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História O Aniversário De Casamento - Gaara - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi... MERDA!

Meu nome é Lettica, mas em outro universo talvez me conheça como Martinez

Aconteceu o seguinte! Eu apaguei sem querer minha conta anterior. E como estou de luto e sem nada para fazer, resolvi postar essa One-shot

Eu não ia postar isso... mas apaguei minha conta e to com raiva de mim

Então com muita vergonha, aqui está um capítulo único do Gaara! Aaaeehh!

Deixa eu enfiar minha cabeça na terra, já volto!

Capítulo 1 - O Aniversário esquecido!


O Aniversário esquecido de casamento!!

Gaara parou na frente da porta a encarando. Ele adoraria se explicar e pedir desculpas, mas o orgulho estava falando mais alto. O Kazekage fechou um dos punhos pretendendo bater na porta, mas hesitou ao ouvir um murmuro do outro lado da mesma. Quando aproximou o ouvindo da porta a mesma se mexeu, aparentemente aberta. O ruivo abriu mais um pouco tendo uma pequena vista pela fenda fina da entrada.

Com esse ato ele pode ouvir mais dos murmúrios de Kahitsuni. A morena estava deitada e o cobertor a cobria até o pescoço. Gaara teve a sensação de seu coração errar as batidas quando viu a Akuyuki toda encolhida, como se fosse um cachorrinho pequeno na enorme cama.

— Duzentos e cinquenta... du-duzentos e cinquenta e um... duzentos e cinquenta e dois... duzentos e cinquenta e três... - Tsune contava apertando os olhos. Sua técnica para dormir estava falhando. Seu sono não chegava para ela esquecer por algumas horas o pequeno erro do Kazekage. Do outro lado da porta Gaara observava sentindo um aperto do coração.

Os dois se sentiam meio idiotas. Kahitsuni se sentia infantil por ligar para uma falha tão comum e de certo "pequena". Mas no fundo sabia que a dor no seu coração não foi seu marido esquecer o aniversario de casamento deles, e sim o fato do como fora tratada durante o dia. E esse era o motivo por Gaara se sentir um completo estúpido. Afinal, não só conseguiu esquecer o aniversario de seu casório, como tratou sua mulher na pior forma possível. Mas apesar de tudo, ele estava arrependido.

A algumas horas atrás alguém bate na porta do escritório do Kazekage e entra em seguida. Esse alguém era Kahitsuni Akuyuki Kazekage. Esposa de Gaara do deserto, Kazekage de Suna.

— Sama? - Kahitsuni chamou seu marido enquanto fechava a porta atrás de si. Gaara normalmente odeia esses sufixos que elevam seu nome de forma "nobre", mas sempre que pronunciado por sua amada, o mesmo já afirmara que acha extremamente sexy da parte da esposa. Mas hoje seria o último dia que ele poderia reparar neste apelido, já que estava estressado com o trabalho e não queria interrupções por coisas "fúteis". — Como está?

Tsune usava um kimono de pano fino e leve, vermelho vinho imperceptível, de longe facilmente confundido com preto. Um pequeno decote bem simples, delicado e não muito revelador. Qualquer homem na situação de Gaara teria um sangramento nasal durante longas horas e agarraria aquela mulher sem muitos questionamentos. Mas para a falta de sorte de alguns, nosso Kazekage nem reparou no quanto sua amada mulher estava linda naquela tarde.

— Kahitsuni eu não to com muito tempo para "oi, bom dia, como está?"!! Poderia ser breve? Tenho que terminar isso rápido! - Gaara respondeu sem olhar para sua esposa de um jeito frio e seco que surpreendeu a mulher. O jeito que o ruivo falara, lembrou a época psicopata de seu marido, antes de Naruto e Kahi lhe ensinarem que eles também sentiram essa dor e o significado de amor.

Mas o que mais incomodou a morena foi a ausência de um certo apelido, que em situações normais, nem mesmo na cama ele era recusado: Kami. O ruivo usa para lembrar que tem uma deusa maravilhosa do seu lado, mas nesta data tão importante, parece ter esquecido.

— E-eu... - A mulher estremeceu. Pela primeira vez durante anos, seu marido a tratara desta forma. O que fez a mulher se entristecer enquanto seu coração se apertava aos poucos. E para seu azar, o nó que fez em sua garganta só serviu para atiçar a ira de Gaara que levantou o olhar frio e sem vida.

