História O Amor Não Proibido do Beta - Capítulo 1


Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Galaxyabo, Phoenix_project
Visualizações 17
Palavras 2.520
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiee! Vim com mais uma fluffy ><

Fiz uma original pensando em personagens já existentes, Espero que não percebam quem são eles hehehe~

Espero que gostem >_<

Capítulo 1 - Capítulo Único


Já deve fazer mais ou menos um ano desde que me apaixonei por August. No começo nem mesmo eu acreditava nisso, afinal, como um beta pode gostar de outro? Me sentia quase maluco quando chegava perto do beta e meu coração acelerava, eu começava a suar e passava um branco na mente; deveria estar alucinando. Hoje já não penso mais assim, não sei porquê.

Ultimamente eu só penso sobre esta paixão, nem estudar mais eu consigo, minhas notas abaixaram por causa dele. Até parece que aquele beta roubou meus pensamentos...

— LUCAS! Você está prestando a atenção na aula, não está?

— Es-estou sim, professor… — Ah, mas que merda! Já deve ser a quinta vez que eu chamo a atenção dos professores, e ainda por cima nessas horas ele fica olhando pra cá com uma certa intensidade nos olhos – parece até que tá me comendo com os olhos.

Mas eu não entendo mesmo. Por que eu fui gostar justo de outro beta? Quando eu me questiono sobre, todos me olham como se eu fosse idiota por achar isso estranho. Meus pais sempre falaram que betas não tem casos juntos, assim como alfas e ômegas não possuem com sua própria classe.

 

 

— O que foi aquilo? De novo chamando atenção do professor. — Disse meu melhor amigo, Draw, outro beta. Ele sabe de quem eu gosto, mas nunca disse sua opinião sobre; ele só fala “Ah, você vai descobrir quando chegar a hora certa”. — Fica pensando só no crush, dá nisso. — Ele riu. —  Zoeira, estou brincando.

— Ah, Draw, deixa o menino. Mas é estranho mesmo ver você assim, todo pensativo. - Comentou minha melhor amiga, e ômega, Lisa. Já ela, não sabe de nada.

— Ah, gente, me deixem em paz. — Recrutei, envergonhado.

— Você... é o Lucas, né?

Eu. Não. Acredito! Aquele August falando comigo?!

— Sou eu… Por quê?

— Aqui. — Ele me entregou um papel(?), me fazendo tombar a cabeça enquanto pegava o mesmo em mãos.

— Uuuuuiiiihhhhh — Todos gritaram depois que ele já havia saído de vista. – isso, gritaram, em coro.

Mas o que será que está escrito? E por quê ele deu isso pra mim? Será que ele quer estudar comigo, ou pedir uma ajuda nos estudos? Não, não, ele é o mais inteligente da sala. Será que ele quer 'ficar comigo? Não, não, eu sou sem graça e feio, e ele tem muitos outros amigos mais legais e bonitos, pode ficar com outro melhor se ele quisesse, e, além disso, eu sou beta. Mas então, por quê?... Ah! Ao invés de ficar pensando, eu vou é ler logo.

Vamos ver um filme lá na minha casa na quinta-feira. Eu queria ver um em específico e meus amigos não querem ver comigo, aí achei que você gostasse desse tipo de coisa.

Te espero lá no pátio, perto da quadra, depois que todos forem embora ;)

Ah, mas isso é só entre nós dois, ok

Meu número: 98778-9123.

Victor.

 

Oh. My. Gosh!

— Ele. Me. Chamou. Pra. Ver. Filme! Na. Casa. Dele!

—  Eu sabia que ia acontecer! Eu disse, Peter! Há — Berrou Lisa, toda alegre…

—  'Péra aí. Eu, por acaso, li o bilhete em voz alta?

—  Aham! - Eu sabia. Tinha que ser eu…

—  É O QUE?! FUDEU! E SE ALGUM AMIGO OU AMIGA DELE OUVIR? —  E o pior é que ele pediu para que ficasse entre nós dois…

—  Ninguém ouviu não, fica tranquilo, Lu; quase ninguém fica atrás dos vestiários se não for pra 'trepar, então, fica mais de boas. —  Acalmou Lisa, dando aquele sorrisinho.

