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História O anjo do passado (Repostando) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 3


[Anterior] “Também fui para o meu quarto tomar um banho longo e relaxante como a muito não fazia.”

Dizem que o tempo “soneca” passa mais rápido do que o tempo normal, bem, isso é verdade. O despertador tocou e eu com toda a preguiça que um ser humano tem em toda a vida, continuei parecendo uma gata manhosa na cama, rolando de um lado para o outro e me cobrindo tentando tapar os raios de sol soltos em todo o meu quarto.

                Depois de entrar na banheira ontem à noite para o meu banho relaxante, acabei dormindo lá mesmo, acordei de madrugada parecendo um legume enrugado com minha sorte, fiquei surpresa de não ter morrido afogada. Logo, fui para minha cama me arrastando. E agora a droga da campainha não para de tocar, que saco! Se fosse ao menos um homem, mas não, eu sei que não.

                Com a cara mais linda do mundo vesti um hobby e fui em direção aquilo que me tira a paciência nesse exato instante. Quando abri tive a certeza que não era nem um homem.

__ Oi Caro. Entra.

__ Que alegria em?! Foi você que pediu para mim vim.

__ Não precisava ser tão cedo também, né?! – Caminhei até a cozinha para preparara o café e ela me seguiu.

__ Seria cedo se fosse à 6h atrás.

__ Como?

__ Sim, minha pequena mal humorada. Já são 13h00min da tarde.

__ O que?

__ Sim. Parece que quando você falou que ia descansar não estava brincando mesmo.

__ Não, e ainda estou com sono, mas já está na hora mesmo de fazer as minhas coisas diárias. – disse sem evitar o bocejo

__ E onde está meu sobrinho preferido? – olhei com ironia e reprovação para ela. – O que foi?

__ Continua sendo relapsa.

__ Você é ridícula sabia?

__ Você que é.

__ Mãe? – Angelo apareceu na cozinha de pijama e coçando seus pequenos e lindos penetrantes olhos negros como se ele tivesse dormido pouco. – Tia Carol. – Todo alegre ele correu e pulou nos braços da tia

__ Oi meu sobrinho favorito. – Trocaram beijos na bochecha.

__ A senhora vai ficar com a gente hoje aqui? – Desceu do colo dela.

__ Sim, eu vou ficar aqui com você enquanto sua mãe faz compras.

__ Você não quer ir comigo meu filho?

__ De supermercado?

__ Sim.

__ Arg! Não, credo odeio fazer compras. – Caro sorriu.

__ Então vai escovar os dentes para tomar café apesar de já ser de tarde.

                Angelo saiu saltitante feliz com a companhia do dia. Apesar de Carolina não ser muito presente ele a adorava. Olhei para ela e a mesma ainda sorria.

__ O que foi? – perguntei.

__ Ele é tão parecido com você.

__ Você acha?

__ Sim, ele tem o seu jeito.

__ Dizem que a convivência faz isso, deixam as pessoas parecidas.

__ Mas, não é só isso, é algo mais forte e sem falar que ele tem traços seus.

__ Você sabe que isso não é possível não é?

__ Será se ele não é um filho que você teve e aí em um acidente você bateu a cabeça e seu diagnóstico foi amnésia e se esqueceu dele?

Olhei para ela abismada com as loucuras que ela falava.

__ Você tem ideia de quanta besteira você disse em apenas uma frase? Estou com medo de deixar você sozinha com meu filho.

__ É uma teoria, e sem brincadeiras, vocês dois são muito parecidos.

__ Não é uma teoria por que se eu tivesse filhos eu lembraria. E para com isso, por que eu não sou mãe biológica dele, você sabe de toda a história.

__ Tudo bem não precisa ficar irritadiça. E realmente você não pode ser mãe dele.

__ Por que diz isso? – Perguntei estranhando o modo estranho de ela falar e com a mudança repentina de idéia.

__ Você ainda lembra como são feito os bebês não é? Pois é, você não tem praticado muito.

Fiquei literalmente boquiaberta. – Por que, por que eu ainda sou sua amiga em?

__ Por que nós nos conhecemos desde crianças, por que eu sou a única que te aguenta e por que eu te falo a verdade.

__ Okay, senhorita de mais. Saiba que ontem quando fui buscar o Angelo na escola o professor dele, lembra do Natan? Então, ele me chamou para sair.

