História O Amor Vence Tudo - Capítulo 31


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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Caspian X, Edmundo Pevensie, Eustáquio Mísero, Jadis (Feiticeira Branca), Jill Pole, Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Polly Plummer, Professor Kirke, Susana Pevensie, Tash
Tags Edlu
Visualizações 8
Palavras 5.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite galera!!! Tudo bom por aí?

Vamos que vamos pois tem capítulo do bom hoje! Rsrs

Capítulo 31 - Surpresa!


Fanfic / Fanfiction O Amor Vence Tudo - Capítulo 31 - Surpresa!

Depois de ter ido conversar com Susana, Lúcia foi a uma lojinha de bebê para comprar um par de sapatinho para fazer a surpresa pra Edmundo. Ela estava muito feliz pela segunda gravidez mas seu coração ainda temia algumas coisas. Lúcia conversou sobre a nova secretária e seus pesadelos com Susana, a irmã tinha uma expressão tensa a cada frase que ela falava, mas apenas disse pra ela não se preocupar e ter fé! Sonhos são importantes sim, mas se deixar o medo com a tona pode ser perigoso. Quanto a secretária, Susana riu do ciúmes dela e disse que ela não precisava ficar assim, que Edmundo a ama e nunca teve olhos para outra mulher como tem para ela. Lúcia sabia disso, viu Edmundo recusar várias princesas, duquesas e garotas da escola e do bairro que se interessavam por ele, todas lindas por sinal. Ela ria disso na época e falava que desse jeito ele ficaria solteirão. Edmundo ria e dizia que não se importava, só havia uma mulher no mundo que ele amava e queria com ele, mas era um amor impossível. Lúcia ficava curiosa, pensava ser alguma garota que ele conheceu em Nárnia e não podia ficar com ela devido ser de outro mundo ou uma garota da escola dela que já tinha namorado. Ele nunca falava quem era, mas passou a dar pistas de que era ela. O jeito que ele a olhava, que ele a abraçava, que a beijava na testa ou no rosto, os carinhos mais quentes e suaves que ele dava, os sorrisos tímidos de quem ama, os olhares dele para sua boca quando estavam juntos dançando ou conversando, os ciúmes dele quando um rapaz se aproximava dela, o jeito que ele dormia abraçado com ela quando não conseguia dormir sozinho ou quando ela invadia seu quarto com medo dos trovões, tudo isso e mais Lúcia percebeu e viu quem era a tal escolhida de Edmundo. Ela ficou feliz mas ao mesmo tempo triste pois não poderiam ficar juntos. Quando ele começou a namorar Beatriz, Lúcia passou a chorar todas as noites em sua cama, em silêncio quando Susana estava lá. Ela o tratava com frieza mas seu coração queria dizer o quanto o amava e queria ele, mas era errado e ele não era o Edmundo doce que se aventurava pelos bosques de Nárnia com ela, que pregava peças nos convidados de Cair Paravel, que a levava pra escola e buscava sempre com doces e depois a levava na pracinha pra lancharem, que passava a noite toda acordado cuidando dela quando estava doente, que chegou a bater em um garoto que tentou toca-la quando ela não queria, que ficava horas falando sobre Nárnia com ela, que a ensinou lutar com espada, não, ele não era aquele Edmundo quando estava com aquela loira, e Lúcia desejava que ele voltasse, não suportava o ver arrogante, chegando às vezes bêbado e dizendo palavras duras pra ela, mas em uma dessas vezes que ele chegou desse jeito em casa, Lúcia estava na cozinha justo na hora que ele chegava e por onde ele entrava. Ela tomava seu chá quando ele entrou pela porta, não se assustou pois já sabia, apenas olhou pra ele com desdém e se levantou para sair. Foi quando Edmundo a segurou pelo braço, ela se assustou e virou pra ele, encontrou aqueles belo par de olhos negros que passavam alguma mensagem. Lúcia podia ler desespero neles, parecia que Edmundo lhe dizia, através de seus olhos, que precisava dela. Com a outra mão ele acariciou o rosto dela suavemente e Lúcia o viu chorar. Ele olhou para os lábios dela e os tocou levemente com o polegar. Lúcia estremeceu na hora, sentiu seu coração acelerar. Ele começou a se aproximar mas Lúcia caiu em si, empurrou ele e saiu correndo dali. Seu coração estava uma mistura de alegria e medo, alegria pois soube que Edmundo sentia algo por ela, medo porque aquilo era errado. Ela se trancou em seu quarto, os pais já estavam dormindo, Susana não estava lá e Pedro já era casado na época. Lúcia temeu que Edmundo, bêbado do jeito que estava tentasse fazer algo. Mas nada aconteceu mais aquela noite. Os dias passavam, mesmo com a frieza de Edmundo para com ela também, Lúcia pegava os olhares dele que queimavam em paixão por ela. Decidiu tentar esquecer, se afastar mais ainda, não queria olhar pra cara dele, até o dia em que Edmundo sofreu a desilusão com Beatriz. Lúcia sentiu seu coração despedaçar, sofria a dor dele, de ver ele naquele estado. Ela ficou do lado dele, o alegrando e o trazendo aos poucos de vida. Lúcia via o quanto Edmundo queria estar forte pra ela, o quanto queria estar apresentável novamente. Ela deixou de viver muitas coisas para cuidar dele e traze-lo de volta a fé, a alegria. A cada dia que se passava, ela se alegrava vendo que o sorriso ia aos poucos surgindo no rosto dele, o brilho no olhar voltava cada vez que ela estava com ele. Foi aí que ela percebeu que ela era sua graça salvadora, o amor que o resgataria. Lúcia não sabia mas Edmundo tirava forças dela para lutar contra seus medos, ela era a luz para o mundo de trevas em que ele se encontrava.

