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História O ano da formatura. - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, leiam as notas finais. ~

Desculpem os erros e boa leitura!!! <3

Capítulo 21 - E então, você vem comigo?


 

Muita coisa havia mudado nos últimos cinco anos. 

Reiner acabou sendo admitido na faculdade da Carolina do Norte, enquanto Bertholdt e Annie foram para Kentucky. Sasha e Connie resolveram não ir para faculdade nenhuma e acabaram indo morar juntos no Texas, após Connie conseguir um emprego na fazenda dos pais. Jean e Marco partiram para Grécia, ambos passaram para a faculdade de filosofia. Historia e Ymir finalmente conseguiram ficar juntas em Londres. Já Armin se foi para o Reino Unido, ingressando na Universidade de Oxford como um dos grandes nomes de pesquisadores do campus. 

Enquanto isso, Eren foi sozinho para a Califórnia, como o mais novo bolsista da UCLA. 

Em toda a sua trajetória como estudante e atleta, o Jaeger teve boa parte de seu tempo sendo ocupada por estudos e treinos árduos com as ligas regionais e nacionais para competições. No segundo ano, Eren encantou tanto os coordenadores e treinadores que acabou se tornando o capitão do seu novo time. A princípio, sentiu uma queimação no estômago com o cargo de tamanha responsabilidade, mas não hesitou em mostrar seu talento, o que resultou no seu título de um dos maiores astros do time. No ano seguinte, astros da NBA já estavam dando indícios de que se interessavam no rapaz, chegando a lhe mandar e-mail através de grandes nomes do basquete americano, como os Lakers de Los Angeles, Chicago Bulls de Chicago e Warriors de São Francisco. No fim, ele acabou assinando um contrato com o primeiro, sendo classificado para participar da primeira temporada de jogos do ano seguinte. Essa agenda um tanto quanto apertada resultou em uma certa ausência da família e dos demais compromissos que não envolvessem o esporte, mas Eren nunca deixou de manter contato através de mensagens e, por vezes, chegou a enviar cartas e presentes nas datas comemorativas. 

Depois de finalmente receber as tão merecidas férias, antes de ter que retornar para as quadras e recomeçar uma nova temporada de jogos, ele decidiu que era um bom momento para parar e relaxar pelo menos um pouco. 

Eren chegou à república onde morava com alguns amigos do time da universidade logo que deixou o STAPLES Center – local oficial de treinamento do Los Angeles Lakers. Estava tão cansado que jogou sua mochila no chão e se atirou sobre o sofá. 

— Ah, não! De novo não! — Niccolo, um dos seus colegas, o repreendeu ao encontrá-lo parecendo um defunto jogado sobre o móvel — Eren, você acabou de chegar do treino e está todo suado. Por favor, vá tomar banho! 

— Estou cansado. — ele murmurou, sem de fato se importar com o loiro que praticamente o fuzilava com os olhos. 

— Você quem sabe. — ele cruzou os braços, arqueando uma das sobrancelhas em clara postura desafiante — Se impregnar o sofá da casa com esse odor terrível de atleta, eu vou ser obrigado a deixar você e todos os outros moradores desta república com fome pelos próximos quinze dias. 

Eren rapidamente se levantou, pegou sua mochila e se aproximou do loiro, olhando profundamente em seus olhos enquanto falava: 

— Eu vou pro banho e você vai fazer o jantar. 

Assim, o moreno imediatamente sumiu pelos corredores, rumo ao banheiro, deixando para trás um Niccolo risonho e satisfeito. Ele sempre conseguia o que queria quando ameaçava seus companheiros com uma possível greve de comida. 

Eren dividia aquela república com mais três colegas: Niccolo, Onyankopon e Colt. Tirando Niccolo, todos os outros eram companheiros de time. Porém, o loiro em questão era o diferentão do grupo que havia se formado em gastronomia pela mesma universidade onde se conheceram. Por isso ele se tornou o responsável por todo e qualquer tipo de comida que era feita naquela casa – para a sorte dos outros três, já que eles seriam capazes de explodir o local inteiro se tentassem fritar um ovo. 

Enquanto Niccolo preparava o jantar, notou quando Eren adentrou a pequena cozinha minutos depois, com os cabelos escuros e levemente compridos sendo secos pela toalha que tinha em mãos. Estava com uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca sem estampas. Ele puxou uma das cadeiras e sentou com as braços sobre o encosto, enquanto fitava o loiro que seguia entretido com o processo da refeição. 

— E então, cadê Onyan e Colt? — perguntou, enquanto inalava cuidadosamente o aroma que provinha das panelas — Caramba, que cheiro bom. O que está fazendo? 

— Onyankopon passou em casa mais cedo e disse que iria pegar um vôo para Amsterdam de tarde, foi para a casa da namorada. Já Colt resolveu dirigir até a casa dos familiares no interior. Ele disse que estava com saudades do Falco. — comentou, sem tirar os olhos dos ingredientes que adicionava ao seu prato — Estou fazendo um cozido de frango e macarrão.

Enquanto ouvia o loiro, o Jaeger se levantou e foi até a geladeira pegar uma garrafa de energético para ver se acordava um pouco mais. Não eram nem sete da noite e ele já se sentia completamente morto. 

— Falco deve estar enorme. Não vemos ele desde a última temporada de jogos. — lembrou e recebeu um aceno positivo do amigo, enquanto bebia o primeiro gole da bebida, logo após recostar o corpo à bancada — Então vamos ser nós dois hoje? 

— Por hoje sim, mas eu vou viajar amanhã cedo também. — adicionou os últimos ingredientes e virou-se para o moreno, deixando o seu cozido ferver — E você, não pretende visitar sua família este ano? Lembro que esses dias você reclamou que sentia falta dos seus familiares e amigos do colegial. 

Eren suspirou, lembrando-se do que havia contado ao amigo uma semana antes. Em sua última conversa com Mikasa, ela lhe deu a notícia de que estava grávida, após dois anos de casada. Estava no início da gestação, portanto ainda não sabia o sexo do bebê, mas ela parecia tão feliz e animada com a ideia de ser mãe. E durante a ligação, ela também salientou que estava com saudades, o que fez o peito do irmão doer. 

Foi por causa dessa conversa que, com a ajuda do poder da internet, Eren conseguiu o contato de todos os seus amigos do colegial e fez um grupo com eles no Messenger, onde começaram a marcar de se encontrarem nas férias. Aparentemente, todos haviam gostado da ideia de se encontrarem em sua cidade natal para compartilhar de um encontro nostálgico entre amigos. Inclusive Armin, que parecia tão atarefado com coisas de trabalho e até mesmo da universidade. 

E falando em Armin, ele havia se formado em Direito e estava estagiando em um fórum próximo de Oxford, o que também consumia muito de seu tempo, mas ele também tinha suas escapadas de vez em quando para conversar até altas horas com o moreno. Afinal, eles tinham feito uma promessa há cinco anos naquele aeroporto. 

— Eren? — Niccolo chamou sua atenção, após perceber que o outro parecia distraído em seus pensamentos — Está aí? 

— Ah, sim. Foi mal. — voltou a si, dando mais um longo gole no energético — Então, sobre sua pergunta, eu pretendo sim visitar minha família. Foi até bom você ter me lembrado, acho que vou tentar reservar algum vôo agora. 