__ Sério? Sério mesmo? E o que você fez? – Falou eufórica.

__ Eu disse que ia ver se tinha um tempinho para sair com ele.

__ Você é impressionante. – Disse irônica. – Eu queria sair com ele.

__ mas, ele quer a mim e não a você.

__ Então deixa de ser travada e aceita sair com ele.

__ Eu não sou travada.

__ Quando foi a ultima vez que você namorou ou pelo menos saiu com alguém?

__ Tá. Tudo bem você venceu. Eu nem me lembro de quando, eu vou aceitar o pedido dele.

__ Sério? – Disse muito animada. – Quando você for sair não se esquece de me chamar para eu poder te arrumar.

__ Há não. Você vai me fazer usar aquelas roupinhas minúsculas e estranhas.

__ Eu prometo que não vou fazer isso, mas você deixa eu te ajudar.

__ Promete? – Perguntei desconfiada. Ela assentiu. – Se for assim tudo bem.

__ Mãe, estou com fome.

__ Vem aqui príncipe. Porque não vestiu uma blusa?

__ Eu gosto assim mamãe. – O meu menino estava crescendo, e ele é tão lindo. Caro está certa ele se parece comigo, alguns traços meus. Olhei para a as costas dele e tinha uma cicatriz que vai crescendo junto com ele é como se ele tivesse se queimado ou algo parecido, até hoje não sei como ele conseguiu essa marca.

__ Ah! Lety, Angelo já está um mocinho já tem oito anos não é meu sobrinho favorito?

__ É sim tia.

__ Bom tudo bem, mas é para colocar uma blusa se ficar frio. Tome o seu café aí e fique com sua tia enquanto eu vou fazer compras.

Fui até o meu quarto, tomei um banho e em alguns minutos já estava pronta, me despedir do Angelo e da Camila e fui às compras. Peguei o meu carro, e fui ao Hipermercado mais próximo, estacionei meu veículo e desci ligando o alarme. Peguei um carrinho de compras e comecei a transitar no meio das prateleiras. Depois de um tempo com a lista na mente já estava terminando. Entrei na ultima sessão e peguei o que queria, mas encarei um desafio: Um produto na ultima prateleira muito grande e eu com somente 1,54 de altura. Olhei em volta e as pessoas que há alguns minutos andavam com suas cestas e carrinhos, como em um passe de mágica elas sumiram. Comecei a pular e me esticar toda, mas não conseguia pegar o produto.

                Senti alguém se aproximando de mim, um homem. Ele por sua altura, só esticou o braço e pegou o mesmo produto que eu queria sem esforço algum e colocou em sua cesta. Olhei para ele muito raivosa e ele sorriu nasalado com calma para mim. Esticou o braço novamente e agora pegando o produto para mim colocando em minhas mãos, olhei para ele e posso jurar que jamais em minha vida, vi tamanha beleza. Um homem alto, moreno, rosto quadrado, nariz levemente afinado, lábios grossos bem desenhados, cabelos enrolados idênticos aos do meu filho, assim como os olhos negros penetrantes como a escuridão. Em um momento de loucura o observei mais fundo e pude notar que além dos olhos e dos cabelos, tem traços marcantes que ele compartilhava com Angelo.

                Ele percebendo que eu o olhava minuciosamente sorriu largo.

__ Obrigada. – Falei alto por que ele já havia saído de perto de mim e estava longe. – Agora você diz “de nada” tá? – ele nem ao menos olhou para mim.

Chegando a casa vi somente Camila assistindo TV.

__ Oi, como foi? – ela se levantou para me ajudar com as sacolas.

__ Bem, eu acho.

__ por que diz isso?

__ estávamos conversando e brincando numa boa quando depois de um tempo que você saiu ele simplesmente se levantou e se trancou no quarto me deixando no vácuo.

__ Que estranho. Você não o espantou com suas conversas malucas não é?

__ Credo, até a dúvida ofende. As minhas conversas malucas só são dedicadas a você.

__ eu vou ver ele.

Bati no quarto do Angelo e abri.

__ Filho? – Ouvi um barulho forte do banheiro como se alguém tivesse caído, fiquei preocupada e fui para lá. – Angelo? Filho, está tudo bem?

__ Ér... sim mãe, já vou sair. – ele abriu a porta e saiu.

__ Oi, que bom que a senhora chegou.

__ Que barulho foi esse?

__ nem um. Não ouvi nada. – olhei desconfiada para ele, mas ele nunca mentia, então acreditei.

__ Tudo bem. Trouxe o cereal que você gosta.

__ Oba! – me beijou e correu para a cozinha.

[...]

