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História O Amor em Poucas Linhas - SasuSaku - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, mores! Trouxe aqui mais uma fic cheia de amor pra vcs!! Dessa vez, um rpmance clichê de colegial, nível filme americano onde Sakura é a nerd e Sasuke é o capitão do time de futebol. Então, se vc n gosta desse tipo de fanfic, n leia; não gosto de receber comentários ruins 😤😊

Vai ser uma shortfic, 10/12 caps, ok?? E estou gostando mt de escrever os caps, então espero que gostem tbm!! Beijocas e boa leitura!!

Capítulo 1 - Prólogo; Nas Últimas Páginas do Meu Caderno de Química...


SAKURA

 

Lá estava ele, os cabelos negros grudando na pele do seu rosto pálido, os olhos escuros fixos na bola, que estava a alguns metros de distância, sendo dominada com agilidade por um jogador inimigo. Ele tinha a camiseta marcando em um grande tamanho o número 10 e, a cada momento que passava, eu molhava meus lábios, nervosa.

Já havia o visto jogar várias vezes, mas, dessa vez, ele parecia distraído, alheio ao jogo. E talvez fosse por isso que seu time perdeu de três a um quando o juiz soprou seu apito, anunciando o fim daquela partida exaustiva.

Observei ao longe, sentada em um dos últimos lugares daquelas enormes arquibancadas, sua expressão frustrada quando se aproximou do seu time, que estava reunido em uma conversa séria com o treinador.

Ouvi algumas coisas ao longe sobre “Por que estava tão distraído, Sasuke?”, ou “Acorda, Sasuke! Perdemos por sua culpa!”. De repente, em um gesto simples e insignificante, seu olhar - que não transmitia nenhum sentimento - se cruzou com o meu, numa esperança de ignorar aqueles comentários de seus colegas de time. Um sorriso mínimo surgiu em seus lábios e eu não pude evitar me sentir presa àquele olhar intenso e… 

— Sakura Haruno, por que não está no refeitório?! Eu estava te esperando há quase meia hora! Vamos, o recreio está acabando e logo teremos aula de Lógica! — Karin me pegou de surpresa, me arrastando para o braço pela pequena escada que havia nas arquibancadas.

Antes de sumir pelas portas do estádio, dei uma última olhada para ele… mas nem parecia ligar mais para mim.

E era claro que não ligaria! Onde eu estava com a cabeça achando que ele iria me notar? Capitão do time de futebol da escola… nerd que ama livros… O que eu estava esperando mesmo?

E enquanto isso, eu era arrastada por Karin para o refeitório. Às vezes eu paro e penso se devia mesmo ser melhor amiga da Karin…

 

◆◆◆

 

Depois de ouvir sobre o namoro de Karin por longos minutos, vi uma ótima chance de escapar para a biblioteca quando ela foi comprar um sanduíche na cantina. Peguei minha pilha de livros de romance e saí pelas portas do refeitório apressada, subindo as escadas que levavam à biblioteca enquanto olhava meus all stars sujos e encardidos. 

Sentei-me na última mesa, escondida por entre algumas prateleiras de livros, e conectei meus fones de ouvido ao celular, conseguindo escutar um bom hit internacional antes de abrir meu livro e continuar da parte onde parei.

Ele atacou sua boca com voracidade, tomando toda-a com sua língua. A pele de ambos se eriçaram e a mão do moreno foi ao cabelo da rosada, intensificando aquele toque deveras intrigante, e que, sem dúvidas, mexia com a sanidade de Sakura. Ela já não era mais a mesma quando tinha os lábios de Sasuke sobre os seus… Ela só o queria, assim como ele”.

Sem perceber, um cenário maluco se formou na minha cabeça enquanto eu lia as palavras do livro, trocando, às vezes, as palavras que indicavam os personagens pelo meu próprio nome ou pelo nome dele. 

Chacoalhei a cabeça e arregalei os olhos ao analisar o que eu pensava.

Sasuke Uchiha estava mexendo com minha cabeça, e isso era fato.

Meu corpo estava eriçado por baixo da grande blusa preta da sessão masculina do shopping e da calça larga. Sasuke me deixava louca, isso era fato…

Desde que ele entrou na escola, no ano passado, eu me via cada vez mais apaixonada por ele, por seu jeito, sua personalidade. Estávamos juntos no segundo ano do ensino médio, e era lá que eu planejava me declarar, mas ser uma nerd excluída, invisível e muito tímida não é muito bom nessas horas.

