História O Anjo Errado - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bruxos, Demonios, Magic, Supernatural
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Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Decisão de Olivia


POV Nelson

 

- Olivia nunca vai vir para cá. Tirem isso da ideia. - Disse Nelson sentado numa das poltronas com os pés esticados em cima de um homem que tinha ambas as mãos no chão servindo de apoio.

 

- Olivia virá… - Falou uma voz rouca e calma. O cheiro a cachimbo enchia todo o espaço. Este estava ocultado no escuro e se endireitando no acento o seu rosto ficou meio iluminado pela luz morta e pode-se ver fumo saindo da sua boca. - A seu tempo. - Este cruzou as mãos sobre o queixo, segurando o cachimbo ao canto da boca.

 

- Você está com fé Nurox.

 

Nesse momento alguém jogou um objeto pesado na cabeça de Nelson, este se abaixou para se defender e não acertou por centímetros.

 

- Não quero. - Disse a voz grave. - Essa palavra. - Deu um tapa com as costas da mão na cara de Nelson. - AQUI EM BAIXO! Estamos entendidos?

 

- Entend…. Entend… Sim senhor Al. - Disse Nelson protegendo as mãos com a cabeça.

 

- Esse cara é o guardião da Olivia Moore, Al?

 

- Não. Eu sou, esse cara é um incompetente que nunca será guardião de ninguém enquanto continuar um covarde. - Ele cuspiu. - Eu escutei tudo. E acredite em mim, Nurox, Olivia será muito útil, como você disse, a seu tempo.

 

- Mesmo com os brancos tentando “salvá-la”?

 

- Não importa eles. Ela nunca deixará de pertencer aqui, podem fazer o que quiserem, ela poderá ceder temporariamente, mas não para sempre.

 

Nelson ouviu seu mestre falando demasiado sério, mais sério do que ele costumava falar, e estava tratando Olivia pelo nome e não por um apelido, algo se estava passando ou talvez ele estivesse realmente mudando.

 

- Nossa maior ameaça aqui. - Disse Nurox dando uma baforada para o ar. - É Elazar.

 

- El.. Elazar! Ah, falaserio, nós damos conta dele facilmente. - Disse Al revirando os olhos.

 

- Eu vi. - Falou outra voz ao canto da sala. - Eu vi como você cuidou dele naquele dia em que você chegou aqui com a pele toda parecia escama de…

 

Nelson colocou ambas as mãos na boca para abafar o riso quando Al comecou a descontar nele da forma que não podia descontar naquele que havia falado.

 

- Dessa vez será diferente, meu caro. - Ele se endireitou e fez um ar altivo, e olhando o vazio, disse: Porque dessa vez será Olivia que irá decidir.

 

- Como pode ter tanta certeza que ela vai te escolher heim Al? - Nelson mesmo todo encolhido no seu canto e lambendo as feridas ainda ousou provocar. Desta vez Aluthar não foi de modas e pegou ele pelo colarinho e o içou no ar. - Caralho você quer morrer?

 

A sala em peso riu enquanto Nelson estava tremendo e choramingando. Aluthar o soltou deixando-o cair no chão e fazendo um estrondo.

 

- Sai da minha frente rato de esgoto.

 

Ele então desapareceu numa nuvem de fumo. E foi exatamente assim que apareceu no meio da cozinha de Chloe. Esta estava encostada à bancanda bebendo um café, Olivia segurava uma chávena e estava sentada na mesa da cozinha em silêncio enquanto Elazar estava com olhar distante encostado à porta.

 

- Nossa, cheguei tarde para o velório?

 

- Nossa, você tomou também noutro lugar sem ser no rosto? - Respondeu Chloe de mau humor cortando a piada de Nelson. - Sério, você está em mau estado. O “grande Al” estava mal disposto?

 

- Tipo isso. - Disse Nelson dando de ombros e pegando numa maçã e começando a brincar com ela nas mãos para não ter de encara-los. O seu rosto estava cheio de marcas que iam desde a testa até ao pescoço, alguns arranhões e marca de unhas no pescoço, seus olhos estavam roxos e ficando inchados.

 

Chloe retirou alguns frascos de uma das gavetas da cozinha, abriu alguns deles e jogou num pano um pouco de cada líquido, de seguida se aproximou com o pano de Nelson, começando a passar em cima das marcas e feridas, Nelson ficou quieto, parecia uma mãe cuidando de um filho. Chloe era assim.

 

- Estou precisando descansar. - Disse Olivia pousando o copo na mesa.

 

- Não vai dirigir assim. - Falou Chloe pousando o pano. - Fica ai e descansa mesmo na minha sala, e Nelson também, ambos podem dormir aqui hoje.

 

Olivia esbocou um sorriso leve.