— "Vov-você" o quê?! - A maneira como o Kazekage a imitou fez Kahi arregalar os olhos assustada. Pela primeira Gaara reparou nas vestes da mulher, por alguns segundos, se deixou levar pela beleza de esposa, mas se recompôs em seguida. — Fala rápido.

Kahi ficou paralisada por volta de 1 minuto só encarando seu marido. Não podia acreditar no que estava vendo. A maneira como ele falava, frio, seco, rancoroso. O coração da Akuyuki ia se partindo em pedaços e se viu em uma situação crítica. Sentiu as lágrimas tentarem vazar dos olhos mas se segurou enquanto pôde criando uma desculpa para só sair de lá o mais rápido possível.

Ao meio dessas tentativas, podemos reparar que Kahi segurava atrás de si um pote com uma muda de um tipo raro de cacto, o Cacto parafuso. O presente que pretendia dar a seu marido no final da noite, mas ao perceber que ele não sairia daquele escritório tão cedo, desistiu do presente.

— E-eu... - Ela tentara mais uma vez. Sem sucesso. A expressão de tédio e frieza nos olhos de seu esposo não ajudavam. Kahi respirou fundo. "Eu queria saber onde prefere comemorar nosso aniversário de casamento." Era o que ela deveria ter dito, mas ao invés disso... — Eu só queria saber se iria jantar comigo e com Shinki. - A mulher soltou cabisbaixa.

— Não sei. Vou chegar tarde, talvez só me vejam amanhã. - Gaara respondeu com a atenção voltada para sua papelada.

— Hai. Até amanhã então, Kazekage. - O ex-jinchurikki levantou os olhos surpresos pela situação. "Kazekage"? Kahitsuni não liga para estes postos. Não chama nem o Naruto de Hokage, não chamava a Tsunade e não chamava o Kakashi, por que chamaria Gaara de Kazekage?

Respirando fundo o mesmo repensou a maneira como tratou sua esposa. O arrependimento invadiu e não conseguia mais ler nenhum documento enquanto sua mente lhe lembrava do olhar triste e a voz fria de sua amada.

Quando se viu do lado de fora da sala, Kahitsuni sentiu as lágrimas descendo, mas tentou parar quando ouviu a voz de um dos ninjas na porta do escritório.

— Você esta bem Sra. Akuyuki? - Um deles perguntou.

— Não, eu estou ótima. - Kahi tentou disfarçar seu tristeza. Evitando mais perguntas, a mulher se dirigiu para fora do prédio indo e direção a sua casa.

No caminho se perguntava como explicar para Shinki que Gaara não jantaria naquela noite, o que deixaria a grande dúvida: "Por que ele não veio".

Abrindo a porta da sua casa, Kahi foi ao encontro na sala de jantar, vendo Kankuro, Temari, Shikamaru, Shikadai e Shinki no recinto.

— Que isso, em?! - Kankuro brincou elogiando a roupa de sua cunhada. — Tá linda. O Gaara vem? - A Akuyuki pensou duas vezes antes de dar uma resposta ao marionetista, principalmente por Shinki e Shikadai estarem lá.

— Ele... ta muito ocupado. - Tsune tentou dizer com o sorriso mais sincero que ela tinha. Temari ficou relutante. Ao seu ver, a qualquer memento -principalmente nessa data importante- Gaara largaria tudo para passar a tarde com sua amada esposa e seu filho, nem que seja por somente uma hora. Shinki também percebeu um leve desânimo da mãe, se perguntou se seu pai tinha algo a ver.

— Mãe onde vai? - Shinki se lembrou de um pouco antes de Kahi chegar. Ele ficou muito feliz, Kahitsuni tinha um sorriso lindo no rosto e em suas mãos um tipo raro de cacto. O cacto parafuso. Gaara tem procurado por ele durante meses e ainda não o encontrara.

— Vou ver seu pai, volto antes do jantar. - Shinki por um instante teve vergonha e enjoo de pensar o que seus pais fariam no escritório, considerando o belo kimono que sua mãe usara. Mas ao mesmo tempo ficou feliz em saber que apesar de todos esses anos, seu pai continua completamente apaixonado por sua mãe.

— A senhora está bem? - Shinki perguntou com receio.

