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História O apanhador de sonhos - Cellps; - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Bem vindos ao último capítulo da história. Espero que tenham curtido ela assim como eu curti escrever.


Boa leitura.☔💖

Capítulo 7 - O preço.


Fanfic / Fanfiction O apanhador de sonhos - Cellps; - Capítulo 7 - O preço.

~ Felipe Zaghetti.


                    °✓Q.D.T✓°

Acordo depois de um sono muito longo. Não sei quanto tempo eu dormi, mas deve ter sido bastante, pois minhas costas até doíam. Me levanto da cama com cuidado para não acordar Rafael e vou até o banheiro em passos lentos e serenos. Sinto um líquido escorrer pelas minhas costas e logo cair no chão. Me viro e tento ver do que se tratava, talvez seja suor.

Me virei e vi algo que não queria nem um pouco. Aquilo era... Sangue? Como assim? Eu tremia, pois não sabia o que havia acontecido para que eu estivesse sangrando. Entro no banheiro de uma vez e tento ter uma visão melhor me olhando no espelho. E foi aí que percebi... Minhas asas estavam sangrando!

- RAFAEL! - Dou um grito, mesmo não querendo chamá-lo e logo ele se faz presente na porta do banheiro.

- Oi? Tá tudo b- Ele paralisa - Oh meu Deus! O que você fez nas suas asas? Alguém te machucou?

- Não, não foi isso- Discordo- Quando acordei, já estava nesse estado. Eu não sei o que fazer, me ajuda, por favor?!

- Não sou nenhum expert no assunto, mas parece ser muito grave. Melhor chamarmos seu pai, que no caso é Deus, ou algo assim- Sugere.

Antes que eu pudesse responder, vi uma pena passar em frente ao meu rosto e cair no chão. Ela estava ensanguentada e muito provavelmente era de minhas asas. Me desesperei... As penas da asa de um anjo nunca caem, a não ser que... Ah não.

- Não, não...- Digo baixinho, mesmo sendo audível ao loiro- Droga, eu esqueci.

- Esqueceu o que? - Indaga- Me fala, Felipe, por favor! Pode salvar sua vida se dividir comigo, não se desespera. Podemos resolver isso juntos, é possível.

- Eu tenho uma escolha a fazer...- Digo, cortando sua fala - Eu fiz algo errado e agora eu escolherei meu destino.

- Do que você tá falando? - Pergunta, completamente confuso - Eu não tô entendendo.

- Eu transei com você! Anjos não fazem essas coisas. E agora Deus está me punindo, me forçando a decidir o que quero. Só tenho duas opções...

- Quais são elas? Me diz!- Impaciente, me força a dizer.

- Você saberá daqui a pouco - Respondo, pensando no que fiz- Quando eu escolher o que eu quero. Ele virá para me buscar, disso eu tenho certeza. Ele se importa com o seu rebanho.

Saio do quarto num piscar de olhos, indo até a cozinha para beber um gole d'água. Não estava mais ligando para os sangramentos, pois a escolha que eu teria de fazer seria muito mais dolorosa do que um mero sangue. Meu peito estava apertado, eu estava apreensivo, mas eu sabia o que teria de ser feito, pelo meu bem e o de todos aqui.


~ Rafael Lange.


Eu não estava entendendo mais nada. Felipe estava muito preocupado, deveria ser algo muito importante e difícil para ele estar daquele jeito. Eu sabia que não deveria ter feito sexo com ele, mas agora eu não tenho mais a opção de voltar no tempo, infelizmente. Sigo o rastro de sangue que o moreno deixou para trás e vejo que ele levava até a cozinha. Sei que pode ser uma leve invasão de privacidade, ainda mais num momento como esses, mas acho que eu já o conheço muito bem para ficarmos de segredinhos. Isso é infantil demais para mim.

Paro na porta quando vejo Felipe e mais uma pessoa ao seu lado no cômodo. Era uma mulher? Quem é essa pessoa? Seria... Deus? Não acredito...

- Pode acreditar- Ela diz, se virando para mim - Olá, Rafael! Bom te ver por aqui, aliás, já sabia que desceria para ver o seu amado Felipe.

Ela lê pensamentos? Não sabia que Deus podia fazer isso. Enfim... Continuo parado, sem dizer nada, enquanto ela estava no mesmo lugar também. Nos olhávamos a todo o momento, não sabia se era por curiosidade ou um pouco de insegurança e medo juntos. Ela usava um vestido branco, sem estampa alguma, como um lençol. Seus olhos eram negros e seu cabelo era preto. Ela era "parda" (quase negra) e tinha uma estatura média, estando um pouco mais alta por conta de suas sandálias.

- Que decisões são essas que Felipe tem que tomar?- Deixo as enrolações de lado e parto direto ao ponto - Eu não quero que ele saia daqui prejudicado, por favor!

- Ele só será prejudicado se ele decidir ser- Responde docemente - Ele tem duas escolhas e cabe exclusivamente e essencialmente à ele decidir o seu próprio caminho, não podendo receber opiniões alheias de pessoa alguma.