 

- Cuida do Nelson, Chloe? Estou indo me deitar um pouco.

 

- Pode deixar. Fique à vontade Olivia.

 

POV Olivia

 

Ela passou por Elazar que lhe deitou um ar preocupado. De seguida se deitou no sofá da sala e fechou os olhos.

 

Aquele lugar era muito bonito, tinha algum arvoredo, parecia uma floresta porém era demasiado verde. As ervas eram altas e lhe davam pela cintura em tamanho, ela se sentou junto a uma árvore e respirou o ar puro, ele vinha vagarosamente na sua direção, seus cabelos negros estavam soltos e davam pelos ombros, o seu rosto pálido sobressaindo seus olhos vermelhos, esbocava um sorriso maldoso quando se aproximou. Ela ergueu sua cabeça olhando para o recém-chegado.

 

- O que você faz aqui?

 

Este colocou uma mão no peito parecendo ofendido.

 

- Isso são modos de falar comigo garotinha?

Ela revirou os olhos com impaciência.

 

- Posso sentar aqui?

 

- Lugar é público eu acho, nem sei onde estou para dizer a verdade. - Disse Olivia dando de ombros.

 

Aluthar ocupou o lugar a seu lado e perscrutando o rosto dela ele afastou uma mecha de cabelo do rosto de Olivia e ficou observando ela.

Olivia parecia meio incomodada por ele a estar olhando tão fixamente, não sabia ao certo o que sentia, se vontade de fugir dali, se deveria ficar. Então Aluthar colocou uma mão no rosto dela e o aproximou do seu, olhando para seus lábios. Olivia não moveu um músculo. Então ele aproximou os lábios dos dela e começou um beijo intenso, ela ao inicio beijou-o de volta e ele enterrou suas mãos no cabelo dela enquanto a beijava, ela sentia um calor invadindo o seu corpo, um calor insuportável que sentiu vontade de tirar toda a sua roupa e mesmo assim não seria o suficiente para a arrefecer, estava-a queimando por dentro, de repente, ela o afastou.

 

- O que foi minha coisinha?

 

- Porque está fazendo isso? - Inquiriu.

 

- Nossa, preferia Lucius?

 

- Eu… Lucius… Não! De jeito nenhum.

 

Aluthar soltou uma gargalhada longa e estridente ao ver a reação dela.

 

- Vai embora! Agora! - Gritou Olivia.

 

- É isso mesmo que você quer?

 

- Sim, é isso mesmo! Vai embora.

 

- Hum, certo, irei, mas… Antes disso, quero que você veja onde exatamente você está sem mim aqui. - Ele estalou os dedos e o belo pasto verdejante e as árvores sumiram dando lugar a um local muito quente com algumas cavernas e rochedos se decompondo, gritos enchiam o ar e algumas criaturas deformadas andavam por ali, alguns saltitavam e outros lutavam umas com as outras. - Au Revoir.

 

As criaturas se precipitavam para Olivia e ela gritou:

 

- Não. Al. Não me deixe aqui!

 

- Oh, porquê? Foi você que me mandou embora minha coisinha. Eu vou embora. - Ele caminhou para longe dela enquanto as criaturas subiam para cima dela puxavam seus cabelos, tentavam rasgar sua roupa e uma delas inclusive até a mordeu no braço, Olivia gritou.

Numa fração de segundos Olivia estava sendo carregada nos braços de Aluthar, à medida que eles andavam as rochas sumiam e começavam a aparecer os pastos verdejantes e as árvores até o lugar feio desaparecer de visão. Ele a pousou. Olivia olhou para o braço, para o corpo e para a roupa, tudo estava normal tal e qual como estava, não tinha dores nem tinha sofrido danos.

 

- Agora eu vou te deixar acordar e vou embora. Nunca mais me mande embora por sua conta garotinha.

Então ela colocou os braços em torno do pescoço de Aluthar e o beijou, este que foi apanhado desprevenido arregalou os olhos de surpresa, raramente ele era surpreendido, mas Olivia conseguiu faze-lo. Então ele fechou os olhos e a beijou de volta com intensidade, suas línguas se entrelacaram e de seguida ele desceu sua boca até ao pescoço dela e Olivia suspirou sentindo um arrepio percorrendo toda a sua espinha, de seguida ele sussurrou no ouvido dela: Até mais, pestinha. E Olivia acordou, com o coração batendo mil à hora. Se sentou na cama, ainda com dificuldade em respirar.

Nelson que estava no sofá ao lado do dela, a observando todo o tempo dormindo, nada disse, ele já sabia com quem Olivia tinha estado.

- Não faça isso Liv. Não faça, por favor. - Disse ele, baixando o rosto. Olivia ficou em silêncio.



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