1. Spirit Fanfics >
  2. O Aventureiro Eli Mahat >
  3. Destino

História O Aventureiro Eli Mahat - Capítulo 4


Escrita por: FredericoBarreto

Notas do Autor


Uma tentativa de colocar mais elementos de enredo, depois de introduzir o personagem principal.

Capítulo 4 - Destino


Fanfic / Fanfiction O Aventureiro Eli Mahat - Capítulo 4 - Destino

Recapitulação

 

Reforços foram enviados em busca da relíquia imperial. Um destes pelotões era comando por um tenente conhecido como Mamom. Para lidar com os aldeões de Betânia, conhecidos pela hostilidade, Mamom contrata informalmente dois aventureiros de baixo nível para fazerem a função de infiltração e reconhecimento da aldeia. Após uma ausência de resposta por parte dos infiltrados, Mamom os julga como desaparecidos e entra em contato, ainda nos arredores da Floresta de Carmela, com um aventureiro nível adamantino disposto a prestar ofício de mercenário em auxílio a Mamom. O aventureiro Eli Mahat, já desconfiado do blefe do tenente, julgando que o militar não teria condições de pagar pelo trabalho, aceita prestar apoio, mesmo que com segundas intenções. Horas depois, Mamom e seus comandados encontravam-se mortos. Eli Mahat cometera um crime gravíssimo ao matar soldados que estavam a serviço do Exército de Eldorado. O jovem mago tinha em seu domínio a relíquia de Edna, umas das oito relíquias imperiais conhecidas. Seu antigo portador, Adam Bismarck, um herói invocado de outro mundo, fora achado morto na Floresta de Carmela, onde a tribo de Betânia vivia.

 

Lidando com os “Selvagens”

 

- “Preciso descobrir sobre como isso veio parar aqui!” – pensa Eli Mahat sobre a relíquia.

 Aldeões assustados continuavam a aglomerar em posição de ataque. Eli Mahat se livrara dos soldados de Mamom, mas não tinha a intenção de usar a mesma violência contra os habitantes daquele povoado. De certa forma, se identificava com eles. Eli Mahat quando tinha 7 anos de idade foi adotado por um viúvo agricultor. Logo, a habilidade de Mahat para com a terra, fez com que um pequeno agrupamento de camponeses se tornasse uma próspera vila de comerciantes. – “Não vou repetir a mesma coisa que aqueles porcos de Eldorado fizeram com nossa vila” – pensava consigo mesmo. Deixando as memórias de lado, Mahat pensava numa forma de usar a aldeia Betânia a seu favor, sem recorrer à hostilidade.

- “As ações irresponsáveis de Enoque atraíram o caos para nossa aldeia” – pensava o Grande Ancião sem entender ainda as intenções do jovem mago cujo poder estava além do que os guerreiros da aldeia poderiam combater. Temendo pela segurança de Betânia, os guerreiros começam a atacar Mahat sem o consentimento do Grande Ancião.

- É inútil! – Eli Mahat usa sua técnica de manipulação da terra para criar um escudo ao seu redor e proteger-se da investida dos nativos. Calmamente, ele volta ao centro da aldeia. De fato, Mahat desde o primeiro momento que entrara em contato com Mamom, agira sempre de improviso, sem um plano sólido. Afinal, não esperava encontrar a relíquia de Edna. Mesmo naquele momento não sabia ao certo o que fazer. Talvez, tivesse cometido um deslize desnecessário ao matar Mamom e seus homens, ou então, o mito de que a relíquia alterava a personalidade de quem a cobiçava e a tinha por perto fosse real. – “Estaria eu sendo controlado!?” preocupava-se Mahat. Uma figura obscura surge na mente do aventureiro. As memórias da relíquia pareciam reagir a Eli Mahat, que fica paralisado. – Eu não ousei me apossar do poder, então por quê!? – o aventureiro não consegue controlar sua magia naquele instante e seu escudo de terra é desfeito. Uma lança perfura o peito de Eli Mahat que cai desmaiado.

Sonho

 

Um planeta chamado Terra. Um rapaz reencarnando em outro mundo, sendo agraciado com uma relíquia que lhe concede poder necessário para servir Zalman, o rei de Eldorado. Uma promessa para voltar a seu mundo original. Um monte de coisas desconexas surge na mente de Eli Mahat. Ele estava dormindo e sonhando com as memórias do antigo portador da relíquia, um enviado de outro mundo, Adam Bismark - batizado assim por Zalman.

Um gentil toque sobre o peito de Mahat, parecia afastar todas as preocupações do aventureiro. Toda a tensão do sonho que se transforma em pesadelo ao ter as memórias da morte de Adam Bismark convertidas em sua mente, desaparece e um sentimento pacífico toma conta de Eli – como preferia ser chamado.

- Eli Mahat!? – Pergunta o Grande Ancião ao aventureiro que acabara de despertar.

-Por enquanto me chame apenas de Eli... – pronunciava Mahat que pensou no antigo sobrenome Hanon e seu significado, mas escolheu dizer só o primeiro nome que já tinha apresentado ao ancião.

- O menino Lamech o salvou! – diz o Grande Ancião sobre o garoto que teria utilizado suas habilidades de cura em favor de Mahat. 

Caído, sentindo-se desnorteado, Mahat olha ao lado e vê Lamech e Inês, acompanhados do guerreiro Enoque e a sacerdotisa que ainda não tinha sido apresentada ao aventureiro.

-Ela leva o nome da primeira relíquia. A sacerdotisa Edna analisou sua mana, enquanto você dormia – anunciava o chefe da aldeia.

