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História O apocalipse é tão ruim assim? - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Yep, acabaram minhas ideias do que por aqui.

Capítulo 5 - Capítulo V


 

[Capítulo anterior]

 

???: O que!? Que merda é essa!? Pera, não! Socorro! Alguém me ajuda! Socorro! Ahhh isso dói! Socorro, alguém me ajuda! Eu vou morrer!!! -Gritos de socorro e sons macabros são ouvidos pelos alto-falantes até que ele desliga e nada mais é ouvido.

 

Quase todos no colégio ficam em silêncio por um tempo, como se não estivessem acreditando no que tinha acontecido nesse exato momento, muitos esperavam que alguém fosse simplesmente aparecer e dizer que era tudo uma brincadeira de mau gosto e que os responsáveis seriam punidos imediatamente, ao mesmo tempo, alguns foram espertos o bastante e saíram silenciosamente de suas classes para se preparar e evitar o tumulto que estava por vir. Enfim, quando ninguém chegou dizendo que era tudo uma pegadinha e todos perceberam que estavam em uma real situação de vida ou morte, o caos se instaurou nos corredores: 

 

As pessoas se empurravam disputando ferozmente a chegada à saída mais próxima, muitos eram pisoteados até a morte ao tropeçarem e caírem no chão, gritos desesperados eram ouvidos por todo lugar e, é claro, estudantes começaram a morder uns aos outros até a morte. Aquilo definitivamente não era uma Segunda-feira normal. 

 

[Capítulo atual]

 

[ ??? - Colégio Fujimi]

 

O estardalhaço causado pelos estudantes pode ser ouvido por todo o colégio, a quantidade de corpos "mortos" se levantando só aumenta a cada minuto e os gritos de desespero já se alastraram por toda a instituição. Mesmo em meio a esse cenário totalmente anormal, ainda é possível encontrar alguns indivíduos que não se desesperaram totalmente, nesse exato momento, dois deles estão no local onde são guardados os itens do clube de jardinagem:

 

Sentado no chão e ofegante, Mikan resolve organizar seus pensamentos, afinal, isso era tudo que ele podia fazer atualmente.

 

Mikan: *Certo, vamos lá. Tá geral se comendo lá fora e isso nem é no bom sentido da coisa, quem me dera... De qualquer modo, tá tudo uma bagunça, os corredores parecem ter virado um battle royal pra ver quem chega na saída primeiro. Parando pra pensar isso me lembra bastante de Fall Guys... Foco Mikan! Já que está tudo um caos lá fora, o melhor a se fazer é esperar um tempo até a situação se acalmar, o grande problema é, "Como as coisas vão se acalmar". Atualmente eu só vejo três formas para isso se concretizar:

 1. Com um tempo os estudantes mais desesperados vão finalmente conseguir meter o pé daqui, assim que eles sairem, nós vamos logo depois;

2. Nós podemos esperar nessa sala e torcer pra que alguém tenha conseguido contatar as autoridades, nesse caso é só deixar essa porta bem trancada e impedir qualquer coisa que tentar passar por ela;

3. A gente pode simplesmente esperar aqui dentro por mais um tempinho pra poder sair, podemos aguardar até que a situação se acalme pelo menos mais um pouco, e com isso eu quero dizer, esperar até que os afobados lá fora sejam devorados por aquelas coisas e tentar sair do colégio sem chamar muita atenção.*

Mikan: *A primeira e a última são praticamente iguais, na verdade da até pra fundir elas agora que eu parei pra pensar. A segunda opção é bem improvável, não ouvi nenhuma sirene até agora e ainda por cima acho que eu ouvi um helicóptero passando, pelo ruído que ele fez parecia ser relativamente grande e estar voando bem baixo, isso não deve ser um bom sinal...*

 

Ao concluir seus pensamentos, Mikan nota que não fora interrompido uma única vez, algo que vinha se mostrando raro com o passar do tempo. Estranhando o ocorrido, ele olha na direção de sua companheira e percebe que ela estava completamente calada, encarando o chão com uma expressão conflitante em seu rosto.

