1. Spirit Fanfics >
  2. O arco íris depois da chuva >
  3. Taiyakis

História O arco íris depois da chuva - Capítulo 3


Escrita por: vitjuju1157

Capítulo 3 - Taiyakis


Fanfic / Fanfiction O arco íris depois da chuva - Capítulo 3 - Taiyakis

A-atchim! -Reigen espirrou

 

-Aquela tempestade me deixou doente. Fui ao médico e ele disse para eu ficar em casa e repousar.- Reigen falou para Serizawa no telefone.

-Você gosta de canja?Eu vou almoçar aí contigo.

-Eu gosto, mas se você vier aqui e ficar perto de mim vai ficar doente também.

-Eu faço uma barreira psíquica.

-Você quer tanto almoçar comigo?

-A canja vai te ajudar. Quando eu era pequeno, eu fiquei muito doente. A minha mãe preparou uma canja de galinha para mim e eu fiquei melhor.

Na hora do almoço, Serizawa fez como disse e foi ao apartamento de Reigen. Levou ingredientes para fazer a canja.

Quando Reigen abriu a porta, revelou seu rosto adoecido, com o nariz corado.

Serizawa levantou  a sacola que trazia e disse que iria fazer a canja.Já na cozinha, apunhalou a faca. Picou a cebola, batatas e cenouras. Reigen o observava cozinhar atentamente, percebendo os movimentos de suas mãos. No meio do modo desajeitado, havia momentos de meticulosidade, em que suas mãos, apesar de grandes e quadradas, tocavam delicadamente o alimento. Reigen então percebeu que seu coração batia mais rápido. Por que?

Serizawa então refogou a cebola e dourou o frango. Depois, adicionou um litro e meio de água e botou as cenouras, as batatas e arroz na panela, junto com os temperos.

-Agora é só esperar.- Ele disse.

Quando a sopa ficou pronta, eles botaram nas suas tigelas e se alimentaram dela. Reigen sentiu um gosto salgado na boca.

-Acho que você colocou sal demais…

-D-desculpe!

Reigen riu. Depois de acabarem de comer, Serizawa se dirigiu à porta.

-Eu vou indo, então.

-Você vai trabalhar no consultório?

Serizawa parou para pensar. Certamente ele cometeria algum erro, como sempre fazia. Ou mesmo teria um ataque de Pânico. Lhe veio um frio na barriga em pensar em ter que atender pessoas sozinho. 

Olhou para Reigen. Queria ser como ele. Ele sempre sabia o que falar, era carismático e as pessoas pareciam gostar dele. 

-Vou.- Serizawa respondeu.

-Você vai conseguir fazer tudo sozinho?

-N-não sei…Mas eu vou tentar.

Reigen botou a mão no ombro dele.

-Qualquer coisa me liga, tá?

Serizawa anuiu com a cabeça. Estava determinado.

No consultório, Serizawa esperava por clientes nervosamente. À medida que o tempo passava, o silêncio do lugar lhe apaziguava, como se ele o abraçasse. Ele olhou para o laptop na sua frente. Sua capa anunciava o nome da marca. PASO.

Ouviu alguém bater na porta. Abriu-a, cumprimentou e convidou o cliente para sentar na poltrona à frente dele. 

-O-olá, sou Serizawa…

Se lembrou do que Reigen o havia falado uma vez.

-E-estou preparado para resolver qualquer problema que seja. Qual é seu nome?

-Meu nome é Shinya Ochiai. Vocês resolvem problemas com espíritos, né?

-S-sim.

-Eu acabei de me mudar para uma nova casa, e desde que cheguei lá, toda noite eu ouço uma voz fraca falando. No começo pensei que devia ser algum vizinho, ou sei lá, algum louco...Mas acontece que ontem eu vi uma sombra no canto do quarto. Tenho quase certeza que é um fantasma. Você pode dar um jeito nisso?

-S-sim senhor Ochiai!

-Pode me chamar de Shinya…- ele deu uma leve risada. -Eu posso nos levar lá, tenho carro.

Durante o caminho, o silêncio se alastrou, nenhum dos dois abriram as bocas para falar algo. Mesmo assim, Serizawa se sentia bem, Shinya tinha um ar gentil sobre ele. Serizawa olhou para ele, e ele olhou de volta e sorriu.

-Eu fiz uns taiyakis...Quando a gente chegar lá, você pode pegar alguns.

-Obrigado.

Serizawa então olhou janela afora. O cenário de uma cidade típica do Japão se passava. Como um rio, passavam de ruas grandes para ruas mais estreitas. As casas juntas umas das outras, e muito verde era visto. Árvores, arbustos e muros com plantas crescendo neles. Algumas vezes o carro parou em faróis vermelhos, e outros carros se amontoavam por trás. Muitos carros. Quantos carros? 

Serizawa notou uma vista bonita. Pegou seu celular e bateu uma foto. 

-Bonito, né?- Shinya pronunciou.

-S-sim...

Enfim chegaram na casa do cliente. Quando entraram, veio um doce cheiro de comida. Era dos taiyakis. 

Eles tiraram os sapatos e foram até o único quarto da casa. Havia caixas no chão, algumas abertas e outras fechadas. No chão também havia uma cama japonesa. Shinya apontou para o canto do quarto e falou que foi ali que viu o espírito. Serizawa sentiu uma presença e logo o espírito apareceu. Ouviu-se uma voz fraca.

-M-me ajude, por favor...Meu corpo...Ela me matou…

-Seu corpo? -Serizawa perguntou.

-Ela me e-enterrou no quintal...Só queria ser cremado.- Disse numa voz penosa.

-Se você for cremado, você vai embora?

-Se for cremado, poderei finalmente passar para o além…

Serizawa e o cliente resolveram chamar a polícia para que eles procurassem o corpo e eventualmente ele fosse cremado. Os policiais ficaram desconfiados de tal chamada, mas resolveram vasculhar. Nada acontecia naquela cidade mesmo.

Serizawa e o cliente foram para a cozinha.

-Os taiyakis estão aqui, pode pegar.

Serizawa os pegou e botou num pote. 

-Tudo bem eu pegar esse pote?

-Tudo sim. Eu nunca uso ele. 

Ele olhou para Serizawa, estendeu a mão e foi correspondido com um aperto de mão fraco.

-Você tem que apertar mais a mão. Se você fizer um aperto de mão fraco, as pessoas não confiam em você.-Shinya disse.

A polícia chegou. Os dois estavam nervosos pelo cadáver que seria achado.

-Você pode ir, já me ajudou o bastante.- O cliente disse.

-Eu fico com você.

-Não, não. Vai. Quanto eu te devo?

Serizawa tinha esquecido completamente do pagamento. Nem sabia quanto o cliente deveria pagar. Ele chutou uma quantia que lhe parecia razoável. Shinya pegou o dinheiro e entregou para Serizawa, que nem o contou. Apenas acreditou que era a quantia que tinha pedido. 

Antes de voltar para o consultório, passou no apartamento de Reigen.

-Você aqui de novo?- Reigen perguntou quando abriu a porta.

-B-bem...Um cliente fez esse taiyakis e pensei que se você estivesse comigo iria querer.

-A-ah, obrigado. - Ele tomou a comida.

-Bom...Eu vou voltar para o consultório.

Depois de fechar a porta, pressionou os taiyakis contra o peito enquanto sentia seu rosto queimar. “Ele pensou em mim”, Reigen falou baixinho. Se sentiu abraçado por esse pensamento. O fez feliz

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...