— É melhor correr. — comentou, apontando para o calendário pendurado na lateral da geladeira — Estamos em época de ação de graças. É bem provável que os vôos esgotem pelos próximos dias ou até horas, dependendo da situação. 

Eren acabou batendo na própria testa. Como havia se esquecido do feriado de celebração familiar mais popular do país? Estavam no fim de terça, ele tinha literalmente só dois dias. 

Rapidamente pediu licença ao amigo e subiu novamente para o quarto, sentando-se de frente para o notebook sobre a escrivaninha. Enquanto fuçava pelo site da companhia aérea, ele terminou de tomar sua garrafa de energético e, minutos depois, já se sentia bem mais animado. Entretanto, o que mais o animou foi poder conseguir reservar uma passagem para o dia seguinte, durante a tarde. 

Ao ter a confirmação da compra, ele buscou pelo celular que havia sido jogado na cama e procurou pelo contato de Mikasa, que por sorte estava online. 

Eren Jaeger, 18:37 

Vai estar em casa no feriado de ação de graças? 

Segundos depois a mensagem foi marcada como lida. Enquanto a jovem digitava, Eren sentia seu peito se encher de ansiedade. 

Mikasa Ackerman, 18:38 

Como todos os outros anos, por quê? 

O sorriso apareceu em seus lábios inconscientemente, conforme ele respondia. 

Eren Jaeger, 18:38 

Façam comida para mim também,

Devo chegar aí na manhã de quinta. 

Mikasa Ackerman, 18:39 

TÁ BRINCANDO????? 

Eren Jaeger, 18:39 

Não estou. Olha só. 

Eren mirou a câmera do celular para a tela do computador e tirou uma foto do comprovante de compra, a qual prontamente enviou para a irmã. A resposta de Mikasa veio com uma série de stickers felizes. Ele não precisava estar diante dela para saber que, naquele momento, ela estava pulando de alegria. Bom... internamente, ele também estava. 

Eren também aproveitou para mandar mensagem no grupo de amigos do colegial. O que o deixou mais feliz foi saber que praticamente todos iriam passar o feriado com os familiares na cidade. Entretanto, a ausência de resposta de um certo alguém o incomodou. Não era como se Armin fosse o mais assíduo do grupo, mas ficar completamente mudo diante de perguntas realmente importantes não era do seu feitio. Sendo assim, ele buscou pelo chat privado do loiro. 

Eren Jaeger, 18:52 

Ei, você vai estar na cidade durante o feriado? 

Pensou que a resposta demoraria a vir, mas logo a notificação apareceu, preenchendo ainda mais o moreno com aquela sensação de ansiedade aflorada. 

Armin Arlert, 18:53 

Vou sim!

Desculpa não ter respondido no grupo, é que eu estou no meio ocupado com as minhas malas. Meu vôo é na madrugada de amanhã. 

Eren Jaeger, 18:54 

Acha que deve chegar que horas? 

Armin Arlert, 18:54 

Acho que na madrugada de quinta, por quê? 

Eren Jaeger, 18:55 

Legal. Quer passar uns dias na minha casa? 

Do outro lado da conversa, Armin sentiu o coração disparar. Eren estava mesmo o convidando para passar um tempo com a família dele? Bom, não era como se ele pudesse recusar. Desde que seu avô faleceu, há três anos, e Yelena voltou para sua casa na Inglaterra, ele costumava retornar à cidade no feriado apenas para visitar o túmulo do mais velho. Não tinha muito o que fazer por lá, além de ficar em sua casa vazia, remoendo acontecimentos e sendo preenchido por sentimentos sombrios e saudosos. Ter um plano diferente na sua agenda não era algo ruim, ainda mais se fosse algo que faria com Eren – afinal, ele sentia tanta saudade. Nos últimos anos, o mais perto que Armin chegou dele foi xeretar sua conta no instagram e notar como o moreno havia mudado. Seus cabelos pareciam bem maiores, mas estavam presos em praticamente todas as fotos. Também preciso mais alto e mais... sarado? Meu deus! Ele estava bem mais sarado. A pele também estava um pouco mais bronzeada, provavelmente pelas idas à praias. Por Deus, Eren tinha ficado ainda mais lindo do que já era. Como isso era possível? Com esses pensamentos, ele até demorou um pouco para responder. 

Armin Arlert, 18:57 

Claro! Vai ser um prazer. *emoji sorriso* 

Quando a resposta veio, Eren soltou um suspiro aliviado. Não podia negar que a demora o fez fantasiar uma série de respostas negativas que podia receber e que já estavam a ponto de deixá-lo desmotivado em antecipação. 

Os dois seguiram conversando por mais algumas horas, colocando o papo em dia, porém, por algum motivo, eles pareciam evitar o tópico relacionamento. Provavelmente porque ambos queriam conversar sobre pessoalmente, sobretudo porque Eren tinha uma proposta para fazer – era algo que ele já estava pensando há pelo menos dois anos. 

No chat do grupo de amigos, também tinham chegado a um consenso: na quinta-feira à noite, iriam se encontrar no pub da cidade. 

Com todos os planos finalizamos, o Jaeger foi se deitar no meio da madrugada, contando os minutos para que pudesse embarcar de volta para sua cidade natal. 

 

 

... 

 

 

Eren acordou com o som da voz feminina ecoando pelo alto-falante do avião, indicando que já haviam pousado. Após ter tido uma noite de sono comprometida por conta da mistura de euforia e energético, acabou dormindo a viagem inteira depois que sentou naquela poltrona – o que por um lado não foi nada mau, visto que ele sequer viu o tempo passar. 

Quando puxou o celular do bolso para conferir as horas, notou que havia passado das oito. Se conseguisse um táxi sem muita demora, com sorte chegaria antes das onze em casa. Como passaria apenas alguns dias fora da república – visto que suas “férias” na verdade eram apenas sete dias de descanso antes de voltar aos treinos –, ele não precisou levar nada além de uma mochila e uma mala de rodinhas. 

Enquanto caminhava pelo aeroporto, sentiu o estômago reclamar. Então, lembrou-se que sua última refeição tinha sido há mais de quinze horas. Maldito Niccolo que saiu sem deixar absolutamente nenhuma comida decente para comer! Com isso, Eren foi obrigado a parar em uma cafeteria na praça de alimentação e comprar um café e alguns donuts para forrar seu estômago até a hora da ceia de ação de graças. Enquanto comia, aproveitou para abrir o aplicativo do táxi para procurar por um motorista, o qual não demorou em aceitar sua corrida. Ele estava a dez minutos de distância, o que era tempo suficiente para sair do aeroporto e o aguardar do lado de fora. 

Uma hora depois, Eren já estava no portão de sua casa. Conferindo o celular mais uma vez, estava vinte minutos adiantado. Como tinha marcado com Armin, o loiro provavelmente chegaria um pouco mais tarde, o que só contribuía que sua ansiedade aumentasse. Não via a hora de encontrar novamente com ele. 

Logo após tocar a campainha, enquanto esperava, não pôde deixar de notar como tudo parecia exatamente igual. Depois de cinco anos, nem mesmo a pintura da casa havia sido mudada. O cheiro de comida sendo preparada invadiu suas narinas, o fazendo fechar os olhos para inalar o aroma tão agradável. E os abriu quando ouviu o som da porta se abrindo. 