—  Mas e aí, você vai aceitar, não vai? —  Me lembrou Peter, namorado da ômega.

—  Vou sim, é claro. Quando chegar em casa eu vou salvar o número dele, e aceitar a proposta. —  Respondi, e coloquei o bilhete dentro da capinha do meu celular.

 

 

Finalmente as aulas haviam chegado ao fim, eu não conseguia mais me concentrar no que o professor dizia –  e ainda por cima semana que vem já começam as provas finais.

Saí da escola e senti um olhar por cima de mim; me virei e vi ele, Victor, me olhando; o mesmo logo desviou o olhar, mas antes me deu um sorriso que me aqueceu o fundo da alma, me fazendo ir embora um tanto abobado.

Cheguei em casa, e entrei no quarto, já jogando a mala num canto qualquer, peguei meu celular do bolso da calça, tirei o bilhete e já fui salvando o contato de August. Mas na real, por que ele me chamaria pra ver filme? Na casa dele ainda! Ele tem tantos amigos alfas e ômegas, isso não faz sentido…

Lucas: Oii… É o Lucas :)

E aí, Lucas ;) :August S3

Lucas: Eu vou na quinta-feira ver filme.

Sério?! Belê então. Até quinta! :August S3

Lucas: ksks… Até, August :))

Ai… Acabei mandando mensagem sem pensar… Mas, deu tudo certo! Eu não acabei falando merda, nem estragando o clima, nem nada –  até porque eu sou profissional nisso –  nem é quarta-feira para que eu ficasse tão nervoso. Ah, porque eu tenho que ser assim?!

 

 

AH! Finalmente é quinta-feira, eu não aguentava mais esperar por hoje, parecia uma eternidade! Mas, finalmente veio.

Pensei que meus pais não iriam me deixar ir, mas eles deixaram; eu falei que íamos estudar, e não ver filme. Imagina se eu tivesse falado que iria ver filme, só nós dois, na casa dele, eles iriam negar na hora. Não sei porque eles não querem que eu fique com betas.

Eu descobri já faz um tempinho que betas ficam com betas, e é até o casal mais normal da sociedade, mas não fui atrás do meus pais para uma explicação de o por quê eles ficam falando, até hoje, disso assim. Eu não me importava muito com essas coisas, não até eu me apaixonar por aquele beta.

Por mais que eu saiba o certo, ainda quero ter sempre em mente o que meus pais falam sobre o amor de betas; eles são os meus pais, devem saber o que é melhor pra mim.

Antes de sair de casa, usei meu perfume e um pente pra dar uma arrumada antes de ir pra casa do August, já que não vai dá pra eu voltar pra casa.

 

 

NÃO AGUENTO MAIS TER AULA! NÃO CONSEGUI PRESTAR ATENÇÃO NA PORRA DA AULA SÓ… Só por causa daquele cara.

Antes de ir para o pátio, entrei no banheiro, passei o perfume que eu trouxe, e arrumei o cabelo. Quando cheguei no pátio avistei August perto da quadra. Trocamos olhares e ele veio até mim.

—  Desculpa… Eu demorei muito? —  Perguntei com um pouco de calor. Tinha percebido que estava muito tempo no banheiro me arrumando e tive que correr até o local combinado, 'tava até parecendo uma menina antes de ir a algum encontro.

—  Que nada. Eu também cheguei agora. —  Respondeu com um sorriso; tão fofo. —  Vamos?

Fomos para sua casa, no caminho passamos 'numa sorveteria, até que nos divertimos ali. Fomos para praça perto de lá, e resolvemos ficar sentados na grama mesmo; ficamos por um momento olhando o lago que havia ali e quando deu umas 13:30 fomos para a casa dele.

Almocei – a comida 'tava deliciosa por sinal – , mas aí aparecem os pais do dono da casa. Eu congelei na hora, a mãe – cujo o nome era Rosa – é muito simpática, e estava com uma roupa de ginástica. O pai – que se chama Jean – parecia ser gentil, estava com roupas sociais bonitas. August disse que ela iria para a acadêmia e ele á uma reunião importantíssima.