Ao recordar disso tudo, Lúcia se sente feliz por estar com ele, ser a esposa dele, só ele poder conhecer e sentir cada parte do corpo dele, seus beijos, suas carícias desde a mais simples até a mais quente. Ela sabia que não precisava se preocupar com nenhuma mulher que chegasse perto dele, confiava no amor e fidelidade dele.

Lúcia chegou em casa feliz, Anna já estava lá, saiu correndo assim que viu a mãe e a abraçou forte, a enchendo de beijinhos. Lúcia ia falar sobre a gravidez com ela depois de falar com Edmundo, a filha disse uma vez que queria um irmãozinho. Depois ela subiu para o quarto e preparou toda a cena para a surpresa. Colocou os sapatinhos que estavam na caixa sobre a cama, um ursinho do lado e um cartão escrito “Mais um presente pra você. Parabéns papai!” dentro da caixa. Tomou um banho e desceu para ajudar a cozinheira a preparar o jantar. Estava muito feliz, não via a hora de Edmundo chegar e saber da notícia.

Edmundo arrumava suas coisas já para ir embora. Devido a reunião ficou uma hora a mais no trabalho. Ele estava louco pra chegar em casa e encontrar com Lúcia e sua filha, sorria vendo o retrato das duas em sua mesa. Ele tinha a família que tanto sonhava, melhor ainda. Uma batida na porta chamou sua atenção.

- Entre! – ele suspirou cansado e disse.

- Com licença senhor, posso falar um instante contigo? – era Jessyca, chegava cheia de manha, insinuando estar triste.

- Claro mas não posso demorar muito. – Edmundo foi breve. Ele não queria continuar mais ali, mas não podia ser rude.

- Só vim trazer os arquivos que me pediu, estão todos organizados. – Ela sorriu e entregou os papéis a ele.

- Obrigado Jessyca! – ele disse olhando para os papéis – Foi muito rápida! Isso é bom! – ele deu meio sorriso pra ela.

- Que bom que lhe agradou. – ela sorriu e fez charme – Eu queria te pedir uma coisa, se não for muito incômodo...

- Se eu puder atender... – Edmundo já temia onde aquilo daria. Os dois estavam ali sozinhos e ele se sentia desconfortável.

