História O Assassinato de Beatrice Parker - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Mistério, Romance, Suspense
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Palavras 738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Analisando Saliva da Minha Melhor Amiga


Eu nunca havia ido à casa de Julie, o que só contribuiu para me deixar ainda mais impressionado. A casa era simplesmente enormemente impressionante. Sério, era a maior casa que ele já havia visto na vida. Sabia que eles eram ricos, mas não tanto.

-O laboratório fica no porão. –Disse Julie, enquanto nos conduzia pela casa.

Troquei um olhar com Andrew. Ele não parecia tão surpreso quanto eu. Provavelmente já havia ido a casa de Julie antes.

-Ah, eu prefiro que vocês esperem aqui. É mais seguro, sabe.

-Ahn, tudo bem. –Será que ela achava que a gente ia quebrar alguma coisa? Espero que seja isso. Assim que ela desce o celular de Andrew toca.

-Ah, merda. É a minha mãe, cara. Tenho que ir.

-De boa cara. –Digo enquanto lhe dou um “toca aqui”. –Eu te falo os resultados depois.

Fiquei sentado sozinho na sala, lembrando do que aconteceu ontem. Aquele abraço... eu não fazia ideia de que precisava tanto disso. A verdade é que eu não queria admitir, mas gostava muito dela. E não era como amiga.

-Eu preparei as amostras. Assim que elas tiverem sido analisadas, vou receber uma notificação.

Eu mal tinha ouvido ela chegar. Me levantei e fui até ela.

-É... Julie... sobre ontem, eu...

Ela colocou o dedo indicador dobre meus lábios.

-Shh... tá tudo bem. –Ela sorriu. Tinha um sorriso tão lindo. “Beija ela otário.” Andrew diria isso. O que eu tenho a perder? O máximo que vai acontecer é levar um tapa na cara. Me aproximo dela, colocando minha mão direita em sua nuca, por baixo de seus cabelos macios. No momento em que ia encostar meus lábios nos seus, o celular dela tocou.

-Ah. –Ela pegou o celular. –Droga... ahn, as amostras estão prontas, eu... vou descer...

Tirei a mão de sua nuca e a coloquei atrás da cabeça, frustrado. Foi por tão pouco.

Ela voltou em segundos. Bem rápido, pensei.

-Luke, você tem que ver isso.

                                                                               ***

A sigo até o laboratório. Ela me leve até algumas máquinas, daquelas que você vê em filmes.

-Ok. O cabelo é humano, o que descarta uma peruca. Porém, o computador não conseguiu identificar de quem é. O sangue, você estava certo, era da Bea. Já o sangue no canivete... não era dela, mas...

-O computador também não identificou o DNA. –Apoio os braços em uma mesa. Não podia acreditar naquilo. Depois de tudo isso, havíamos voltado à estaca zero. A única coisa que tínhamos era que nosso assassino ou assassina, era loiro. Julie pôs a mão em meu ombro.

-A gente vai achar quem fez isso Luke. Já temos uma pista o próximo passo é traçar o perfil e verificar os álibis. Nós vamos pegar quem fez isso Luke.

Aquilo soava novamente como uma promessa. Lembro por um momento, do dia em que minha mãe me levou a casa antiga do delegado, onde conheci Julie.

 

Estávamos brincando do lado de fora. De detetive. Ela era determinada. Após alguns minutos ela ganhava. Era incrível. Lembro de sentir inveja de sua inteligência. Era admirável. Estava com seus cabelos castanhos ondulados caídos sobre o rosto. Mesmo tão nova, era linda.

-Quando eu crescer, vou me tornar uma grande arquiteta. –Dizia ela, enquanto desenhava um prédio. –Vou fazer belos edifícios e monumentos inesquecíveis.

 

Era engraçado perceber o quanto aquela bela e frágil garotinha havia crescido.

-É melhor você ir, meu pai vai chegar logo.

Fiquei um pouco desapontado, mas entendi. O pai dela não ia gostar nada de vê-la sozinha em casa com um cara de 16 anos.

-Tá.

Vou caminhando até a porta e percebo ela andando atrás de mim. Ela abre a porta e ali, no degrau, fico a observando. Era ainda mais linda a meia luz. Então, ela fez algo que eu não esperava. Ela me beijou. Foi apenas durante apenas alguns poucos segundos. Mas foi a melhor sensação da minha vida. Já havia beijado várias garotas, mas aquele beijo foi diferente. Era como se fosse algo único que eu jamais sentiria novamente.

-Até mais, Skywalker. –Disse ela sorrindo, enquanto fechava a porta.

-Até. –Consegui dizer. Quem diria que aquilo um dia aconteceria. E nem foi um beijo, foi apenas um selinho. E mesmo assim, foi tão incrível. Mal podia esperar pra vê-la de novo. Ansiaria pelo próximo dia. Como nunca achava que faria. E foi aí que me dei conta, a caminho de casa. Eu estava apaixonado. Apaixonado por Julie.

-Fodeu. 



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