História O arqueiro mistérioso - Capítulo 30


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Categorias Precisamos falar sobre o Kevin
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Let's play?


Helena P.O.V

Estávamos ficando preocupados, pois o prazo estava acabando, as provas não eram o suficiente para entregarmos Emma como a verdadeira culpada.

- Helena, no que está pensando? - Rachel me cutuca ao lado, percebeu que estava no mundo da lua em meio a uma aula de história.

- … Estou muito preocupada, não quero que o Kevin seja preso por injusta causa. - Sussurrei.

- Hm, também está preocupada, óbvio, como não pensar nisso não é?

- Sei que temos uma vantagem, o bombeiro ajudou muito como testemunha, mas isso não foi o suficiente..

- Helena, não perca a esperança. - Sorriu, sorri de volta.

Outra coisa que havia notado, era que Rachel e Justin estavam mais próximos, mais unidos, estava feliz por eles, mereciam essa chance.

- Conversou com o delegado? - Perguntei ao Kevin, tinha voltado para casa depois da aula.

- Sim, ele… Meio que está começando a confiar em mim, depois do que a nossa testemunha relatou…

- Hm, me sinto mais aliviada quanto a isso.. - Kevin se levantou do balcão e me segurou pela cintura lentamente.

- Sabe… Queria desfocar um pouco desse assunto… Pra focar em outro… Estamos sozinhos, nessa casa.. - Se aproximou e beijou meu pescoço.

- Haha, se não fosse pelos guardas na porta, não quero que eles… - Me interrompeu com um beijo.

- Você fala demais babazinha. - Alisou meu cabelo.

- Então vamos parar de falar.. - O puxei para mim com um beijo intenso e caloroso.

Kevin P.O.V

Helena havia voltado ao normal, mas uma só coisa havia mudado definitivamente, seu desejo por mim era cada vez mais expressado com atitudes, não se encolhia mais envergonhada com as palavras e com os toques, estava mais segura de si, mas é claro, mantendo seu jeito doce de sempre.

- Ei… Será que ouviram a gente? - Perguntou ela rindo ao meu lado, enrolada no meu braço.

- Espero que não… - Ri baixo.

- Ei! Tem alguém aí nesse quarto?! Kevin! - Escutamos alguém bater na porta, era a minha querida e insuportável irmãzinha canguru.

- Como do nada ela brotou na porta? - Olhei para Helena, que segurava o riso. - Ah.. O que foi?!

- Tem um homem lá embaixo na sala querendo falar com você, disse que era o delegado! - Olhamos um pra cada do outro.

- C-Célia? Querida? Tem quanto tempo que você chegou? - Diz Helena se arrumando desesperadamente.

- Helena? O que está fazendo aí? Por que a porta está trancada? Oh… Não acredito, estão brincando sem mim?! Kevin! - Solto uma risada.

- Engula essa risada Kevin. - Helena me repreendeu.

Estava ansioso, não esperava tal visita do delegado, Helena e eu descemos as escadas, estava ele sentado no sofá.

- Desculpe por demorar um pouco pra descer senhor delegado. - Diz Helena com a sua meiga voz de sempre.

- Ora, não precisa se desculpar Helena, acho… Que eu que cheguei em má hora. - Nos mediu.

- Não, tudo bem.. - Me sentei e olhei pra ele. - Por favor.. Não me diga que o prazo terminou. - Digo temendo.

- Não vim por causa disso Kevin, acontece… Que uma amiga de vocês, conseguiu achar a suposta prova que entregava Emma Wisner como culpada… - Ele tirou de sua maleta um saco de plástico, que nele estava a única prova real daquela noite.

- A luva... - Digo olhando a mesma.

- Rachel, ela conseguiu! - Comemorou Helena.

- Mas.. Como? - Pergunto.

- Emma não podia voltar na cena do crime para recuperar a luva. - Apareceu Rachel por trás de nós junto com Justin, olhamos pra eles. - Seria misterioso demais e isso podia entregá-la, então assim que foram presos, o Josh pegou a luva antes dos enfermeiros chegarem para socorre-lo, isso deu tempo o suficiente de ele esconder o objeto.

- Hm, isso explica o porquê dela não estar mais lá no quarto de limpeza, nem na lixeira. - Concluiu Helena.

- Mas onde estava a luva afinal? - Pergunto.

- No armário dela. - Olhamos um pra cara do outro, sem entender absolutamente nada da resposta que Justin havia dado.

- Esse esconderijo poderia ser meio óbvio… Desde que começaram as aulas, ninguém nunca mexeu ou tocou naquele armário.

- Sim Helena, não tinham mais a chave de segurança do armário dela, então não podiam ter acesso, e como ela é a vítima da história e Kevin o principal acusado, ja que possivelmente causou outros desastres, jamais suspeitariam que uma prova como aquela pudesse existir.

- Rachel tentava se lembrar dos lugares em que Emma costumava andar e guardas suas coisas, foi então que ela lembrou do armário.

- Bom… O que isso significa? - Olho para o delegado.

- Você está 50% considerado inocente Katchaudorian, os outros 50% serão concluídos depois que levarmos essa posta ao laboratório para exame de DNA e outras coisas. - Se levantou do sofá.

