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História O amor repentino ❦ Jikook {ABO} reescrevendo - Capítulo 4


Escrita por: e BabyBoy_New


Notas do Autor


Olá pessoal, espero que estejam todos dentro de casa e tomando todos os cuidados necessários. Não se esqueçam de lavarem as mãos e passarem álcool em gel, isso é muito importante.

Aqui está mais uma atualização de 'O amor repentino' e eu peço desculpas do fundo do meu coração por demorar tanto.

Enfim, espero que gostem e não desistam dessa fic rsrsrs.

Boa leitura e me perdoem pelos erros!

Capítulo 4 - Descobertas


— O que?! — Gritei arregalando os olhos. Até o porteiro olhou para trás antes de a porta metálica fechar.

— Isso mesmo que você escutou — ele disse analisando as unhas. — Você ‘tá fudido.

Deixei um riso soprado negando várias vezes. Isso não podia ser possível, meu cio chega há dois meses!

— Taehyung, meu cio é regulado e está previsto apenas para daqui dois meses! —Berrei puxando meus fios de cabelo.

O beta revirou os olhos e apertou o botão do térreo, fazendo eu o olhar confuso.

— Vamos á enfermaria, creio que não seja bom você ficar no dormitório até descobrimos o que é isso.

Apenas concordei ainda aéreo com os acontecimentos passados. Andamos rapidamente até o prédio principal, o corredor da enfermaria estava totalmente vazio, então assim que chegamos fomos guiados para a sala.

— Podem me contar o que aconteceu? — A enfermeira estava sentada com a prancheta em mãos. Ela era alta e bonita, seus cabelos estavam presos em um coque e pelo cheiro leve, se tratava de uma beta.

— Meu amigo aqui estava soltando aquele cheiro insuportável e quase causou uma briga entre os alfas! Mas não foi por querer, seu lobo estava agindo sozinho, o que indica que o cio está chegando — Tae tomou a frente falando sem parar, a beta apenas ouvia atenta, anotando algumas coisas no papel. — mas o cio dele só chega há dois meses, o que é estranho! Por isso estamos aqui.

— Bom primeiramente, qual o seu nome? – Ela perguntou ajeitando os óculos, me analisando com calma.

Respirei fundo, tentando não ser mal educado.

— Me chamo Park Jimin. – Minhas mãos estavam inquietas. Analisei as palavras sendo escritas na prancheta. – Tenho vinte e três anos...

A beta ajeitou sua postura cruzando os braços, antes de suspirar e dizer: — Bom, Jimin, você é virgem?

Sua pergunta me pegou de surpresa e não pude controlar meus olhos esbugalhados. Pigarreei incomodado, balançando a cabeça em confirmação. Taehyung ao meu lado apenas me encarava e não pude decifrar sua expressão.

— O seu problema é algo normal entre ômegas do seu sexo, não se preocupe. Mas tenho que te dizer algo um tanto desagradável... – Ela prosseguiu, com um ar extremamente profissional. – Seu cio está numa fase desregular sim, isso acontece, mesmo depois de um tempo comprovado regular, se o ômega ficar muito tempo sem um parceiro. O recomendável é que, pelo menos dos dezoito anos para cima, os cios sejam passados com um parceiro. – Ela disse anotando algo em um papel para logo depois entrega-lo a mim. – Tome esse remédio até o dia previsto para seu cio chegar e se alimente bem.

Tae tomou a iniciativa, se levantando e curvando a coluna minimamente, em forma de agradecimento.

— Obrigado doutora, a senhora salvou uma vida. – Disse exageradamente, fazendo a beta rir divertida.

— Por nada meus jovens, voltem aqui se precisarem de ajuda.

— Voltaremos sim – me levantei, curvando em sinal de respeito. – Obrigado Yang.

Puxando o beta pelo pulso, saí do consultório segurando o papel com o carimbo em mãos. O corredor continuava vazio com aquele típico cheiro de hospital. Baguncei meus cabelos um pouco estressado com tudo que tinha acontecido nesse meio tempo.

— Ainda bem que não é algo mais sério – Tae enlaçou seu braço ao meu. – O seu único problema é a falta de um pau! – Exclamou fazendo com que eu resmungasse.

— Cala a boca idiota! – Xinguei com a voz alterada.

— Olha, você ‘tá realmente precisando trepar com alguém. Que mau humor é esse homem?

Fomos até outra sala que continha uma janela com grades e então pedimos o remédio que a doutora me recomendou, usando um pouco da grana que tinha para o pagar.