- É que meu carro quebrou e não tem ninguém que more perto da minha casa além do senhor e tenho medo de ficar sozinha esperando um táxi a essa hora. – Jessyca usava seu tom mais doce e convencivel – Queria te pedir se podia me deixar em casa...

- Jessyca... – Edmundo não queria, ele sentiu o mesmo fria na espinha que sentia quando estava perto de algo ruim. De repente ouviu-se um trovão e começou a chover.

- Tudo bem... me desculpa... – ela percebeu que ele não caiu fácil e fez uma de arrependida.

- Ok, eu te deixo em casa. Está chovendo e não é bom que uma mulher fique sozinha a essa hora na rua. – Edmundo foi simpático, mas pedia a Aslan que nada de ruim acontecesse. Era difícil ele dizer “não” , sempre teve um coração bondoso depois que se tornou rei. Isso era bom mas às vezes lhe trazia consequências ruins. Muitos se aproveitavam de sua bondade.

Jessyca deu um sorriso de agradecimento e saiu com ele. Edmundo torcia para que ninguém os visse pois entenderiam tudo errado, e se isso chegasse nos ouvidos de Lúcia poderia dá um problemão. Claro, ele não ia esconder da mulher que deu carona a secretária, mas ele mesmo queria contar a ela.

Os dois chegaram no carro, Edmundo abriu a porta pra ela entrar, mas a do banco de trás. Jessyca não gostou mas não deixou isso transparecer. Ele entrou depois e dirigiu o mais depressa permitido. De repente venho em sua mente os sonhos que tinha, onde Lúcia o abandonava, não acreditava nele. Edmundo sentiu o corpo gelar, o medo novamente o invadiu, mas ele não deixou que tomasse mais conta dele, começou a pensar em Lúcia e nos momentos deles dois como sempre fazia.

- Muito simpática sua esposa! Tem sorte! – Jessyca disse com jeito de falsa.

- Obrigado! – Edmundo sorriu mas não sentiu sinceridade no comentário de Jessyca – Ela é meu maior presente! – ele disse orgulhoso e firme.

- Que lindo um marido falar assim de sua esposa! – Jessyca tinha a voz doce mas traiçoeira. Edmundo apenas sorriu.

O resto do caminho foi em silêncio pois Edmundo não falava muito, apenas sons de “hum hum”, o que deixava Jessyca irritada. Não demorou muito e eles chegaram, porque Edmundo praticamente voou com o carro. Ele desceu e abriu a porta do carro pra ela sair.

- Muito obrigada senhor Edmundo! – Jessyca disse sorrindo e suavemente.

- Disponha! – Edmundo sorriu normalmente – Bom, eu já vou! Tenha uma boa noite! – ele disse andando e entrando no carro, não dando tempo para Jessyca dizer nada. Assim que entrou no carro, sentiu um alívio. Logo saiu dali, já Jessyca ficou furiosa.

- É uma questão de tempo, meu amado rei! – ela sorriu olhando o carro virar a rua e ir embora.

Luiz enfim chegou a outra cidade junto com Vera. Ele parou o carro em frente a um sítio, a ruiva dormia, ele a sacudiu de leve.

- Vera... – Ele a chamou.

- Hmm... o que? – Vera murmurou sonolenta.

- Chegamos! – Luiz disse já abrindo a porta do carro.

- Nossa... – Ela esfregou os olhos – acho que não durmo assim há um bom tempo! – ela bocejou depois.

Luiz riu e saiu do carro, abrindo a outra porta para Vera sair.

- Onde estamos? – Vera perguntou estranhando o lugar.

- Um sítio que fica em Cambridge. – Luiz respondeu caminhando em direção ao portão – Sei que é em outra cidade e um pouco distante da sua família, mas é o único lugar que eu pude deixar oculto daquela gente. – ele a olhou preocupado.

- Tudo bem... – ela sorriu – É bem melhor do que aquele lugar!

Luiz sorriu pra ela e a ajudou caminhar. Entraram pelo portão, já era noite. O lugar era lindo, a entrada tinha um lindo jardim com lírios plantados. O caminho até o casarão era de paralelepípedo e nos dois lados tinha jardim com flores e pedras, árvores frutíferas. Vera ficou encantada com tudo aquilo.

