História O apocalipse é culpa minha - Capítulo 1


Escrita por: e cosmoswhy

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, JB, Jinyoung, Mark
Tags Anjo!au, Apocalipse, Cosmoswhy, Demônio!au, Jackson, Jinyoung, Wangproject
Visualizações 71
Palavras 2.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Sobrenatural
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIE!! MAIS UMA PRA VCS!!
OSIJSIOJ EU SÓ TRABALHO COM COMÉDIA E EU NEM ME ARREPENDO
ESPERO QUE GOSTEM SZ

Capítulo 1 - Único - Whoops!


Durante o que eu pensei que fosse ser o melhor dia da minha vida eu logo percebi que muito provavelmente o apocalipse estava próximo, e para variar seria culpa minha, já que tudo sempre era culpa minha.

 

O dia tinha começado perfeito, o céu azul, pássaros cantando, uma torrada quentinha, um suco de laranja, uma música da Katy Perry e a minha roupa favorita, que consistia em: meu boné e moletom rosa, minha calça jeans de lavagem clara e meu tênis branco que eu tinha lavado ontem mesmo.

 

Eu iria para o melhor emprego do mundo: caixa de supermercado, roubaria salgadinhos, atenderia pessoas gentis como velhinhas que cheiram a mofo e canela, conversaria com o meu melhor amigo Youngjae, no final do expediente eu iria sair com o meu crush Namjoon, veríamos um filme, ele ia perceber que eu sou o amor da vida dele e nós nos casaríamos.

 

Estava tudo perfeitamente programado pelo Divino para dar certo, até que eu pus o pé pra fora de casa e pisei na bosta que o cachorro do vizinho tinha feito bem na frente da minha porta.

 

Mas eu deixei isso me abalar? Claro que não, logo voltei para dentro, troquei o tênis por uma botina, peguei o cocô com uma sacolinha e joguei na porta do vizinho, logo saindo correndo até o ponto de ônibus.

 

Era por coisas como essa que as pessoas tinham essa ideia errada de que demônios eram do mal, mas fala sério, esses humanos provocam! Tentamos levar uma vida normal, cumprir nosso papel no plano divino tudo certinho, mas daí o filho da puta deixa o cachorro solto pra fazer cocô na porta da nossa casa, aí já é demais.

 

Fui para o ponto de ônibus, que felizmente chegou menos de dois minutos depois, coloquei meus fones de ouvido e fui na paz. Minutos depois eu já estava no centro da cidade andando até o supermercado, certo de que o pequeno incidente de manhã não afetaria meu dia.

 

Meu pior erro foi ignorar a grande variável que existia na minha vida, variável essa chamada Kim Yugyeom, que era o motivo de eu querer enfiar uma faca na jugular de todos os anjos do mundo, sinceramente, ele era um péssimo representante da espécie.

 

Curiosidade de utilidade pública: anjos e demônios se odeiam, mas isso não é uma escolha, é quase um instinto animal, não é nada pessoal, de verdade. Do mesmo jeito que o rato odeia o gato e as gazelas odeiam os leões, demônios odeiam anjos.

 

Mas sabe toda aquela ideia de que todos nascem com uma alma gêmea? Nós tínhamos algo parecido, todo demônio nascia com um inimigo jurado, um anjo. No meu caso meu inimigo prometido era o poste Yugyeom.

 

Ao passar por um beco – claro que eu tinha que passar pelo beco não é mesmo –, senti meu pescoço ser puxado e meu corpo ir de encontro com a parede de tijolos, fechei os olhos e xinguei alto, me amaldiçoando por ter baixado a guarda. Lá estava o poste, me encarando com aqueles olhos grandes e o sorriso maldoso.

 

Os anjos eram os verdadeiros descendentes do capeta, não nós demônios. Vocês viram, eu estava andando de boa e o maluco me prensou na porra da parede.

 

– Sinceramente Yugyeom, quer me foder me beija na boca, não chega jogando na parede – reclamei de um jeito debochado, sabendo que esse tipo de atitude irritava ele.

 

Não me interpretem mal, eu adoro flertar com as pessoas, mas o nível de atração sexual que eu sentia por anjos era o mesmo que eu sentia por merda de cachorro na frente da minha porta: quase zero.

 

– Baixando a guarda Jackson? Isso não é do seu feitio. Está feliz por quê?

 

– Não é da sua conta.

 

– Claro que é, é o meu trabalho destruir qualquer fonte de prazer e felicidade que você tenha na vida.

 

– Olha, o Diabo trabalha duro, mas você trabalha mais. Você é bom demais no seu trabalho, deveria ser promovido.

 

– Diga isso para o meu chefe, ele não parece estar vendo meus esforços – ele sorriu maligno logo me jogando no chão e chutando meu estômago.

 

Ele deu diversos chutes até eu começar cuspir sangue, sinceramente eu não estava afim de cair na porrada com ele hoje, eu só queria chegar no trabalho inteiro e fingir que nada tinha acontecido. Mas daí o maldito estalou a língua no céu da boca fazendo um “tsc” irritante.

