História O Amor Que Vem - Capítulo 18


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Ana Paula Padrão, Masterchef Brasil, Pana, Paola Carosella
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Palavras 2.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Ciúmes Não É Um Sentimento De Amor?



Por Ana Paula


É possível amar e odiar alguém ao mesmo tempo? Porque acho que é isso o que estou sentindo por Paola, porque ela tem que ser tão fria e ao mesmo tempo essa mulher forte que eu tanto admiro? Perdeu os pais cedo, e veio para um país totalmente diferente sozinha, onde conseguiu se tornar alguém de sucesso na área que escolheu apenas com garra, força de vontade e trabalho duro, ela é um exemplo de mulher... 


Mas aí eu lembro que essa mesma mulher, menospreza outras na questão de só se interessar por um corpo, que se priva de sentir, de ter sentimentos e não se importa com o de mais ninguém, como essa mesma mulher pode fazer as minhas pernas ficarem bambas apenas ao ouvir sua voz, sendo que tudo o que fala são asneiras egoístas e egocêntricas? 


Como que essa mulher pode ser mãe? O ser mais divino que existe no mundo, não só uma mãe, uma ótima mãe como Larissa disse e deu para notar na criança feliz e educada que a Fran é, como essa mesma mulher me encanta ao me levar para jantar em um iate debaixo de um céu estrelado e corre de mim depois da nossa primeira vez?


E como essa mulher consegue me fazer sorrir e chorar ao mesmo tempo? Como ela me faz sorrir apenas com o seu sorriso e como me faz chorar ao pensar na possibilidade dela não ser minha, só minha.


...


—  Paola? —  Alguém bate na porta do meu camarim, era ela.


—  Posso entrar? —  Pergunta.


—  Pode. —  Abro espaço para ela passar e fecho a porta em seguida, a raiva que eu estava dela já não existia mais. —  Eu estava mesmo querendo ir falar com você. —  Depois da minha discussão com Larissa eu precisava entender o que de fato acontecia com Paola, dá uma chance á ela, a mim, a nós talvez.


—  O que? —  Ela dá lugar a curiosidade.


—  Queria pedir desculpas pela maneira que te tratei.


—  Oi? —  Ela não entende, compreensível depois do show que fiz.


—  Eu não tinha o direito de te cobrar nada Paola, eu não sei o que me deu. —  A Paola nunca me prometeu nada, eu não podia ter explodido com ela daquele jeito, mas relevem quando a gente gosta fazemos loucuras que não entendemos.


—  A então estamos bem? —  É tudo o que eu mais quero.


—  Estamos. —  Dou um passo para me aproximar dela. —  Eu sei que é difícil pra você Paola, mas a gente pode tentar...


—  Tentar o que Ana? —  Ela parecia entender menos.


—  Superar esse trauma... Você provavelmente se magoou com alguém no passado, com o pai da Fran talvez, se fechou para o amor, é compreensível, mas nunca é tarde para tentar de novo Paola, de se entregar, de querer mudar, de fazer valer a pena...  —  Percebo que o resto do discurso ficou só na minha cabeça, porque Paola me interrompeu antes mesmo deu terminar a primeira frase.


—  Ai meu Deus. —  Ela começa a rir e eu não entendo. —  Porque vocês sempre acham que podem me concertar? Ou que eu preciso de concerto, que tenho um trauma ou coisa do tipo? —  Cada vez que ela se refere a mim como apenas mais uma, o meu coração aperta, não é possível que tenha sido só isso mesmo pra ela, a gente teve algo a mais, eu sei que tivemos, uma ligação, algo especial, não sei explicar, mas sei que existiu, eu nunca me abri tanto com alguém como me abri com ela naquele jantar, e ela também parecia estar a vontade comigo, no dia da festa da casa dela então, foi tão divertido, eu senti que ela foi ela mesma, não se preocupou em ficar tentando chamar a minha atenção ou me encantar o tempo todo, as coisas só fluíram, perfeitamente fluíram.


—  Paola...


—  Não Ana  me escuta,  —  Ela me interrompe mais uma vez. —  Foi justamente isso que eu vim falar com você, a gente ficou foi legal, mas não vai acontecer nada além disso, nada sério pelos menos.


—  Porque? —  Queria ouvir ela falar que era porque não gostava de mim, eu duvido.


—  Por... que, por... que... —  Gaguejava. — Eu não sou do tipo de pessoa que tem uma relação Ana, você sabe.


—  Você não sente nada por mim? —  Me aproximo um pouco mais.


— Atração —  Ela responde depois de uns segundos em silêncio.


—  Ok. — Me deu vontade de voar no pescoço dela, mas me controlei.


—  Está tudo bem?


—  Eu não vou chorar. —  Apesar da vontade enorme que estou de fazer isso. —  Mas eu também não acredito que seja só isso que sente.


—  Ana.


—  Não Paola, está tudo bem. —  Dessa vez me afasto. —  Sério, se você acha que eu vou me ajoelhar aos seus pés e te implorar para ficar comigo você está muito enganada, eu não vou fazer isso Paola, eu me valorizo e me amo em primeiro lugar apesar de.... 


