História O amor é uma ilusão - Capítulo 2


Escrita por: e jihanxxx

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin
Tags Abo, Alfa!felix, Bottom!changbin, Changlix, Ômega!changbin, Stray Kids, Top!felix, Universe Abo
Visualizações 136
Palavras 3.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Ecchi, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - I


“Puta merda, Jisung. Isso está empestado de feromônios, cara. Há quantos ômegas implorando por sexo aqui?”, reclamou, reprimindo a vontade de colocar a mão sobre o nariz e deixar de sentir aquela mistura de aromas alucinantes em um só lugar. Desde cheiros amadeirados e másculos, vindos dos vários alfas reunidos ali, e os cheiros doces e cítricos delicados, vindos de ômegas que transitavam por ali, ambos marcantes igualmente. Felix também avistava diversos betas, que não liberavam nenhum tipo de odor, mas a maioria estava acompanhada de seus amigos e parceiros também betas.

É. Aquele lugar era um ninho atrativo para sexo.

“Eu não ‘tô sentindo nada”, Jisung disse, completamente pleno e com o queixo erguido, vangloriando-se por ser beta. “Segure o Felix Jr. dentro das calças, porque aqui está repleto de ômegas gatos e já tem até alguns te encarando. Olhe ali”, apontou para mais à frente, onde um ômega de cabelos roxos acenava para si, acompanhado de seu amigo, que fazia o mesmo. “É hoje que ‘cê sai da seca, amigão. Boa sorte”. E em alguns poucos segundos o Han sumira de sua visão, provavelmente indo procurar Minho.

Eu te mato, filho de uma boa mãe’, foi tentado a xingar o melhor amigo mentalmente, já que amava a sua mãe — que sempre o recebia em sua casa com abraços quentes e uma bandeja de biscoitos que haviam acabado de sair do forno. Acabou por desistir de jogar praga mental para cima do melhor amigo, que à essa altura já devia estar dando altos beijos naquele bastardo.

A medida que caminhava pela multidão de pessoas que dançavam animadamente, esfregando-se umas nas outras, acabava abrindo espaço entre a galera pelo fato de ser um alfa dominante e fazendo todas as calcinhas e cuecas dos ômegas dali molharem-se por conta de seu simples olhar superior. E droga, como Felix odiava isso. Odiava chamar a atenção e infelizmente era isso que estava acontecendo com a grande quantidade de olhos voltada para si.

O Lee resolveu sentar-se em um dos sofás confortáveis que haviam ali para pessoas que haviam ficado cansadas depois de tanto dançarem, acompanhado de um copo de uma bebida que havia pegado de algum dos garçons que transitavam pelo local, a qual bebericava aos poucos.

Enquanto isso, Seo Changbin se segurava ao máximo para que não cedesse às provocações de um dos clientes usuais do clube. Estava a apenas um passo de deferir-lhe um tapa na cara e gritar mil xingamentos em seu rosto à medida que o alfa em sua frente deixava escapar algum comentário idiota de sua boca.

“Sabe, garoto... Alfa claramente você não é. Embora eu seja um alfa dominante, não consigo sentir o cheiro de seus feromônios, mas que é um ômega, isto está bem claro. Você pode não ter uma voz completamente afeminada como a maioria, mas sério, olhe para você. Só de olhar dá ‘pra perceber”, disse em um timbre suave, sorvendo de um gole da sua taça de vinho que aparentava ser apetitoso e bastante caro.

“J-Já expliquei que sou ligeiramente recessivo...”, acabou gaguejando, mas acabou por apenas continuar seu trabalho, já que não poderia dar-se ao luxo de cometer erros — ainda mais agredindo clientes — no seu primeiro dia de trabalho. Continuou recolhendo os copos de bebida vazios que pareciam surgir do nada e dos lugares mais variados possíveis. Sério, quem havia deixado um copo dentro da privada? Pegou mais um destes que estavam no chão e deduziu que antes estava em uma das mesas, mas que com a movimentação tão intensa dentro do clube, deveria ter caído, assim como os muitos outros também dispostos ali.