 

Mikan: *Faz sentido ela ficar assim depois de tudo aquilo... Droga...* 

 

Atualmente a respiração ofegante dos jovens é o único ruído presente na sala e ambos começam a recordar o que havia acontecido anteriormente:

 

~FLASHBACK~

 

Mikan e Suika tinham acabado de ouvir os gritos de socorro vindos dos autofalantes e foram surpreendidos por uma multidão de adolescentes desesperados correndo em sua direção. Pensando rápido, Mikan corre para o espaço existente entre os armários de ferro usados para guardar os materiais dos estudantes e puxa consigo a sua companheira. Apesar do espaço ser pouco para comportar duas pessoas, eles de alguma forma conseguem se espremer ali enquanto o aglomerado de pessoas passa em sua frente.

Mikan estava de costas para a multidão, dessa forma ele conseguia proteger a rosada de qualquer colisão que viesse a ocorrer, absorvendo a maior parte do impacto. A posição em que se encontravam era, de certa forma, constrangedora: pela rapidez com que as coisas aconteceram, Suika estava de frente para Mikan e por estarem se espremendo ao máximo possível naquele canto, seus seios estavam pressionados no peitoral do jovem e seus rostos estavam bem próximos, ainda assim, nenhum dos dois aparentava ter percebido o ocorrido ainda. Toda a atenção deles estava na situação caótica acontecendo:

 

 Ambos viram os estudantes se empurrando e correndo por suas vidas por bastante tempo, para Mikan, nem parecia que existiam tantos alunos matriculados até uns dias atrás, mas hoje, ao presenciar algo tão inusitado, ele definitivamente percebeu que haviam muito mais pessoas do que imaginava.

 Passam-se alguns segundos e, de repente, ouve-se o barulho de algo caindo em meio aquele tumulto. Já imaginando o que poderia ser, Mikan nem se atreve a olhar e descobrir o que havia caído exatamente, porém infelizmente, esse não foi o caso de sua parceira, que presenciou ao vivo uma menina —provavelmente ainda do primeiro ano—, tropeçar e ser pisoteada inúmeras vezes pelos estudantes que estavam correndo desesperadamente por aquele local. 

 

Quando o aglomerado de colegiais finalmente se distância por completo, parte da tensão que ambos estavam sentido se esvai, porém, isso da espaço para que Mikan perceba a situação em que ele está:

 

Mikan: Ah! Foi mal Suika, eu não queria encostar nos seus-, quer dizer... Me desculpa por... Você sabe... -Fala exasperadamente com o rosto vermelho enquanto se afasta, mas ela simplesmente passa por ele sem dizer uma palavra.

 

Preocupado em receber pelo menos algum tipo de resposta, Mikan segue na direção de Suika até que ambos param em frente ao corpo de uma garota:

 

Suika: Ei. Você tá bem? Acha que consegue andar? -Diz enquanto se agacha e sacode levemente a menina.

 

A menina continua em silêncio.

 

Mikan: Suika... Acho que ela morreu... *E mesmo que ela tivesse viva, como é que ela ia estar bem depois de tudo que aconteceu?*

Suika: Mas isso não faz sentido algum... -Fala resistindo a acreditar no que o jovem disse.

Mikan: Olha, eu sei que deve ser difícil acreditar, mas- -E então ele é interrompido por uma tosse seca e arrastada.

???: cof* cof* cof* - A menina começa a tossir e passa a ficar sentada. Na terceira tossida, uma grande quantidade de sangue sai da boca da estudante e nesse exato momento Mikan só tinha uma coisa em sua mente:

Mikan: *Vai dar merda, vai dar merda... Vai dar merda, vai dar merda, vai. Vai dar merda, vaaaaii!*

Suika: O que você tá fazendo, me ajuda aqui! -Grita ao ver que Mikan estava lentamente se afastando.

Mikan: *O que eu to fazendo???!!! O que VOCÊ tá fazendo!! Se afasta daí Suika... Nunca viu um filme de apocalipse zumbi não?! Já avisei que vai dar merda isso!* -Porém ele não percebe que não estava falando em voz alta, ou talvez ele tenha percebido. Sinceramente, nem o autor consegue entender completamente esse moleque.

 

Desesperada pra acudir a menina em sua frente, Suika se agacha e tenta ajuda-la a se levantar da melhor forma possível. Por ter sido pega de surpresa por toda aquela situação, a jovem sequer percebeu o comportamento anormal da pessoa em sua frente.

 

Minimamente longe das duas estava Mikan, que ao terminar de xingar mentalmente sua companheira, percebe a forma estranha que a outra estudante estava se apoiando em Suika:

 

Em vez de usar a força de suas pernas para tentar se levantar, o corpo da garota parecia estar completamente mole da cintura para baixo, sua cabeça estava voltada para o piso e seus braços iam se envolvendo lentamente ao redor de Suika, trazendo-a para perto cada vez mais.

