1. Spirit Fanfics >
  2. O Anjo do Passado >
  3. Capítulo 11

História O Anjo do Passado - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Arriscam em adivinhar qual a relação do Fer com o Angelo?

Capítulo 12 - Capítulo 11


[Anterior] “__ Que você está sorrindo. Você fica mais bonita assim do que chorando.”

[Fernando Saénz]

                Para mim foi muito importante ela ter se aberto. Sei que de nem uma forma o que ela passou foi fácil. Eu via o brilho nos seus olhos quando falava da família, entretanto, uma tragédia foi inevitável. Queria ter estado com ela todo esse tempo e ter a consolado. Antes ela tinha quem a ajudava e estava ao seu lado, mas durante muito tempo ela esteve só e, além disso, agora ela é responsável por uma criança. É muita coisa para ser suportado por um só ser humano. Ela estava tão frágil e vulnerável eu não sabia o que fazer. Só me restou abraçá-la e se antes eu não pude estar agora eu estou ao seu lado e vou fazer de tudo para protegê-la, ficamos em um abraço apertado e quente com o toque das nossas peles até ela se acalmar e parar de chorar.

                Ouvi seus soluços pararem aos poucos, fazia um leve carinho nos seus cabelos e nas suas costas, quase pude sentir sua dor. Ela colocou sua mão no meu peito nu se afastando de mim, parecia uma menininha com seus olhinhos pequenos e vermelhos, seu pequeno nariz da mesma cor dos olhos e sua linda boca carnuda. A pele macia e seus cabelos longos, ela é tão linda. Letícia sorriu tímida para mim e eu correspondi passando a mão nos seus sedosos cabelos e no seus rosto aproximando do meu dando um selinho.

__ Mas, e você. – passou as mãos nos olhos limpando-os. - __ Me fala... – Passou a mão no meu rosto e pegando no cabelo. - __ me fala sobre sua família, onde estão seus pais? Você tem irmãos? Me fala sobre você, quero te conhecer melhor.

                No mesmo instante veio a imagem da minha ex na minha mente. A diferença delas duas, Ana nunca quis saber nada sobre mim, ela dizia que o passado poderia atrapalhar o futuro, e que futuro já que ele não existe mais. Abaixei a cabeça triste pensando, ela terminou comigo sem eu ao menos saber por que e tudo que eu queria era amar ela e fazê-la feliz, pena ela não ter me aceitado. Eu estou aqui tentando ser feliz e seguindo em frente, mas ao mesmo tempo não me permitindo isso pela preocupação que eu tenho por ela.

__ Está tudo bem? Olha, se não quiser falar tudo bem. – senti um toque doce e suave no meu rosto me sacando dos meus devaneios. Olhei para Letícia e ela me olhava curiosa sorrindo nervosamente. Me afastei dela me levantando. Não podia deixar que ela entrasse na minha vida. Ela não merecia.

__ Eu, eu tenho que ir embora. Eu já tenho que ir, pode trazer minha blusa, por favor? – disse nervoso.

__ Mas, está chovendo, você não quer ficar? – ela disse depois de também ficar de pé, triste desapontada

                Abaixei meu olhar.

__ Não, eu preciso ir.

__ Eu... Eu pensei que... – ela abaixou a cabeça brincando com seus dedos. - __  ... pensei que, você estava onde precisava estar.

                Quando ela repetiu minhas palavras eu senti que tinha levado um soco bem no meio da minha cara e uma facada do meu coração.

__ Eu não posso ficar.

__ Se aconteceu algo com você e se ainda não estiver pronto para falar eu entendo. – ela se aproximou mais de mim olhando-me nos olhos. Não podia corresponde-la, ainda não.

__ Está tudo bem. – minto. - __ eu só preciso ir.

__ Éric... – tocou meu rosto me fazendo olhá-la. - __ Não está tudo bem, eu posso sentir. Deixa eu te ajudar.

 Me seguei para não chorar naquele exato instante, ela me olhava tão doce e inocente. Parece que na minha vida tem um botão chamado “estraga tudo”. Quando está tudo se ajustando no seu devido lugar eu mesmo aperto esse botão miserável.