“Pelo visto você não sabe o que é uma alfa de verdade, não é, ômega?”, Changbin quase rangeu os dentes, mas tinha que manter as aparências e educação para com seus clientes acima de tudo. Esse era o protocolo que deveria seguir, afinal. “Olhe para aquele cara sentado naquele sofá”, apontou com a cabeça para um homem de traços jovens, com os cabelos ruivos meio longos ligeiramente bagunçados de uma forma sensual e não parecido com alguém relaxado, apenas o deixava descolado vestindo seu paletó por cima de uma camiseta preta social, juntamente de uma calça de cor semelhante. Havia um copo vazio ao seu lado e em uma de suas mãos havia um cigarro que descansava entre seus dedos, pronto para ser tragado novamente. “Veja. Aquele sim é um ‘alfa de verdade’, meu bem. Vê a expressão calma e a dominância que exala em seu olhar tão naturalmente? A presença dele não te faz ficar arrepiado, doce?”, perguntou em sua orelha, aproveitando que este estava de costas para poder enlaçar sua cintura com o braço, encostando suavemente sua pélvis contra a traseira do coreano, que estava marcada demais naquela calça do uniforme.

Sentia seu corpo ficar mole e suas pernas estremeceram, à medida que o alfa atrás de si deixava selares delicados em seu pescoço, que tinha alguns pelos arrepiados depois de tanto observar o homem ruivo a frente deles, este que observava solenemente a pista de dança, sem ao menos notar suas encaradas nada discretas, já que boa parte da boate também o fazia. Changbin arfou ao sentir o cheiro forte do de Bangchan entrando por suas narinas, o fazendo ter que segurar um gemido no fundo da garganta. Pareceu finalmente recobrar os sentidos ao sentir uma elevação em contato com o vão de sua bunda, esfregando-se de forma estritamente pornográfica.

“M-Me largue, Christopher, estou em meu horário de trabalho!”, tentou soltar-se do aperto forte contra seu corpo. Mas a tentativa falha de sair dali, apenas o fez pressioná-lo com ainda mais força contra si.

“Você costumava me chamar de senhor Bang, Bin. Desde o dia que te vi entrando aqui como cliente, eu te desejei. Trabalhando aqui, agora eu posso te ver sempre...”

“Me solte!”, disse em um tom mais alto, quase assemelhando-se à um grito. Havia fechado os olhos, já que estava envergonhado demais para encarar algo ao seu redor. Sentiu o corpo atrás de si afastar-se abruptamente e em como milésimos de segundos viu o corpo caído do mais velho no chão, após levar um soco no rosto do filho do dono do clube, que o encarava com ódio e nojo no olhar. Ao vê-lo, Changbin arregalou os olhos, pensando estar terrivelmente encrencado, mas talvez não fosse o único, já que o garoto — que lembrava de chamar-se Minho —, estava em um estado um tanto suspeito. Com alguns fios descabelados, a boca vermelha como se estivesse em um momento bem quente, o pescoço e peitoral expostos pelos primeiros botões da camisa abertos, marcados por chupões fortes. E atrás dele, um garoto atraente um pouco mais alto, no mesmo estado. Eram um casal sem nenhuma discrição, já que não se importavam de aparecer daquela forma no meio de tantas pessoas.

Mas Changbin sentiu todos os pelos de seu corpo eriçarem-se mais uma vez assim que viu aquele homem perto do garoto de fios amendoados, que aparentemente era o namorado ou peguete de Minho. Este passou a socar o rosto de Bangchan, dizendo-lhe aos gritos para nunca mais fazer algo do tipo com Changbin ou qualquer outra pessoa. Ainda tratou de expulsá-lo do clube, de forma humilhante debaixo de ameaças e xingamentos de baixo calão.

Ainda escutou a voz de Minho ao fundo perguntando se estava bem. Changbin estava tão absorto que somente soube assentir rapidamente e murmurar um rápido agradecimento antes de dar as costas para correr até o banheiro, completamente sem palavras.

“Eu vou ver como ele está”, Minho se pronunciou, fazendo menção de correr até o local onde o ômega estava, mas foi segurado por Felix, que foi encarado raivosamente pelo moreno, que rangeu os dentes. “Deixe eu ir acalmá-lo! Irei dizer-lhe que não precisa se preocupar. Vou dizer ‘pro meu pai nunca mais aprovar a entrada daquele verme asqueroso aqui de novo. Me deixe ir, Felix!”, ordenou furioso. O ruivo viu que as coisas poderiam começar a ficar feias e perigosas quando notou os olhos naturalmente castanhos mudarem para a cor amarela, avisando o despertar de seu lobo.