- É lindo! – ela disse sorrindo.

- Pertenceu ao meu avô e eu herdei. Planejava me casar e morar aqui! – Luiz sorriu mas seus olhos passavam dor. Vera colocou a mão em seu ombro e sorriu – Está tudo bem! Já superei... – ele piscou os olhos e secou a lágrima antes que ela caísse em seu rosto.

Os dois chegaram ao casarão. Era lindo, todo pintado de amarelo e telha de tijolo. Tinha uma enorme varanda com plantas e alguns bancos. Uma senhora saía lá de dentro e sorriu ao ver Luiz.

- Oh! Meu menino! – a senhora foi até ele com seus braços abertos, o apertando em um maravilhoso abraço.

- Tia Adelaide! – Luiz apenas disse isso em lágrimas e sorrindo.

- Luiz! Como você está meu querido? – Adelaide o olhou por completo, segurando seu rosto.

- Ainda ficarei melhor tia Adelaide... – ele esboçou um sorriso triste – Bem, trouxe uma amiga que também vai precisar de ajuda e ficar aqui por um tempo. – Luiz foi na direção de Vera e a levou até Adelaide.

- Oh menina! Você precisa de cuidados! – Adelaide passava as mãos nos cabelos dela e em seu rosto com um sorriso acolhedor e um olhar preocupado. Vera apenas sorriu.

- Ela se chama Vera e era prisioneira na mansão. Consegui liberta-la com meus truques, temia alguém fazer algo com ela. – Luiz disse.

- É um prazer te conhecer Vera! Não se preocupe, aqui estará segura! – Adelaide sorriu – Eu sou Adelaide mas pode me chamar de tia apenas! – ela sorriu.

- Muito obrigada! – Vera disse suavemente e sorriu. Estava cansada.

- Luiz! – uma voz feminina ecuou pelo ambiente.

- Sarah! – Luiz sorriu e foi correndo em direção a amiga – Oh Sarah! – ele chorou.

- Luiz! Que saudades! – ela disse enquanto o abraçava forte – Como você está? – Sarah olhou pra ele acariciando seu rosto.

- Bom, um dia estarei bem! – ele sorriu beijando uma mão dela – E você?

- Estou bem! – ela sorriu e beijou sua testa.

- Venha, quero te apresentar uma pessoa! – Luiz pegou a mão dela animado e a levou até Vera. – Essa é Vera, uma amiga que era prisioneira e a trouxe pra cá, Vera essa é Sarah, a amiga que te falei.

- Oh, é um prazer! – Sarah abriu o maior sorriso que pode e abraçou Vera fortemente, quase a fazendo cair.

- Também é um prazer! – Vera riu e retribuiu o abraço.

- Estará segura aqui e pode contar com todos nós! – Sarah segurou em suas mãos e lhe deu um sorriso simpático.

- Bom, tia Adelaide, Sarah, eu preciso ir agora mas confio que Vera estará bem aqui! Cuidem bem dela, e Vera, você pode conversar sobre o quiser com elas! – Luiz disse sorrindo.

- Mas já vai embora? – Adelaide perguntou.

- Sim tia! Queria poder ficar mas ainda tenho muito que descobrir e ajudar! – Luiz forçou um sorriso sentindo a dor de partir para aquele lugar.

- Se cuida, por favor! – Sarah disse tendo os olhos marejados. Ela segurou firme sua mão.

- E você também! – ele sorriu e acariciou o rosto dela, enxugando uma lágrima. – Fique bem Vera e não se preocupe pois tudo dará certo! – ele abraçou a ruiva.

- Obrigada por tudo e que Aslan te proteja! – Vera disse sorrindo e retribuindo o abraço.

- Obrigado! – Luiz sorriu entre lágrimas. Seu coração se enchia de paz toda vez que ouvia o nome do Leão.