— Claro que estou. Vou passar uma tarde inteira com minha família. - A mulher respondeu se sentando na grande mesa.

— Aniversario de casamento não é pra se comemorar com o marido? Ai! - Shikadai levou um beliscão de sua mãe, pela inconveniência de tocar no assunto.

— Mas ele não esta errad... AÍ!! - Kankuro também foi agredido do outro lado da mesa, dessa vez com um chute sua perna — Eu vou ficar quieto. - Temari virou o rosto para o Shikamaru que tremeu ao ver o olhar da esposa.

— Eu não falei nada! - Shika levantou as mãos em um sinal de paz e rendição.

— Ótimo. - O semblante da loira mudou quando olhou para sua cunhada. — Kahitsuni, o que meu "amado" irmão... - Dizia entre dentes os ameaçando com os olhos. — e filho querem dizer... É que não é do feitio do Gaara deixar você e Shinki sozinhos.

— Eu estranhei um pouco... mas ele é Kazekage, tem mais o que fazer. É so uma data simbólica, não vai mudar nada esquecer um dia, não é? Haha! - Kahi tentava ao máximo passar tranquilidade ao seu filho, sobrinho e cunhados, mas estava falhando. Todos ali até mesmo Kankuro perceberam que tinha algo a mais. — Se me deem licença, vou pegar a comida. - Ela se levantou

— Eu te ajudo. - Shinki levantou. Shikamaru e Temari olharam para seu filho que entendeu na hora.

— Tá... eu também vou ajudar. - Shikadai se levantou. — Se bem que pode valer a pena. Assim consigo enfiar o dedo na comida antes de colocar na mesa.

— Não se atreva mocinho. - Kahitsuni repreendeu o sobrinho entrando na brincadeira.

— Qual é? Sua comida é maravilhosa! E faz tempo que não experimento! - Shikadai pediu outra vez.

— Que prato preparou hoje? - Shinki perguntou com os olhos brilhando.

— Moela, sei que seu pai gosta. Fiz especialmente para ele. - A Akuyuki diz com orgulho colocando a comida na mesa, enquanto os mais novos iam servindo os pratos, hashis e copos. Ela sempre fora ótima cozinheira e tinha orgulho disso. Porém comidas grelhadas nunca foram seu forte, mas quando se casou sabendo que a maioria dos pratos de seu marido envolviam isso, se pôs a aprender.

— Moela?! Ai meu sento Kamisama, como eu senti falta do seu prato de moela!! - Shikadai agradeceu babando pela comida.

— Deve estar uma maravilha. Demorou muito parar preparar? Sei que assados e grelhados não são muito seu forte... - Temari questionou olhando a comida que tinha uma cara ótima.

— Tive algumas desavenças no início, mas finalmente consegui acertar. Eu sempre demoro pra preparar esse assado, mas fiz porque sei que o Gaara adora. - Kahi finalmente se senta para comer. — Itadakimasu! - Falaram todos antes de segurarem seus hashis e experimentarem a comida, seguido por gemidos de prazer e aprovação.

— Delicioso! - Kankuro disse com os olhos prensados provando aquele manjar tão gostoso e sendo seguido por vários outros elogios.

— Se superou hoje mãe.

— O Tio Gaara quis ficar no prédio do Kazekage, problema dele. Não sabe o que perde. - Shikadai falou entupindo a boca com a comida.

— Cadê o saquê? - Kankuro perguntou procurando a bebida alcoólica na mesa e só encontrando suco e água.

— Desculpa, não temos. - Respondeu Kahi. — Eu não bebo, Gaara também não, Shinki muito menos. Por que teríamos em casa? Se bem quê... Shinki, poderia ir no escritório do seu pai ver se tem saquê? Acho que tem uma garrafa na mesa dele.

— Hai. - O menor levantou indo em busca da bebida.

— Ui, e todo aquele papo de "Eu não bebo, meu marido não bebe"?! - Brincou Kankuro.

— Mas não bebemos! - Kahi riu alto. — Foi um presente do Kakashi, estamos com ele a vários anos e só usamos no primeiro dia da lua-de-mel, quando ele descobriu os efeitos do álcool sobre mim, não se atreveu a me dar bebida alcoólica que não seja em uma situação uhm... - Kahitsuni conteve suas palavras ao ver Shinki se aproximando com o saquê e Shikadai na mesa. — Íntima.