Resultado disso foi que, agora, estamos quase no fim do último ano da escola e Sasuke segue ainda nem sabendo quem eu sou ou meu nome. E claro que não o culpo, afinal, quando não estou escondida na biblioteca, estou quieta em um canto, sem chamar a atenção. O que eu menos queria no meu último ano era chamar a atenção do cara mais popular e capitão do time de futebol (vulgo Sasuke) e acabar nas mãos das patricinhas mimadas do colégio, como Ino Yamanaka. 

Essa loira nunca me infernizou, como acontecem nos colegiais americanos. Mas está sempre no pé de Sasuke, e aposto tudo que mataria qualquer uma que se aproximasse dele.

Então, enquanto me remoía por dentro por causa de minha paixão frustrada, abri o caderno de Química em suas últimas páginas e fiquei observando as linhas sem branco. E foi então que tive uma brilhante ideia: como não planejava contar a Sasuke que eu o amava incondicionalmente pelos enormes riscos que eu correria, decidi expressar todo o meu amor em algumas poucas linhas das últimas folhas daquele caderno de capa lisa e azul.

Tirei os fones, fechei meus livros, olhei em volta e peguei minha lapiseira, começando a escrever com minha letra pequena sobre cada coisa que me encantava em Sasuke, cada detalhe seu que me deixava com borboletas no estômago, o que me fazia amá-lo de verdade, e não só sentir uma simples atração, como todas as outras meninas fúteis.

"Dono do olhar mais intrigante, dos cabelos negros como ébano, do sorriso ladino que me desmonta, dos lábios finos e pálidos, assim como seu rosto, que me deixam completamente desestruturada.

Você me deixa cheia de borboletas no estômago, e não é só uma simples atração, eu sei disso. Eu te amo de verdade. Seu jeito carismático, bondoso e risonho, o qual esconde por trás dos seus piercings e tatuagens e pose de bad boy; seu olhar preocupado quando alguém do time se machuca e até mesmo quando se finge de sabe-tudo por ser o capitão do time de futebol… Tudo em você me deixa com os batimentos descompassados, com um sorriso bobo e com as mãos tremendo de nervosismo.

Talvez esse amor nunca dê certo… Sabe? Eu sou uma nerd excluída, você, popular e capitão do time da escola… Mas, de qualquer forma, estarei nas suas sombras, sorrindo a cada partida que você vencer, te parabenizando em silêncio quando passar de ano, curtindo suas fotos secretamente do Instagram e principalmente sofrendo, mas sorrindo, quando você anunciar seu namoro com uma menina bonita, anos depois, começar a faculdade com ela, se casar e ter filhos… E eu estarei lá, chorando, mas feliz por você. Eu te amo, Sasuke Uchiha…".

Observei aquelas poucas palavras escritas com minha letra gorda, redonda e pequena. 

Não, eu simplesmente não podia deixar aquelas palavras ali, era arriscado demais. Afinal, tudo o que eu sinto por Sasuke está descrito ali, naquelas poucas linhas. 

Mas, antes que eu arrancasse a folha, a amassasse, mordesse, estraçalhasse e só depois jogasse fora, a ruiva maluca entrou pela porta da biblioteca apressada e cagou com o olhar cheio de fúria por todos os lados. A vi caminhar até mim a passos duros e me puxar pelo braço, quase deixando todos os meus materiais caírem.

— Que droga, Sakura! Você esperou o melhor momento para fugir de mim, mas não vai se livrar da sua ruiva favorita tão fácil!

— Você que é uma pé no saco… — sussurrei.

— Eu ouvi isso, tá?! — esbravejou ela.

E foi assim que todo o meu amor por Sasuke Uchiha ficou escrito em poucas palavras no meu caderno. Até aquele momento, aquilo não era um problema para mim, na verdade, era mínimo. Mas eu não podia esperar que eu estava muito errada, e aquelas poucas palavras iam trazer muitas coisas para a minha vida, boas e ruins…

 

◆◆◆

 

SASUKE

 

O sinal da última aula soou por toda a escola e todos os alunos da sala do terceiro ano do ensino médio levantaram de suascadeiras amarelas e começaram a guardar seus materiais. Antes de começar a guardar meus materiais, vi a feição frustrada da professora de Química ao ver o descaso dos alunos sobre sua aula e felicidade por ter acabado. Sorri e me levantei da cadeira, colocando minha mochila preta nas costas e vendo toda a galera sair da sala. Antes que eu passasse pela porta e fosse para os corredores lotados de alunos, ouvi a voz da professora Tsunade atrás de mim:

— Você fica, senhor Uchiha.

Sua voz saiu grossa e em tom de reprovação e ordem. Visto isso, me virei e vi a sala de aula vazia, sem nenhuma alma viva sequer. Se eu tivesse me infiltrado na multidão mais cedo…

Eu até imaginava sobre o que ela iria falar: minhas notas.