“Não tente usar seus feromônios em mim! Eu também sou alfa e não quero que aconteça uma luta aqui agora”, aos poucos a cor castanha foi voltando às suas írises, à medida que os dedos de Jisung trabalhavam em fazer-lhe um cafuné em seus fios, na tentativa de acalmá-lo, repetindo consecutivas vezes calmamente a mesma frase: ‘Acalme-se, babe’, deixando alguns beijinhos castos por seu pescoço. “Agora que está se acalmando, ficará aqui, ok? Eu irei falar com o garoto. Só relaxa cara”, despediu-se dando-lhe algumas tapinhas no ombro. Viu um olhar de agradecimento nos olhos de Minho, que apenas assentiu e murmurou um ‘obrigado’ baixinho o suficiente para que tivesse de aprimorar sua audição de lobo para ouvi-lo. Lançou-lhe um sorriso de lado antes de sumir em meio à multidão para ir ao banheiro.

No momento em que esta cena de passava, Changbin olhava-se no espelho, observando seu rosto suado e não entendeu o porquê estava sentindo um calor infernal, sendo que existia ar condicionados por cada cantinho daquele lugar. Acabou por abrir alguns botões de sua camisa e jogado água no rosto, arfando em deleite ao sentir algumas pequenas gotas escorrem por seu pescoço, molhando o tecido claro de algodão, conseguindo uma sensação rápida de refrescância.

Arregalou os olhos e procurou algo nos bolsos desesperadamente, com medo de tê-lo perdido no meio de toda aquela confusão. Assim que o encontrou, deixou escapar um sorriso fraco e abraçou-lhe contra seu peito.

“Aquele filho da puta está totalmente louco. O teste diz que sou alfa. Ele disse, eu... Sou um alfa”, encarou-se no espelho, quase como se pudesse parti-lo em mil pedacinhos somente com seu olhar. “Eu não tenho culpa de ter nascido assim. E eu irei provar que posso muito bem começar uma nova vida seduzindo um ômega fofo e rico”, olhou para o frasco em spray que estava em sua mão, fazendo um biquinho nos lábios avermelhados. “Essa droga de frasco de feromônios de alfa me custou cem dólares só porque meus hormônios são ligeiramente recessivos”, reclamou, retirando a tampa da pequena latinha. Já ia passar em seu corpo, mas acabou por olhar o rótulo atrás da embalagem.

Aplicar no máximo duas vezes. Este produto é forte e pode oferecer riscos para os de classe inferior. Usar apenas uma vez ao dia.

“Ah, que bobagem. Para um alfa como eu, isto não será problema”, aplicou o produto pelo menos umas sete vezes em seu pescoço e tronco. Apoiou-se na pia, apertando o mármore com força, acabando por deixar cair o frasco de seus dedos, este que foi parar no chão. Levou a mão até a testa, sentindo-a muito quente ao próprio toque. “Caralho, eu acho que estou com febre. Que merda, me sinto tão estranho...”, disse ao sentir todo o corpo arrepiado devido a fragrância que emanava de si mesmo.

Ouviu o barulho da porta se abrindo e tratou de rapidamente fechar a torneira que usara anteriormente à sua frente, a qual ainda estava aberta e desperdiçando água devido à sua completa lerdeza em perceber alguns dos fatos a sua volta. Observou o outro homem que havia entrado no local, identificando como sendo o alfa que estava encarando alguns minutos antes de todo o acontecido. Espiou pelo canto do olho o cara maior que si curvar-se para poder lavar a sua mão direita, limpando o sangue que havia entre seus dedos.

Queria poder agradecer por tê-lo defendido, assim como fizera com Minho, mas seu orgulho o impediu. Changbin não era um idiota, somente ainda estava ofendido por ter sido humilhado por Christopher, usando-lhe como exemplo. Era um garoto que ainda tinha a mente meio infantil.

“Você está bem?”, ouviu a voz grave sendo proferida em timbre baixo bem próxima de seu corpo. Era como se quisesse acalmá-lo apenas usando o seu tom de voz aprazível. O moreno apenas assentiu com a cabeça, apertando os lábios carnudos. “Não tenha medo. Eu não irei te fazer nada como aquele imbecil”, disse-lhe depois de lavar suas mãos, tocando em seu ombro.

“Hã, tudo bem... E-Eu queria agradecer por agora. Sabe, por ter me defendido daquele maluco”, riu envergonhado, brincando com os próprios dedos ao se pôr de cabeça baixa diante do ruivo que estava em sua frente, o encarando dentre os fios de seu cabelo não tão comprido quanto os seus.