— Entendo. - Temari responde com um sorriso. — Aaaeeeh!!! - Gritaram quando Shinki encontrou o saquê. Logo Kankuro tentou pegar a garrafa, mas foi parado por sua irmã mais velha. — Só depois que a criançada dormir, não é Tsuni-chan? - A loira se dirigiu a Kahi.

— Isso mesmo! - Kahi respondeu servindo o suco para Shinki e Shikadai. — Água ou suco? - Perguntou ao Shikamaru, que respondeu "Água", assim como Temari. — Suco ou água? - Se virou para Kankuro.

— Não tem refri? - Ele perguntou.

— Eu e a mamãe não gostamos, e o papai não come em fast food, então... - Shinki explicou. — Sem refri.

— Vai o suco. - O marionetista respondeu chateado.

A tarde foi maravilhosa, ela era feita de risos e papos furados. Mesmo sem o consumo do álcool, o suco os deixou imperativos o suficiente para contar histórias constrangedoras para seus filhos, que ficaram morrendo de vergonha em saber que seus pais tinham toda essa coragem.

— Eu lembro da primeira vez que vi a Kahitsuni! - Kankuro começou com a voz alta recuperando o fôlego da história anterior.

— Conhecemos ela da melhor forma possível! - Temari afirmou rindo.

— Como? - Shinki questionou.

— Gaara tinha salvo o Lee de uma luta no meio de uma missão de regaste. - Kankuro começou a história. — Mas ele voltou com alguém a mais, sua mãe. A princípio ficamos preocupados, afinal ele tava tentando mudar. Quando nos entregaram o Rock Lee, ela o olhou feio e soltou um "Não vai agradecer?"

— Não pedi sua ajuda... - O garoto de cabelos ruivos e olhos frios respondeu sem remorso e com os braços cruzados. Sua voz era seca e grossa. Ele meteria medo até no próprio diabo, mas nesse caso, ele estava lidando com a pessoa mais teimosa que ele conhecerá na vida. E que na época nem sonhara que seria sua futura esposa.

— Mas sua mãe sendo a mulher foda que é, não deixou que ele falasse com ela daquela maneira. - Temari deu continuidade na história.

— Escuta bem, seu moleque com um amendoim nas costas. - O puxou pela gola da camisa aproximando o rosto dos dois. Gaara se surpreendeu com a atitude desafiadora, nunca conheceu alguém que sabendo do seu nível de poder o enfrentara. — Enquanto tiver na afiliação do meu time, segue minhas regras entendeu?

— Só que o Gaara também não é do tipo fácil. - Desta vez foi Shikamaru.

— Quem você pensa que é? Não sabe com quem está lidando? - Gaara apertou o braço da garota.

— Eu diria que sou igual a você... - Kahitsuni se desfez da mão do ninja da areia. — Mas não sou... Não sou assassina. Sou mais forte! - Kahi terminou a frase com seu chakra branco ficando a vista.

— Ninguém até aquele dia sem saber que o Gaara tava tentando mudar, se atreveria a fazer aquilo. E ela fez, impressionando até mesmo Tsunade. - Temari terminou a história.

— E foi assim que a bela história de amor de seus pais começou.

— Fala sério, eu não era tão bruta assim. - Kahi se defendeu.

— Você era pior. - Shikamaru afirmou arrancando risos de Kankuro e Temari. Kahi respondeu com um sorriso constrangido.

Piadas ali, histórias aqui, quando deu o horário Temari foi pessoalmente levar Shikadai e Shinki para o quarto, fazendo os dois assim dormir e dando uma noite de adultos, que se juntaram na sala de estar para beber.

— Vamo lá! - Berrou Kankuro alto e nada sóbrio. — A primeira rodada eu paguei pra todo mundo, agora é a vez de vocês. - A garrafa de saquê que antes estava cheia, apenas com alguns goles bebidos, agora se encontrava quase no fim.

— Não mesmo. - Tsuni respondeu rindo. — Pega leve Kankuro, temos filhos.

— A gente tem que acordar amanhã. - Shikamaru explicou segurando um copo pequeno com saquê.

— "Quale"? A gente vinha aqui, pra beber, encher a cara e ficar "duidões"! - O álcool já o impedia de dizer palavras que fizessem sentido.

