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História O Anjo e a Serpente - Dramione - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Dêem muito amor para esse capítulo e por favor prestem atenção nele (não sou de dar spoiler ou coisa assim, mas é importante, quem adivinhar ganha um doce akajaja)

Foi o maior capítulo que já escrevi até agora e o meu preferido.

Música que inspirou o capítulo: Lorde - The louvre

Aviso - os próximos três capítulos também foram inspirados nessa música, e nela tem uns spoilers sobre a história kkkkkkkk, se conseguirem relacionar me contem.

Capítulo 7 - 6 - Alterego


Haviam se passado dois dias, o lorde estava finalmente voltando para Hogwarts, onde Draco estava imerso numa vantajosa paranóia de que seria reconhecido por seu mestre após conseguir descobrir e transmitir o plano, da ordem dos rebeldes, aos comensais e ministério. 

— Eu soube que sua mãe está aqui. — Nott comentou, falando diretamente com Malfoy. 

— Sim, o lorde quer falar com ela por algum motivo. — comentou enquanto mexia nos anéis em seus dedos, ansioso. 

— Que repentino. — comentou Dafne. 

— Como assim? Por que repentino? — Draco a questionou, levemente confuso. 

— Eu não sei, apenas é estranho, ele convocou maioria dos comensais para um tipo de missão na cidade que acabara de conquistar, inclusive seu pai não é? 

Ele confirmou com a cabeça. 

— Não sei, é estranho... 

Draco baixou a cabeça e pôs-se a pensar, era verdade que mesmo sendo uma comensal, sua mãe não era tão participativa em missões, e muito menos era chamada por seu mestre. Mas ele logo afastou o pensamento de sua cabeça quando Goyle apareceu na sala comunal, anunciando a chegada do ofídico para os seus colegas sonserinos. 

Draco não evitou em esconder um sorriso. Fora chamado pelo velho Filch após algum tempo, como sempre encontrou seu mestre no escritório do diretor, além de Draco, apenas ele e a bela Narcisa ocupavam o cômodo. 

Draco estranhou o fato da mãe estar um pouco nervosa, sentiu suas mãos tremendo ao ir cumprimentá-la, mas ignorou. 

A mulher loura estava em pé ao lado da enorme cadeira de Voldemort, encarando o filho como se estivesse pronta para explodir a qualquer momento. 

— Draco, primeiro quero o agradecer. — o homem a sua frente começou. — Obviamente não fiquei muito feliz quando soube que usou meu nome para falar com o ministério, porém foi útil, muitos dos dementadores estão em alerta e alguns soldados estão a frente para previnir qualquer tipo de invasão, graças a você. Por isso terá permissão para falar com o ministério como qualquer outro comensal a partir de agora. 

— Eu o agradeço, mestre. — Draco disse simplista, porém estava com uma felicidade indescritível, poderia se gabar para sempre. — Fico feliz em tê-lo ajudado... mãe — se direcionou a Narcisa. — está fazendo algo especial aqui? 

A mulher limpou a garganta, seu maxilar tremia, mas suspirou, com uma leve tentativa de desvalidar toda a sua sensação de nervoso. 

— Draco, precisamos conversar e... — ela começou, mas logo foi cortada. 

— Draco, sabe porque seu pai não está aqui? 

— Bem, ele foi para Gusagon Worth, assim como muitos dos comensais, não é? 

Voldemort confirmou com um balançar de cabeça. Levantou de sua cadeira e foi em passos lentos até Draco, passando as unhas enormes pela mesa de madeira a sua frente. 

— Ele não foi para Gusagon Worth por mando meu. Ele não queria vir até aqui hoje. — contou. — Foi uma escolha pessoal. 

Draco afrouxou a gravata verde, e limpou a garganta, estava ficando difícil de respirar e ele estava ficando um tanto zangado com a demora da informação que sabia que queriam o contar. 

— Bem, lorde, se o senhor me contasse logo. — tentou soar de maneira nada ríspida. Falhou. 

O homem intimidador começou a rir, não de maneira extravagante, mas sim como se debochasse de Malfoy.

— Garoto, sabe alguma coisa sobre a família Gaunt? — Voldemort o questionou. 

— Absolutamente, senhor. — disse, se perguntando se aquilo tinha algo haver.

— Mérope Gaunt? 

Draco franziu o cenho, nunca haviam lhe falado sobre a mulher e ela não estava presente em nenhum livro sobre sobre a família que possuía o medalhão de Salazar Sonserina outrora, bem antes de ser destruído. 