Como imaginei, eles não tiveram a mesma reação que meus pais. Uma vez eu trouxe Draw para a minha casa estudar e meus pais não gostaram muito disso, até fizeram questão de falar isso na cara do garoto. Desde então levo Draw só quando eles não estão, ou quando os outros do grupo vão também.

Depois, apreciei um pouco sua casa, que por sinal era grande, – talvez maior que meu próprio lar – enquanto ele mexia na cozinha dizendo que não queria minha ajuda. Subimos para seu quarto. Aquele cômodo também era grandão não era nada simples – tinha até uma televisão consideravelmente grande –, com uma cama de casal e um pequeno closet.

Victor me deixou em seu quarto, explorando o lugar com os olhos, enquanto ele ia tomar banho. Quando ele voltou eu estava olhando em uma foto que tinha ali, estavam lá, ele e seus pais. Quando vi o beta quase deixo o quadro cair. Havia me assustado com o cara que estava só com uma toalha na cintura e outra secando o cabelo.

— Eu te assustei? Desculpa — Ele riu, indo direto para seu closet.

Em uma tentativa falha para tentar me acalmar, sentei um pouco após colocar a foto no lugar que estava.

— Vamos assistir o que, afinal? — Perguntei, me deitando em sua cama. — Só não me fale que é de terror…

Ele me olhou por um momento, respirou fundo.

— Você não gosta de filmes de terror? Porque o filme que queria ver é de terror…

Minha boca abriu e fechou, olhei para ele e depois olhei para a paisagem de sua janela.

— Está… Bem. Está tudo… Bem. — Falei mais para mim do que para August.

Eu realmente odeio filmes de terror e acho que nesse eu também vou sofrer muito.

— Enquanto eu vou arrumando aqui, pode descer e preparar a pipoca, por favor?. — Victor me pediu enquanto vestia sua camiseta. — A pipoca está em cima da bancada e as bebidas também. — Eu assenti, e logo desci.

Fiquei pensando um pouco sobre hoje, enquanto esperava a pipoca ficar pronta. “Será mesmo que não estou sonhando?”; “Será que ele só tá fazendo um desafio de alguém?”; “Será que não caiu a ficha dele que ele escolheu a pessoa errada?”. Essas eram as várias perguntas que me viam a cabeça.

PIP!  PIP!! PIP!

Voltei a realidade depois desse som chato do micro-ondas. Botei a pipoca, cuidadosamente para não me queimar – coisa que era possível –, enquanto fazia outra pipoca.

Consegui, de alguma forma, levar as duas vasilhas, e os vários doces e bebidas para o segundo andar, onde Victor me esperava. O quarto tava todo escuro; a janela coberta com a cortina, a tv já pronta, várias almofadas em cima da cama e.. Só um cobertor? Que estranho, eu acho.

— Finalmente chegou! — Ouvi  o mais alto falar, saindo do closet. Ele estava agora de moletom preto e uma camiseta branca, mas o cabelo ainda estava meio molhado. — Deixa que eu te ajudo aqui. 'Péra aí… Me dê esses doces, vou por em cima da estante. Pode por as bebidas naquele pequeno armário, Lu… Eu posso te chamar assim?

— Anh… Sim. Por que não, né? — Respondi, deixando as coisas nos lugares que me pediu.

Nós dois nos acomodamos mais em sua cama, dividindo um único cobertor, e isso me incomodava de alguma forma, mas tentei não ligar muito, o que não deu muito certo, porque, quando ele deu play no filme. Logo no começo eu já me assustei, acabando por grudar meu corpo a do dele e segurar seu braço forte, para tentar me sentir um pouco menos assustado.

A cada susto que eu levava, mais um apertão forte eu – ou o meu corpo – dava. E, de resultado, era mais uma gargalhada que eu ouvia ele dar por causa disso. Até perdi a vontade de comer a pipoca.

Teve momentos que pensei em dormir – mesmo estando todo colado do August –, porquê assim eu não levaria mais sustos, só que isso só piorou a minha situação.