 

– Merda Jackson, levanta seu bosta, não é divertido quando você fica bancando o passivo – ele cruzou os braços, revirando os olhos.

 

– Tá bom, porra! – eu disse furioso, se não bate reclama, se bate também reclama, o que eu podia fazer? Me pus de pé, cuspindo o sangue no chão e logo metendo um socão na boca dele, algo que eu queria fazer há muito tempo.

 

– Ha ha, era disso que eu estava falando! – ele me socou na boca do estômago.

 

Começamos a trocar socos, nada de novo sob o Sol, essas brigas eram bem rotineiras, e já tivemos muito piores, ele uma vez tentou me matar com uma garrafa de tequila, mas para o meu azar e o dele nós somos imortais. Então não importa quantos socos, facadas, chutes, e fogo disparássemos um contra o outro o resultado era o mesmo: os sorrisos ensanguentados e hematomas que sumiriam em algumas horas.

 

Eu sei o que vocês devem estar pensando “por que ao invés de tentarem se matar não vão dar a bunda?”. A resposta para isso nem mesmo eu sei. Era quase como se estivéssemos no piloto automático, nos encontramos, caímos na porrada e vida que segue. Contanto que nenhum humano nos visse era somente algo da rotina.

 

Do tipo: acordo, vou na padaria, caio na porrada com o anjo, vou pro trabalho, volto pra casa e no dia seguinte tudo se repete.

 

O poste me deu um chute e eu voei para a caçamba de lixo, que infelizmente estava aberta, ao sentir meu corpo afundar em sacolas de lixo e chorume eu vi que não seria o melhor dia da minha vida e que eu seria obrigado a arrancar a porra da perna do Yugyeom com os dentes naquele beco mesmo.

 

Coloquei minha cabeça pra fora da caçamba com a minha melhor cara de “eu vou te matar seu projeto de aborto de galinha que deu errado”, eu esperava ver um poste rindo escandalosamente, mas ao invés disso eu dei de cara com um poste com cara de surpreso e um humano, muito bonito por sinal, encarando-nos com os olhos arregalados.

 

O humano azarado tinha cabelos castanho escuro, que caiam perfeitamente sobre a testa, a pele parecia de pêssego de tão bonita, os olhos eram expressivos e escuros (talvez porque eles estivessem arregalados), os lábios rosadinhos entreabertos, a roupa casual, os óculos de armação negra levemente quadrada dando um ar de nerd.

 

Ele era um fofo.

 

Senhoras e senhores se aquilo não era amor à primeira vista com certeza era tesão à primeira vista, que pão! Olha o tamanho dos ombros dele!

 

Okay, foco Jackson, isso é um código vermelho: apocalipse iminente.

 

– Puta merda... e agora? – eu me virei para o meu inimigo e ele franziu a testa, analisando a situação por longos segundos.

 

– Tá me perguntando por quê? Isso é problema seu – ele jogou o cabelo pra trás –. Tchau – o maldito sorriu e logo desapareceu.

 

– Por favor, não faça um escândalo – eu disse levantando as mãos pro alto, como alguém que se rende.

 

O humano continuou paralisado.

 

– O que foi isso? – ele se virou pra mim, confuso. Como eu ia explicar?

 

“Ah, eu, um demônio, estou constantemente me envolvendo em lutas mortais com o meu inimigo jurado, o anjo Yugyeom, que de anjo não tem nada. Não se preocupe, essas lutas são rotineiras e nem um pouco mortais porque, olha que engraçado, nós somos imortais. Por favor não conte pra ninguém porque nenhum ser humano deve saber disso, do contrário seria um presságio do fim do mundo, ops, aparentemente o apocalipse chegou.”

 

– Foi tudo fruto da sua imaginação – falei alto, balançando meus dedos para tentar hipnotizar ele, o que não foi muito eficiente tendo em mente que eu não tenho esse poder e que eu estava em uma caçamba de lixo.

 

– Não me fode, eu sei o que eu vi! – o humano pareceu irritado.

 

– Ei, calma aí! Aliás me ajuda a sair dessa caçamba – praticamente ordenei, o humano revirou os olhos, mas não hesitou em se aproximar e me ajudar.

 

Já no chão firme do beco e cheirando a xorume, com um humano a minha frente exigindo respostas que eu não podia dar, eu percebi que a melhor saída era fingir que nada tinha acontecido.

 

– Obrigado, tenha uma boa tarde – eu sai andando a passos rápidos.

 

– Espera! – ouvi ele gritar logo atrás, tentei andar mais rápido, mas minhas pernas eram curtas e o humano, que por sinal era mais alto do que eu, me alcançou rapidamente – me explica tudo isso!

 

– Não posso.

 

– Como não? Você me deve uma explicação!

 

– Se tem uma coisa que eu devo, essa coisa é o aluguel atrasado e não explicações, muito menos pra você humano – me virei para ele, cruzando os braços pra deixar meus braços maiores e tentar intimidá-lo.