Eren foi obrigado a abaixar o olhar para fitar um Levi que parecia bem baixinho perto de si. 

— Eu cresci demais ou você diminuiu? — o moreno alfinetou, sendo obrigado a morder o lábio inferior para conter a risada que quis escapar quando o mais velho lhe esboçou sua melhor carranca. 

— Hahaha, muito engraçado. — ironizou — Mais uma piadinha e eu te deixo do lado de fora. 

Eren soltou o lábio e se deixou gargalhar levemente. Levi não tinha mudado em nada, nem em aparência. E humor ácido também continuava intacto, o que sempre acabava gerando situações bem cômicas. 

— Caramba, você fica anos sem me ver é assim que me recebe? — Eren levou a mão ao peito, fingindo-se de ofendido — Quanta falta de sensibilidade com seu cunhado. 

Levi apenas revirou os olhos, finalmente dando passagem para o mais alto. 

— Cala boca e entra logo. — disse, ríspido. 

Eren inclinou levemente a cabeça e segurou a alça da mochila, puxando a outra mala ao atravessar a porta. Dentro do recinto, o cheiro de comida parecia ainda melhor e mais atraente, fazendo até mesmo seu estômago acordar – ainda que não estivesse com fome realmente. 

— Eren...? — quando seus olhos fitaram o moreno que entrava pela sala, Mikasa disparou em sua direção. Eren precisou ser rápido para acolhê-la nos braços logo após deixar a mochila sobre o primeiro móvel que encontrou pela frente — Meu Deus! Que saudades! 

Assim que se separaram, a jovem tateou os ombros do irmão caçula e subiu até encontrar seu rosto. Céus, como ele estava bonito. Estava diferente. Tão crescido, másculo. 

Eren não deixou de notar que algo nela parecia diferente também: os cabelos estavam mais curtos. Além disso, quando seus olhos deslizaram sutilmente para baixo, notou a protuberância bastante evidente sob o tecido do vestido florido. Mikasa, ao perceber o olhar do irmão para si, lhe esboçou um sorriso terno e pegou uma de suas mãos, colocando sobre sua própria barriga. 

— Olha só quem veio te visitar, meu amor. — disse em uma voz levemente fina, deixando o mais novo maravilhado. Ele nunca pensou que fosse vivenciar um momento como este, mas foi ao sentir algo mexer dentro da barriga da irmã que ele arregalou os olhos, a encarando — Ora, parece que alguém ficou feliz com a visita do titio. 

— Nossa, que sensação estranha.  — sorriu, ainda acariciando o local — Já sabe qual é o sexo? 

— É uma menina. — sorriu com o carinho que o irmão lhe fazia — Vai se chamar Livia. Livia Ackerman. 

Mikasa inclinou levemente a cabeça, fitando o marido que estava parado logo atrás do mais alto com os braços cruzados. Então, ele se aproximou e crispou os lábios. 

— Tomara que ela não puxe os genes do tio dela. — alfinetou o mais velho, encarando Eren que o olhava de soslaio com um sorriso ladino. 

— Pois se me puxar, ela vai ser uma linda garota de olhos verdes. — rebateu, arrancando uma risada da irmã. 

— Parem vocês dois. — ela os repreendeu, mesmo estando se divertindo com aquela troca de provocações — Todo mundo sabe que ela vai puxar a mãe. 

— É a melhor das opções. — afirmou Levi, recebendo um aceno em concordância do outro rapaz. 

Se abstendo daquela discussão infame, o casal acompanhou o mais alto até a cozinha. Carla, que estava totalmente envolvida com a refeição, não havia notado a chegada do filho. E quando o viu entrar todo sorridente pela cozinha, ela não foi capaz de conter as lágrimas. A saudade que armazenava dentro de si transbordou assim que ela o acolheu nos braços, notando como a diferença de altura parecia incomodar um pouco as costas do caçula, que foi obrigado a se abaixar um pouco. 

Eren não podia negar que havia sentido saudade do abraço aconchegante de sua mãe. Ele se sentia literalmente em casa quando a abraçava daquela forma tão cheia de ternura em carinho. 

O próximo a recebê-lo foi Grisha, que surgiu do andar de cima ao ouvir a conversa alta que vinha dali debaixo. Segundo ele, ainda tinha algumas coisas do trabalho para resolver, mesmo estando de folga por conta do feriado. E ainda que sua recepção tenha sido mais discreta e menos emocional, ele também tinha sentido muita falta do seu filho durante esse tempo. 

Dadas as boas vindas, Eren subiu até seu quarto para guardar as malas, antes de ajudar sua mãe com a ceia, junto de Mikasa e Levi. 

No decorrer do processo, conversaram sobre diversos assuntos. Descobriu que Mikasa foi morar com Levi na cidade vizinha, em um apartamento que eles haviam comprado. Ela havia conseguido emprego em uma academia de luta, mas estava de licença por conta da gestação. Já Levi, há três anos que estava trabalhando no departamento de polícia da cidade. Bom, Eren não podia negar que a pobre Livia estaria bem segura tendo aqueles dois como pais. 

Enquanto colocava os pratos sobre a mesa, o Jaeger sentiu o celular vibrar dentro do bolso, o qual não demorou em pegar para conferir o que era. Um sorriso involuntário brotou em seus lábios ao fitar a mensagem. 

Armin Arlert, 11:32 

Estou aqui fora. 

Eren terminou de pôr a mesa rapidamente e praticamente correu até a porta, sendo seguido pelo olhar da irmã mais velha que estranhou a atitude repentina. Uma estranheza que não durou muito tempo, visto que ela logo se lembrou do aviso sobre a chegada de Armin para a ceia. 

Quando abriu a porta, ele sentiu o coração falhar uma batida. Olhando dos pés à cabeça, pôde constar que não era o único que havia crescido. Armin continuava pequeno, se comparado a ele, mas parecia alguns centímetros maior. O corpo franzino era o mesmo, com curvas singelas que eram quase imperceptíveis por conta das roupas mais largas. Os cabelos loiros não eram mais compridos, mas seu olhar oceânico e angelical ainda era marcante e capaz de mexer com o mais alto. 

— Oi. — o Arlert sorriu timidamente, apertando um pouco a caixa que tinha em mãos, no intuito de esconder seu nervosismo — Eu estou muito atrasado? 

Eren precisou piscar algumas vezes para sair do transe. E o que tinha dentro daquela caixa?

— Toma, Eren. — Mikasa, que surgiu logo atrás de si, sorrindo gentilmente ao encontrar Armin. Eren, no entanto, fitou o pano que ela havia lhe entregado e, em seguida, a encarou com certa confusão — Ah, isso? É pra você secar o canto de sua boca, estava babando. 

Armin cobriu a boca para esconder a risada. Mesmo depois de anos, aqueles dois ainda desenvolviam o mesmo tipo de comportamento. A cena lhe passou até mesmo um sentimento nostálgico. 

Quando o convidado enfim entrou, Eren subiu com suas malas, enquanto ele era recebido pelos demais familiares. Armin sempre foi muito bem acolhido dentro da residência dos Jaeger desde quando era criança, portanto já era considerado parte da família. 