__ Não sei exatamente o que está acontecendo, mas... – ela seguiu. - __ Bom, até onde eu me lembre você me pediu em namoro e eu aceitei, então somo namorados e é isso que namorados fazem. – ela sorriu sem graça e piorou a situação por que eu não sabia o que fazer. - __ deixa eu te ajudar. – ela pediu. - __ se não fossem a Caro e depois o Angelo eu não saberia o que fazer. Sabe? Todo mundo precisa de um anjo.

__ Um... Um anjo? – perguntei confuso.

__ sim, é uma brincadeira nossa. Somos sobreviventes por que tivemos um anjo para nos ajudar. Quem nos ajudou é o nosso anjo, eu posso ser o seu se você quiser.

                Fiquei calado.

__ Tudo bem, eu vou pegar sua blusa. – ela saiu da sala deixando-me só com o meu mártir.

                Desabei pesadamente no sofá apoiando meus cotovelos nas minhas pernas. Que burro, idiota! Idiota! Idiota! Idiota! Falo do Omar, mas estou pior do que ele, pelo menos Caro e ele estão bem. Eu não consigo nem me perdoar por uma coisa que eu não fiz. Essa é a redundância mais sarcástica que eu já vi. Ana está bem sem você, entende isso. Segue em frente, deixe-se ser feliz com a Letícia, ela sim te quer de verdade. Não cometa os mesmo erros. Você tem a oportunidade de ter a família que você sempre sonhou, que você sempre quis.

__ Aqui está, não tem mancha e está cheirosinha. – olhei para Letícia e ela estendia a minha Dudalina azul com preto.

                Me levantei rapidamente e ao invés de pegar a blusa eu puxei a mulher para mim e ela ficou extremamente colada ao meu corpo, bem o que eu queria. Iniciei um beijo leve, porem, muito envolvente. Agarrei sua cintura com propriedade e sentei novamente no sofá com ela no meu colo, pudemos sentir a maciez do lábio um do outro abrindo e fechando a boca várias vezes, puxei bem de leve seu lábio inferior e no meio disso sentíamos a respiração quente solta da boca um do outros, segundos depois ela fez o mesmo que eu fazendo-me da um pequeno sorriso de leve. Nos separamos sorrindo um para o outro e já voltamos com a língua envolvida, o beijo ficou mais apressado e quente. Ah! Como é bom beijá-la é como beijar um algodão comparando a sua maciez e leveza e a um mel comparando a sua doçura. Minha mão em seus cabelos agora já não somente acariciavam, mas também puxavam com calma, as mão de Letícia foi para a lateral do meu pescoço arranhando-o como um carinho provocativo. Minha outra mão estava inquieta em sua coxa por cima da roupa, hora ela acariciava de cima para baixo e outra ela apertava. Ela apertou minha pele e eu fui deitando com ela aos poucos no sofá, segurei sua perna levantando e pela primeira vez toquei sua pele. Resolvi subir minha mão em sua perna, para ver até onde ela deixava eu ir.

                Deixei um instante sua boca e me dediquei a sua testa, olhos, nariz, bochechas, queixo e por fim... seu pescoço, pela primeira vez pude sentir o gosto e o aroma da sua pele. Eu beijava acariciava e dava pequenas mordidas de leve no local. Ouvi um pequeno barulho saindo da boca e com isso, tomei coragem para continuar. Seu vestido tinha um lindo decote “v” que veio bem a calhar e eu aproveitei. Desci meus beijos até o meio dos seus seios e senti um pequeno puxão no meu cabelo. Nossos corpos se moviam com a intensidade da situação e se lá fora chovia e estava frio, posso garantir que eu estava quase suando. O corpo de Letícia era uma verdadeira perdição, não era gordo nem magro e tinha curvas bem acentuadas. Coxas grossas e seu cheiro... Ah! Seu cheiro, não precisava se encher de perfume, ela tinha seu próprio aroma de mulher.