- Rachel, Justin, vocês sao demais! - Helena sorriu e os abraçou, sorri minimamente, o delegado então me tocou no ombro e me encarou.

- Você tem uma família ao seu redor… E para todos quererem te ajudar desta forma… Não te consideram o arqueiro louco.

Hoje tinha sido o dia que eu finalmente pude respirar sem me preocupar, ainda não tinha acabado, Emma estava foragida, mas tinha certeza que o bem estava do nosso lado.

Helena P.O.V

Aqueles policiais que estavam na frente da casa tinham sido dispensados pelo delegado, o mesmo pegou confiança em nós, principalmente no Kevin.

- Helena, vou levar a Célia pra passar uns dias na casa de uma coleguinha. - Disse Eva.

- Eu vou voltar em breve! - Me abraçou.

- Hm, pode brincar, mas quero que você estude também. - Sorrio.

- Pode deixar! - Célia saiu correndo até a porta da frente. - Vamos mamãe.

- Estou indo querida... Franklin e seu pai estão na delegacia, há qualquer momento eles voltam, deixei o almoço no forno, bom… Vou dar uma saída também, já volto. - Sorriu.

Eva tinha saído, Kevin pegou alguns legumes para completar o almoço.

- É tão bom voltar ao normal...

- Sim, o normal que sempre quisemos…

- Hehe, um normal diferente, por exemplo, você está cortando legumes, que eu saiba, você não é muito fã de legumes não. - Rimos.

- Rachel me ligou mais cedo, ela disse que os exames estão indo bem, realmente aquela pista matou o mistério… E ela e Justin estão se conhecendo, temos um outro casal no grupo. - Sorriu.

- Haha, quem diria, Justin e Rachel, a nerd e o popular do colégio. - Ri.

- Que clichê, parece essas histórias de filmes para adolescentes dramáticos. - Virou os olhos enquanto cortava o legume em cima do balcão.

- Hm, é mesmo? E o que acha de o arqueiro misterioso? Daria um belo título pra uma história. - Sorri.

- Quem sabe? Talvez daqui há alguns anos eu possa escrever uma biografia.

- Kevin... No que você realmente pensa quando tudo isso terminar? - Me aproximo.

- Nada mudou do que tinha te dito antes…

- E se… Uma criança fosse incluída nisso? - Kevin parou de picotar os legumes e me olhou com a sobrancelha levantada.

- Como assim? O que a Célia tem haver com isso?

- Hahaha, não estou falando dela, estou falando… De um bebê.. - Abaixo a cabeça envergonhada, era a primeira vez que tínhamos essa conversa, mas para o Kevin, esse assunto parecia de outro mundo, já que o mesmo não soltou nenhuma palavra. - Ah, papai, você, eu, mamãe, bebê, gugu dadá, essas coisas. - Digo com caretas e suspiros.

- … Pai? Eu..? Espera… - Kevin soltou a faca e coçou a cabeça. - Helena… Por que não me disse antes que estava grávida?! Cadê o teste de gravidez, cadê?! - Disse desesperado procurando na lixeira. - Você jogou no lixo? Não precisava!

- … Hahahahah! - Caio na gargalhada ao ver o desespero dele. - Nossa hahaha, o garoto arqueiro misterioso que não tinha medo de nada, se tremeu todo ao ouvir a palavra bebê? Não sabia desse seu ponto fraco hahaha. - Ele me olhou sério.

- Helena, isso não tem graça.

- Haha, tá bem, tá bem… Relaxa Kevin, não, não estou grávida, tomo muito bem os meus remédios contraceptivos, e muito menos comprei um teste de gravidez pra começo de conversa, apenas te fiz uma pergunta para saber sua opinião, o que você acha de um filho? Só isso.. - Kevin abaixou a cabeça, parecia envergonhado.

- Ah… Você me deixou sem graça, por que não disse antes? - Virei os olhos.

- Você ficou tão alterado que nem me deixou falar… Hahaha, só rir. - Solto uma pequenas risadas.

- Bem… É que você me pegou de surpresa… Eu nunca achei que algum dia existiria alguém que eu pudesse amar, e essa pessoa me amar de volta... Então jamais pensei na possibilidade em ter… Um filho..

- Ei.. - Me aproximo dele e seguro seu rosto. - Me desculpa, não deveria ter ido logo ao ponto.. Você tem muito tempo pra pensar sobre isso. - Sorri, ele olhou pra mim.

- Eu só tenho certeza de uma coisa... - Kevin me empurrou de vagar no balcão e me pressionou no mesmo, me encarou profundamente com aqueles olhos que me deixavam numa encruzilhada. - Eu quero você, e quero ficar com você.. - Com sua mão, alisou uma mecha do meu cabelo.

- … Adoro essa sua mistura, romântico e quente ao mesmo tempo… - Kevin me beijou e me colocou em cima do balcão.

(Ao som de love me like you do, só pra imaginarem uma música de fundo, blé -_-)

- Cadê todo mundo...? - Pergunto olhando para o lado enquanto Kevin se divertia com o meu pescoço.

- Hm, é mesmo..? - Olhou em volta, em seguida, me olhou sorrindo de canto. - Let's play? - Sorrio.



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