 

Mikan: *Olha, essa mina tossiu sangue agora pouco e ta mais molenga que uma amoeba, até agora ela não disse uma palavra e não tirou os olhos do chão, isso já tá estranho demais pro meu gosto, pra mim já chega* -Pensa enquanto se aproxima das duas para tomar uma atitude.

Mikan: Hey fala tu! Então eu sei que cê passou por uma experiência horrível e tals, mas me responde um negócio. Você consegue mover as suas pernas? Eu diria que devem estar doendo bastante depois depois de todos aqueles pisões... -Fala com uma voz de deboche.

 

Ao término da frase, o jovem deixa tanto Suika, quanto este que vos fala, totalmente confusos. Porém, prestando mais atenção, parece que a outra garota não teve nenhuma reação, como se nem tivesse escutado a absurda provocação feita nesse exato momento. 

 

Aaahhhh, agora eu entendi!!!

 

Ao receber apenas o olhar surpreso de Suika, Mikan se posiciona, segura a sua parceira pelo braço e dá um chute na recém transformada criatura, derrubando-a no chão a vários metros de sua posição. Quando isso acontece, o jovem ganha uma expressão de surpresa em seu rosto.

 

Mikan: *Como assim??? Eu não tenho toda essa força, porque ela voou tão longe?*

Suika: Que porra foi essa Mikan!!! -Grita com raiva, claramente não entendo a razão de ele ter chutado uma pessoa que acabara de ser pisoteada.

 

Após o grito da adolescente, a criatura que havia caído, levanta sua cabeça e começa a se arrastar na direção deles.  O rosto —antigamente de uma colegial do primeiro ano—, agora estava pálido, os olhos estavam revirados com sangue escorrendo deles e, por algum motivo, a pele estava escurecendo gradativamente. Felizmente, suas pernas parecem ter sido danificadas depois de todos os pisões e isso reduziu consideravelmente a mobilidade da monstruosidade.

 

Finalmente cara a cara com o  problema que assola o colégio inteiro, Mikan sente medo e aflição, ver bem de perto a criatura que podia matar qualquer um apenas com uma mordida, despertou diversos sentimentos conflitantes no jovem. De repente ele começa a questionar a possibilidade de saírem vivos daquele local, mesmo se conseguissem, o que os esperaria no lado de fora? A partir daquele momento esses e muitos outros questionamentos começaram a surgir em sua mente. Mesmo assim, o mundo não vai parar e esperar, a criatura em sua frente continua a avançar e ao olhar para o lado, Suika não parece estar lidando com tudo isso muito melhor do que ele.

 

Mikan: *Okay Mikan, não é a hora pra isso. Nós precisamos sair daqui. Você precisa ajudar a Suika e achar um lugar seguro pra gente ficar... Ahhh!!! Não dá tempo, pensa menos e age mais!* 

Mikan: Suika eu sei que isso tudo é muito bizarro, mas a gente tem que meter o pé daqui, todo esse barulho pode ter atraído mais "deles". Vem! -Diz indo um pouco na direção oposta a do zumbi e estendendo sua mão.

 

A voz do jovem, teve efeito imediato na rosada e fez com que ela percebesse rapidamente a situação em que eles se encontravam. Sem mais demoras Suika agarra a mão de Mikan e ambos começam a correr.

 

~Fim do FLASHBACK~

 

Ao recapitular tudo que havia acontecido, Mikan começa a se sentir inquieto novamente:

 

Mikan: *E se os zumbis descobrirem que nós estamos aqui? E se a gente ficar encurralado nessa sala? Estamos sem nada pra nos defender. Definitivamente seria "Game Over"... Merda, não dá mais pra ficar esperando aqui dentro, talvez não tenha sido a melhor escolha esperar que os outros fossem comidos, afinal, isso só quer dizer que vão ter muito mais zumbis a nossa volta agora...*

 

Mikan estava se afundando em seus pensamentos, possivelmente entrando em pânico, porém, uma voz firme e determinada o chama:

 

Suika: Mikan. -Fala já de pé, chamando a atenção dele e olhando profundamente em seus olhos.

Suika: Vamos sair daqui juntos, eu tenho um plano. -Diz em um tom convicto ao mesmo tempo que entrega um objeto um pouco estranho ao jovem.


Notas Finais


Não sei o que eu boto aqui também.


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