— Tae, e se esse remédio não fizer o efeito? – Perguntei um pouco medroso.

— Relaxa meu amigo, se algo estiver errado, acho que até eu vou perceber. – Disse por fim, enquanto caminhávamos para a saída.

Revirei os olhos enquanto sentia a brisa suave da tarde em minha pele. Ainda tinham muitas pessoas ali sentadas fazendo suas respectivas coisas. Apenas continuei caminhando com Tae e jogando conversa fora, não tinha muito o que fazer.

Mais tarde naquele mesmo dia, resolvemos comprar algo mais saboroso, então caminhamos até um dos restaurantes que tinham ali e comemos bastante carne. Nós bebemos um pouco de soju também, mas diferente de mim, Tae era muito fraco para bebidas alcoólicas. Nunca ri tanto de um bêbado como naquele momento enquanto estávamos no elevador subindo ate nosso andar. Não demorou muito para que depois de uma despedida desajeitada – ainda mais porque o corredor estava lotado por aqueles porcos nojentos -, eu tomasse um banho e deitasse destruído na cama, nem reparando no alfa que estava sentado sobre sua cama.



[...]



As primeiras semanas passaram rápidas e durante aquele tempo, o remédio teve sim um efeito aparentemente bom e meu ômega estava mais calmo do que nunca. As aulas no curso estavam indo muito bem, o professor Jung era alguém paciente e nunca parecia irritado depois de tirar mais de dez duvidas do Tae, este que fazia questão de fingir a egípcia sempre. Eu apenas ria depois de notar que meu amigo era alguém muito persistente e ficava completamente cego quando se tratava de sua paixonite.

No final da ultima semana do mês, Jung mudou de ideia e resolveu que todos já estavam bem revisados em relação à matéria de todos os estilos de dança e marcou para a segunda semana do próximo mês o dia para todos tomarem suas decisões. Depois de estudar bastante utilizando livros da biblioteca e as apostilas que nos disponibilizaram, resolvi que a dança contemporânea era tudo para mim e que cursaria ela mesma. O problema de tudo isso era saber que o local ideal para tudo isso seria alguma academia de arte contemporânea e depois de analisar o catalogo de universidades, achei uma que era especifica, uma que focava apenas naquilo que eu queria. A confusão não me deixava pensar direito, afinal, se eu saísse da KU, com certeza minha mãe iria enlouquecer, porém eu sabia que essa decisão não pertencia a ela, mas sim a mim. Era a decisão que modificaria minha vida e depois de conversar com Tae sobre isso, ele também analisou a universidade e descobri que seu sonho era ser saxofonista. Sem mais relutância em relação a isso, decidimos esperar as provas para os concorrentes à bolsa serem marcadas.

Acho que foi a decisão mais louca da minha vida, conseguir a bolsa pra minha universidade atual foi muito difícil, mas não era aquilo que eu queria, eles diziam que era a melhor universidade de Seul, mas não para a minha área nem a do Tae.

Jungkook estava cada vez mais estranho. Beleza que aquele alfa sempre foi esquisito, mas desde aquele incidente ele evita ao máximo se aproximar de mim ou me olhar nos olhos. Todos os dias ele aparece com mais e mais livros, suas olheiras estavam visíveis e não minto quando digo que ele estava um horror!

Era uma segunda-feira quente, todos os alunos da minha classe estavam no gramado fazendo os alongamentos ensinados pelo professor, este que tinha tido a ideia de praticarmos um pouco e sair do ambiente fechado antes de, no próximo dia, escolhermos nossos cursos. No momento, estava esticando minhas duas pernas no chão enquanto apoiava minhas mãos no gramado, deixando meu corpo completamente curvado. Tae estava ao meu lado, fazendo o mesmo.

— Você sabe qual faculdade o Jungkook faz? – Perguntei sem interesse.

Observei o beta sentar no gramado e esticar suas pernas novamente, levando suas mãos até a sola do pé.

— Bom, um dia desses vi ele entrando no prédio de advocacia. – Murmurou respirando fundo por conta do esforço.

Ajeitei minha postura. Mesmo que negasse com todas as forças que estava curioso, eu sabia que no fundo, estava desesperado para saber mais sobre ele.

Taehyung me olhou de soslaio rindo debochado antes de dizer: — Por que a dona florinda quer saber?

Revirei os olhos enquanto imitava sua posição.

— É só uma... Uma curiosidade Tae, mas se você não pode responder, tudo bem. – Dramatizei emburrado.