                Um olhar dela me atirava à cama, beijo me fazia querer amá-la. Fiquei um bom tempo nessa posição quando decidi ser mais ousado. Levei minha mão a seu seio e apertei com suavidade, mas a resposta foi imediata, o que eu temia aconteceu...

__ Esp... Espera Fernando, para! – ela ligeiramente retirou minha mão do seu colo e soltou sua perna de minha mão.

                Não consegui falar nada.

__ Não está certo. Não é a hora.

                Ela tentou se levantar, mas ao que parece sou mais pesado que ela.

__ Deixa eu me erguer. – ela pediu fazendo força.

                Estava deitado sobre ela com a minha testa em sou busto.

__ Deixa só... deixa só eu me acalmar. – finalmente consegui falar, mas estava totalmente ofegante como se tivesse corrido uma maratona.

                Ela entendeu o que eu quis dizer e ficou quieta me esperando. Depois de vários minutos comecei a me mexer e me alcei. Comecei a procurar minha blusa que a essas alturas já não sabia onde estava enquanto ela se recompunha.

                Me vesti e finalmente voltamos a nos falar.

__ Bom, se você quiser ir...

__ Eu... Eu não quero. Preciso ter com você uma relação que tenhamos confiança um no outro. Você me contou sua história e eu de verdade estou feliz que tenha confiado em mim, sei que não deve ter sido nada fácil passar pelo o que você passou. Então, obrigado por me falar, mas agora é minha vez. Quero dizer, não sei se ainda quer saber ou se você já quer ir dormir...

__ Não! Me fala, eu quero saber sim. – disse rapidamente

                Sorri e sentamos no sofá. Esse sofá que já dormir com ela nos meus braços, que já esperei e decidi seguir em frente e que a minutos atrás quase faço amor com ela.

__ Bom. Meus pais morreram já tem uns anos e eu tenho uma irmã que não vejo tem muito tempo desde que nos separamos quando vim para cá.

__ Sério? E... vocês não mantém contato.

                Somente neguei.

__ Nossa, se tivesse um irmão não o deixaria em paz. – disse nostálgica. – então... é só isso que você tem para me falar?

                Neguei novamente.

__ Então me conta. – Letícia sentou-se de frente para mim com cara de curiosa.

__ está bem. – respirei fundo e comecei. - __ Quando eu era menino, minha família não era muito rica, na verdade nós já chagamos a passar muitas necessidades. Sou o filho mais velho e por um “acidente” cinco anos depois de mim veio a minha irmã, Ana Letícia. – ela sorriu com o nome. - __ foi então que as coisas apertaram. Alguns anos depois com treze anos eu fugi de casa. – ela se espantou.

__ Ma... Mas, por quê?

__ Já estava pré-adolescente e uma noite ouvi meus pais dizendo que estava cada vez mais difícil dar mesmo que fosse o necessário. Eram contas de todos os lados, eu cansei de abrir a porta para pessoas que queriam cortar nossa luz, água, que queriam nos despejar e ainda tinha Nana e eu. Sendo eu já mais grandinho dava um pouco mais de gasto com escola, roupas, calçados e essas coisas. Não podia ver meus pais daquele jeito.

...

                Fernando estava indo para o seu quarto para dormir quando observou uma conversa um tanto interessante pela fresta da porta.

__ Não chore meu amor, nós vamos consegui. Como sempre fizemos. – o homem tentava acalmar a mulher que já não tinha forças para continuar lutando. Por toda extensão da cama haviam papéis, eram contas a serem pagas.

__ Como? Não temos dinheiro Humberto. Os bancos não fazem mais empréstimos para nós e o que ganhamos de salário mal da para comermos.