Ele entrou em seu carro e foi embora. Luiz nunca se sentiu tão feliz na vida como estava naquele momento, dirigia sorrindo e chorando, mas de alegria. Ele observava cada paisagem que ia passando, sorria a sentir a brisa leve da noite em Cambridge, e pensava em Aslan. Como seria aquele Leão? Ele tentava imaginar a voz doce que tanto lhe falaram, os olhos amorosos, o abraço sem igual. Luiz só pensava em Aslan, só pensava em uma vida de paz onde não existiria medo, dor, pessoas ruins e nem lágrimas... Luiz estava tão absorvido em seus pensamentos que não viu um caminhão vindo em sua direção, só percebeu um clarão e na tentativa falha de desviar, acabou batendo seu carro violentamente numa árvore. Desmaiou com uma enorme ferida aberta em sua cabeça de onde jorrava sangue...

Edmundo chegou em sua casa, estava aflito em ver Lúcia e ter que contar sobre a carona e ouvir mais coisas sobre a secretária que ela não sabia que ocupara o lugar de Claudia. Antes de entrar ele respirou fundo, já era um pouco tarde da hora que ele chegava. Anna estava na sala como sempre brincando com seu gatinho. Assim que ela o viu correu e se jogou em seu colo, o abraçando forte e dando vários beijinhos. Edmundo a abraçou rindo e a enchendo de beijos também.

- Como foi seu dia minha princesa? – ele perguntou a colocando no chão e logo depois sendo puxada por ela para se sentarem no chão.

- Foi muito legal papai! Brinquei muito na escola, diz vários desenhos e aprendi novas palavras! – Anna tinha a voz doce e sorria – E o seu papai? – ela abraçou Edmundo de novo.

- Não foi tão divertido como o seu – Edmundo riu mexendo nos cabelos dela – mas foi bem legal! Papai teve que ler muito e ouvir demais! – ele disse rindo e revirou os olhos.

- Amor! Você já chegou! – Lúcia entrou na sala sorrindo e com sua doce voz.

- Sim e me desculpe o atraso! – Edmundo se levantou e foi até ela lhe dando um beijo e abraçando-a, ele se sentiu a vontade quando ela retribuiu suas carícias – Logo mais temos que terminar o que começamos lá no meu escritório. – ele a olhou sedutor e diz com voz bem rouca, depois lambeu os beiços dando um sorriso safado.

- Ed! – Lúcia riu e o beijou.

- O que foi? Temos que namorar um pouco depois de um dia estressante! – ele deu um beijo no pescoço dela.

- Safado! – ela riu e deu um tapinha no braço dele – Vamos jantar! Estávamos a sua espera, majestade! – Lúcia o reverenciou como na época que eram reis e sorriu.

- Mais que honra minha rainha! – ele sorriu e deu um selinho nela – A princesa também está convocada a jantar! – Edmundo foi até a Anna que estava agora brincando com suas bonecas. Ela riu e pegou na mão dele e depois na de Lúcia.

Jadis acordou depois de ter os melhores sonhos de sua vida. Ela sorria e se sentia quente apesar do corpo frio. Os sonhos a levaram até as lembranças reais, de quando ela realmente provava do corpo macio e quente de Edmundo. Ela se lembrou da primeira vez que se deliciou sentindo toda a espessura dele, por dentro e por fora. Sentindo todo o delicioso prazer, sentindo seu corpo queimar sendo estocada tão rudemente por ele quando ainda era a primeira vez do moreno. Ela se lembrou de quando ele chegava na casa dela e nem esperava muito, a tomava em seus braços e transava onde estavam.

Jadis sorria e gemia, passando a mão pelo seu corpo, nem percebeu que um servo seu estava ali. Nabara a olhava assustado, ele também não estava muito legal um pouco antes, tentou acorda-la mas tudo o que ouviu foi um gemido “ai meu rei que gostoso!” vindo dela. Ele riu, tentou sacudi-la com mais força. Jadis abriu os olhos devagar ( ela estava em um corpo ) sorrindo e se assustou vendo Nabara ali.

- Mas o que você está fazendo ?! – ela perguntou furiosa.

- Nada senhora, apenas... – Nabara estava assustado, foi interrompido por ela.

- Não se meta onde não é chamado seu imbecil! – ela se levantou revoltada.