— Foi a mulher que me trouxe a este mundo, Draco. 

Draco sabia que o homem a sua frente era o herdeiro de Salazar Sonserina, mas ninguém sabia qual família descendia deste título, eram apenas suposições entre famílias puro sangue. 

— Draco, se tivesse tanto poder, tanto quanto eu... — um calafrio percorreu a espinha do garoto. — o que faria com ele? 

— Ajudaria na sua missão, mestre. — respondeu sem pensar. 

O homem sorriu em resposta, quase como se exalasse algum tipo de orgulho. 

O homem pegou o braço do garoto bruscamente, puxando a manga da camisa branca. Ali estava sua marca. 

— Isso pode doer, Draco. — ele disse. 

— Me perdoe. — sua mãe disse, deixando uma lágrima escorrer por sua bochecha.

[...]

Granger estava apreensiva, poderiam fazer algo com Harry a qualquer momento, e com a chegada do homem ofídico, isso se mostrava mais possível a todo o momento. 
Também pensava na segurança da Armada de Dumbledore e todos os envolvidos, estava assustada.

— Mantenha a calma, não é como se ele fosse fazer pior com o Harry. — disse Neville. — pelo menos não agora...

— É, mas podem tortura-lo de maneira mais severa, piorar a situação! — Gina exclamou. 

— Tenho certeza de que não muda muita coisa, Gina. — retrucou novamente. 

— Não comecem! — Hermione quase gritou. — Apenas façam silêncio, eu preciso pensar em como evitar isso...por favor. 

Ela suspirou e se afastou do corredor em que todos estavam, Luna a olhou com pena, afinal era a única que sabia sobre o voto perpétuo. 

Já se passavam das sete da noite, a castanha andava pelo castelo procurando se acalmar, a chegada da criatura que comandava o local estava a perturbando. Parou quando jurou ter ouvido alguns gritos, mas sabia que aquilo era de forma, algo comum no reinado de Voldemort. 

Andava em direção a biblioteca, sentia que teria paz apenas se lê-se algum livro. 
Viu como o lugar estava diferente, muitos dos livros foram substituidos por livros que ensinavam as artes das trevas e poções, não achava nenhum livro sobre a história dos fundadores, apenas sobre Salazar. 

Ela revirou os olhos, mas logo viu os anuários da escola de magia. Logo pegou o de seu quinto ano, 1995. 
Nunca havia o pego para reparar nas fotos, afinal não estava nenhum pouco animada no dia. 

O abriu, a primeira página mostrava os monitores de cada casa em ordem. Primeiramente Corvinal, logo Grifinória, Lufa-lufa e por fim, Sonserina.

Padma Patil e Antônio Goldstein ocupavam o topo da página, Antônio parecia não querer estar lá enquanto Patil sorria glamourosamente. 

Logo abaixo ela testemunhou seu rosto, estava rindo, se lembrou que naquele dia estava um tanto mal-humorada, os gêmeos e Gina tentaram a fazer rir o dia todo, e no momento que tiraram aquela foto, eles haviam lhe dito algo muito engraçado. A foto se mexia conforme sua risada contagiante enchia o ar. 

Ao seu lado estava Rony, sua feição de quem não acreditava estar ali, Hermione sentiu uma lágrima passar por sua bochecha, mas tratou de seca-la. 

Suspirou e continuou a olhar as páginas, logo olhou para a página a sua direita. Hanna Abbott com seu sorriso sem escrúpulos se exibia, muitas pessoas não entendiam o porquê de ela estar na lufa-lufa. Ao seu lado, Ernest McMillan sorria timidamente, parecia corar a medida que se mexia. 

Logo abaixo, Pansy Parkinson, ajeitando seu cabelo, ela havia ficado zangada com aquela fotografia. 
E logo Draco Malfoy, com sua postura incrível e feição ameaçadora e sarcástica, ele exibia um sorriso forçado mas intimidador, além de mexer suas sobrancelhas. 

Ela logo passou para outra página, lá estava ela novamente, exibindo abaixo de sua fotografia a escrita "melhor aluna da classe". 
Naquela foto ela apenas sorria, e não gargalhava, mas estava feliz. 
E logo ao seu lado, Malfoy, novamente. Lá ele sorria um pouco mais, como se estivesse se gabando. 

Ela logo fechou o livro, aquilo era uma constante lembrança de que nem segredos era mais livre para reter. 