—  Apesar de?


—  Apesar de estar apaixonada por você, e não me envergonho de admitir isso, —  Você que devia ter vergonha de ser tão covarde. —  Você soube fazer o seu dever direitinho Paola, conseguiu me conquistar do jeito que queria, você tem meios para isso sabia? E logo eu que achei ser imune  a pessoas como você, a você, caí. — Rio de nervoso, talvez para segurar a vontade de chorar. —   Mas fica tranquila, eu não cometo o mesmo erro duas vezes, —  Abro a porta. — E se você já acabou pode se retirar por favor? Eu preciso me preparar, voltamos a gravar daqui a pouco. 


—  Claro. —  Ela passa pela porta. —  Mas... —  Antes que fale algo mais bato a porta, não dava mais para segurar a pose de mulher durona, desabei.


Nunca fui mulher de ficar chorando lamurias, ou sofrendo por aguem... apesar da Paola provavelmente ter me mudado por completo, porque nunca imaginei que me apaixonaria tão rápido e por alguém tão desinteressada feito ela, o pior de tudo é que ela trabalha comigo, onde eu estava com a cabeça? 


Enfim, agora não adianta ficar remoendo isso, se eu pudesse nunca teria me deixado envolver, mas como infelizmente ainda não inventaram a máquina do tempo isso não será possível, não dá para voltar atrás, então o que me resta fazer é seguir em frente, sempre.


Parar de chorar feito besta aqui dentro desse camarim, por quem não merece, afinal sou sagitariana ou não sou? Vou me recompor e voltar ao posto de apresentadora deste programa tentando fingir que estou bem e que nada aconteceu, por tempo indeterminado.


...


—  Seja muito bem vinda chefe Heaven Delhaye. —  Hoje era dia de chefe convidado(a).


 —  É uma honra estar aqui. — Ela diz antes de me cumprimentar, e em seguida os outros chefes.  — Tudo bem? — Ela fala agora com os participantes, soltando um sorriso mostrando ser muito simpática.


— Agora vocês estão felizes não é? — Brinco com os competidores, visto que ficaram animados por provavelmente admirarem o trabalho da chefe.


— Bem pessoal eu pensei em uma prova para vocês hoje, com esses ingredientes que estão aqui dentro, — Ela aponta para a caixa em cima da bancada em frente. — Essa prova tratasse de um exercício de olhar, de mudar o olhar para esses ingredientes, — Ela abre a caixa. — Nós temos aqui ingredientes comum, normalmente quando vocês pensam num prato acho que até aqui no programa, vocês pensam neles como um acompanhamento, como uma guarnição, só que hoje vocês vão ter que escolher um desses ingredientes, e utilizar eles como o protagonista do prato de vocês. — Ela termina de apresentar a prova.


— Não se trata de reproduzir um prato que ela vai mostrar pra gente aqui, vocês vão precisar realmente criar. — Explico. — Então o que ela vai dar pra gente agora é uma inspiração. — E então ela começa a dar uma aula magistral  de técnica, de criatividade e de elegância na cozinha, as palavras saim feito notas musicais da sua boca formando uma perfeita melodia, e o gesto dela na cozinha era lindo de se ver, tudo o que fazia parecia peças de quebra cabeça, formando a imagem certa, no caso o prato certo.. 


— Pronto. — Ela finaliza seu ceviche de caju e todos aplaudem, menos Paola que permanecia com seus braços cruzados desde que a mulher entrou no estúdio.


— Huuuum. — Não consigo me controlar e quase babo em seu prato.


— Quer provar? — Roubo a sua atenção e ela me pergunta.


— Eu? Eu não. — Rio sem graça. — Aqui eu não como nada.


— Vamos lá, sempre tem uma primeira vez para tudo. — Ela caminha em minha direção, com o prato na mão e me oferece uma garfada, abro a boca para experimentar o prato feito por ela mais sou interrompida,Paola começa a tossir compulsivamente. 


— Corta. — O diretor grita.


— Desculpa gente. — Ela pede. — Mas a culpa não foi cem por cento minha, tem gente saindo do roteiro. — Ela fala olhando para a chefe convidada.


— A me desculpa, eu só ... — A mulher ficar vermelha e começa a gaguejar, parecia ser bem tímida, contida. 


— Não, você foi ótima adorei o improviso, vamos usar. — É o diretor que diz. —   Ana termina de experimentar o prato.


— Com prazer. — Pela primeira vez vou comer sem precisar roubar nada do mercado... — Delicioso, excepcional. — Falo em meios as mastigadas.


— Fala sério é só um ceviche. — É Paola mais uma vez, acho que pensou alto.


— Gente vamos dar uma pausa. — O diretor volta a se pronunciar.


— Gostou mesmo? — Heaven me pergunta, eu ia aproveitar a pausa para beber uma água, mas a mulher parecia deslocada ali, não quis sair do lado dela.


— Adorei, — Respondo. —  Bom, mas eu adoro ceviche então sou suspeita para falar.