— Vem Kankuro, vou te levar pro quarto. Deu de bebida pra você por hoje. - Shikamaru se levantou segurando o amigo que mal em pé ficava. — Vou aproveitar e me deitar também, vem amor? - Pela data o acordo seria que a família Nara e Kankuro dormiriam na casa e no dia seguinte voltassem a suas residências.

— Não, eu vou conversar mais um pouco com a Kahi-chan e depois te acompanho. - Temari respondeu o marido. — Boa noite meninos.

— Boa noite meninas. - Os dois falaram se afastando e subindo para o segundo andar. Antes de começarem a falar as duas ouvem o barulho do relógio marcando as horas: 00:00.

A Akuyuki percebeu que a Temari também notara no horário e sabia que a pergunta iria surgir. Afinal, uma coisa é não chegar antes de jantar, outra é passar o dia fora dentro de um maldito escritório ao invés de comemorar o aniversário de casamento com sua esposa.

— Kahitsuni? - Temari chamou a cunhada. — Fala a verdade, porque o Gaara não veio?

— Não consegui chamar. - Respondeu Tsuni sabendo que não teria como mentir. — Ele gritou comigo de tarde, disse que ta ocupado.

— Ah não, ele não fez isso! - Temari tentou se manter sã para não caçar o irmão e espanca-lo.

— Eu sei que não sou de baixar a cabeça, mas ele parecia tão estressado e fazia tempo que não via aquele Gaara. - Kahi respondeu triste. — O homem com qual deixei claro que nunca me casaria.

— Eu lembro. "Eu aceito seu pedido..." - Temari continuou. — "Mas quero deixar claro, que estou me casando com você..."

— "Não com um Kazekage!" - As duas completaram a frase rindo.

— Não é justo ele te tratar desse modo.

— Eu não gosto de baixar a cabeça a ninguém, mas hoje era pra ser um dia especial. Sem brigas ou coisas de Kazekage. Mas sei que ele se esforça pra manter a aldeia em ordem, não ter tempo é normal.

— Mas o Gaara tem que entender que ele tem família, mulher e filho. Não importa se ele é Kazekage, quando ele decidiu adotar o Shinki, ele sabia que tinha uma responsabilidade, agora ele tem que arcar com elas.

No fundo Kahi sabia que sua cunhada estava certa. Mas teve um dia frustrante tentando achar uma veste que pensava que seu marido ia gostar, conseguiu um presente raro de encontrar, pra no meio do caminho nada do que se esforçou, dar certo. Mas até que no final da noite ela ficou muito feliz, pode não ter tido o aniversario de casamento que estava acostumada, mas ficou feliz em passa-lo com seu filho e amigos.

As duas amigas se despediram uma da outra, Temari foi ao quarto de hóspedes enquanto Kahi ficou olhando o relógio por um tempo. Quando criou coragem a mesma se levantou e olhou a mesa de jantar de longe, vendo o Cacto parafuso em cima da mesma. O presente que deveria ter sido dado ao seu marido.

— E eu sou de ta abaixando a cabeça pros outros? - Ela perguntou a si mesma indo em direção ao presente. Quando terminou tinha um prato de moela e o cacto ao lado na mesa.

"Feliz aniversário de 13 anos, te amo"

Kahitsuni se retira e vai em direção a porta de seu quarto no segundo andar. Quando finalmente entra, sente as lágrimas descerem e uma tristeza invadir.

"Para de chorar!!" - Pensou.

Depois de minutos de lágrimas, a mulher se levantou deitando em sua cama, tendo vista para o céu escuro cheio de estrelas. Não importa o quanto se contorcia na cama, não conseguia dormir. Suspirou fundo antes de começar...

— Um... dois... três... quatro... cinco... - Kahitsuni ficou contando na tentativa de dormir tranquila, mas daqui você já deve ter uma pequena ideia do houve.

Gaara chegou em casa horas depois sentindo que esqueceu de algo, um dos motivos por ter chegado tão tarde. Mas foi entrar e sentir um cheiro que não sentira a alguns anos. Moela. Esse cheiro bom animou o homem que por sua vez ficou mais feliz de estar em casa, isso até o mesmo ver o prato coberto em cima da mesa e o cacto.

Seus olhos se arregalaram e sua garganta ficou seca. Não podia acreditar no que fez. Rapidamente lembrou de como tratou sua mulher nessa tarde e lembrou que dia era hoje. Se sentiu péssimo e terrivelmente horrível.

