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História O Anjo da Morte - Capítulo 5


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Notas do Autor


Cheguei meu povo, como é que estão? Tranquilos? Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo V


Fanfic / Fanfiction O Anjo da Morte - Capítulo 5 - Capítulo V

 

A figura pálida encarava a comoção com descaso, mais um dia de trabalho comum, pensou enquanto fitava a figura confusa do rapaz que se encontrava em choque por ver seu corpo jogado no meio da avenida principal da cidade, tendo os fios descoloridos, olhos castanhos e um porte físico que se considera comum.

Richard Daniels, 21 anos, nascido em 12 de fevereiro

--Olá –falou inicialmente, chamando a atenção do jovem para si, mas não fora encarado pelo mesmo.

--E-eu...estou morto? –questionou, fitando a figura de um rapazinho que chorava abraçado a uma mulher muito bonita de longos fios castanhos.

--Sim. –Confirmou o ceifeiro, recebendo como resposta apenas um suspiro em aceitação.

Ambos permaneceram em silêncio, o moreno girava o anel de caveira de maneira calma e lenta.

--É tão estranho chegar no momento final de sua vida...—sussurrou, encarando o carro preto que havia acabado de lhe atropelar. –Mas eu sei que fiz a coisa certa. –Declarou com um sorriso enorme nos lábios, mesmo que os olhos estivessem cheios de lágrimas, gesto que causou um estranho aperto no coração adormecido de Nico. Richard Daniels, morto ao salvar o irmão mais novo de um atropelamento, ao sair da escola.

O destino é tão cruel as vezes pensou o moreno amargamente, oferendo a mão para o jovem. –É hora de ir.

O rapaz assentiu, a feição tranquila de dever cumprido.

--Tchau mãe e Pietro, eu vou dormir um pouquinho agora, nos vemos depois. –Despediu-se o rapaz com um sorriso saudoso no rosto.

A voz do jovem sumia aos poucos, assim como a sua imagem que se perdia com o vento.

--O destino é bem cruel as vezes. –Nico pode ter pensado nisso, mas tinha certeza que não havia externado nada. –Oi Nico. –O cumprimento conhecido veio de ninguém mais ninguém menos que Jason, que brotara ao seu lado.

--O que está fazendo aqui? –perguntou, dando as costas para o ocorrido e pondo-se a caminhar para longe.

--Não posso vir conversar com um amigo?

O ceifador ergueu uma sobrancelha em óbvio deboche.

--Sempre que você vem com o amigo é por que quer alguma coisa, o que foi que você aprontou, Jason?

O loiro apenas sorriu calmo, pondo-se a caminhar ao lado do moreno em silêncio. O ambiente ficara silencioso de repente, deixando claro que nenhum dos dois estava mais naquele lugar caótico.

--Me pediram para te entregar isso. –Esclareceu por fim, entregando um envelope preto lacrado para o moreno, que encarou o objeto de forma desconfiada. Um conselho sábio, nunca aceite nada de um ceifador, provavelmente vai te ferrar de alguma forma.  

--Não, obrigado, sinta-se à vontade de ficar com o que quer que seja isso. –Retrucou com escárnio, ignorando o revirar de olhos que recebeu do outro.

--Você poderia ser mais um pouquinho receptivo, você não acha? –Jason disse jogando o envelope para o mais baixo, o ceifeiro agarrou o mesmo apenas com o reflexo. –Ainda não sei como é que você consegue guiar as almas com essa sua cara de taxo.

Nico bufou em desagrado, ignorando a fala do “amigo” e pondo-se a encarar o objeto em suas mãos.

--Do que se trata? –perguntou por fim, encarando o lacre branco e disforme, com duas asas impressas no mesmo.

--Um comunicado para todos. –Iniciou o loiro, cruzando os braços, a face tornando-se séria. –Lembrar-nos que hoje, ou melhor, amanhã será halloween no mundo normal.

--Oh! Já estamos, nesta época do ano? –a pergunta era claramente retorica, o moreno andava tão distante que não havia notado a passagem das estações.

--Sim, escreveram algumas restrições para todos os ceifadores. –Esclareceu em suspiro, Nico ficou confuso por conta das restrições. Mais antes que ele pudesse perguntar algo, Jason congelou por alguns segundos fitando o nada, pegando em seu bolso o que parecia uma moeda de ouro a jogando para o alto. –Eu tenho que ir trabalhar. –disse por fim. –Leia e qualquer dúvida, sabe como me encontrar.

E simplesmente sumiu na tão conhecida nevoa.

*

Caríssimos colegas, amanhã no mundo humano é o halloween, tendo isto em mente todos devem seguir as seguintes regras básicas, não esqueçam.

I – Mantenham-se longe dos vivos, todos sabem a punição para esta transgressão;

II – Por se tratar de uma época de transição em que o manto que mantém os seres sobrenaturais escondidos fica instável, o cuidado deve ser redobrado.

III – Mantenham os espíritos vagantes sobre controle, sabemos que nesta data eles tendem a se tornar travessos e agressivos, mantenham os vivos a salvo.

O jovem ceifador franziu o cenho um pouco confuso com as palavras escritas no papel, o véu permanece intacto...então por que o cuidado redobrado? De qualquer forma, não eram regras absurdas, poderia segui-las com tranquilidade.