- Desculpa senhora! Apenas me preocupei em ve-la caída no chão. – O servo tentava se justificar.

- Então foi tudo um sonho... – Jadis falou confusa, girando em volta de si.

- Como? – Nabara estranhou.

- Nada idiota! – ela se estressou – Esquece o que houve! Eu estou bem! – ela respirava descompensadamente.

- Que bom saber pois vendo Kevin morto e todos na mansão estranhos pensei que algo de ruim aconteceu com a senhora. – Nabara a olhava confuso.

- Kevin está morto e a alma de Miraz presa! – Jadis se abanava – Nossa, tá calor aqui!

- Calor? – Nabara perguntou confuso – Está mesmo bem senhora?

- Estou estrupicio! – Jadis se irritou – Vai caçar o que fazer! Depois vejo o que aconteceu... – Ela ainda estava em êxtase pelo sonho.

- Tá... mas quer que eu chame alguém para buscar o corpo? – Nabara perguntou receoso.

- É... chame! Eu vou para meu quarto! – Jadis estava desnorteada. Saiu da sala sem jeito.

Sarah levou Vera para um dos quartos da casa pra que ela se banhasse e colocasse uma roupa limpa. A ruiva não via um conforto de um lar há quase cinco anos, tendo que conviver naquela cela. Às vezes até ficava num dos quartos da mansão, mas só quando Kevin a queria.

O quarto era bem aconchegante, típico de fazenda, o chão de madeira, as paredes cor salmão, os móveis brilhavam, uma cama de solteiro bem confortável. Vera sorriu sentindo aquele ambiente, lembrou da casa de seu pai.

- Espero que tenha gostado! – Sarah disse gentilmente com um sorriso no rosto.

- É perfeito! Obrigada! – Vera sorriu pra ela.

- Vou te deixar a vontade para se banhar. Ali no armário tem algumas roupas, o banheiro fica logo ali. Vou me preparar alguma coisa pra você comer. Deve estar faminta! – Sarah estava abalada pela situação da jovem. Sabia muito bem o que aquela gente era capaz.

- Obrigada, de coração! – Vera sorriu e algumas lágrimas caíram. Sarah foi abraça-la.

- Shhh não fica assim! Tudo vai dá certo e assim que pudermos, te levaremos para sua família! – Sarah a abraçou forte.

- Não sei se eles vão me aceitar... – Vera disse chorando.

- Olha, na vida tropeçamos algumas vezes, mas quando nos arrependemos de verdade, temos outra chance de se reerguer! – Sarah sorriu – Confia em Aslan?

- Sim! – a ruiva sorriu.

- Então não precisa se preocupar! Ele vai prearar todo o caminho pra você! – Sarah acariciou os cabelos dela – Quando você tiver melhor podemos conversar. Saiba que estou aqui pra ajudar! – ela sorriu gentilmente.

- Obrigada! – Vera sorriu.

Sarah saiu do quarto e deixou Vera a vontade. A ruiva enxugou as lágrimas e foi ao banheiro que ficava ali. Ao chegar lá, se olhou no espelho, tirou a enorme capa que vestia, depois a fina camisola. Lágrimas desceram novamente em seu rosto quando viu seu corpo todo marcado, feridas, hematomas. Vera viu o quão profundo abismo mergulhou sua vida, tinha tudo o que sonhava, um marido excelente, um filho maravilhoso, uma família incomparável, uma vida perfeita! Se perguntava como pode trocar isso tudo tão rápido? Vera não se lembrava direito, não sabia que foi enfeitiçada, achava que ela mesma quis tudo isso.

Caminhou até a banheira e a encheu de água morna. Depois mergulhou ali e ficou um bom tempo. Refletia em tudo o que vivera em tão pouco tempo de vida. Foi dada como morta quando nasceu, aos quatro anos foi diagnosticada com dupla pneumonia, aos dez sofreu um terrível acidente caindo do cavalo e batendo a coluna diretamente no chão de cimento, ficaria tetraplégica para sempre mas em um mês já andava normalmente. Aos dezesseis foi picada por uma cobra venenosa e ficou três semanas em coma, tendo chances nula de vida. Vera escapou da morte inúmeras vezes, e viu que essa entraria pra sua conta. Ela agradeceu a Aslan em silêncio e se arrependeu por tudo o que fez. Se ganhasse a segunda chance iria lutar com unhas e dentes pra salvar sua família e fazer o bem!