__ Eu estou dizendo Carolina, ele era igualzinho ao Angelo.

__ Você está dizendo que ele pode ter algum parentesco com o Angelo?

__ Eu não sei, mas aquele homem do supermercado é simplesmente o Angelo. É a mesma coisa que ver no espelho. Ele é o Angelo mais velho.

__ Okay, okay. Espera. Considerando que o Angelo é adotado e que ele não se lembra de nada antes de você, ele pode, sim, ser algo desse homem.

__ AI não sei Caro, ele se parece muito, mas não diria isso. Você não disse que nós dois nos parecemos? E eu tenho certeza que não sou mãe biológica dele.

__ Bom, nisso você está certa.

__ Mãe aonde vamos hoje?

__ Não sei meu amor, você escolhe, lembra?

__ Vão sair? Finalmente.

__ Vem com a gente Tia Carol.

__ Não posso anjinho. Tenho um encontro hoje.

__ Com quem? – perguntei curiosa.

__ Omar Carvajal.

__ Quem é esse?

__ Um homem aí que eu conheci.

__ Carol! – disse em tom de repreensão

__ O que? Eu sempre tomo cuidado. Não saio com qualquer um.

__ Toma cuidado é como dizem “O seguro morreu de velho, e o desconfiado está vivo até hoje”. E mais... Onde você arruma todos esses caras que você sai?

__ quer que eu te mostre? Eu sempre te chamo para sair comigo e você não aceita.

__ nem vou falar de novo.

__ e nem eu estou a fim de escutar esse seu discurso. Eu já vou por que tenho que está muito gata para o Omar hoje.

__ tudo bem vai lá. E se cuida sua louca.

__ você me chama de louca por ter sempre alguém ao meu lado, mas na verdade você que é louca de não querer ninguém...

__ Não é verdade, eu quero alguém sim.

__ sei, e o Arthur?

__ Ele não conta. Ele é gay e você sabe disso.

__ tá, mas quando você vai se esquecer do Miguel?

__ eu nem lembrava mais dele...

__ Claro, faz tanto tempo. Quantos anos? Uns oito anos? Isso mesmo oito anos que você nem se apaixonou por ninguém.

__ eu me apaixono sim, mas ninguém me corresponde.

__ ai que maldade desses caras. – falou calma. – É obvio você já deu fora na metade dos homens de New York. – Falou fingindo raiva. – Lety, presta atenção; você não é uma ilha. Toda mulher precisa de um homem e nem vem tentar dizer o contrário.

__ Tudo bem você está certa, e eu prometo que vou tentar arrumar um namorado.

__ sério? Quer que eu te ajude?

__ não, obrigada. Eu acho que ainda sei fazer isso.

__ sério? Por que eu acho que você não sabe nem beijar mais.

__ olha, não é legal você ficar questionando minhas habilidades.

__ já ouviu falar que a prática leva à perfeição?

__ já ouviu falar que isso é igual a andar de bicicleta, nunca se esquece?

__ não nunca.

__ você não tinha que ir embora?

__ está me expulsando?

__ estou.

__ okay eu entendo indiretas. – sorrimos. – tchau amiga, e se divirta.

__ tchau gata, você também e tome cuidado.

                Ela saiu fechando a porta atrás de si.

__ Mãe, já sei aonde vamos.

__ aonde?

__ Naquele restaurante que a senhora ia com o seu chefe.

__ há não. Aquele lá me lembra trabalho eu só vou lá para almoço ou jantar de negócios.

__ por favor, mãe, ele é o único restaurante que além de ficar perto de um parque ainda serve lagosta e batata frita.

__ Para que você quer lagosta e batata frita?

__ eu não quero não. Eu só quero a batata a lagosta é para a senhora. Por favor.

__ tudo bem, só por que combinamos que você ia escolher.

 

[...]

__ Eu quero lagosta. – escolhi, não era exatamente o que eu queria, mas Angelo ficou o caminho todo falando que queria ver a cara do garçom quando nós fizéssemos pedidos tão distintos.

__ e eu quero hambúrguer e batata frita. – o garçom anotou nossos pedidos e saiu.

__ só você mesmo para vim em um restaurante fino e pedir lanche.

__ ué eu gosto. Mãe, hoje à tarde a senhora e a tia Carol estavam falando de mim?

__ do que está falando? – Perguntei sem entender.

__ de um homem no supermercado.

__ Ah! Não é nada de mais eu só comentei que ele era muito lindo por que se parece com você.

__ sério mesmo?

__ claro, eu ia mentir para você? – passei a mão nos cabelos de mola dele, lembrando-me do tal homem do supermercado.

__ não.

__ Letícia?

__ Sim? – olhei para trás ainda sorrindo e o mesmo diminuiu quando vi meu chefe se aproximando e a maior surpresa foi que vi Mark sorrindo para mim, já que no trabalho ele me pareceu muito carrancudo.