No entanto, a última observação era um tanto perigosa e realmente necessária. Os espíritos vagantes ou errantes, eram aqueles que se recusavam a deixar o plano e não aceitavam a sua realidade o que dificultava e muito o trabalho dos ceifadores. Alguns tendiam a serem violentos e atacarem os seres humanos e algumas vezes até mesmo provocando a morte dos mesmos. Por isso o cuidado redobrado, seres renegados sempre são mais perigosos, por que são condenados a vagar pela eternidade por simplesmente não aceitarem seguir a morte.

 

*

 

Nico caminhava tranquilamente, trajando suas simples roupas pretas que foram doadas por Jason com o passar dos anos, não é como se o moreno precisasse se preocupar com roupas sujas. A multidão de crianças correndo pelas calçadas era grande, os adultos acompanhando-as ou até mesmo trajando fantasias e batendo nas portas procurando por doces. Quem era Nico para julgar alguém não é mesmo?

--Desculpa moço. –pediu a criança que no meio da correria acabara de “atropelar o moreno”.

--Tudo bem. –disse com um sorriso tranquilo nos lábios, pegando a cesta que havia caído e entregando-a novamente para a jovenzinha, que sorriu em agradecimento se pondo a correr novamente.

O sorriso que até então era esboçado no rosto do moreno, morrera instantaneamente no momento em que a criança sumira, na sua frente se encontrava um espirito de um jovem que até então acompanhava a garotinha de perto.

--Seu lugar não é aqui. –Declarou com seriedade, fitando os olhos sombrios da entidade. O estranho garoto abriu a boca, porém as palavras não saiam, apenas resmungos incoerentes prova de que a consciência do mesmo estava se esvaindo aos poucos. –Suma. –E com uma simples palavra o ceifador eliminou a existência da entidade. Poucos seres sobrenaturais detinham um poder desta imensidão e poucos sabiam que o mesmo detinha esta habilidade, era perigos e diferente de mais para os ceifadores mais velhos.

E pensar que eu era daquela forma, antes que me incumbissem desta missão.

*

 

 

Os estágios de transformação de um espirito é bem simples na verdade.

Primeiro perde-se a fala, tendo apenas que observar tudo a sua volta sem poder interagir ou pedir por misericórdia.

Segundo os pensamentos racionais, sobrando para si apenas a chance de perseguir o motivo de sua morte, seja uma coisa, situação, pessoa ou local.

Terceiro e mais severo, o organismo começasse a perder-se em meio a pensamentos e situações sombrias, apodrecendo a parte de dentro de tal forma que a única coisa que o espirito consegue fazer é espirrar substancias negras e fétidas, tóxicas para qualquer ser humano.

Perder-se no limpo é mais gentil do que deixar-se vagar pela eternidade e pensar que sua própria escolha que lhe condenou.

 

*

Decidido a continuar a sua perseguição por espíritos errantes, Nico tentou atravessar a multidão de pessoas que se encontrava na praça, o que para ele estava sendo um inferno o que era irônico de certa forma; havia esquecido o quão ruim era transitar em meio a pessoas suadas, animadas e irritantes. Por ser um ceifador o moreno não tinha necessidade de transitar como uma pessoa normal, no entanto, naquele dia em questão todas as suas características voltavam a ser da forma original. Resumindo, ele voltava a ser um ser humano parcialmente, fato este que fazia com que o moreno resmungasse e amaldiçoasse o dia que lhe impedia de simplesmente se transportar para o outro lado sem precisar atravessar aquela multidão.

Droga...

--Desculpe. –Sussurrou ao esbarrar num jovem, logo após ser empurrado por uma criatura desconhecida, porém definida como ser humano. Ignorando o resto de pessoas em seu caminho, Nico empurrou todos sem ligar para machucados e afins, só queria sair do meio da multidão. O ceifador respirou aliviado assim que saiu, seguindo direto para o beco que levava direto ao centro da cidade, era o momento de patrulha não podia perder tempo com coisas triviais como a comemoração do halloween. Não quando os seres que comemoravam o feriado, mal sabiam o perigo que corriam.

--Nico! –o moreno estancou no lugar, ao perceber que o chamavam, porém, a voz era desconhecida para si. Virou-se dando de cara com um loiro de olhos azuis, que lhe encarava diretamente, mas Nico não lembrava de conhecer alguém com aquelas características a não ser Jason. –Você é o Nico, certo?

--Como você me conhece? –questionou desconfiado e preparando-se para qualquer ataque que poderia ocorrer. O jovem ceifador sentiu-se desconcertado por alguns instantes, ao se deparar com o sorriso largo com que o loiro lhe mostrara.

--Eu sou Will. –O moreno continuava confuso, não reconhecendo o nome que lhe fora informado, no entanto, havia algo naquele olhar inocente e curioso que lhe dava uma sensação nostálgica de reconhecimento. –A alguns anos atrás você me disse que levaria...levaria a minha mãe para um lugar quentinho e aconchegante.

Oh...a criança não era mais tão pequena como o ceifeiro recordava vagamente...

 


Notas Finais


O que acharam? Me contem...bom? ruim? poderia melhorar? Legal, porem não compreendo?
- Uma dica, não deixem passar os detalhes queridos!!! Detalhes, detalhes e detalhes que permitem que vocês descubram possiveis acontecimentos futuros ~spoiler hahahahaha
Bem, espero que tenham gostado!!! Até o próximo!!!
Sayo, bye bye.


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