Ele é muito bonito. Tem um corpo de todo muito encantador’, concluiu mentalmente, deixando um sorriso sarcástico desprender de seus lábios. “Seu nome é Seo Changbin, não é?”, Felix perguntou depois de olhar o pequeno crachá dourado preso em sua camiseta branca cujas mangas haviam sido subidas até os cotovelos, expondo os antebraços macios e desprovidos de pelos. O moreno apenas respondeu positivamente com um menear de cabeça, com um sorrisinho mínimo em seu rosto. O ruivo pôs sua mão no queixo bonito, erguendo sua cabeça e obrigando-o a encará-lo diretamente nos olhos. “Certo, eu me chamo Lee Felix. Mas me diga. Por que está passando feromônios de alfa? Isso não está te fazendo mal?”, perguntou, colocando as costas de sua mão sobre a testa de Felix, “Porra, ‘cê ‘tá ardendo em febre. Não deveria ter feito isso. Me diga o que está sentindo."

“N-Não se preocupe comigo. E-Eu estou bem. S-Só...”, acabou aproximando-se instintivamente do mais alto, agarrando a gola de sua camisa social com os dedos trêmulos sem exercer realmente alguma força. “A-Alfa...”, arfou perto de seu ouvido com os olhinhos fofos cheio de lágrimas, como se pedisse pidão por algo. Enterrou seu nariz na curvatura do pescoço do ruivo, gemendo manhoso contra sua pele quente a medida que aspirava o cheiro amadeirado e másculo com força para dentro dos próprios pulmões.

“Ah merda, como veio trabalhar no seu cio?”, perguntou, afastando-se com passos lentos do ômega que estava em seu encalço. “P-Pare com isso. Controle-se”, pediu em ainda um fio de sanidade ao vê-lo esfregando-se de forma indecente contra seu corpo, ondulando o corpo magro contra o de Felix, que apertava as próprias mãos em punho para que conseguisse resistir à tentação.

 “E-Eu não consigo... É c-como se meu corpo estivesse fazendo isto por mim. P-Por favor, me ajude. Faça isso parar. E-Eu quero...”, choramingou ao ter os punhos segurados atrás de suas costas de forma bruta. Felix o encarava com certa superioridade no olhar e com os olhos oscilando de cores entre o castanho escuro e um azul gélido, que fazia todos os poucos pelinhos do corpo de Changbin arrepiarem-se. Apertou ambas as mãos pequenas presas entre a sua, fazendo o ômega murmurar choroso. “D-Dói...”.

“Então pare de agir assim a não ser que queira que algum outro alfa entre nesse banheiro e te estupre, garoto. Seu corpo está tão próximo e o suor cobrindo sua pele de forma tão libidinosa... Você não é como aqueles que tem cheiro doce demais, ômega. Você tem um cheiro ótimo que me faz querer...”, Changbin não deixou o outro terminar a frase, já que assim que sentiu a mão circulando sua cintura e os lábios vermelhos de Felix aproximando-se de seu pescoço, empurrou-o para longe. Pareceu acordar de seu transe coberto de pensamentos sexuais ao escutar a palavra ‘ômega’.

“Eu não sou um ômega! E-Eu sou um alfa, porra! Já disse isso milhões de vezes porque ainda insistem em dizer que sou um ômega?”, Felix ainda abriu a boca para tentar argumentar se aproximar, mas Changbin manteve-se longe de si. “Não chegue perto de mim, seu alfa pervertido! Você é daqueles que gosta de ficar com outros alfas, não é?”.

“Melhor do que ficar com um ômega cheio de mimimi feito você!”, devolveu a birra, cruzando os braços. Changbin fez uma expressão ofendida, pronto para dizer mais uma vez que era um alfa, mas acabou por apenas ignorar a presença do outro e sair do banheiro, pronto para apenas continuar seu trabalho. Ainda conseguiu escutar a voz de Felix ao longe perguntando: “Aonde você vai?”, mas já havia se perdido na música eletrônica que ribombava nas caixas de som.

Todos já pareciam ter esquecido a cena de mais cedo. Os que já não beijavam na boca, dançavam sensualmente esfregando-se uns nos outros. Minho escutava sentado em um dos sofás com aquele garoto em seu colo, beijando seu pescoço, conforme este mordia a boca e apertava sua cintura com devoção. Assim que o garoto vira Changbin saindo de dentro do banheiro, o Lee pediu para o outro sair de cima de si, esse que o fez com um biquinho nos lábios, parecendo já estar com saudade. Fez uma pequena leitura de lábios assim que viu o maior segurar o pulso de Minho e pergunta-lo aonde ia. Por estar de costas, Changbin não conseguiu ver o que o filho de seu chefe lhe dissera, mas assim que percebeu que vinha em sua direção, tratou de juntar dois copos vazios que rapidamente avistou próximos de si, colocando-os sobre uma bandeja vazia que encontrou, provavelmente de outro funcionário.

