História O amor não se muda em uma clínica - Capítulo 15


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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Mitw
Visualizações 44
Palavras 1.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii. Desculpem a demora. Começou a chover prova e trabalho da escola

Capítulo 15 - Capítulo 15


Acordo e percebo que estou sozinho no sofá da sala. Relembro dos momentos passados e um sorrisinho bobo surge em meu rosto. Dou uma olhada em meu celular e vejo que o Mike mandou mensagem. Abro a conversa e o respondo:

***Mensagem On***

[ 15:20 ]

Mike: Oiiii. Desculpa ir embora sem avisar, mas tive que resolver uns problemas do contrato da casa.

Mike: O dia de hoje foi ótimo. Nos falamos depois ;)

[ 16:20 ]

- Tudo bem 

- Eu também gostei do dia de hoje :)

***Mensagem Off***

Desligo o celular e suspiro pesadamente. Vou aproveitar o resto da tarde pra finalizar minha tarefa...

***Dia seguinte***06:10***

O despertador toca e eu praguejo. Esfrego a palma da mão no rosto, na tentativa de afastar o sono. Tento levantar, mas a famosa tontura impede. Aperto minhas mãos contra a cabeça e me deito novamente. Espero tudo normalizar e vou para o banheiro fazer minhas necessidades matinais.

Coloco o uniforme, desço e preparo um café. Abro o WhatSapp e me surpreendo. Como o Mike consegue acordar às 5:00 da manhã em plena segunda?...

***Mensagem On***

[ 5:50 ]

Mike: Bom dia! 

Mike: Você tem compromisso hoje?

[ 6:30 ]

- Saio pra escola agora, depois vou trabalhar e só estou totalmente livre depois das 19:00.

Mike: Aceita ir jantar comigo?

- Claro

- Desculpa ser intrometido, mas vc se lembra do Rezende? Como que ele está?

Mike: Acho que você deve perguntar para o novo professor e diretor de lá.

- Então digamos que você renunciou?

Mike: Digamos que sim.

Mike: Então eu passo aí umas 20:30?

- Pode ser

Mike: Tem algum lugar o qual você deseja ir?

- O que for bom pra você, será bom para mim também :)

- Mas agora eu tenho que ir

- Tchauuuuuu

Mike: Tchau. Se cuida.<3

***Mensagem Off***

 Pego uma maçã e a minha mochila e saio. Como o Tayr só voltaria amanhã, terei que pegar um táxi...


Pago o motorista e vejo o mesmo partir até sumir de minha visão. Viro- me e encaro a entrada do Colégio. Às vezes eu fico pensando se irei conseguir fazer um amigo. Tem o Tayr e o Mike, mas eles são mais velhos que eu. Acho que depois que o Felipe partiu, o Rezende foi o único, da minha idade, que pude chamar de amigo.

Adentro o local e vou direto para sala. Tento chamar o mínimo de atenção possível, mas posso ver pessoas cochichando enquanto eu passo por elas. 

Sento na carteira do fundo e deito a cabeça na mesa. Fecho os olhos e penso em como será o jantar hoje. Só de pensar que estarei com o Michael um sorriso se abre em meu rosto. Estava perdido em meus pensamentos até ouvir a voz da professora, mas mesmo assim eu continuei com a cabeça abaixada.

Professora: Bom, alunos. Hoje a aula irá ter um rumo diferente. Há anos atrás, um estudante daqui havia ido para a Europa, mas hoje ele está de volta. Espero que vocês o recebam bem.

Levanto a cabeça curioso e levo um pequeno susto. Eu podia ver o universo encostado na parede e rindo da minha cara...

Ao lado da professora estava de pé Felipe Batista... FELIPE BATISTA... Podia estar a Lady Gaga ali, mas não. Colocaram o Batista...

Olho para ele e nossos olhares se cruzam. Sua expressão era uma mistura de surpresa, nervosismo e felicidade? Continuamos a nos encarar até a professora terminar de falar e ele ir para uma carteira vazia.

Passei todas as aulas inquieto até o intervalo. Vi todos saírem da sala e apenas eu e o Felipe permanecemos. Ele se levantou e senti meu coração acelerar e minha respiração ficar pesada. Sinto seus braços me rodearem e um abraço necessitado se intensificar. Nos separamos e ele senta-se à minha frente.

Felipe: Que loucura. Minha avó teve uns problemas de saúde e nós não nos acostumamos muito com a Europa.

Apenas o encaro e sorrio. Não faço a mínima ideia de como será e o que iremos fazer. Já se passaram tantos anos. E ele não mudou em nada. O sorriso travesso, o cabelo loiro e enroladinho, os olhos claros e alegres.

Felipe: Senti sua falta...

Ele sussurra como se fosse apena para eu ouvir. Vejo seus olhos abaixarem e a vergonha tomar conta de seu rosto.

- Não posso negar que eu também...

Felipe: Mas e aí? Como foi nesses últimos anos.

- Resumindo tudo: Quando você foi embora eu passei dias chorando, reprovei no exame pra tirar carteira e nunca mais tentei, nunca comemorei um único aniversário meu, meus pais descobriram que sou gay, fui "internado" em uma Associação que trabalha com a reorientação sexual, desmaiei e agora estou morando com o fisioterapeuta que me levou ao hospital e arrumei um trabalho como caixa de supermercado. Sua vez...

Felipe: Tá né. Eu também chorei muito quando nos separamos, fiz dois amigos na escola da lá, tirei carteira de motorista, meus pais se divorciaram,  meu irmão vai ser pai, meus pais não sabem que sou gay e minha avó teve um ataque cardíaco, o que nos fez voltar e ficar aqui aparentemente para sempre... Depois você vai me explicar cada coisinha do que foi dito, porque eu não entendi nada...

Concordo com a cabeça e o sino toca. Ele volta para o seu lugar e os outros alunos retornam para sala...

As outras aulas acabaram e deu o horário de ir embora. Guardo meu material e saio da sala. 

Felipe: Hey. Espera aí.

Olho para trás e me deparo com um loirinho correndo em minha direção. Ele chega até mim e se apoia nos joelhos, tentando recuperar o ar perdido...

Felipe: Você vai para onde agora?

- Almoçar e depois para o trabalho.

Felipe: Vou almoçar com você. Ainda me deve uma explicação...

Andamos lado a lado em direção ao restaurante. Nos servimos e escolhemos uma mesa. Tive que explicar tudo para ele. Literalmente TUDO. Mal comi minha comida. A cada palavra dita ele fazia uma cara de confuso... O que era bem engraçado...

Felipe: É só eu sair da sua vida que ela vira aos contrários!

- Mais ou menos isso. Agora eu tenho que ir... 

Felipe: Mas antes...- ele escreve o seu número de telefone em um guardanapo e me entrega.- Agora sim... Tchau!

- Tchau!

Pago a conta, dobro o papelzinho e o guardo em meu bolso. Saio do restaurante e vou para o supermercado. Parece que eu terei que esclarecer muitas coisas ao Tayr quando ele voltar....










Notas Finais


E aí? Gostaram? Fuiiii


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