— Oh, Armin! Que bom te ver. — Carla cumprimentou o loiro, o abraçando — Como você está, querido? 

— Eu estou bem. Agradeço por me receberem. — sorriu timidamente, logo que se afastou. Em seguida, pegou a caixa que havia deixado sobre a mesa para cumprimentar os anfitriões e a entregou para a mulher — Não queria vir de mãos abanando, então resolvi fazer uma sobremesa. Não é nada muito elaborado, mas... 

Carla se sentiu lisonjeada com a preocupação do rapaz. Não que realmente fosse necessário, mas achou uma graça o cuidado que ele teve em agradar, mesmo sendo ele o  convidado. Quando abriu a caixa, a mulher esboçou uma expressão de incredulidade, o que fez o loiro engolir seco. 

— Mas... isso aqui é...? 

— Eu não acredito! — exclamou Mikasa, logo após espiar o que havia dentro da caixa — Armin, você fez um Victoria Sandwich? Como soube que eu estava com desejo de comer isso? 

Ele não sabia, na realidade, mas suspirou aliviado ao ver a euforia das duas. A escolha da sobremesa foi por conta do local onde estava. Desde que se mudou para o Reino Unido, aprendeu muito sobre a cultura local, principalmente sobre a culinária – que foi uma das particularidades que mais lhe chamou a atenção. Portanto, acabou aprendendo a fazer muitos pratos nativos, principalmente depois que se mudou do alojamento da faculdade para seu próprio apartamento. 

— Eu fico feliz que tenha gostado, mas... sinto em dizer que foi só uma coincidência. — comentou, solene. 

— Ora, mas o que é isso? — Mikasa deu um passo e frente e analisou o loirinho, o deixando meio nervoso pela aproximação súbita — Por que está falando assim? Tem algo estranho. 

Uma enorme interrogação flutuou sobre a cabeça do Arlert. O que tinha de tão diferente? Era o que iria perguntar, se não fosse por Eren ter surgido logo atrás de si com uma risadinha divertida. 

— É o sotaque. — explicou o mais alto — Armin vive em terras britânicas há cinco anos, é normal que ele fale desse jeito agora. 

Com a fala do Jaeger, o loiro deixou sua postura relaxar novamente. Honestamente, ele nunca tinha percebido que falava de forma distinta. Talvez, depois de tanto tempo em outro país, acabou adquirindo algumas características naturalmente, como o sotaque mais rebuscado e a pronúncia mais firme ou arrastada de algumas palavras ou sílabas. 

— Olha, o papo tá bom, mas será que podemos comer agora? — questionou Levi, próximo a mesa que ele mesmo já havia terminado de arrumar. 

Carla colocou a sobremesa na geladeira e então todos se juntaram à mesa. Fizeram uma breve oração para agradecer por tudo que viveram durante o ano e pelas boas lonjuras que lhes foram agraciados. Armin, sentado ao lado de Eren, sentiu o peito aquecer. Pela primeira vez em anos, ele se sentiu em família. O fato de ter passado feriados como aquele completamente solitário o fez perder um pouco da essência e da magia da data, mas estar ali, junto de pessoas tão amadas e que haviam o recebido tão bem, ele sentiu que a saudade que antes se alojava em seu peito já não incomodava tanto. 

Ao notar que o loiro divagava, Eren discretamente tocou sua mão. Armin o encarou em seguida, esboçando para ele o seu melhor sorriso. E como ele havia sentido falta de vê-lo sorrindo tão plenamente. A sensação de conforto que o acometia o fazia se sentir como se a distância nunca tivesse existido. Era como se ele estivesse em casa – Armin era seu lar. 

Durante toda a refeição, eles se envolveram em diversos assuntos. Conversaram sobre as faculdades dos dois rapazes, da maternidade de Mikasa, do novo emprego de Levi, da promoção que Grisha recebeu no hospital; de diversos assuntos que transmitisse a leveza que o momento pedia, além de sanar aquela pontinha de curiosidade deixada pela saudade que ficou. E durante o momento da sobremesa, Armin até mesmo ficou sem jeito com a quantidade de elogios que recebeu. 

— Uau, sortudo mesmo é o Eren. — Mikasa acabou soltando involuntariamente, já que ela – e talvez Levi – eram os únicos que sabiam do que estava acontecendo entre aqueles dois. Entretanto, ao perceber o espanto nos olhos de ambos, ela acabou rindo ao completar: — O que foi? Ele é seu melhor amigo, pode fazer várias dessas para você. 

E então, ele suspiraram aliviados. Não era como se Eren não quisesse contar sobre o seu relacionamento com Armin, mas sim porque ainda era confuso. Eles não tinham algo oficializado, além do sentimento forte que sentiam um pelo outro. É claro que ele contaria, mas precisava ter certeza de que tudo estava correto e que o loiro aceitaria ter algo sério consigo. 

Quando terminaram a ceia, Armin e Levi se ofereceram para limpar a cozinha. Contando com a ajuda dos jovens, Carla e Grisha decidiram tirar um cochilo e Mikasa também, já que a gravidez a deixava mais sonolenta que o normal. 

Enquanto isso, Eren decidiu subir para terminar de arrumar suas coisas no quarto. As malas de Armin estavam ali também, afinal ele tinha o intuito de deixá-lo mais próximo de si, por isso iriam ficar no mesmo quarto e, se tivesse sorte, iriam dormir juntos. 

— Você ainda guarda isso? — comentou o loirinho da porta, chamando a atenção do rapaz que parecia distraído ao fitar o pingente  – de chave – em mãos — Acho que você gostou mesmo desse presente. 

Eren abriu um sorriso e se levantou, aproximando-se do Arlert que não moveu um único músculo ao vê-lo parar em sua frente e tocar sua cintura com uma das mãos. 

— Talvez eu goste de tudo que venha de você. — declarou, recebendo uma risadinha do loiro. 

— Você ficou mais galanteador nesses cinco anos, não é? — provocou, deslizando sua destra pelo peito definido diante de si — Está querendo conquistar alguém? 

Então, foi a vez do moreno soltar uma risadinha travessa. 

— Quem sabe? Eu já te disse que tenho uma queda por cabelo loiro e olhos azuis. — piscou para ele. 

Armin riu, dando um leve tapa no braço do outro. 

— Deixa de ser idiota, Eren!

O loiro se colocou na ponta dos pés para tentar alcançar os lábios do moreno, quando ouviu som de passos pelo corredor, o que os fez se desvencilhar rapidamente. 

Era Levi, que estava subindo para se juntar a Mikasa no tradicional cochilo da tarde. Ele não pareceu se importar com os movimentos bruscos que os dois fizeram ao perceber sua presença. 

— Aí, Levi. — o moreno o chamou, recebendo apenas um olhar de soslaio — Mais tarde eu e Armin vamos ao pub, será que pode me emprestar seu carro? Prometo que não irei beber. 

O Ackerman franziu a testa, desconfiado, mas tudo o que fez foi colocar a mão no bolso e retirar dali a chave do veículo, a qual atirou para o moreno em seguida. Eren pegou a chave no ar. 

— Acho melhor voltar sem nem um mísero arranhão na pintura do meu carro, ouviu, pirralho? Do contrário, eu juro que te caço. 