Quando finalmente achei que o filme havia terminado, por puro hábito estiquei minha mão, me desgrudando totalmente de Victor, só que aí me aparece o futuro trailer do próximo filme. Me assustei tanto, que cruzei minhas pernas em volta de sua cintura e meus braços em volta de seu pescoço, aterrissando minha cabeça em seu peito, tava quase sentado em seu colo. Ainda bem que não tinha mais nenhum pingo de pipoca nas vasilhas, porque elas caíram no chão.

Ficamos assim por mais ou menos 10 minutos, nós dois paralisados. Eu estava tão envergonhado que nem sabia como ficar na frente dele. Mas aí, aconteceu algo super, mega, hiper inesperado. Ele se aproximou de meu rosto e selou meus lábios delicadamente, como se eu fosse feito de porcelana, e estivesse com medo de me quebrar.

Isso foi o suficiente para que eu explodisse por completo.

Ele tentou, por algumas vezes, se afastar de mim e ver meu rosto, mas eu estava com tanta vergonha, que preferiria ficar grudado nele, do que ter que olhar pra ele com essa cara toda estourada de vergonha.

— Vamos, Lu… Desgrude-se de mim. Eu quero ver novamente seu rosto. — Me pediu, tentando se afastar.

— Estou com muita vergonha, August. Me deixe assim por mais um tempo.

— Victor. Victor, Lu. Me chame assim. — Me corrigiu.

Fiquei tão surpreso que acabei por levantar meu rosto. Para não perder a oportunidade, Victor segurou meu rosto com cuidado. E de novo ele se aproximou do meu rosto e selou, novamente, nossos lábios. Dessa vez senti uma paixão muito grande, me sentindo cada vez mais confuso e apaixonado. "Seus lábios são macios 'pra caralho", pensei antes de nos separarmos.

— Mas, espera aí. — Comecei, mega confuso. Até me desgrudei por completo. — Po-por que está fazendo isso?? Tá, essa deve ser uma pergunta boba, mas, é sério! Você tem vários outros amigos com que possa fazer isso. Quer dizer, eles são bem mais legais, simpáticos, bonitos e populares que eu. Então… Por quê?  Eu ainda sou beta… Bom, isso não muda nada, mas, mesmo assim. - Olhei fundo em seus olhos cor de mel, mostrando minha sinceridade.

— É porque eu quero. — Deu uma pausa e uma risadinha. — Se eu dissesse isso, você não iria gostar, certo. Vou te responder com sinceridade, já que me perguntou assim. — Ele suspirou. — Se… Eu te disser que eu sinto algo por você, que, por mais que quase nunca conversamos, eu ainda me apaixonei por sua voz, ou que a gente não se encontrasse tanto, eu ainda amo seu rosto e seu jeito. Por isso te chamei hoje pra ver um filme, mesmo me surpreendendo com essa… Novidade, de que não gostas de terror. Mesmo assim, pensei que meu coração fosse sair de mim, de tanto que ele pulou forte. Foi aí que tive a certeza, que eu me apaixonei por completo por ti.

O que? Aquele August Victor gostando da minha pessoa?! NÃO PODE SER!

—  Calma aí… Você, Victor August, está gostando de mim? — Não conseguia acreditar. Eu me senti no céu. Como pode ser? Nós nos gostamos…

— Olha, eu sei que perguntar isso na cama, depois de assistir á um filme de terror e ainda por cima tá meio escuro, é algo meio estranho, porém, mesmo assim; aceita ser o namorado desse beta?

— Não sei se choro, ou se riu de felicidade… É claro que sim! Ai meu deus. Eu não acredito.

Depois disso trocamos vários beijos, todos muito apaixonado, e conversamos bastante. Só voltei para casa quando já era o horário da janta. O primeiro desafio que vamos enfrentar juntos pode ser fazer meus pais aceitarem nosso namoro, mas vamos conseguir isso juntos.


Notas Finais


Antes de mais nada, quero agradecer à @Bolinho-Unicorn que betou a história (e eu amei o jeito que ela beta, estou recomendando a vocês também :3) e @Myst3ry_ que fez essa capa super fofa.
Espero que tenham gostado :)

Na verdade esse plot nem ia sair por causa dessa coisa de betas com betas, mas dei um jeito de ficar bom, (ou tentei pelo menos)

Até a próxima gente <3
~Hoseoka~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...