Edmundo e Lúcia colocaram Anna pra dormir como faziam algumas vezes. Os dois contaram mais aventuras pra ela. Anna dormiu como um anjinho depois, sempre sorrindo. Eles deram um beijinho nela e saíram do quarto.

Assim que alcançaram o corredor, Edmundo começou a beijar Lúcia e abraça-la, correndo suas mãos por todo o corpo dela.

- Ed, calma! – ela ria e arfava.

- Estou com saudades sua! – ele sussurrou em seu ouvido e beijou seu pescoço – Você me deixou explodindo hoje, Lu... – os dois já gemiam baixinho.

- Você tinha que trabalhar, eu não tive outra escolha! – Lúcia estava sem fôlego já – Mas calma... – Ela o empurrou rindo, deixando ele confuso.

- Lu... – Edmundo fez dengo.

- Vamos para o quarto primeiro apressado! Sabe que Anna pode nos ouvir aqui e sair pra fora do quarto dela! – ela o repreendeu rindo.

- Tá bom... – ele riu – Mas chegando lá você não escapa... – ele disse a milímetros da boca dela – Vou te levar ao céu junto comigo... – Edmundo a beijou.

- Sei disso... – ela sorriu sapeca e mordeu o lábio.

Lúcia deixou Edmundo entrar na frente, o deixando confuso. Ele entrou no quarto e logo se deparou com a cama tendo alguns ursinhos e uma caixa entre eles. Edmundo sorriu e os olhos brilharam em lágrimas. Já vira aquela cena antes, seu coração já transbordava uma alegria infinita. Se virou pra Lúcia e viu um lindo sorriso nela.

- Abre! – ela fez gesto para a caixa.

- Lu... – Edmundo pegou a caixa e a abriu com cuidado, revelando um par de sapatinho de bebê e um cartão escrito “Mais um presente pra você. Parabéns papai! “ . Ele sorriu e chorou ao mesmo tempo, depois abraçou Lúcia a beijando – Meu amor... vamos ter mais um bebê? É isso mesmo?! – ele sorria e chorava de alegria.

- Sim amor! Você vai ser papai de novo! – Lúcia também chorava e sorria. Edmundo sentou na cama e acariciou a barriga dela.

- Ei! Sou seu papai! Sei que ainda está se formando mas saiba que já te amo muito! – ele sorriu e beijou a barriga de Lúcia, depois colocou o ouvido e sorriu ao ouvir as batidas do coraçãozinho – Obrigado meu amor! Obrigado por esse presente maravilhoso! – ele sorria pra Lúcia.

- Obrigada a você também por me tornar mãe! – Lúcia sorriu tirando a franja da testa dele – Eu te amo! – ela o beijou.

- Eu também te amo! – ele disse entre o beijo.

