a maioria da população se comportava. Felix sentia falta dos costumes do país onde nasceu, mas encantava-se cada vez que saía na rua e via coisas totalmente diferentes ao qual estava acostumado.

E por conta de todo esse encantamento, anos atrás abrira uma exceção. Caíra nos charmes e apaixonara-se ridiculamente por um ômega, durante o fim de sua adolescência, no auge de seus dezessete anos. Chamava-se Hong Jisoo e era vocalista de uma banda a qual fazia parte na época, chamada Seventeen, bastante popular entre as garotas, que não conseguiam controlar os próprios feromônios ao vê-los durante uma apresentação. O conhecera em um festival de música que acontecera em Seoul, onde nessa época, já mostrava interesse por querer criar a própria banda. Admirava a música como ninguém.

Jisoo, além de muito bonito, era receptivo em todos os sentidos, vale ressaltar. Tinha uma personalidade doce em frente as fãs, sempre as recebendo com um sorriso no rosto e afetuosidade ao receber os presentes fofos e ao escutar as várias declarações de amor. O que era completamente incomum quando estavam a sós. Era um provocador nato, que sabia tirar qualquer um do sério com poucas atitudes. Um puro dominante, que poderia ter qualquer alfa aos seus pés com um simples estalar de dedos. E bem, com Felix não fora diferente.

Tempo vai, tempo vem, o ômega já tinha Felix na palma da mão. O Lee derretia-se ao vislumbrar do espetáculo que era ter um Hong Jisoo caminhando sensualmente em sua direção, vestindo apenas uma camisa sua, que ficava grande demais no corpo magro.

Ainda que no momento o prazer tenha sido imensurável, arrependia-se. Lamentava por cada gota de suor que deixara cair em virtude do cansaço, por cada gemido arrastado que deixara escapar, por cada elogio que saíra de sua boca diante do corpo bonito, por cada jura de amor unilateral, por cada carinho não-recíproco e por cada lágrima derramada após a sua partida.

Fora tão doloroso ver quem amava, simplesmente escapar-lhe entre os dedos após assumir que o sentimento não era bilateral. Jisoo amava Seungcheol, e não Felix. Admitiu que todos os carinhos que o Lee lhe dava e todo o amor recebido, não era correspondido, simplesmente por Jisoo desejar outro. Sentia vontade de bater em si mesmo ao lembrar-se da forma como se pôs de joelhos no chão, implorando para que não fosse embora, deixando várias lágrimas caírem por seu rosto. Seu orgulho? Havia simplesmente desaparecido devido ao desespero de ver o amado caminhando em direção a porta de sua casa, com uma mala em mãos.

Lembrava-se ainda da face de expressão triste, com os lábios trêmulos e os olhos marejados de Jisoo, que apenas negou com a cabeça e disse-lhe com a voz suave: “Desculpe Lix, mas não dá mais”. E Felix viu sair pela porta de sua casa o suposto amor de sua vida.

O que aconteceu com Felix após esse acontecimento? Tornou-se um daqueles amargurados rabugentos e que reclamam de tudo?

Isso não aconteceu graças à Jisung, seu amigo beta. Ele ajudou-o exclusivamente para que pudesse esquecer disso. Não da forma que você deve estar pensando, mas ajudou-o dando-lhe forças e incentivando-o para que pudesse seguir em frente. Por isso que Felix era extremamente grato a ele, assim como o Han era consigo, quando o Lee o acolheu por ser um completo estranho quando chegara em sua escola nova e desde então, insistia em segui-lo para qualquer lugar que fosse e ser completamente devoto a ele.

 

— ♡ —

 

“Eu já disse que isso vai acabar te matando, hyung”, Jisung disse ao invadir a sua sala, roubando o cigarro das mãos de Felix de surpresa, fazendo-o soltar um suspiro irritado.

“Nunca tive medo da morte mesmo”, ainda tentou recuperar a droga das mãos intrometidas de Han, mas esse já o havia apagado e jogado o cigarro fora. “Você é um intrometido, Han Jisung”.

“Você me agradecerá no futuro por ter salvo sua vida”, provocou-o com um sorriso ladino nos lábios carnudos, sentando-se ao seu lado. “Já compôs algo novo?”.

“Não. Estou sem ideias, Ji. Eu ‘tô quase agredindo alguém tamanho o meu nervosismo”.

“Acalme-se, valentão. Não quero você preso até o lançamento do nosso novo álbum”, o baixista disse, fazendo o australiano rir. “Mas sério, você deveria sair, se divertir e esquecer um pouco seus problemas. Você se cobra demais, hyung! Nós poderíamos ir para uma festa que terá hoje à noite. Minho me convidou e creio que não há problema em leva-lo comigo”.

“Seu namorado quer curtir um pouco com você. Eu estando lá só irei atrapalhar”, levantou-se do pequeno sofá em que ambos estavam, tratando de colocar seu violão em seu respectivo lugar.

“O-Ora Felix! Eu não namoro com o imbecil do Minho. ‘Cê ‘tá louco, só pode!”, exclamou alto, completamente estarrecido com a afirmação do mais velho.

“Ainda não, pequeno gafanhoto. Ainda não...”, jogou uma bala mentos em sua boca, tentado a disfarçar o cheiro incômodo de cigarro.

“Deixa de falar merda e me diz se vai ‘pra festa ou não, hyung”, insistiu, já irritado. Felix fez um menear de cabeça, pensando se o faria apenas para agradar seu amigo, ou se poderia cobrar algo em troca. Ah qual é, o Lee apenas queria ficar em casa, assistindo a sua Netflix enquanto usufruía de um belo pote de sorvete de flocos.

“Ih, não sei não, Ji. Eu queria ficar em casa, cara”, coçou a nuca com medo de levar um tapa de Jisung, que o fitava com as bochechas meio infladas.

“Poxa, Lix, vai ser legal. Um monte de ômegas gostosos e...”, o alfa o encarou de forma raivosa. Se Jisung fosse um ômega, estaria com as pernas tremendo. “Alfas e betas! Muitos deles! Foi isto que quis dizer”, viu que Felix ainda estava com uma expressão meio desconfiada, então pôs-se a dizer: “Prometo que se você não gostar, eu te trago de volta ‘pra casa, ok? Mas você tem que prometer ‘pra mim que vai tentar”.

O mais velho quase choramingou diante da mão estendida do amigo, que o fitava com esperança no olhar. Acabou por apertar sua mão e imediatamente foi puxado para um abraço. “É isso aí, hyung! Prometo que não irá se arrepender!”.

Assim espero’, pensou o ruivo, que era apertado nos braços de Jisung, que apesar de ser magro, era forte ‘pra caramba. Chegou a receber até mesmo um beijo na bochecha, o qual tratou de limpar com as costas da mão com uma expressão fingida de nojo no rosto.

“É hoje que eu beijo na boca!”, um Han completamente animado acabou por dar pulinhos, mediante o olhar enojado de Felix. Parou imediatamente o que fazia ao perceber o que estava fazendo. “Hã, quer dizer... É hoje que eu encho a cara e morro de me divertir!”, fez um gesto com braço de punho fechado, em uma falsa comemoração, com um sorriso envergonhado nos lábios.

“Só cala a boca”, o alfa falou, pegando sua jaqueta que estava em cima do sofá, vestindo-a e cobrindo seus braços não tão musculosos. “Eu te pego às 22:30”.

“Mas a festa começa às nove...”

“O bom é chegar no auge dela, Ji”, encarou-o por cima do ombro com um sorriso de lado antes de fechar a porta rapidamente atrás de si.



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