História O amor vem com o tempo - Capítulo 3


Escrita por: e SarcasmVenon

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Félix, Lila Rossi (Volpina), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mestre Fu, Nathalie Sancoeur, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Visualizações 58
Palavras 1.559
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Conhecendo a família Agreste


As mãos fortes seguraram firmemente sua cintura, levantaram-na rapidamente mas, para ela o tempo pareceu correr de maneira diferente, mais arrastado, os olhares se encontraram fazendo o tempo praticamente parar, mas o encanto durou pouco, os olhos verdes se transformaram em azuis, trazendo mais lembranças que ela preferia esquecer, sentiu o ar faltar de seus pulmões e o calor fugir de seu rosto.

A- Ei, você está bem?- perguntou colocando-a no chão, ainda sem soltá-la.

M- E-eu...tu-tudo bem- perguntou corando levemente.

A- Se está tudo bem vamos, tenho muito para lhe mostrar.

Ela concordou sem nenhuma palavra, apenas com um aceno de cabeça, percebeu ele pegar suas coisas pelo canto dos olhos, não conseguia encará-lo, ao menos não por enquanto.

A- Vamos, você tem que conhecer a casa e as meninas.

M- Me-meninas?!

A- Minhas filhas.

M- E...de...quantas estamos falando?

A- Você verá. Vamos.

Ele andou sem esperá-la, ela teve que apertar o passo para conseguir, pelo menos tentar, acompanhá-lo, tinha medo do que esperar e sua vida ali para frente, mas havia feito a escolha, por seu filho e por suas tias, não deixaria nenhum deles sofrer por um erro que ela considerava só seu.

A casa tinha um cheirinho gostoso de pão, era possível ver vários ítens possivelmente fora do lugar, além de várias coisas pelo chão, viu-o andar com uma agilidade dígna de um gato, desviando de tudo com maestria, ele colocou tudo no chão pouco antes dela ouvir um barulho de passos, ou melhor, uma debandada vindo do andar superior, momentos antes de ver algumas cabeleiras loiras correndo escadas abaixo.

Ela só conseguia pensar em uma debandada de búfalos, apesar de serem apenas três menininhas, duas muito parecidas e uma menor que não parecia ter mais de cinco anos, logo atrás vinha mais uma, mais contida mas também indo rápido, por último, uma jovem que aparentava ser pouco mais nova que ela.

-Papai!- as três menores gritaram juntas.

A- Meninas. Venham, quero que conheçam alguém.

As meninas se enfileiraram de um modo altamente educado e diciplinado, e colocando em orrdem de tamanho, a pequenina no fim da fila, sem ficar parada um só minuto, as duas, que pareciam serem cópias uma da outra ao lado sendo seguida pela mocinha educada e, por úlltimo a tal jovem emburrada e enojada com tudo.

A- Bem, essa linda jovem, com este jeito alheio a tudo, a qual ilumina essa casa há quatorze anos, é a Emma, minha primogênita.

Era uma linda jovem, disso não havia dúvidas, era bem mais alta que Marinette, o corpo esguio coberto por um vestido de tom amarelado com detalhes em renda, os cabelos dourados caindo em cachos até a cintura, os olhos castanhos não escondiam a insatisfação de vê-la ali

E- Emmanuelle papai, só a família e amigos podem me chamar assim, não vou aceitar que qualquer uma sinta intimidade de me chamar assim.

A- Tenha modos Emmanuelle!

E- Oh, o senhor crê que fui grosseira? Sinto muito, essa não foi minha intenção- mas seu olhar cínico dizia outra coisa.

M- Não se preocupe, não me ofendo tão fácil.

A- Que seja. Esta linda mocinha, a mais sábia de todos dessa casa, a que tem sido a conselheira de todos nós por doze anos, que parece ser mdura demais para tenra idade que possui é nossa amada Angelinne.

Angel- Pode me chamar de Angel, se for de seu agrado- falou com uma mesura, uma reverência digna de uma dama.

Ela possuía um olhar atento, lindos olhos verde-acinzentados, cabelos loiros também, porém mais escuros, presos no alto com vários fios caindo por seus ombros, um lindo vestido azul bem claro e um livro em suas mãos, sua doçura era visível de longe.

M- Muito prazer querida.

A- Essas duas cape...anjinhas... são o terror dessa casa por longos 9 anos Mellannie e Madelleinne.

Mel- Esperamos que...

Mandy- Tenha feito boa viagem.

Mel- Seja bem vinda e...

Mandy- Aceite esse humilde presente de boas vindas- falou entregando um pequeno buquê.

M- Meninas...é lindo.

A- Isso não é necessário...

M- Ora, elas não tiveram todo esse trabalho à toa, agradeço meninas

Elas se afastaram rindo baixinho e cochichando, Marinette percebeu e ficou pensando se poderia ser algo relacionado ao presente. Suas dúvidas logo foram solucionadas ao ver um sapo pular do meio das flores em indo parar em cima de seu vestido.

Aquilo poderia ser algo assustador, algo alvo de muitos gritos e discussões, mas não com ela, alguém já estava acostumada a animais maiores e até piores do que um mísero sapinho, todos ficaram surpresos ao vê-la segurá-lo nas mãos como se fosse o animal mais fofo e tranquilo do mundo.