O beijo foi aumentando e Edmundo deitou o corpo na cama com o peso de Lúcia. Ele levou suas mãos para sua cintura e levantou o vestido dela, passando os dedos delicadamente pela pele macia da esposa. Lúcia desengranhava os cabelos dele e gemia entre o beijo. Ela se levantou, sentando e cima dele com uma perna de cada lado, depois começou a desabotuar a camisa dele, passando a mão pela pele branca e macia de seu peito. Beijou e lambeu toda aquela extensão, arrancando gemidos dele. Lúcia se levantou e abriu devagar a calça de Edmundo, olhando sedutora pra ele. O moreno a olhava sedutoramente. Ela desceu a calça o deixando com a cueca, nisso Edmundo se sentou, se livrou de vez da blusa que usava e beijou Lúcia. Ficando de pé, tirou o vestido dela, a deixando só com a roupa íntima. Ela o jogou na cama, sentou de novo em cima dele, Edmundo passou suas mãos pela barriga dela cuidadosamente, sorrindo. Depois levou as mãos para suas coxas a apertando com firmeza. Lúcia tirou o sutiã deixando seus seios de fora, nisso Edmundo foi logo os segurar, se sentou e abocanhou um, mas Lúcia o jogou de novo na cama. Ele fez cara de cãozinho abandonado e ela riu. Lúcia se levantou, tirando a calcinha e depois tirando devagar a sunga dele. Edmundo parecia ter se libertado de algo quando estava completamente nu. O membro estava duro e ereto. Lúcia voltou a posição de antes, dessa vez se encaixando devagar nele. Edmundo gemeu indo com a cabeça pra trás e olhos fechados. Lúcia começou os movimentos de leve, deixando o marido louco. Ele apoiou os cotovelos na cama para aprecia-la, ela olhava nos olhos dele e se movimentava. Foi indo mais rápido quando o viu olhando todo seu corpo. Isso o deixou o louco e ele logo se deitou no colchão de novo, embriagado no prazer. Os gemidos de ambos eram altos, os dois já suavam. Edmundo tinha a boca aberta que saía gemido atrás de gemido e a cabeça tombando pra trás. Segurava com desejo as pernas, a cintura e o bumbum de Lúcia. Ela também já tombava a cabeça pra trás e passava as mãos por todo o peitoral dele. Edmundo uniu forças pra se levantar quando percebeu que já chegariam ao orgasmo e pediu pra ela olhar nos olhos dele. Ele abraçou pela cintura a beijou rápido, e abriu os olhos, ficando fixo com os dela. Chegaram juntos ao delírio do prazer, um olhando no fundo dos olhos do outro, sorrindo e logo depois gemendo. Se abraçaram apaixonadamente e se beijaram. Ficaram assim um bom tempo.

- Te amo... – ele sussurrou no ouvido dela, mexendo em seus cabelos.

- Te amo... – ela também sussurrou no ouvido dele dando um beijo em seguida.

Mansão de Numus....

- Como assim ninguém sabe onde Araris está?! – Numus estava uma fera. Há um mês a feiticeira verde havia sumido.

- Senhor, a procuramos por todos os lugares! Não há sinal dela! – um dos servos disse.

- Procurem outra vez! SE NÃO VOCÊS PAGARÃO COM SUAS VIDAS! – Numus gritou, apontando sua espada para os servos. Eles se retiraram – Se acha que pode fazer isso comigo sua maldita, tá muito enganada! – ele jogou um objeto com toda força no espelho, espatifando-o.

Pedro andava por um bosque lindo, cheio de flores e gramas verdejantes. Era quase o amanhecer e a neblina caía sobre aquele lugar, deixando-o brilhante. Ele sorria vendo aquilo.

- Pedro! – uma voz doce e suave surgiu. O loiro se virou para ver quem era e seu coração acelerou ao ver que a dona daquela voz era a mulher que ele tanto ama e sentia falta.

- Vera... – Pedro sussurrou o nome da ruiva, sorrindo.

- Eu te amo e sinto sua falta! – ela chorava e sorria.

- Eu também te amo... também sinto sua falta... – Ele chorou – Vera, onde você está? Por favor, me diga! Eu e Miguel precisamos de você!

- Tudo tem seu tempo, Pedro! – ela sorriu e desapareceu.

- Vera! – Pedro entrou em desespero.

O loiro acordou assustado, respirando descontroladamente. Chorou em ver que era apenas um sonho e olhar para o lado da cama e não ver mais sua bela esposa. E era assim há cinco anos...

- Ah Vera! Por que? – ele perguntava a si mesmo, em lágrimas. Pedro ainda amava e pedia a Aslan que ela estivesse viva e se arrependesse. Em seu coração ele já havia a perdoado...


Notas Finais


Alguém aí torce pra Pedro voltar com Vera ou apenas serem amigos?
E o Ed com essa secretária agora hein gente! Será que ele vai cair na dela?
E o que será que vai acontecer com Luiz?

Só no próximo capítulo....

"O amor vence tudo" últimos capítulos... rsrs


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