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História O Amor Supera Tudo? - Capítulo 207


Escrita por:


Notas do Autor


Cá estou...😃
Como cês tão...?¿😃

Capítulo 207 - Aparição Indesejada


Ainda No Mesmo Dia......

No Quarto Do Bento......

(Xena)

Sei que pode até parecer idiotice da minha parte, ou até mesmo besteira, ou tolice, pela maneira com a qual eu havia agido na cozinha, mas confesso que me senti muito incomodada com os olhares sobre mim e também pelo comentário feito por Joana.

E foi por esse motivo, e também para não ser ignorante com alguma delas, que eu resolvi sair da cozinha e voltar para o quarto do meu pequeno.

Aliás, o Bento precisava mesmo tomar um banho, já que ele fez a proeza de sujar toda a roupinha.

No caminho para o quarto dele, encontrei uma serva e pedi que ela preparasse o banho do meu loirinho.

Assim que cheguei ao quarto a banheirinha dele já estava pronta, então tratei logo de dar banho nele e o troquei novamente.

Agora me encontro sentada na poltrona, com o meu loirinho sentado em meu colo, esse por sinal estava brincando com o cordão da minha camisa e sorria me fazendo sorrir também.

Deslizei minha mão pelos seus fios loiros, logo o Bento virou sua cabecinha e seus olhinhos se encontraram com os meus.

Deslizei meus dedos pela sua bochechinha e resolvi romper o silêncio.:

-Sabe, Bento! A mamãe aqui, perdeu essa etapa da vida do seu irmão, o Solan! Bom...Na verdade eu perdi tudo, os primeiros passinhos, as primeiras palavrinhas, precisei que se passassem 10 anos para ouvi-lo me chamar de mãe! Eu não soube o que era cuidar de um bebê, entende? E com você, eu quero que seja diferente, pequeno! Quero acompanhar cada segundo, cada minuto do seu crescimento! Eu sei que é estranho quando demonstro qualquer tipo de afeto em público, digamos assim, até porque foram raras as vezes em que as pessoas me virão tendo esse tipo de...de reação, sabe? A questão é que sua mãe aqui, é um pouco perdida quando o assunto é expôr os "sentimentos", mas quem é muito boa nisso, é sua mãe Gabrielle, essa sim sabe como lidar com essas coisas! Eu amo muito você, Bento! Você o seu irmão e a mãe de vocês.- lhe disse.

Bento me encarou com um sorrisinho lindo, como se tivesse entendido tudo o que eu havia acabado de lhe dizer e eu me inclinei depositando um singelo beijo em sua testa.

Porém desviei minha atenção para a porta, que estava entreaberta, quando vi uma sombra e eu sabia muito bem de quem era essa sombra.:

-Vai ficar aí até quando...Gabrielle?.- lhe perguntei.

Alguns minutos se passaram até que a porta se abriu e minha loira entrou em meu campo de visão.

Gabrielle estava com um sorriso lindo desenhado em seus lábios e seus olhos estavam marejados.

-Vem cá, chorona!.- lhe disse.

Gabrielle entrou no quarto vindo em minha direção, se sentou no braço da poltrona, mas eu coloquei o Bento em meu braço direito, a puxei pela cintura para se sentar em meu colo e ela se aconchegou em meus braços.

-Desde quando você está alí?.- lhe perguntei.

-Bom! Tem alguns minutos que eu cheguei, como ouvi você "conversando" com o Bento, eu resolvi ficar alí esperando.- respondeu-me.

-Ouviu tudo, não é?.- lhe perguntei.

-Sim!.- respondeu-me.

-Perdoe-me por ter saído daquele jeito.- lhe disse.

-Tudo bem!.- respondeu-me.

-Há certas coisas que ainda me incomodam!.- comentei.

-Tudo bem, amor! Não precisa me dizer nada, ok? Na verdade eu acho que sei, ao que você está se referindo.- respondeu-me.

-Então fala!.- lhe pedi.

-Algumas pessoas ainda acham estranho quando vêem você demonstrando algum tipo de afeto e o jeito que elas reparam nisso, te deixa muito incomodada, não é?.- respondeu-me.

-É!.- lhe disse.

Depois do nosso diálogo, um silêncio se instalou entre nós novamente até que depois de alguns minutos, Gabrielle resolveu rompe-lô dizendo.:

-Além do Bento, o Solan também vai com você até o cartório?.- perguntou-me.

-Sim! É por isso que só vou depois do almoço, já que ele ainda está na biblioteca e eu não quero atrapalhar os estudos dele.- lhe respondi.

-Você é uma boba, sabia?.- comentou e fez-me rir.

-Por que diz isso?.- lhe perguntei.

-Porque você vive perguntando se está sendo uma boa mãe, tanto para o Bento, quanto para Solan, sendo que na verdade você já tem sua resposta, para essas perguntas! Você é uma ótima mãe para os nossos filhos, se preocupa com eles a cada segundo que se passa, participa de tudo quando pode e quando tem tempo disponível.- respondeu-me.

-Eu amo você, sabia?.- lhe disse.