__ Sempre soubemos o que fazer, como nos virar. Não vai ser agora que vamos jogar a toalha.

__ Eu não agüento mais. – Humberto abraçava sua esposa acalentando-a, mas dentro dele, ele sabia que seria difícil. – __ E ainda temos as crianças que precisam de roupas e ir a escola. Fernando já está mocinho e ele quer coisas caras como os amiguinhos dele.

__ Explicamos o que está acontecendo, nosso filho é um ótimo menino, ele vai entender, ele e a Ana. Eu prometo que nós vamos consegui. Eu sei!

__ Você promete?

__ sim, eu prometo!

                O Homem de cabelos escuros juntou todos aqueles papeis retirando da cama para o casal poder dormir, mas infelizmente não foi possível pela preocupação e depois daquela noite eles tiveram mais motivos para não consegui realizar um boa noite de sono.

...

__ Naquela mesma noite peguei algumas coisas minhas, fiz uma mala e fui embora. Me senti muito mal e triste por deixar ele, mas era a única opção, pelo menos é o que passava na minha cabeça de criança. Sofri muito com essa decisão e até hoje sofro. É a minha família e eu tive que deixar, até hoje penso como seria com minha mãe, minha irmã e meu pai. Queria ensinar Nana andar de bicicleta, queria comer mais bolos de chocolates da minha mãe e queria ter tido mais tempo com o meu pai... – fazia muito tempo que não tocava nesse assunto e revirar dores antigas não é uma boa opção. Senti algo quente descer pela minha bochecha e logo uma mão limpando-a.

__ Quer continuar?

                Passei a mão no meu rosto.

__ sim. Eu fiquei caminhando por um longo tempo. Nessa noite eu dormir na rua em frente à um super mercado. No dia seguinte um casal bem mais velho que os meus pais me viram lá, eram os donos do estabelecimento, me tiraram da rua e cuidaram de mim. Me deram o que comer, o que vestir. Abriram as postas de sua casa. Me perguntaram sobre meus pais, mas eu disse que não sabia deles, a adoção não foi feita legalmente, tive que ficar me escondendo, por que meus pais falaram com a policia sobre meu desaparecimento e então começaram e me procurar e também não fui mais a escola. Meses depois nos mudando para Nova York eles me colocaram em uma boa escola, me deram do melhor e sempre estavam comigo. Alguns anos atrás eles morreram. Não fui embora por maldade ou por rancor dos meus pais. Ficar com eles seria um gasto muito grande e fugir foi a minha primeira opção...

                Ela entendeu o que eu queria e fez; Letícia abraçou meu corpo acolhendo-me no seu. Eu precisava disso, do seu carinho e me senti protegido.

__ Mas, e como ficaram seus pais, sua irmã? Como estão agora? - ela perguntou depois de um tempo.

__ Ano passado encontrei um colega de lá da cidade e... Primeiro ele não acreditou que era eu depois de tanto tempo e depois de eu o fazer prometer que não contaria nada ele me disse que todos estão bem. Meus pais conseguiram se recuperar da crise e agora estão muito próspero, minha irmã está trabalhando e me disse que tenho até outro irmão... enfim, eles estão bem.

                Algo que eu disse não foi tão bom para ela apor que ela me olhava assustada.

__ E... E você não tem a mínima curiosidade de ir vê-los. Seus pais, seus irmãos? Nada? Ninguém? Não quer procurar eles? Fernando é a sua família.

__Eu tenho consciência de tudo isso, mas quando eu penso em voltar eu só vem à minha cabeça toda a dor e sofrimento que causei aos meus pais e só consigo me sentir culpado, não tenho forças para voltar. – Um longo silencio se instalou e para verdade era isso que eu precisava, não falava disso com ninguém e para provar para mim mesmo que não queria voltar a sofrer com a relação fria que tinha com a Ana, decidi que seria importante eu me abri com Letícia e também por que eu confio nela.

__ mas...

­__Vamos mudar de assunto, por favor? – ela relutou um pouco, mas concordou.


Notas Finais


Obrigado por ler
:)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...