Ela rir. — Então se você não fosse fã de ceviche não estaria tão bom assim?


— Eu não falei isso.


— Estou brincando. —  Tentava focar na conversa, me distrair, mas a danada da minha cabeça só sabia pensar na Paola. 


— Mas é porque eu adoro o prato mesmo, faze-lo também sabia?


— É? E o que mais você gosta de cozinhar?


— Não, mas a Ana não cozinha. — Antes que eu responda, Paola se intromete.


— É claro que eu cozinho Paola. — Respondo no automático a minha vontade era de dizer "O que você está fazendo aqui? "


— Que?


— Cozinho muito bem alias, quer dizer ninguém nunca reclamou. — Só a Heaven rir.


— Você nunca disse que cozinhava Ana.


— Eu também nunca disse que não cozinhava, acho que você chefes acham as pessoas tão inferiores a vocês na cozinha que sei lá, acham que ninguém sabe cozinhar, será?


— A eu não sou assim não, — Heaven que estava em silêncio desde que Paola chegou, volta a se pronunciar. — Eu logo vi que você tem jeito pra coisa.


— Ta ai, você é uma exceção Heave. 


— Heaven. — Ela me corrige. — Mas você pode me chamar de Maria se preferir..


— Maria? — Eu e Paola perguntamos juntas.


— É, meu nome é Maria do Céu, dai Heaven Marie sabe?  — Fala sobre a diferença do nome em português e em inglês. —  Aí eu comecei a usar o Heaven, dai ficou Heaven Delhaye. —  Ela sorrir. —  Mas os mais íntimos me chamam de Maria mesmo. 


—  A e a Ana já é sua intima? —  Paola que faz a pergunta.


—  Não, mas ela pode tornar a ser. —  É ela que agora começa a tossir, acho que caiu em si do que tinha dito. —  Quer dizer, a gente pode ser, amigas certo? Não é? Se conhecer todas nós, você também pode me chamar de Maria. —  Ela estava sem graça, nervosa e ficava vermelha.


—  Eu prefiro Heaven. — Paola diz com cara de poucos amigos.
 
— Vamos voltar galera? —  O diretor pede.


...


Todo o resto da gravação seguiu perfeitamente, quer dizer, na medida do possível, porque Paola insistia em suas piadas ríspidas para cima de Heaven... já me acostumei a chama-la de Heaven, enfim, o que era toda aquela implicância? Para falar a verdade eu esperava que a Paola desse em cima dela, isso sim. 


E o que foi ela conversando comigo como se nada tivesse acontecido? Ok, eu sei que eu decidi agir assim, mas eu não esperava a mesma atitude dela, fiquei surpresa com tanta cara de pau... E se eu fiz parecer que foi fácil, fiquem sabendo que não, não foi fácil olhar para mulher que estou apaixonada, a qual me dispensou, e fingir que nada me afeta. 


—  Gente que tal um jantar lá em casa hoje para assistirmos a estreia do programa? —  É Jaquin que fala no fim das gravações e todos comemoram.


—  Ei, você quer ir? —  Pergunto a Heaven que já se preparava para ir embora, apenas simpatizei com a moça.


—  O convite valeu para mim?


—  Claro, —  Dou de ombros. —  Certo Jaquin?


—  Para todos, a casa é grande. —  Ele responde.


—  Ok. —  Ela sorrir animada. —  Nos vemos lá então.


—  Até. 


—  O que você está fazendo? —  Sinto alguém puxar o meu braço.


—  O que eu estou fazendo? —  Ela me arrasta para o corredor que dava para o estacionamento, se estão se perguntando ela quem, respondo: Paola. —  O que você está fazendo? —  Ela solta meu braço.


—  Está tentando me fazer ciúmes?


—  Uma risada escandalosa saí de mim involuntariamente. —  Faça me favor Paola, quantos anos você acha que eu tenho?


—  Então é o que? Não percebeu ou está se fazendo de besta em relação as intenções dessa chefe aí.


—  Como é?


—  Isso mesmo, ela está dando em cima de você desde que chegou, e não vai me dizer que não notou. 


—  Não, não notei. —  E de fato não sei do que ela está falando, ou porque está falando.


—  A para Ana, você é boa nisso, você percebeu de cara quando eu fiz o mesmo.


—  Mas você disse que não deu em cima de mim, lembra?


—  Eu menti e você sabe disso.


—  Ok Paola. —  A corto. —  E se ela estiver dando em cima de mim qual o problema? Eu não estou tentando te fazer ciúmes, mas você está? É isso? Está com ciúmes de mim Paola?


Notas Finais


Gente primeiro peço desculpas por novamente trazer uma cena repetida, é porque acho realmente necessário trazer a visão de ambas em algumas cenas, espero que entendam e que não fique muito cansativo, se está podem me dar um toque , ok?
Bom segundo, quero dizer que esse jantar do Jaquin promete, e promete meeeeeeeeeeeesmo rs, e terceiro talvez eu volte ainda hoje, fiquem ligados hahaha !
Bjs


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