-Uhum...Sabia sim!.- respondeu-me sorrindo.

Desviamos nossas atenções para o Bento, quando o mesmo esticou as mãozinhas na direção dos seus brinquedos espalhados em cima do sofá e Gabrielle logo entendeu o que ele estava querendo.

-Era pra ter arrumado esses brinquedos nas prateleiras!.- comentou sorrindo.

Me levantei indo em direção ao sofá, coloquei o Bento sentado no mesmo, no meio dos brinquedos e me sentei no chão.

Gabrielle se aproximou, sentou-se ao meu lado, pegou o brinquedo favorito do nosso loirinho, um cavalinho de madeira, colocou esse nas mãozinhas dele e ele logo o pegou.

-Vejo que já não precisa mais de ajuda para dar banho nele.- comentou e fez-me sorrir.

-Bom! Acho que já peguei o jeito.- lhe disse.

Gabrielle sorriu me puxando pela camisa e me beijou calmamente.

-Eu amo você, minha morena!.- sussurrou.

-Também te amo, loirinha gostosa!.- sussurrei.

Voltamos nossas atenções para o Bento novamente e assim passamos o restante da manhã.

Algumas Marcas Depois.......

No Cartório.......

Gabrielle e eu passamos o restante da manhã toda brincando com o nosso pequeno, depois nós fomos para a sala de jantar quando o almoço ficou pronto e depois do almoço Solan, Bento e eu saímos do palácio para virmos até o cartório.

Bom! Digamos que foi um pouquinho "complicado" para sair do palácio com o Bento, isso porque Gabrielle se deu conta de que eu iria sair à cavalo, ela quase deu um verdadeiro "show", mas no final de tudo, eu consegui convencê-la a deixar o Bento vir comigo.

Mas para isso acontecer eu precisei colocar o meu pequeno, numa pequena cestinha que tinha alças, o prendi em meu corpo pela parte da frente e só assim eu pude sair do palácio.

Enquanto fazíamos o nosso trajeto até o cartório, alguns moradores iam parando para tentar ver o meu pequeno, muitos deles até se arriscaram em se aproximar, mas eram rapidamente impedidos e afastados pelos meus soldados, e foi assim o trajeto inteiro.

Bom! Agora me encontro numa área do cartório, que era reservada apenas pra mim e para quem vinhece comigo.

Eu me encontrava sentada à mesa, vendo alguns documentos que iriam para Atenas comigo, já Solan estava sentado no sofá e estava entretendo o irmãozinho bagunceiro.

A sala estava quase silenciosa, o silêncio só não era completo porque o Bento, vez ou outra fazia alguns barulhinhos engraçados com a boquinha, barulhinhos como "ohh", "ehh", "ahh" e "babababa", enquanto batia suas mãozinhas no couro do sofá e isso fazia Solan rir.

Por um breve momento, eu desviei minha atenção para os meus dois loirinhos! Solan e Bento eram os melhores presentes da minha vida e o que de melhor eu fiz também.

Porém logo tive minha atenção desviada deles, quando Elísio entrou na sala com um baú em mãos, se aproximou da mesa, colocou o baú que era de estatura mediana e na sequência disse.:

-Aqui está, Xena! Tem 15 pergaminhos nesse.- comentou.

-Ok! Tem mais ou já acabou?.- lhe perguntei.

-Tem um outro baú, porém é bem maior e tem muito mais pergaminhos.- respondeu-me.

-Huum...E sabe me dizer se todos tem haver com esses aqui?.- lhe perguntei.

-Alguns sim, mas eles estão misturados e os meus ajudantes estão em outras atividades no cartório.- respondeu-me.

Desviei minha atenção para Solan e na sequência lhe disse.:

-Solan, você pode fazer um pequeno favor pra mim?.- lhe perguntei.

-Claro, mãe!.- respondeu-me.

-Você pode ir com o Elísio, e ajudá-lo a trazer alguns dos pergaminhos?.- lhe perguntei.

-Sim!.- respondeu-me.

-Obrigado!.- lhe disse.

Me levantei indo em direção ao sofá, me sentei ao lado do Bento, em seguida Solan se levantou e saiu da sala sendo acompanhado por Elísio.

Enquanto eles não voltavam, eu comecei a entreter o meu pequeno loirinho com o seu cavalinho de madeira, porém eu senti um fedor do cachorro fedido impregnando todo o interior da sala e na sequência Ares se materializou diante de mim.

Mas estranhamente o seu olhar estava no Bento e dessa maneira ele se pronunciou dizendo.:

-Huum...Então você que é o Bento!.- exclamou sarcasticamente.

Após dizer isso, Ares desviou sua atenção pra mim e sorrindo cinicamente indagou.:

-Saudades de mim, Xena?.- perguntou-me retoricamente.

Eu sabia que Ares já estava livre de sua "prisão", sabia também que ele poderia aparecer a qualquer momento, mas de certa maneira sua "aparição" me deixou um tanto surpresa e ao mesmo tempo estática.

Mas depois de alguns minutos, eu me "despertei" do meu transe, quando o Bento começou a chorar, então o peguei em meus braços e me levantei ficando mais distante de Ares.