- Tudo bem, mas pode me dizer quais são as decisões? Pelo menos isso eu posso ter o direito de saber? Eu o amo muito e ele é alguém especial, tenha misericórdia- Peço.

Felipe parecia estar chorando um pouco, eu estava com vontade de abraçá-lo, mas não podia no momento. Ele devia estar muito confuso agora para estar desse jeito. Minhas pernas estavam bambas e minha ansiedade estava a mil, eu espero de verdade que não seja algo tão pesado.

- Bem... - Ela suspira- Ele terá que escolher entre:

Se arrepender e ter suas memórias apagadas, logo, separando vocês dois;

Ou...

Morrer e passar anos no purgatório, vagando sem rumo e apenas com suas memórias até que chegue a sua hora e você vá lá buscá-lo, Rafael.

Quando termina, meu coração parecia ter sido quebrado por um martelo. Eu imagino a dor de ter que escolher entre se esquecer de alguém que ama ou sofrer esperando ela voltar por tantos anos... Eu espero que ele faça a escolha que ele achar melhor. Só sei que eu nunca me esquecerei dele, onde quer que ele esteja.

- Já se decidiu? - Ela olha para o moreno e ele assinte- Não imaginei que seria tão rápido dessa maneira.

- Eu decido que prefiro morrer a ter de viver sem saber que alguém me amou verdadeiramente e que eu fui a causa da nossa separação. Não importa o quanto sofrerei no purgatório, o meu amor pelo Rafael... S-sempre me manterá vivo. Eu tenho certeza disso. Rafa, em tampouco tempo, eu senti tanta coisa por você... Não me arrependo de nada e espero de verdade que você ainda lembre de mim quando for me buscar. Quero passar a eternidade inteira com você, nos seus braços e com o seu carinho, espero que você entenda que tudo isso que estou fazendo é por uma boa causa, que é o nosso amor. Eu te amo, minha criancinha com pesadelos.

Começo a chorar sem parar. Eu não posso crer naquilo. Eu não queria que ele arriscasse a sua vida por mim, mas não sou eu quem decido. Eu estava tremendo da cabeça aos pés e mal sabia o que fazer.

- E-e-eu posso dar um abraço nele antes que ele se vá?- Pergunto olhando para Deus, que assinte- Muito obrigado!

Corro até ele e lhe dou um dos meus abraços mais fortes e sinceros, daqueles que você nunca se esquece. Espero que ele guarde bem essa memória, pois foi a última que tivemos juntos.

- Eu também te amo muito, meu apanhador de sonhos...- Sorrio falsamente, derrubando mil lágrimas- Obrigado por ser essa pessoa incrível que você é e pode ter certeza de que nunca vou me esquecer de você, nem na pior das hipóteses. Vamos ter o nosso "felizes para sempre" ainda, mesmo que demore um pouco.

- Você precisa ir agora, Felipe- A mulher avisa - Não temos muito tempo...

- Tudo bem- Ele começa a chorar e me olha- Rafael, e-eu te amo.

- Eu também... Pra sempre.

Essa foi a última coisa que falamos antes que ele caísse no chão, sem vida. Aquilo foi como um tiro no meu peito e só me fez desabar em lágrimas mais uma vez. Fecho os olhos e ao abrir, vejo que eles não estavam mais ali. Eu só espero que ele esteja bem agora e que não sofra tanto do outro lado...

Ainda derramando lágrimas, subo até meu quarto e abro a porta, me deitando na cama e pensando em tudo, apenas chorando mais um pouco. Parecia que eu iria desidratar de tanto chorar, todas as emoções... Todos aqueles momentos que tivemos... Todos eles estão apenas na minha memória agora, eu não terei mais o toque dele e nem o seu "eu te amo". E isso dói, pois só poderei vê-lo quando eu também estiver na mesma situação em que ele está.

Olho para a porta de meu quarto e vejo o apanhador de sonhos que eu havia comprado de sua loja. Ele ainda estava ali, talvez seria a única lembrança física que eu teria dele daqui em diante. Mas, pensando bem, faz sentido ele estar aqui. Pois, assim como Felipe, o apanhador me protege de meus pesadelos e de meus medos, como um "pilar", no qual eu posso me escorar quando estiver esgotado.

Sorrio em meio a tanta tristeza. De algum jeito, ele ainda estava ali (ou pelo menos, uma parte dele)... A qual me protegeria para sempre...

Desse pesadelos diários que eu enfrentaria em sua ausência.


~ Fim.


Notas Finais


Espero que tenham gostado da história, pois eu amei escrevê-la e espero ter conseguido atingir as expectativas de vocês. Não fiquem bravos comigo, foi necessário, haha. Comentem o que acharam aqui (se choraram ou os melhores momentos, qualquer coisa). Quero ver recorde de comentários nesse final, hein?

Vejo vocês em outros trabalhos, um beijo e fuiz. 💖 Amo vocês.


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