M- Aqui meninas, acho que este pequenino é de vocês.

Elas se surpreenderam com aquela atitude, apenas a mãe delas havia tido tal reação, sem ao menos um grito, aquilo com certeza era um ponto a favor para ela, até Adrien se surpreendeu, seus olhos refletiam isso de longe, mesmo não querendo demonstrar, ele tossiu de leve antes de se aproximar da pequenina.

A- E...esta doce princesinha é nossa pequena Hope.

Ela se abaixou, não muito na verdade, para ficar com os olho na altura da menor, ela tinha olhos tão claros e vivos que encantavam a qualquer um, seus cabelos loiros brilhavam ao menor raio de sol, quem a via acreditava estar de frente a uma boneca, o vestido rosa rendado só aumentava essa impressão.

M- Hope, não é mesmo?

H- Sim.

M- E...quantos anos vocé tem?

H- Quatro.

M- Você é a coisa mais linda que já vi.

E- Está tudo fofinho demais para apresentar uma simples empregada...

A- Em primeiro lugar, todos os funcionários sempre foram tratados sendo integrantes dessa família, além do que, esse não é o caso.

E- Verdade? E o que pode ser então?

Suas irmãs se entreolharam, elas sabiam da verdade mas, a pedido do pai, guardaram segredo, o silêncio chegava a ser algo pesado naquele momento.

A- Esta é Marinette, minha futura esposa.

E- O quê?! Isso não é possível!

Todos começaram a falar ao mesmo tempo, menos Marinette que permaneceu abaixada, era muita complicação junta.

H- É verdade? Você vai ser minha mamãe?- perguntou puxando sua mão.

M- Se.você quiser...

Hope a abraçou com toda força que aqueles bracinhos conseguiam, o que fez com que os olhos de ambas se enchessem de lágrimas, ela simplesmente apertou-a em seus braços, aquele simples gesto fez a discussão chegar ao fim no mesmo momento, todos se calando e se emcionando com a cena, por mais doce que ela fosse, não era comum vê- la se aproximar assim de pessoas estranhas.

Ele tossiu mais uma vez chamando a atenção de todas.

A- Hope querida, que tal mostrarmos a casa à Marinette?

A pequenina a soltou, deixando que se levantasse.

Ele apresentou cada pedaço da casa, apresentando-a à Alya, uma espécie de governanta muito amada pelas meninas e de aparência e gestos amigáveis, ela e Adrien pareciam realmente muito mais que apenas funcionário e patrão, eram amigos na verdade.

A casa era muito maior do que parecia, todas as meninas foram indo para seus aposentos conforme chegavam às devidas portas, ficando os dois sozinhos diante das duas últimas.

A- E estes são os seus aposentos, você pode pode mudar o que quiser ao seu bel prazer.

M- Me-meus apo-posentos?

A- Sim, não estaria certo habitarmos no mesmo aposento sem ao menos estarmos com tudo oficializado.

M- Então depois...

A- Não dormiremos juntos, se é essa sua dúvida.

M- Mas...estaremos casados...

A- Isso não muda nada.

M- Mas...

A- Vou ser sincero, não tinha certeza que o tal anúncio surtiria efeito, muito menos tão rápido.

M- Eu...

A- Está tudo bem, não lhe julgo ou lhe culpo, só que...não estou preparado para ter uma nova esposa, nem penso realmente nisso.

M- Então...

A- Fui em busca de uma companhia para minhas filhas, alguém para ajudar em sua criação, por mais que eu as ame, e amo muito, não tem sido fácil, mesmo com a ajuda de minha cunhada, que tem sido alguém muito presente nos últimos anos. Mas, mesmo assim...não quero outra mulher em minha vida.

M- O...o que quer dizer?

A- Em outras palavras, mesmo depois do nosso casamento, dormiremos em aposentos separados, não haverá nada entre nós.

Aquilo caiu pior que uma tempestade sobre sua cabeça, como assim não pensava em dormir com ela? Acaso seu plano para salvar a si e a seu filho haviam sido todos em vão?

Ele ainda falou muito mais coisas depois de jogar aquela terrível bomba sobre ela, mas ali já não havia mais condições, físicas ou psicológicas, de prestar atenção ou sequer ouvir qualquer coisa que ele dissesse, então apenas pediu licença e se retirou, alegando ser proveniente do cansaço da viagem.

Ele não se opôs, apenas pediu que as meninas lhe levassem um lanche, mas infelizmente seu estômago estava embrulhado demais para olhar para qualquer coisa.

Fechou os olhos e tentou se entregar ao sono que não veio, toda sua noite foi banhada pelas lágrimas que há muito estavam guardadas, sendo enfim liberadas.

Não tinha idéia do que fazer, sabia apenas que era muito tarde para voltar atrás com tudo que planejara, não poderia simplesmente pegar suas coisas e ir embora, por mais que esse fosse seu desejo.

Não, precisava era encontrar uma saída, de preferência antes que fosse impossível esconder sua barriga.



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