-Se dependesse de mim, você ficaria preso pelo resto da sua vida miserável!.- esbravejei.

-Ora, Xena!...Isso é jeito de tratar um velho amigo? Ainda mais quando esse amigo passou um temporada sem visitá-la.- rebateu ironicamente.

-Ares, será que você nunca se cansa de ser humilhado? Some daqui e me deixa em paz.- bradei.

-Você melhor que ninguém sabe que eu nunca desisto de algo, ou alguém!...Ainda mais quando esse "alguém" me interessa muito, e você é um interesse meu.- respondeu-me.

-O único interesse que você tem, Ares! É o poder de governar as pessoas que caem nas suas falsas promessas, depois que elas não lhe servem mais, você descarta elas como se fossem lixo, em outras palavras, você mata elas por puro capricho! E eu não sou um interesse seu, nunca fui!.- rebati.

-Se isso fosse mesmo verdade, eu não estaria aqui com você! Você me traiu, me desprezou, me roubou, no entanto estou querendo, e estou disposto a lhe dar uma chance! Veja tudo que você fez comigo, mesmo assim você está viva! Se fizesse mesmo tudo o que você disse, você não estaria aqui, minha cara!.- respondeu-me sorrindo cinicamente.

-Chance? Chance de quê? De me tornar aquela coisa que você me transformou? De perder tudo novamente? Não, Ares! Essa chance eu não quero ter! Além do mais, você quer um capacho para comandar o seu exército, não é? Mezentius não soube fazer isso, não é? Pois bem, arranje outro idiota pra essa função.- lhe disse fazendo-o rir.

-Estou lhe dando a chance de ter o seu nome reconhecido por grandes feitos! Por grandes batalhas, vitórias e mais vitórias em seu nome, ter riquezas a perder de vista com os espólios conquistados por cada vitória!.- respondeu-me com sarcasmo.

-Cala essa boca, Ares! A cada dia eu tenho mais nojo de ter seguido você! Um ser tão asqueroso e inútil em todos os sentidos da palavra.- bradei.

Logo o sorriso de Ares foi desaparecendo até sumir por completo, seu olhar pairou sobre o Bento novamente e em seguida me encarou dizendo.:

-Não faria nem pelos seus filhos? Principalmente esse fedelho! Eu os deixaria em paz, teria a minha palavra!.- perguntou-me.

-Palavra? Ares, você pode enganar quem não o conhece, mas eu te conheço e muito bem! Se tem uma coisa que você não tem, é palavra, você nem sabe o que isso significa.- lhe respondi.

Notei que Ares cerrou os punhos, como se estivesse tentando se "controlar", ou se "acalmar" e então indagou novamente.:

-Ok! Mas fique sabendo, Xena!...Que você vai me pagar pela maior traição, que foi seguir Athena.- bradou entredentes.

-Huum...Estou esperando por isso até hoje! Mas saiba que estarei e estou pronta para acabar com você.- rebati.

Ares nada me disse, apenas me "lançou" um olhar raivoso e na sequência desapareceu me deixando sozinha novamente.

Voltei minha atenção para o meu pequeno, quando o seu chorinho recomeçou novamente e ele escondeu a cabecinha em meu pescoço.

Confesso que a reação do meu loirinho e isso me deixou muito preocupada.

-Shiii...Calma, pequeno! Já vamos pra casa ver a mamãe.- sussurrei.

Acariciei suas costinhas na intenção de acalma-lô, porém o seu chorinho não cessou de maneira alguma, pelo contrário, seu chorinho só fez aumentar gradativamente.

-Não tem jeito! Vamos ter que voltar pro palácio!.- exclamei em voz alta.

Alguns minutos se passaram até que Elísio e Solan retornaram, ambos entraram na sala conversando animadamente e rindo também, porém ao perceber o choro do irmão, Solan se aproximou de mim dizendo.:

-Que houve, mãe? Por que o Bento está chorando desse jeito?.- perguntou-me confuso.

Claro que eu não iria contar pra Solan, que Ares esteve aqui há pouco, sei que isso o deixaria assustado também, até porque ele já teve a péssima experiência de ter sido sequestrado por Ares.

Fiquei um tempinho pensando numa resposta e logo uma me veio em minha mente.:

-Não sei!...Mas acho que ele está sentindo falta de Gabrielle.- lhe respondi.

-Bom...Nós trouxemos os pergaminhos!.- Elísio comentou.

-Obrigado! Mas vou deixar isso para resolver no palácio, pode colocá-los na sacola, por favor.- lhe disse.

-Ok!.- respondeu-me.

Elísio se direcionou até a mesa, pegou a sacola de couro mais leve e colocou cerca de 10 pergaminhos dentro da mesma.

Fui em direção ao sofá, arrumei as coisinhas do Bento na bolsa, Elísio me entregou a sacola, nos despedimos e saímos do cartório para voltarmos pro palácio.

Mas eu não parava de pensar em como explicar para Gabrielle, o que aconteceu e nem sabia se contaria ou não.

 


Notas Finais


Bom! Até o próximo...😃


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