— Nossa mais dramático que você, só eu mesmo! – Soltou uma gargalhada alta e eu o acompanhei. – Olha, vou te contar às coisas que eu descobri sobre teu crush.

Fechei os olhos fazendo uma expressão irritada enquanto o fuzilava pelos olhos.

— Ele não é meu crush! – Talvez meu tom não tenha sido tão alto.

— Grita mais, não deu ‘pros marcianos te escutarem!

Fiz um bico irritado e ele revirou os olhos rindo em seguida.

— Aí Jimin, você parece uma criança tsc, tsc. – Disse enquanto cruzava as pernas no gramado, esticando os braços para cima. – Mas enfim, eu vou te contar.

Eu sabia que ele estava fazendo isso de proposito para me deixar ainda mais curioso, então bufei sem paciência.

— Olha, se você não me contar logo, vou te meter o pé no saco e você não vai poder transar com o professor. – Disse sussurrando a ultima parte com um sorriso maldoso nos lábios.

Vi sua expressão assustada, realmente acreditando que eu faria aquilo, então soltei uma risada antes de fazer um sinal para que ele prosseguisse.

— Tá Jimin, meu deus cara! – Ele suspirou e deitou sobre o gramado. – Bom, o Jungkook é um cara muito rico, você não tem noção de quanto dinheiro ele tem – começou arregalando um pouco os olhos. – Ele só tem a mãe e o irmão mais velho na família, dizem por ai que o seu pai morreu há uns anos atrás e que deixou a empresa de advogados para Jungkook, o que explica o porquê de ele cursar essa faculdade. – Ele disse enquanto eu escutava tudo atentamente. – Ninguém soube me responder direito qual é a empresa, mas ele se tornou o CEO quando tinha acabo o ensino médio com dezenove anos – continuou falando quando do outro lado do gramado o professor Jung fez um sinal para que todos imitassem seus movimentos, então levantamos fazendo o que ele tinha mandado. – Me disseram que ele vai se formar esse ano em direito e que ele já é bem velho aqui na universidade.

Enruguei a testa confuso. Jungkook tinha a aparência de um garoto de quinze anos e além do mais, ele morava dentro da universidade, no mesmo dormitório que eu! Algo nisso estava errado.

— Tae, como ele pode comandar uma empresa desse tamanho se ele mora aqui? – Perguntei enquanto tentava me concentrar para não errar os movimentos que Jung nos passava.

O beta parou um tempo, com a expressão pensativa.

— É verdade. Sinceramente não sei, não podemos confiar em tudo que dizem por aí, não é? – Ele perguntou logo depois dando um pulo. – Mas olha, isso tem que se encaixar em alguma coisa, vamos investigar mais a fundo – ele disse com a respiração desregulada. – Mas de que ele é um mistério, ele é.

Após nos liberar para um descanso, segui o Kim até um bebedouro. Respirei fundo tentando encontrar meu folego que havia se perdido, me escorando na parede de tijolos esperando minha vez para tomar a água.

— Será que ele é velho tipo, trinta anos? – Perguntei aéreo.

Tae riu se afastando um pouco e limpando um pouco de água que escorreu por seu queixo. Inclinei-me sobre o bebedouro, apertando o botãozinho azul, sentindo o liquido gelado entrar em minha boca.

— Por que ‘tá tão interessado? Por acaso tem aqueles fetiches de sugar daddy ? – Perguntou com um tom de malicia na voz. Apenas ignorei, continuando a beber minha água.

— Olha, vai à merda! Não enche – ralhei irritado com suas brincadeiras e me afastei começando a caminhar apressado até a mesma árvore que sentamos naquele dia desastroso. – É só que como alguém pode ter o rosto tão perfeito, sem uma ruga, nem barba?! – Perguntei indignado com aquela injustiça do universo.

— Olha, acho que ele deve ter uns vinte e sete, por aí. Por que não pergunta ‘pra ele já que ‘tá tão curioso?

Ignorei a fala de Taehyung, apoiando minha cabeça sobre o tronco antigo da árvore. Depois de alguns minutos, fomos almoçar no restaurante que a maioria do pessoal frequentava, porque a comida de lá era espetacular. No final da tarde, recebi uma ligação de uma tia minha que morava em Hong Kong e não pude me sentir mais feliz quando ela disse que voltaria para Seul em um mês. Ouvir uma das pessoas que mais gostava me parabenizar e acreditar no meu potencial para entrar na universidade de artes, foi o gás que precisava para me sentir confortável e pronto para enfrentar todas as etapas novamente.



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