 

– Então você não é humano? – ele arqueou a sobrancelhas.

 

Percebi a cagada e me virei, pretendendo voltar a andar, porém o humano me puxou pelo ombro e me prensou na parede, pouco se lixando para as pessoas que estavam olhando. Olha, eu era naturalmente mais forte que os humanos normais, isso era uma das poucas coisas o qual eu me orgulhava, então o fato daquele nerd bonitinho ter conseguido tal feito me deixou um pouco pasmo.

 

Ele não era humano afinal de contas.

 

– Olha, você vai me explicar o que está acontecendo – ele me olhou ameaçador, revirei os olhos e o empurrei, fazendo com que ele cambaleasse um pouco para trás.

 

– Você é um anjo, não é? Por que está fingindo? – perguntei.

 

– Eu não sei se eu sou um anjo – ele disse meio inseguro –. Eu não sei ao certo o que eu sou.

 

Suspirei alto, peguei meu celular e mandei uma mensagem pra Youngjae, dizendo que eu não me sentia bem e que não conseguiria ir para o trabalho. Apesar do protesto, consegui convencer o humano, que por sinal se chama Jinyoung, a me seguir calado.

 

O levei até o Clube dos Demônios, que era um grupo de demônios que se reuniam atrás da igreja para discutir coisas da espécie. Eu achava ridícula a falta de infraestrutura. Como nós não éramos capazes nem de alugar um bar maltrapilho para discutir a crise demoníaca enquanto os anjos esnobes tinham country clubs só pra eles ou iates?

 

Encontrei Jaebum e Mark, meus dois únicos amigos além de Youngjae.

 

– O que é isso Jackson? Uma oferenda humana? – Jaebum perguntou com um sorriso maldoso, na minha terra chamariam ele de “o famoso babacão que merece um socão.”

 

Percebi Jinyoung dar um passo para trás, revirei os olhos o puxando pelo pulso para perto de mim para que se sentisse mais seguro.

 

– Cala a boca – eu disse –. Mark, eu acho que nós temos algo bem interessante.

O mais velho pegou o cigarro que tinha nos lábios e tragou, segurando a fumaça no pulmão, se aproximou de Jinyoung, colocando as mãos delicadamente sobre a bochecha rosada dele e soltou a fumaça.

 

A fumaça de Mark era quase uma benção, pois ela era sussurros de Deus, através dela ele consegue identificar sinais divinos, espécies, anjos disfarçados e às vezes até mesmo ver o futuro, era algo incrível.

 

Já eu, minha única habilidade era servir de saco de pancada para galinhas que crescem demais. Talvez eu tivesse um pouco de inveja do poder dele? Talvez, até porque ser um demônio normal era mais incômodo do que vantagem.

 

Jinyoung tossiu e o Tuan se afastou, me olhando sério.

 

– Jaebum – ele chamou com a voz calma, Mark era totalmente sereno, ele sim merecia ser um anjo, não o Kim Bundão.

 

– Sim? – JB, como era conhecido, se aproximou. Os dois tinham uma conexão bem louca e conseguiam ler os pensamentos um do outro, eram as famosas almas gêmeas.

 

Mark sussurrou algo no ouvido do hyung que arregalou os olhos e abriu a boca.

 

– Merda Jackson, você só faz merda! – Jaebum bateu com a palma aberta na testa.

 

– O que eu fiz dessa vez? – Minha voz subiu algumas oitavas, tudo era culpa minha também, que inferno.

 

– O que está acontecendo? – Jinyoung perguntou.

 

– O que você é, realmente? – Mark perguntou.

 

– E-eu não sei. Eu sempre tive esses poderes estranhos desde que eu nasci, mas ninguém nunca pareceu notar eles. Daí hoje eu estava indo pra faculdade e vi o Jackson levar um chute na cara e voar pra dentro de uma caçamba de lixo e um cara alto desaparecer do nada. O que está acontecendo?

 

– Olha não foi bem assim que aconteceu, eu apanhei, mas também bati – cruzei os braços enquanto JB, aquele filho da puta, ria de mim.

 

– Eu tenho boas e más notícias – Mark disse –. A boa é que Jinyoung não é um anjo ou um demônio. A ruim é que ele é os dois, um anjo caído, filho de um anjo com um demônio, o que significa que ele é o anticristo.

 

– O QUÊ? – eu e ele arregalamos os olhos e gritamos ao mesmo tempo.

 

– O apocalipse chegou, whoops – Mark deu de ombros.

 

Olhei para Jinyoung, ele olhou pra mim, houve aquela conexão e ambos soltamos:

 

– Estamos fodidos.

 


Notas Finais


OBG A BETA @Black_Widow E A CAPISTA @jacksonwngg DUAS LINDAS BEIJOS
LEIAM AS OUTRAS HISTÓRIAS DO PROJETO, ESTÃO LINDAS
Oq achou??


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