“Você está bem, Chang?”, Minho perguntou tocando-lhe o ombro. Assim que se virou, pôde ver a face bonita do outro, que mesmo estando levemente desarrumado com as vestes amassadas pelas pegações mais cedo e a boca vermelha pelos muitos beijos trocados. “Você pode ir embora se quiser, eu entendo que tenha sido muita emoção para uma noite só. Eu dou um jeitinho de terminar por aqui com os outros garotos e...”, cortou sua fala ao ser abraçado com força pelo Seo, ficando sem saber onde colocar as mãos, já que tinha certeza que Jisung estava vendo a cena.

“Muito obrigado por ter me defendido, hyung”, agradeceu carinhosamente, sentindo perfeitamente seu cheiro gostoso entrar em seus pulmões. Acabou perdendo-se em seu pescoço tratando de aspirar e dar pequenas lambidinhas castas ali. O alfa sem saber o que fazer, apenas soube afastá-lo de si, estranhando seu comportamento. O ômega queria murmurar um ‘Me liga!’ baixinho, mas teve um de seus braços puxados, libertando-o dos de Minho.

Viu em uma fração de segundos ser empurrado de volta para o banheiro, escutando o barulho da porta sendo trancada. Foi imprensado contra a parede, tendo os pulsos presos atrás das costas mais uma vez e a bochecha sendo pressionada contra o azulejo caro.

“Controle-se se não quiser ser molestado! Está parecendo uma vadia!”, escutou a voz grave e sensual de Felix sendo proferida com certa raiva. Apenas soube sorrir maliciosamente e empurrar o quadril para trás, conseguindo encostar a sua bunda contra o membro do ruivo e dar uma longa rebolada.

“E não é isso que eu sou? Uma cadelinha doida ‘pra ser fodida?”, passou a impulsionar-se de forma devassa, chocando suas nádegas contra o quadril de Felix, como se estivessem transando por cima das roupas. O ruivo somente soube rosnar e segurar sua cintura com força suficiente para fazê-lo parar e Changbin choramingar pelo aperto intenso, que provavelmente deixaria marcas. O Seo ainda tentava rebolar o quadril, choramingando e gemendo alto quase como se estivesse realmente sendo fodido como queria. “P-Por favor, alfa, por favor, e-eu imploro...”, encarou Felix por cima do ombro, deixando um pequeno fio de saliva escorrer por seu queixo, com as expressões perfeitas e sedutoras de um ator pornô. O australiano preocupou-se ao notar as íris variarem de cor entre o negro e o lilás à medida que sussurrava vários pedidos para que finalmente pudesse ter o que queria. Começava também a escutar algumas batidas na porta junto de indagações do tipo: ‘Ei cara, você está sentindo um aroma doce?’ junto de uma resposta ‘Uau, sim, sim, dos tipos que faz você querer foder, né?’.

“Merda! Você não era recessivo? Por que estou conseguindo sentir o seu cheiro tão forte?”, virou-o de frente para si, encarando a tentadora expressão pidona do ômega, que tinha os lábios trêmulos. O mesmo apenas murmurou um ‘Não sei’, perdido demais nas sensações para poder pensar com sensatez. “Porra, você deve ser um daqueles que não tem problemas em liberar os feromônios no cio... Droga, droga, tão gostoso...”, gemeu, percebendo que havia soltado os pulsos delicados quando sentiu um aperto cuidadoso sendo depositado em seu membro duro e um gemido chorado e mais um dos pedidos sexuais: ‘C-Coloque, coloque!’. “Oh shit... Eu te levo em casa. Me diga seu endereço”.

“E-Eu não... Não t-tenho...”

“O quê?! Você não tem uma casa?”, perguntou exasperado, sentindo uma gotícula de suor descer por sua têmpora.

“E-Eu não sei. M-Me sinto como se estivesse morrendo”, ouviu-se apenas um suspiro baixo de Felix e este segurando Changbin ao fazê-lo circular o braço por seu pescoço. Já que o ômega não sabia onde morava, teria que levá-lo para sua casa.


Notas Finais


Bom, pra quem não entendeu, quando o lobo dos alfas/ômegas é despertado, um dos efeitos é a mudança de cor das íris, que no caso dos alfas é uma cor forte e marcante e a dos ômegas é uma cor pastel ou clara para demonstrar a “delicadeza”. Os betas não tem cheiro, nem essa mudança de cores e nem cio, porque são humanos, mesmo que possam ter relações com alfas e ômegas sem problema algum, mesmo que durante um cio — de qualquer uma dessas duas classes —, o lobo de um alfa pede por um ômega e vice-versa.


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