— Essa não... o que foi que eu fiz? - Ele se perguntou triste.

Subiu as escadas com passos pesados, não sabia nem por onde começar a se explicar. Quando chegou perto da porta ele ouviu sua esposa contar e já estava em números altos, chegando na casa dos duzentos. Ela faz isso para dormir quando está com dificuldade.

— Kami? - Ele chamou a sua esposa aflito. O Kazekage queria parecer certo de sua decisão, mas por dentro os últimos três neurônios que ainda lhe restava na cabeça, entraram em uma discussão sobre o que é bom e o que é mau. — Quero falar com você... - O ruivo tentava parecer forte, sério e intimidador... — Agora! - Mas falhava. Kahitsuni não percebeu, mas as mãos de Gaara tremiam desesperados e o suor frio descia.

Sem questionar Kahitsuni se levantou passando na frente de Gaara sem olhar na cara do Kazekage. O mesmo deu espaço para a Akuyuki entrar no seu escritório e ele entrando em seguida. Tsune se manteve atenta quando ouviu a porta ser trancada e Gaara tirar sua túnica, deixando somente sua calça e uma blusa branca que marcava seu corpo.

— Pode se sentar. - Gaara ofereceu atrás da mesa sentando na sua cadeira.

— Eu to bem em pé, muito obrigada. - A menina respondeu fria e seca. O Kazekage sentiu uma dor que se esforçou para não sentir outra vez: Desprezo. A maneira como Kahitsuni evitava olhar nos olhos de Gaara, a sua voz que antes era doce e gentil, agora só restou uma voz seca e sem vida.

Um silêncio se instalou na sala. Gaara não tirava os olhos de Kahitsuni nem por um segundo. O ruivo analisava cada detalhe da garota a sua frente. Os braços cruzados e que tinham a aparência delicada, as curvas de seu corpo coberto pelo short e blusa curta. Gaara levantou um pouco mais o olhar parando na fenda dos seios da morena. Ela obviamente não era uma Tsunade da vida, mas definitivamente seus seios não eram tão pequenos. Quando percebeu até onde seu imaginação estava o levando, o ruivo se repreendeu voltando a si.

— Queria falar com você sobre a nossa barriga de hoje cedo. - Gaara começou evitando olhar para o corpo de sua esposa.

— Que briga? - Kahi perguntou cínica. — A gente não brigou. Eu entrei na sua sala, você gritou comigo e eu saí. - Durante o dia não quis falar desta maneira com o esposo por ser o dia deles, mas já passara da meia noite então poderia voltar a sua personalidade comum.

Gaara se levantou rápido deixando a cadeira atrás de si cair no chão, com os passos pesados e o olhar intimidador, se aproximou de Tsune que não moveu um músculo. Um dos motivos com qual Gaara se casou com Kahi, foi o fato dela ser a única pessoa que não o teme. O Kazekage aproximou o rosto ficando cara a cara com sua mulher. Suas respirações eram uma só e seus narizes se tocavam.

O casal se entendia perfeitamente bem, mesmo sem dizer nada. Depois da enorme construção emocional que criaram um com o outro, eles desfrutam do trabalho bem feito e da vantagem. Construíram algo tão forte que é quase inquebrável. Por conta disso as brigas dos mesmo eram raras, mais precisamente, as brigas serias que tiveram foram 5 sem contar com essa, até porque eles tinham parado depois que Gaara adotou Shinki, não tinham motivos pra brigar.

Gaara olhou bem cada detalhe no rosto da esposa. Seus olhos escuros, as marcas que tanto amava embaixo dos mesmo, o cabelo preto, os belos lábios, tudo naquele rosto lhe causava vertigem e a vontade que ele tinha era de se jogar de um lugar bem alto, por não ter atacado Kahitsuni no seu escritório enquanto ela usava aquele maravilhoso kimono sexy e apertado. Ao mesmo tempo que sentia ódio de si mesmo com a maneira que a tratara na mesma tarde.