__ Sr. Torres como vai? – me levantei para cumprimentá-lo.

__ Vou bem Letícia, obrigado. E estamos fora do local de trabalho, pode me chamar de Mark se quiser.

__ Mas, o senhor continua sendo meu chefe.

__ Por favor, se me chamar assim vou me sentir um velho, coisa que eu não sou. E não quero que me veja como um carrasco só por que no trabalho eu sou exigente. Eu sei separar as coisas entende?

__ Tudo bem. – sorri amarelo.

__ Mãe, quem é ele?

__ Ér...

__ Seu filho?

__ sim.

__ não sabia que era mãe.

__ Ér, eu sou.

__ Prazer, eu me chamo Angelo, sou filho dela e você?

__ Eu sou Mark Torres sou o chefe dela.

__ Ah! Então é você que faz a minha mãe trabalhar de mais.

__ Angelo. – O repreendi olhando mortalmente para ele.

__ sou culpado, mas tenho uma proposta para você.

__ estou ouvindo.

__ posso sentar com vocês? Claro, se não for incomodo.

__ claro que não, sente-se. – obrigada por atrapalhar meu momento com meu filho, mas sim, pode ficar e me encher com assuntos de trabalho apesar de que a única coisa que eu quero é mandar você ir para o espaço.

__ Angelo, verdade?

__ sim.

__ você é um bom negociante?

__ sim, sou um homem de negócios. – sorrimos com o entusiasmo.

__ então lá vai. Verifiquei nos arquivos do RH que sua mãe está na empresa há quatro anos e quase não tirou férias. Eu tenho que fazer uma viagem de negócios na segunda à tarde e ela como minha assistente terá que vir comigo, mas eu prometo que depois dessa viajem que vai durar quarto dias no máximo, ela terá o mês de férias dela, como manda a lei. O que acha?

__ Hum... – Fez cara de pensador. – Quatro dias fora, um mês de férias, para mim parece um bom negócio. Fechado.

__ você tem tino para isso garoto, foi um prazer fazer negócios com você. – olhei tudo abismada, primeiro que eles estavam falando como se eu não estivesse ali e segundo que Mark falava tão animado com Angelo, nem parecia ele. Lógico que o que meu chefe falava ele iria me comunicar na segunda, ele usou esse pretexto para se aproximar.

__ Espera, alguém me perguntou se eu queria isso? - entrei na brincadeira.

__ Ué. Eu não sou o homem da casa? Eu que tomo as decisões.

__ Homem da casa? E o seu pai?

__ Eu não sei quem é.

                Mark me olhou estranho, ele entendeu tudo errado eu aposto.

__ Sou mãe solteira – Dar satisfações da minha vida pessoa para ele era a última coisa que queria. Ele não precisava saber e foi isso que fiz.

__ Ah – Sem mais.

__ Mãe... – ele me chamou para perto e sussurrou. – o que é RH?

                Sorri com sua inocência, mas não pude responder por que Nosso pedido acabara de chegar, e Mark nos acompanhou pedindo também hambúrguer e batata frita, vai entender.

__ depois que sai daqui você vai ao parque? – perguntou para Angelo.

__ sim. – disse animado.

__ posso ir com vocês, a ultima vez que eu fui lá eu era muito pequeno, mas meu pai sempre me diz que eu sou um menino grande.

__ claro que pode, você ia lá com seus pais?

__ sim. Meu pai me levava, meus brinquedos favoritos eram o carrinho de bate-bate e a montanha russa

__ Os meus também, mas eu nunca vou na montanha russa por que não tenho idade para ir sozinho e por que minha mãe tem medo de altura.

__ eu posso te acompanhar.

__ sério? Vai ser muito show.

                Eles comiam e conversavam enquanto eu só observava eles falando até mesmo de mim como seu eu não estivesse lá.

                Depois de sairmos do restaurante fomos ao parque que eles tanto queriam, realmente Mark parece um menino grande, eles entravam e saiam de brinquedos enquanto eu somente observava. Surpreendi-me por que fora aquele momento de “negociação” Mark em nem um momento falou de trabalho e a noite foi mais agradável do que eu esperava.

                Uma hora os perdi de vista e não sei se estava louca ou algo parecido, mas vi novamente o homem do supermercado.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por ler.
:)


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