E dito isso, ele sumiu por uma das portas do corredor, deixando para trás dois rapazes risonhos. 

— Você tem certeza que não vai beber, é? — Armin arqueou a sobrancelha ao encarar o mais alto. 

— Tenho trauma com esses lances de bebida alcoólica. — gesticulou exageradamente com a mão, o que arrancou uma gargalhada do outro — Aliás, eu não estou com sono agora. Por que não aproveitamos o restante da tarde para fazer algo juntos? 

Armin ponderou um pouco, nutrindo alguma possibilidade, antes de se voltar para ele. 

— Na verdade, tem algo que eu gostaria de fazer... — embora tivesse passado um momento incrível com a família Jaeger, tinha algo que ainda precisava ser feito por ele — Pode me levar para visitar o vovô? 

A carga emocional que pareceu preencher o tom de voz do loiro não passou despercebido para Eren. Ele sabia melhor do que ninguém o quanto Armin se sentia desolado com a morte do avô. Ainda que tivessem passado alguns anos, a dor da ferida aberta ainda era bem intensa. Sendo assim, ele não tinha como recusar aquele pedido. 

Chegaram ao cemitério da cidade uma hora depois. No caminho, compraram flores – lírios, as favoritas do mais velho – e incensos para acender durante as orações. 

Eren fez questão de acompanhar Armin em todo o momento, segurando sua mão e lhe passando total apoio. Por outro lado, o loiro sentiu o efeito da presença do moreno. Sempre que ia àquele lugar sozinho, acabava sendo preenchido por uma melancolia sem igual, o que resultava em horas e mais horas de choro e tristeza sem fim. Até mesmo quando retornava para Oxford, depois de dias, o sentimento ainda perpetuava. Contudo, estar ali com Eren era diferente. Embora a tristeza ainda existisse, a sensação de vazio não era a mesma. Ter alguém ali para lhe dar suporte e ampará-lo verdadeiramente era tudo o que precisava. E o resultado? Armin não derramou uma única lágrima. Não porque não se sentia saudoso mais, mas porque ele finalmente havia entendido todo o legado que seu avô deixou em vida.  Ele queria que o neto fosse feliz... e ele estava se sentindo feliz naquele momento. O Jaeger estava ali, e ele era seu porto seguro, sua fonte de alegria. 

 

 

Quando retornaram novamente pra casa, eles foram direto para o banho. Armin foi primeiro, porque ainda não tinha coragem o suficiente para se banhar com o moreno. Então, quando ele saiu, o outro seguiu para o banheiro sem questionamentos. 

Ele estava ansioso para rever os amigos. Como eles deviam estar? Em aparência, já tinha dado uma espiada pelas redes sociais; alguns tinham mudado muito e outros, nem tanto. Mas e em comportamento e personalidade? Ele esperava que nenhum tivesse mudado drasticamente, na realidade. 

Armin vestiu-se com um suéter azul marinho, uma calça de alfaiataria preta e complementou o traje com um sobretudo – também preto – que havia comprado em um brechó quando visitou Londres há dois anos. 

Enquanto fuçava em sua mala à procura do perfume, nem notou quanto Eren adentrou o quarto novamente. 

— E então, qual prefere? — ele ergueu dois cabides quando o loirinho o encarou. 

Armin quase engasgou com a própria saliva quando percebeu que ele só tinha uma toalha enrolada na cintura. Pelo amor de Deus, o que era aquele monumento diante de si? De repente, sentiu até calor debaixo daquele sobretudo. 

— Bom, estamos em novembro e é inverno... — ele levou a mão ao queixo, tentando ignorar os pensamentos nada puros que invadiram sua mente por um instante. Então, depois de poucos segundos, ele apontou para o cabide da esquerda — Acho que você fica bem com jaqueta de couro, calça jeans e preto. 

Eren piscou para o loiro e retornou para o banheiro com as roupas escolhidas. Minutos depois, retornou devidamente trajado e com os cabelos secos, no tradicional penteado preso que já era marca registrada do rapaz, e que lhe cabia muito bem, por sinal. 

Armin quase pediu para que cancelassem o passeio para que ele pudesse admirar o moreno sozinho e apenas para si, mas seria muito egoísmo de sua parte. 

Já passava das sete da noite quando Eren recebeu uma mensagem de Reiner dizendo que todos já estavam indo. Sendo assim, ele e Armin logo seguram para o carro juntos. 

 

 

... 

 

 

O relógio digital pendurado na parede já marcava oito da noite, quando Armin e Eren finalmente subiram as escadas em direção ao ponto de encontro. Procurando no meio da multidão e da baixa luz, o loiro encontrou Sasha e Connie acenando para eles em uma mesa mais afastada. 

— Meu Deus, como vocês estão elegantes! Nem parecem os mesmos pirralhos do ensino médio. — comentou a mulher de fios recém cortados, ao se aproximar dos amigos e abraçá-los — E cresceram também. 

— Vocês também estão diferentes. — disse Eren, apontando para o outro rapaz — Connie já nem é mais careca. 

— Pois é, pelo visto eu não fui o único que deixou o cabelo crescer. — brincou, fazendo todos rirem. 

— E então, onde estão os outros? — perguntou Armin, ao se sentar à mesa com os outros três. 

Sasha, discretamente apontou para o bar, sendo seguida pelos três pares de olhos. 

— Jean e Marco estão ali buscando bebidas, e parece que os outros estão vindo de carro com o Reiner. 

Os quatro ficaram conversando por alguns minutos, até que os outros dois citados se aproximaram. De início, o loiro pensou que Jean e Eren iriam se estranhar, mas se surpreendeu com a forma amigável como se cumprimentaram. Chegaram até mesmo a se abraçar... Bom, pelo menos pode teorizar que as rivalidades realmente haviam ficado no colegial. E quando o cumprimentou, Jean também foi bem simpático, sem deixar transparecer qualquer resquício de mágoa sobre tudo o que viveram. Na realidade, eram como se nada tivesse acontecido mesmo. 

Marco contou que eles estavam indo para o quarto ano de namoro e que moravam juntos em um apartamento alugado em uma cidade grega. Depois da última conversa decisiva que tiveram no dia do baile, eles resolveram dar uma chance ao sentimento que nutriam um pelo outro, no primeiro ano de faculdade acabaram se oficializando e, por fim, deu tudo certo. 

Enquanto ouviam o conto de amor dos dois pombinhos, os demais amigos finalmente chegaram. 

Reiner continuava parecendo um armário de tão grande, mas havia deixado a barba crescer. Na concepção do Eren, estava ainda mais intimidador do que antes. Historia havia deixado o cabelo crescer e se desfez da franja. Ah! E sua maior diferença sem dúvidas era o anel de casamento que agora tinha no anelar de sua mão esquerda. Ela se casou com Ymir dois anos após partir para Londres. Ymir que, por sua vez, não parecia ter mudado muito. Seus cabelos castanhos ainda eram curtos e ela continuava com seu jeito meio “masculino” de se vestir – aliás, algo que combinava muito com ela. 

Annie e Bertholdt, entretanto, continuavam os mesmos de sempre, sem muitas diferenças. Na realidade, eles foram os que menos mudaram nos últimos anos. Talvez os cabelos de Annie tenham crescido um pouco, mas nada realmente chocante. 