— Eu queria pedir desculpas... - Foi a primeira coisa que ele disse. — Mas não vou... - Com essa frase Kahi ficou assustada com o atrevimento. "Ele não vai pedir desculpas?" Pensou. — Eu estraguei nosso aniversário por estresse, o que também não é desculpa já que você vive estressada e mesmo assim, dá o melhor de si como esposa e mãe. Eu não vou pedir desculpas porque sei que não sou merecedor, ser seu marido não me da o direito de falar naquele tom com você. - Kahi desviou o olhar evitando se permitir chorar na frente dele. — Tudo que posso dizer é que, amei te ver naquele vestido. - Os dois riram nervosos. — Estava maravilhosa e nunca te vi tão bela. A não ser no dia do nosso casamento. - Riram outra vez. O ruivo levou a mão até o rosto da morena com delicadeza. — Foi naquele dia que eu prometi a mim mesmo que tentaria ser o melhor marido, a pessoa que eu sabia que era merecedor de você. E essa tarde percebi que não fiz jus a promessa.

— Você fez jus. Cumpriu sua promessa. - Afirmou Tsune. — Nos seus votos, você dizia que me protegeria não importa o ocorrido e manteve sua palavra. Sama, o que me doeu hoje não foi o fato de ter esquecido. - Kahi segurou o rosto do amado. — E sim porque gritou comigo, uma atitude que não admito, nunca admiti e nunca vou. Mas hoje me doeu tanto. - O Kazekage baixou a cabeça envergonhado de suas atitudes. — Mas eu te perdoo. Sama... eu te amo muito...

— Também te amo Kami. - Gaara tomou os lábios de sua esposa enquanto apertava as curvas de seu corpo e a levantava deitando-a em cima de sua mesa.

Sua boca explorava o corpo da mulher com orgulho enquanto sua mente e sanidade iam desaparecendo. Gemidos baixo e roucos saiam da boca de Kahi que aproveitava cada detalhe desse pedido de desculpas.

— Geme baixo... - O Kazekage pediu sem se atrever a parar as marcas no pescoço de sua esposa. — Eles vão ouvir.

— Aww... quem disse que eu ligo.

— Não esqueça que Shinki e Shikadai estão aqui. - O homem desceu o short da esposa sem cessar os beijos.

— Os dois... se mataram de brincar e treinar hoje... devem estar apagados aw.... - A sensação era ótima e eles mal se lembravam como chegaram ali, se esqueceram que dia era e não importava se brigaram de tarde, tudo que restou foi desejo. — O que será que o conselho diria? Hm...

— Sobre...? - Gaara se afastou para tirar sua camisa.

— Sobre o Kazekage de Suna estar prestes a fazer amor com sua esposa no escritório dele. Na frente de milhares de documentos e segredos importante sobre o país. - Perguntou maliciosamente Tsune enquanto Gaara a sentava na mesa, puxando-a pela cintura. Kahi aproveitou para passar as mãos pelo belo corpo de seu esposo.

— Eu não seria o primeiro. E depois, você fica mais sexy quando corremos riscos de ser descobertos em uma situação dessas. - O ruivo ajudou a retirar a blusa da esposa a deixando seminua, enquanto Kahi abria o zíper da calça dele tentando se livrar daquela veste. Os amassos voltaram dessa vez mais famintos e cheios luxúria.

As mãos deles passeavam por seus corpos sem nenhum tipo de pudor, suas línguas brigavam por espaço e suas respirações ficavam cada vez mais pesadas. O Kazekage fazia o favor de se livrar das últimas peças de roupas, que seriam o sutiã e calcinha de sua amada e sua cueca.

— Feliz aniversário de casamento. - O mais velho soltou a frase apertando sua esposa contra seu corpo.

— Pra você também. - A mulher o parabenizou antes de ter sua boca dominada e ser deitada na mesa.



Eu te amo Gaara do Deserto....


Notas Finais


Minha cabeça ja está na terra... Tchau... mentira eu tenho uma coisa pra falar!

Olha, a Kahitsuni foi uma OC criada por mim, tudo nela e sobre ela foi criado por mim

Kahitsuni Akuyuki, é uma personagem de minha autoria. O clã Akuyuki também foi criado por mim e não existe no universo original do anime Naruto.

O nome Kahitsuni e o termo Akuyuki, foi criado por mim especialmente para uma fanfic mental de Naruto

Lembre-se plágio é crime!

Vou afundar minha cabeça na terra, já volto!

Elenco de Naruto: https://www.spiritfanfiction.com/historia/elenco-de-naruto-19871788


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