Ela limpou a garganta e logo pegou um livro em especial, era um livro de capa dura roxa, foi o que lhe chamou a atenção, então apenas o pôs debaixo do braço e em algum tempo já estava fora da biblioteca. 

Ouviu os gritos mais uma vez. Suspirou, era como uma tortura. 

Ela fechou os ouvidos e logo foi para fora, andou tanto, até perto do Salgueiro Lutador. Começou a ler o livro algo a surpreendeu, mas logo estava dormindo, como se estivesse compensando as noites mal dormidas. 

[...] 

— Sabem onde o Draco está? — Pansy perguntou para Zabini e Goyle, que estavam sentados no chão do corredor principal. 

— Não, não o vemos desde que ele foi chamado pelo lorde. — Respondeu Blásio. 

— Por que não para de ser assim tão curiosa Pansy? — inquiriu Theodore, que surgiu como se estivesse lá o tempo todo. 

— Não se meta onde não é chamado, Nott. 

Ele revirou os olhos e sorriu, passando o braço pelos ombros absurdamente esguios da garota. E logo sussurrou em seu ouvido. 

— Vocês não namoram já faz um bom tempo, Pansy. Está na hora de superar...ele nem te dá mais atenção, ele facilmente trocaria um dia com Pansy Parkinson por uma missão do lorde. — A garota se irritou tirou o braço do mesmo de seus ombros com força, e saiu de lá batendo o pé, avistou Dafne e logo a assemelhou a Nott. Por Merlin, eles eram iguais. 

Ela a lançou um olhar de fúria que fez a menina franzir o cenho, mas logo dar de ombros e andar até os garotos. 

— Que bicho a mordeu? — ela perguntou. 

— A desilusão. — Nott respondeu, rindo. — Ela queria saber de Malfoy. 

Dafne se pôs a pensar, algo estranho estava acontecendo, ela sabia daquilo, e os gritos que ouvira um pouco mais cedo haviam a assustado, mas ela ignorou como sempre fazia. Decidiu não dizer nada.

— Ela é um tanto equivocada, vocês sabem, tentem deixar ela em paz. — foi o que a loura falou. 

— Diga isso para ela, não acredito que ela ainda continue desta maneira, parece não ter crescido. — respondeu Zabini. 

Todos se calaram, tudo está a um tanto tenso desde que haviam se tornado adultos de verdade. 

[...] 

A castanha estava sonolenta ao abrir os olhos, estava cansada, completamente. Acordou após ouvir um barulho de água alto, ela esfregou seus olhos e se levantou, um tanto tonta. Testemunhou alguém, nadando no grande lago a frente. Ela foi até lá em passos curtos, usando um livro, pronta para se defender. 

Deu mais alguns passos, estava por um passo longe da água, quando pressionou os olhos, testemunhou uma cabeleira loira e costas largas conjuntas a o uniforme padrão, completamente colado ao seu corpo esguio e alto. 

Ela soltou um suspiro de alívio estava com medo, no momento em que ameaçou a se virar seu olhos se encontraram com o de Draco, os olhos cinzentos que brilhavam a luz da lua.

— Como vai, Granger? — perguntou, estava corado. Na verdade estava levemente bêbado. 

Ela não respondeu, apenas olhou para baixo, limpou sua garganta enquanto voltava para o castelo. Draco saltava entre a água, como se estivesse correndo. Logo alcançou Granger, segurando-a pelo braço, molhando-a. 

— Pode me soltar? — a mesma pediu educadamente. 

— Pode me fazer companhia? — ele questionou, soltando-a. 

Ela sentiu-se confusa, colocando a mão em sua cabeça, se perguntando, se ainda dormia. 

— Isso é algum tipo de piada? 

— Nenhuma piada Granger...a noite está bonita. — sorriu sem mostrar seus dentes. Sua voz estava rouca e um pouco lenta. — Vai ficar? 

Granger umdeceu os lábios, assumiu sua pose orgulhosa e sentou-se novamente debaixo do Salgueiro. 

— Não vai nadar? 

— Dispenso. 

Ele se aproximou dela, sentando-se a sua frente. 

— Eu poderia me apaixonar por você, sangue-ruim. — disse olhando para os olhos amendoados e escuros, que pareciam pretos aquela noite. 

— Você está louco, Malfoy. — ela disse. 

— Eu não sou um Malfoy. — respondeu, ainda a encarando. 


Notas Finais


Podem ficar bravos, eu deixo.


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