Todos se juntaram à mesa, bebendo e comendo, jogando conversa fora. Estavam tão submersos nos mais variados assuntos que a música alta nem parecia incomodar. Entretanto, no meio de tanta falação, Eren percebeu que Reiner parecia um tanto distante. Ele estava mexendo no celular toda hora e parecia ansioso, como se estivesse esperando alguém. 

— Ei, o que houve? — ele perguntou ao se aproximar um pouco mais do loiro — Falta alguém? 

— Não falta mais. — ele sorriu, erguendo levemente o queixo na direção da escada, o que fez com que o moreno direcionasse suas orbes para o local. 

Ele conhecia aquele cara de algum lugar. Alto, com os cabelos loiros escovados para trás e o olhar petulante. Eren com certeza se lembraria do cara que quase o jogou para fora da quadra no primeiro dia de campeonato nacional. 

— Hã? Aquele não é o Galliard, ex capitão dos Warriors de Marley? — ele esboçou uma expressão confusa, ao ver o manear positivo do Braun — O que ele está fazendo aqui? 

— Você não vai acreditar... — Historia entrou na conversa, risonha — Ele é o novo contatinho do Reiner. 

— Nem ferrando! — o queixo do moreno foi ao chão. 

— Já faz pelo menos uns seis meses que eles estão saindo juntos. — explicou Ymir. 

— Mas como isso foi acontecer? — ele realmente estava confuso. 

— Coincidentemente, nós fomos os únicos selecionados pelos olheiros para a Carolina do Norte. — Reiner começou a explicar — Então, depois de dois anos de rivalidade, a situação acabou se desenrolando e hoje, ironicamente, estamos aqui.

Eren estava incrédulo. Aquilo era sério mesmo? Logicamente não era algo ruim, só era... surpreendente. Surpreendente até demais. 

Reiner gesticulou para o recém chegado e ele logo se juntou à mesa também, sentando-se ao lado do loiro. Ele parecia bastante entrosado com os amigos, até mesmo se desculpou com o Jaeger pelo incidente há cinco anos, disse que não o empurrou por querer. E embora não tivesse rancor do rapaz realmente, a história de que ele e Reiner estava em um relacionamento ainda não havia entrado em sua cabeça. Era uma revelação bem difícil de processar. Mas, conforme os minutos e horas foram passando, ele acabou esquecendo desse detalhe e Galliard deixou de ser apenas um estranho no grupo. 

— Ei, vamos dançar! — gritou Historia, empolgada ao se colocar de pé — Como nos velhos tempos! Vamos, vamos, vamos!

Sem pensar duas vezes, todos se levantaram – Sasha com certa dificuldade, pois havia comido tanto que estava com a barriga cheia. Quando a música eletrônica preencheu o local, eles começaram a dançar na pista. Quer dizer... dançar ou fazer bagunça? Aquele grupo de amigos tinha um jeito muito deles de fazer as coisas acontecerem, de se divertirem. Eren, sentiu-se novamente no baile da escola, dançando com Sasha, Annie, Historia e até mesmo com os garotos. A diferença, é que agora podia dançar com Armin, que também parecia se divertir com aqueles passos de dança diferentes e um tanto estranhos.  Eles riam, brincavam, dançavam, pulavam, seguiam o ritmo da música, bagunçavam. Realmente... era como nos velhos tempos. 

Quando a música mudou para uma melodia mais calma e sensual, eles aproveitaram o momento para acalmar um pouco os ânimos. Cada um procurou seu respectivo parceiro, pois era a hora daquela dança corpo a corpo. 

Armin ficou um pouco tímido quando Eren se aproximou de si, o puxando pela cintura para que pudessem dançar juntos. De início, ele pareceu um pouco relutante, meio travado, mas foi quando as mãos grandes do moreno o giraram de costas para si que ele preferiu deixar as neuras de lado. Afinal, ele não tinha nada a perder, certo? Sendo assim, deixou que seu corpo se movesse no ritmo da música, enquanto sentia as mãos de Eren sorrateiramente passearem pelo seu corpo. 

A temperatura subiu e a luz se tornou ainda mais baixa, deixando apenas a penumbra das lâmpadas noturnas. 

O loiro jogou a cabeça para trás e a apoiou no ombro do seu parceiro, que não hesitou em levar os lábios para seu pescoço. Armin sentiu a respiração falhar e as pernas amolecerem quando Eren começou a depositar uma trilha de beijos e leves mordidas em sua pele, o que lhe arrancou um arfar. 

— Eren...? — ele chamou, a voz se perdendo em um fio. Aquele homem mexia demais consigo, tinha medo de como as coisas iriam se desenrolar se ele continuasse o provocando daquela forma — N-Não faz isso. 

Tudo o que ouviu foi uma risadinha travessa sendo expelida contra sua orelha, antes que ele puxasse seu lóbulo entre os dentes, enquanto as mãos desciam pelo seu corpo, provocativas. 

— Por que não? — perguntou, olhando de soslaio ao redor — Nossos amigos estão longe e não tem ninguém olhando para nós. 

Ao dizer isso, Eren colocou ainda mais seu corpo ao do loiro. Foi quando Armin sentiu um relevo diferente roçar pela região da sua lombar. Aquilo era... As pernas do loiro tremeram e ele sentiu sem inferior esquentar. 

— A-Aqui não... — murmurou, ainda receoso. 

Com as mãos novamente na cintura franzina, Eren o girou de frente para si e olhou profundamente em suas orbes azuladas. 

— Onde então? 

Quando a pergunta atingiu os ouvidos do loirinho, ele apenas deixou escapar um risinho travesso.  

 

... 

 

Armin sentia que seu corpo inteiro iria entrar em combustão a qualquer momento. A forma como Eren o tocava tão possessivamente o consumia. Cada beijo, cada mordida, cada mácula depositada em sua pele o fazia ficar ainda mais submerso naquele emaranhado de sentimentos regidos apenas por desejo e excitação. 

Não podia negar, a ideia de sair de fininho e despistar os amigos para que pudessem voltar para a casa dos Jaeger havia soado um pouco absurda no início, porém, naquele momento, a mente do jovem Arlert estava tão enuviada pelo prazer que ele nem se lembrava com clareza que haviam saído de casa anteriormente.

Os lábios de Eren percorriam todo o seu corpo despido, beijando, mordendo e maculando aquela pele macia e leitosa. As mãos do loiro se perdiam em meio aos lençóis, conforme sua anatomia tão sensível era explorada. E ele foi obrigado a morder o lábio inferior para conter o gemido, quando a boca do moreno alcançou seus mamilos. Por Deus, como aquilo era bom. Era pecaminosamente bom. A língua morna o deixava cada vez mais sensível, praticamente o obrigando a jogar a cabeça para trás ao arquear levemente a coluna. 

Eren estava entre suas pernas e suas roupas também já se encontravam em qualquer parte daquele cômodo preenchido pela baixa luz que adentrava pelas cortinas abertas. Daquele ângulo, o Jaeger conseguia ver com perfeição cada mínimo detalhe da face do seu parceiro. Os cabelos desgrenhados, as bochechas rubras pelo calor que o acometia, os olhos perdidos nublados pela luxúria e os lábios inchados. Poderia haver algo mais tentador do que isso? Ele desconhecia. Suas mãos firmes apertavam as coxas do loirinho, enquanto sua boca seguia estimulando os mamilos que já se encontravam rijos. 