Me aproximei silenciosamente da mulher loira e sentei em uma cadeira próxima à sua mesa.

— Professora? — falei com a voz sugestiva e uma sobrancelha arqueada.

— Imagino que já deve saber o motivo dessa nossa conversa, certo? — disse ela.

— Minha notas, não é? Professora, eu peço, pelo amor de Kami, que a senhora me dê a chance de melhorar em Química. Sabe como é, né? Sou um aluno do último ano do ensino médio. Imagine como meus pais ficarão quando eu disser que reprovei? — falei com a voz chorosa e preocupada, vendo um olhar cansado se formar no rosto de Tsunade.

— Sabe que eu não posso simplesmente te dar nota, senhor Uchiha.

— Não estou pedindo isso, professora. Tenho uma ideia melhor.

— E qual seria?

— Eu posso tirar meu tempo do fim das aulas de futebol durante esse último mês de aula para estudar e melhorar minhas notas com a prova final. O que a senhora acha?

A professora de Química suspirou e olhou para a parede por alguns segundos, provavelmente pensando se aquela ideia era boa e beneficiaria os dois lados. Até que, finalmente, ela falou:

— Olha, senhor Uchiha, sei que você é um ótimo aluno, não sei o que aconteceu nesse último bimestre. Mas acho que sua ideia está válida se me prometer estudar mesmo e melhorar suas notas. Você tem uma semana, sabe disso, né? A prova final é na semana que vem.

Comemorei na minha própria mente, não querendo dar o gostinho da minha felicidade e alívio àquela professora. Aquela seria minha chance de melhorar em Química e passar de ano de vez.

— Muito obrigado, professora! Farei o meu melhor e não a decepcionarei! — falei antes de sair rápido da sala, histérico.

Eu só não poderia esperar que haveria um problema maior ainda mais tarde…

 

◆◆◆

 

— Ferrou, Naruto! — falei enquanto andava de um lado para o outro no quarto escuro.

Naruto largou o videogame, estressado, e se virou para mim, me fuzilando com o olhar.

— Para de falar isso, Sasuke! Porra, é a décima quinta vez!

— Se você parasse de jogar e me escutasse, talvez nós resolveríamos isso rapidinho! — resmunguei, deitando na cama e me sentindo um derrotado.

É nessas horas que mais precisamos de nossos melhores amigos, mas eles estão jogando videogame e nos deixando só. Bendita hora que decidi chamar Naruto para minha casa!

E a causa de meu problema é que, na aula de Química, eu falei para a professora que tinha uma solução, só que, na verdade, eu não tenho. E é claro que eu não ia conseguir estudar sozinho, afinal, já com a ajuda da professora eu me saio mal, imagina lendo aquelas fórmulas esquisitas sozinho.

E já pensei em pedir ajuda do Naruto, mas ele é pior do que eu, tenho certeza que colou nas últimas provas para se sair bem.

— Se eu arrumar uma solução, você promete me deixar em paz? — Ele arqueou uma sobrancelha.

— Prometo — falei.

— Beleza!

E nos próximos dez minutos ele ficou andando de um lado para o outro no quarto enquanto mexia nos cabelos loiros, até que eu me cansei.

— Naruto?! Eu não tenho a noite toda!

— Beleza, já arrumei uma solução! — disse ele.

O loiro se sentou ao meu lado e me encarou com um sorriso enorme no rosto.

— Você vai pedir ajuda da menina mais inteligente da sala!

— Que?! — resmunguei. 

Que ideia de tatu era aquela?! Eu sequer sabia quem era essa menina!

— Quem é ela? — perguntei.

— Sakura Haruno. Ela tira dez em todas as provas de Química e de todas as outras matérias!

Sakura Haruno… Acho que já ouvi sobre ela. É a nerd excluída, não? A de cabelos rosas… Confesso que já tinha olhado para ela com outros olhos, ela era bem bonita se fosse olhada por baixo daquelas roupas largas… Talvez ela fosse minha solução de verdade.

 

◆◆◆

 

— O que rolou, Sasuke? — Naruto riu logo que me viu entrar na sala de aula.

Não esperava menos dele, afinal, minha cara estava péssima: olheiras enormes, cabelos bagunçados, rosto pálido, roupas amassadas e olhos inchados pelo pouco sono.

— Estudei a noite inteira. — Sentei na minha cadeira, deixei minha mochila largada ao lado, coloquei o capuz e me encolhi no meu moletom preto, torcendo para ninguém perceber minha cara de derrotado.

— Como se fosse ajudar — o loiro resmungou enquanto mexia no celular, na cadeira atrás da minha.