Um gemido manhoso escapou dos lábios de Armin quando ele percebeu que os beijos do moreno estavam descendo. Meio trêmulo, ele apoiou os cotovelos no colchão e ergueu levemente o corpo, buscando pelas orbes esverdeadas que refletiam a luz da lua que adentrava pela janela atrás de si. 

— O-O que você...?

— Shh, fique quieto. — ele sorriu, deslizando uma das mãos pela virilha do pequeno — Apenas sinta. 

Ao perceber o que o moreno estava prestes a fazer, Armin colocou a mão na frente e o impediu. Ele o encarou confuso, o que o fez suspirar. 

— Eu... Eu quero fazer. — apesar de inicialmente relutante, a fala do loirinho foi bastante convicta. 

Eren poderia questionar ou ir contra, mas a vontade que cintilava naqueles olhos oceânicos apenas o fez se erguer e sentar sobre os calcanhares. Armin, entretanto, apontou para a cadeira em frente à escrivaninha. Sem precisar dizer uma palavra, o moreno entendeu do que se tratava, portanto apenas se levantou e se acomodou no assento. 

O loiro então se levantou lentamente. Naquele momento, Eren pode vislumbrar com mais calma o corpo do seu parceiro. Apesar de magro, Armin tinha curvas bonitas, uma pele macia e bem tratada, viciante. Suas coxas tinham proporções que faziam o moreno delirar, mas nada se comparava às expressões que ele lhe lançava. 

Ele se ajoelhou na frente do Jaeger, que instintivamente afastou um pouco mais as pernas em respostas. Armin se alojou ali e segurou a ereção desperta diante de si, lançando um olhar falsamente inocente para o outro conforme iniciava um vai e vem lento. 

— Você tem certeza disso? — ele perguntou. 

— Shh, apenas sinta. — o loirinho provocou, lançando-lhe um sorriso. 

Eren abriu a boca para contrariar, mas tudo o que escapou de seus lábios foi um gemido lânguido quando a língua quente envolveu sua glande. Armin pareceu gostar, pois continuou lambendo a ereção, deixando o músculo brincar sobre as veias saltadas, enquanto seus olhos azuis cheios de volúpia estavam presos nas reações que era capaz de desencadear no seu parceiro. 

No instante em que Eren jogou a cabeça para trás, ele enfim o abocanhou. Sua boca ia até onde a extensão pulsante permitia. Subindo e descendo, indo e vindo. Armin chupava Eren como se ele fosse o picolé mais saboroso e suculento que já provou em toda a sua vida. E conforme sua boca o acolhia, maior e mais pulsante ele ficava. Suas mãos também trabalhavam junto, o acariciando, o estimulando. E em reposta, o Jaeger não hesitava em evidenciar sua satisfação ao deixar escapar suspiros e arfares. Por vezes, ele movia os quadris para buscar mais daquele contato e Armin não o impedia, o que era uma faca de dois gumes para ele. 

O loiro sentia seu corpo ferver. O quanto ele queria Eren dentro de si não poderia ser descrito. Ele queria o queria por inteiro, naquele momento. O loiro se afastou repentinamente, o que fez o outro o encarar e balbuciar algum xingamento que apenas o fez rir. Ah não, ele não lhe daria o luxo de gozar sem antes receber o que ele tanto queria. 

Confuso, Eren apenas o seguiu com o olhar ao se levantar. Armin se inclinou sobre ele e tomou seus lábios em um beijo nada casto. Um beijo que fez com que os sabores de mesclassem, com um toque levemente amargo. As línguas se encontravam em uma espécie de dança erótica, arrancando suspiros de ambos. 

O moreno tentou agarrar a cintura do outro, mas Armin foi mais rápido ao se afastar de supetão e caminhar lentamente para a escrivaninha. Ele se debruçou ali e empinou os quadris, insinuando-os para o Jaeger. 

Eren abriu um sorriso satisfeito ao perceber quais eram suas intenções. Sendo assim, ele se levantou e se aproximou por trás, desferindo um tapa bunda farta do loirinho, que apenas gemeu manhosamente em resposta. 

— Bem que dizem que os quietos são os piores. — comentou o moreno, fazendo o loiro rir. 

— É mesmo? Hum... — ele esticou o braço para trás, tateou o abdômen definido do moreno e desceu até encontrar sua ereção novamente, onde voltou a fazer movimentos lentos — Por que eu sou pior? Só porque eu quero que você me foda com força? Que maldade, Eren... 

Armin tinha total consciência do que estava dizendo e fazendo. E sabia também que Eren não estava nem um pouco errado em sua afirmação. Afinal, ele era uma pessoa depravada e não negava isso para ele. Ele esteve se contendo durante cinco anos, tentando ignorar os pensamentos obscenos que o perturbavam na calada da noite toda vez que se lembrava da primeira vez que foi para cama com aquele homem. Ele havia se viciado em seus toques, na forma como ele o subjugava e o fazia ser um belo submisso. Ele estava errado por querer Eren Jaeger mais do que qualquer um? Se estivesse cometendo algum pecado tão grave, ele não se importaria de ir para o inferno por isso. 

Entretanto, Armin não era o único ali que tinha desejos latentes. Eren também o desejava de todas as formas. E o modo como ele o encarava, na maioria das vezes cheio de inocência e fofura, só o fazia fantasiar os momentos em que poderia fazê-lo completamente seu. Tudo o que ele mais queria era fazer Armin tremer em seus braços e gemer de prazer até perder a voz. 

Mais um tapa ecoou pelo cômodo, então o loiro relaxou seu corpo assim que sentiu as mãos firmes lhe envolvendo a cintura. Ele soltou a ereção do moreno e apoiou os antebraços sobre a superfície do móvel, o observando sobre os ombros. 

Eren se posicionou e levou o membro para a entrada do loirinho, o que o fez morder o lábio inferior novamente e fechar os olhos. 

A princípio, uma dor aguda se estendeu pela anatomia do jovem Arlert. Sua respiração disparou na mesma hora e ele sentiu as pernas vacilarem, mas o moreno estava ali, lhe dando suporte. Ele respirou fundo, buscando pelo ar que pareceu ter sumido em questão de segundos. 

Definitivamente, aquela dor insuportável era a sua punição por ter se rendido aos desejos carnais. Contudo, conforme o incômodo foi se aliviando, ele maneou a cabeça para que Eren se movesse e assim ele fez. 

Inicialmente, suas estocadas eram lentas e mais superficiais, perfeitas para que o loiro se acostumasse com aquela nova presença dentro de si. E assim que se acostumou, o moreno decidiu que era hora de assumir seu próprio ritmo. 

Mentalmente, Armin agradeceu por Mikasa e Levi já terem ido embora e por Grisha e Carla terem um sono pesado, pois o ranger daquela mesa poderia ser ouvido a uns bons metros dali. Fora que seus gemidos também não eram nada discretos. As estocadas firmes de Eren o fazia alucinar, deslizando suas unhas curtas pela madeira polida do móvel. Seus olhos se reviravam e seu corpo se arrepiava a cada onda de prazer que o atingia tão vorazmente. 

Eventualmente, os dois deixavam escapar xingamentos desconexos, enquanto seus corpos se envolviam de modo desenfreado, cheios de volúpia e saudade, cheios de uma selvageria unicamente deles. Em um dado momento, Eren se debruçou sobre o loirinho e colocou ainda mais força nas suas estocadas, indo lenta e profundamente, o que arrancou gemidos mais altos do pequeno que sentiu o corpo inteiro tremer. A cada vez que Eren acertava seu ponto de prazer, mais errônea e vacilante sua consciência se tornava. 

— Era isso que você queria? — ele perguntou, provocativo. Armin tinha o corpo pressionado entre o seu e o móvel e seus dentes rangiam pelo prazer. Ele apenas maneou a cabeça, sem conseguir organizar uma fala conexa. Entretanto, Eren queria mais. Ele afastou mais os quadris e retirou toda a extensão de sua ereção, antes de afundá-la completamente no interior alheio outra vez. A surpresa que preencheu o loirinho fez com que seus lábios se entreabrissem em um gemido mudo — Ou prefere mais fundo assim? 

— Caralho... — ele deixou escapar, a sequência do mesmo movimento comprometendo totalmente seus sentidos — Isso... Porra, Eren... 

Eren adorava quando Armin se soltava daquele jeito. Ele estava livre, sem rédeas, deixando todas as suas facetas expostas. E ele era uma perdição. Um submisso perfeito. Excitante ao ponto de fazer o moreno seguir com seus movimentos lentos, até que assumissem novamente o ritmo mais frenético e cadenciado. 

Eles se conectaram, se tornaram um. O corpo de Armin o recebia com o encaixe perfeito, como se fossem feitos um para o outro. E juntos, depois de uma longa demonstração corporal de amor, eles atingiram o orgasmo. 

Eren praticamente desabou sobre a cadeira atrás de si e o loiro ficou estático por um momento, sentindo o corpo inteiro ser atingido por leves espasmos. Suas pernas estavam tão bambas que se ele se afastasse daquela mesa, certamente cairia de cara no chão. Ele ficou ali por poucos minutos, até que Eren se levantou e o guiou até a cama, onde se deitaram, a respiração se regulando aos poucos. 

O moreno se acomodou com uma das pernas e um dos braços dobrados, enquanto o outro estava sob a cabeça do loirinho encolhido ao seu lado. 

— E aí, como se sente? — ele perguntou após um período em silêncio, recebendo um olhar preguiçoso do outro. 

— Sinto que vou demorar uns três dias para conseguir sentar direito. — ambos acabaram rindo, enquanto a destra do loirinho ia para o peito do outro, onde passou a fazer desenhos imaginários — Eu queria poder fazer isso mais vezes. 

— Acabou de reclamar que vai ficar dias sem conseguir sentar e queria transar comigo mais vezes? — o olhar repreensível que recebeu o fez rir — Calma, não fique assim... 

— Eu não digo só disso, Eren. — ele suspirou, sentenciado — Eu queria poder ficar mais com você. Só de pensar que vamos estar separados de novo daqui alguns dias já me bate uma angústia. 

E então, foi com as falas do loiro que Eren se lembrou do que estava pensando em lhe propor há muito tempo. A verdade é que ele sempre quis Armin ao seu lado, mas não era egoista o suficiente a ponto de pedir para que ele desistisse de seus sonhos de ir para uma universidade e se formar. Contudo, agora ele já havia concluído tudo. Por que precisavam continuar distantes? 

— Nós não precisamos nos separar. — declarou e Armin ergueu o olhar, confuso — Venha para a Califórnia comigo. 

O loiro piscou algumas vezes. Que tipo de proposta era aquela, tão repentina? Ele apoiou as duas mãos no peito do moreno e inclinou levemente o corpo, encarando aquelas orbes verdes à altura. 

— Você não pode estar falando sério... Ou está? 

— E por que não estaria? — ele franziu as sobrancelhas, sério — Vamos alugar um cantinho para morarmos juntos e então você vai poder exercer sua profissão, assim como eu poderei continuar nas quadras. Vamos nos casar também. E vamos... 

— Espera, espera. — Armin riu de nervoso. A forma presunçosa como Eren falava era confusa — Você está dizendo que quer casar comigo? 

— Sim, eu estou. — deu de ombros — Você não quer?  

— Então quer dizer que estamos namorando? 

— Estamos, ué. — disse como se fosse óbvio. 

Armin ficou embasbacado. Que loucura... Deixar tudo o que havia conquistado fora daquela cidade para ir atrás de um homem? Qualquer pessoa em sã consciência acharia isso um absurdo. Entretanto, a questão é que ele não tinha o que perder. Já havia se formado, já tinha seu diploma. Tinha um apê, mas era alugado. O contrato de estágio também era temporário. Então... por que não? Eren não era um futuro incerto: ele o amava. Aquele homem era a maior certeza que tinha em sua vida. 

Assim, o loiro sorriu. 

— Tudo bem. Eu vou com você. 

Eren arregalou os olhos e se ergueu um pouco sobre a cama. Embora parecesse certo das suas próprias decisões, não imaginou que Armin fosse se jogar de cabeça nessa loucura tão facilmente. 

— O que você disse? — ele estava imensamente surpreso. 

— Eu disse que vou com você para a Califórnia. — repetiu — Vamos viver juntos e vamos nos casar. 

A alegria que preencheu o Jaeger naquele momento nunca poderia ser descrita em palavras. Ele se aproximou do loiro e tomou seus lábios em um beijo apaixonado. O sentimento que pairava ali era um misto de incredulidade, expectativa, surpresa e muito, muito amor envolvido. 

Quando se afastaram, Eren encarou profundamente aqueles olhos azuis. Ele estava tão convicto da sua decisão... 

— Você também é bem biruta. — admitiu. 

— Eu sei, por isso você ficou louquinho por mim. — ele piscou, como um cúmplice — Mas... eu não menti quando disse que te amo. 

— Bom, nesse caso, ainda bem... Porque eu também amo você. — ele acariciou a bochecha do loirinho, mas logo desviou o olhar levemente — Amo você e sua bunda também. 

Armin entreabriu os lábios e desferiu um tapa no braço do moreno, o que lhe arrancou uma gargalhada divertida. 

— Eren, seu imbecil! 

 

 


Notas Finais


PEDRINHO, EU NÃO ESQUECI DO LEMOOOONNNN!!! KKKKK na realidade, eu estou bem insegura. Gente, nunca fiz um hot assim. Ficou bom? KKK rindo de nervoso.

Enfim, pessoal. Chegamos ao fim definitivo desse bebê chamado ‘O ano da formatura'. Eu espero que vocês tenham gostado do desenrolar do nosso casal que >finalmente< ficou junto, depois de tanta coisa ruim. OUVI UM AMÉM EREMIN!???

Obrigado a todos, por tudo e de verdade. Vocês são incríveis. <3

Eu estou com algumas ideias para novas estórias, então torçam por mim – algumas de outros shipps também.

Mais uma vez, muito obrigada. <3

Xoxo, meus amores.


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