Suspirei quando vi a sala começar a encher e olhares curiosos e assustados começarem a se dirigir a mim.

— E você nem para me ajudar, seu loiro ridículo! — sussurrei, mas num tom bravo. Fechei a cara e fiz um bico, ficando cada vez mais nervoso.

Fiquei a noite toda lendo e relendo aquela apostila mais grossa que minha rola e nada! Minha cabeça parecia uma casa de passarinho oca e eu ficava cada vez mais perdido. Eu sequer sabia o básico sobre Química, como havia ido parar no último bimestre do último ano da escola sem sequer reprovar uma vez?! É nessas horas que digo que Kami está sempre do meu lado…

— Ué! Eu arrumei, sim, uma solução. Mas, refrescando sua memória de elefante, você achou um absurdo e ficou dizendo “que não ia pedir ajuda da nerd da sala”! — Ele “imitou” minha voz de um jeito tão ridículo, que quis dar um soco na sua cara com meu “ótimo” humor matinal.

Meus olhos vagaram pela sala de aula até que pararam no outro lado, a algumas filas de distância. Lá estava ela, sentada na última mesa, lendo um romance - provavelmente -, com os fones de ouvido e mordendo os lábios, visivelmente nervosa com o que lia. Sakura Haruno.

É, não teria jeito: Sakura era a única porta destrancada naquele quarto escuro, frio, fechado e pequeno. E não me leve a mal, eu não neguei a opção de Naruto na primeira vez que me propôs porque sou um babaca mimado que não quer ficar perto da nerd da escola. Pelo contrário, sou um anti social, diferente do que pensam de verdade sobre mim.

— É, ela vai ser minha solução — sussurrei para mim mesmo e vi o loiro resmungar algo sobre seu celular, alheio a mim.

 

◆◆◆

 

Era recreio e logo que eu saí da sala, fui atrás da tal Sakura. Caminhei pelo refeitório com as mãos no bolso enquanto ouvia algumas meninas suspirarem ao me ver passar. Revirei os olhos e ignorei aquilo, afinal, naquele momento eu só precisava achar uma menina: a Haruno.

Eu tinha duas opções: ignorar toda aquela merda e reprovar de ano; ou engolir meu orgulho besta e pedir ajuda de alguém. Ah, não deve ser tão difícil assim, certo? Errado!

Meu olhar vagou por cada canto daquele refeitório lotado até que se cruzou com duas lindas orbes esmeraldinas. Fiquei alguns segundos encarando aqueles olhos encantadores e intrigantes, até que percebi que pertenciam a Sakura. Caralho! Como eu nunca percebi que os olhos dela eram lindos dessa forma?!

Engoli seco e caminhei a passos longos até ela, vendo seu rosto tomar diferentes tons de vermelho à medida que eu ficava mais próximo. Será que ela estava passando mal? Continuei meu caminho, dessa vez ficando a centímetros de sua mesa, sem deixar de encarar profundamente seu rosto… bonito? Ela virou o rosto, envergonhada e eu sorri.

— Oi — falei com calma.

— O-Oi — disse ela, sem tirar os olhos de seu sanduíche.

— Posso me sentar? — perguntei e ela me encarou, provavelmente surpresa.

Ah, vai! Não era para tanto!

— Eeeeer… Eu… Minha…. Minha… amiga está… vindo! — gaguejou ela, dando um leve tapa na própria testa depois disso.

— Quem? Aquela ruiva? — Apontei para uma mesa atrás dela e a rosada fez um “o” perfeito com a boca ao ver a tal amiga sentada numa mesa com um grisalho, acho que seu nome era Suigetsu.

— Karin filha da puta! — sussurrou ela e eu ri anasalado, sentando na sua mesa, frente a frente com ela.

Senti seus olhos vagarem pelo meu rosto de forma discreta, e uma leve mordida nos lábios tomou sua face pálida. 

Ela era bonita, nunca havia percebido de verdade. Seu rosto era fino e pálido; os lábios, carnudos e levemente avermelhados. Os cabelos rosados davam-na uma beleza exótica e os pequenos e delicados dedos vagavam pelos fios macios e sedosos.

— Sa-Sasuke, né…? O q-que quer comigo? — Ela fingiu um sorriso decente e abaixou o olhar.

Eu não podia me distrair por qualquer mínimo detalhe, eu só precisava ser direto.

— Quero que me dê aulas particulares de Química!


Notas Finais


E aí, povo?? Oq vcs acham que esse caderno vai gerar na fic?? HGSGATAGAGAGAGAGGAA
Enfim, espero que tenham gostado e até o próximo cap!! ❤️❤️


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