- É um prazer conhecê-lo, nobre aventureiro! – diz a sacerdotisa em idioma doradense.

 

Pesadelo

 

 Durante a Idade do Terror, criaturas demoníacas surgem e passam a viver em conflito com a humanidade. A magia, poder extrassensorial de controle da natureza, se manifesta nos humanos que desenvolveram um meio de lutar contra os demônios. Os demônios puros, aqueles originários da Idade do Terror são exilados a oeste no subcontinente de Sheol. Durante este período, reza a lenda que humanos e demônios se relacionaram, dando origens às diferentes raças fantásticas: Goblins, Orcs, Trolls, Ogros, Ghouls, Druidas, Elfos, entre outros. Os humanos comuns passaram a ser chamados de humanos “puros”. Criaturas conhecidas como homem-bestial foram os primeiros descendentes dos demônios. Os demi-humanos, raça humana de aspectos bestiais, são a raça mais comum entres os seres fantásticos e, portanto, apesar de se fazer diferenciações entre as raças fantásticas, uma grande parte dos humanos “puros” passaram a simplificar, ao chamar todas as criaturas que surgiram a partir da Idade do Terror de demi-humanos.

 Em Sheol os demônios passaram a se organizar, e a mais poderosa daquelas criaturas Lilith, a matriarca demoníaca deu origem a legiões de monstros que superavam os humanos em quantidade. Tudo Parecia perdido quando sete heróis lendários conhecidos como “os salvadores” expulsaram tais criaturas do grande Continente. Mil anos depois, os únicos vestígios destes seres são suas relíquias deixadas como uma arma a ser usada pela humanidade. No entanto, uma oitava relíquia surge anos depois dos salvadores, donos originais das relíquias. A oitava relíquia, a armadura de Apache era capaz de controlar os usuários dos sete outros artefatos. O tema virou um tabu para a humanidade. Como consequência, as sete maiores nações do Continente firmaram um tratado, onde cada uma ficaria com as relíquias dos sete salvadores. A Igreja dos Sete, poderosa instituição de culto ao salvadores, ganha influência e toma domínio da armadura de Apache, até que uma guerra entre as nações irrompe. A solução para o fim da guerra foi a destruição da armadura de Apache. Séculos depois a armadura ressurge misteriosamente, o que levou a suspeita de que a “verdade” levada ao público de que a armadura fora destruída fosse uma grande mentira mantida ao longo das gerações.

 A primeira das grandes relíquias, o colar de Edna, agora estava em posse de Eli Mahat.

Toda aquela história acerca daquele mundo girava na cabeça de Mahat desde que se apossara da relíquia. Contudo, estava em uma situação em que não sabia o que fazer com tal artefato.

 

O Conselho do Ancião

 

 Os nativos ainda se encontravam em posição de resistência em relação à presença

do aventureiro na aldeia. Assim que despertara, Eli Mahat estava completamente amarrado em firmes cordas aço.

-Vocês sabem que essas cordas não são o bastante para me conter, não é!? – diz Mahat.

-Eles se sentem mais seguros assim! – responde o Grande Ancião fazendo referência ao temor da tribo pelo o que o jovem mago pretendia fazer.

- Onde vocês conseguiram esse tipo de corda!?

Ignorando a pergunta, o Grande Ancião chama Lamech. O jovem se aproxima, enquanto sua feição se mantinha apreensiva.

- Lamech disse que o jovem mago não tinha intenção de machucá-lo e que apenas se interessara por sua magia de cura. Quando tu estavas desfalecido e ferido, Lamech o curou por conta própria. Mesmo que a maioria dos aldeões fossem a favor de matar o forasteiro que ali estava– disse o chefe da tribo com ar sério.  

- Ele encontrara a peça pela qual vocês tanto brigaram. A relíquia de Edna. A primeira dos salvadores – diz o chefe.

-Então, você conhece o mito!? – surpreendia-se Mahat.

-Vivemos isolados aqui na Floresta de Carmela, mas não teria como nossa tribo não conhecer essa lenda! - continua o chefe - Há muito tempo, uma profecia da antiga sacerdotisa dizia que um misterioso guerreiro protegeria a aldeia de homens vis controlados pela Armadura de Apache.

-Se refere ao rei Zalman!? – interrompe Mahat.

- Acredito que esse misterioso guerreiro seja você! – sugere o velho.

-Dizem que aqueles que cobiçam um dos artefatos lendários, quando em contato com uma das relíquias imperiais são controlados pelo poder dela. Existe uma hierarquia entre as relíquias, o que significa que a oitava relíquia tem poder sobre as outras sete por igual. Qualquer um de nós poderíamos estar sendo controlados por Zalman, se ele estivesse presente. Sem contar que cada um destes objetos tem uma consciência própria condizente com as personalidades dos heróis originais, os salvadores – dizia Mahat coisas que sequer sabia não fosse o acesso às memórias de Adam Bismark - antigo portador da relíquia de Edna.

- Se você tem acesso às memórias do portador anterior da relíquia, significa que você foi aceito pela própria relíquia para ser o próximo a portar o artefato – diz o sábio ancião.

- Ou eu estou sendo controlado por Zalman. O que significa que as memórias do herói invocado ficarão temporariamente comigo até o controle ser desfeito – Novamente Eli Mahat acessava as memórias de Adam Bismark para chegar a tal conclusão.

- Só há um jeito de saber! – diz Mahat

-Mas antes de fazer o que preciso, gostaria que me respondesse uma coisa! Por que a sacerdotisa se chama Edna!? Não é muita coincidência!? – observa Mahat ao Grande Ancião.

A sacerdotisa olha para o chefe da tribo que também é seu avô e sorri ao aventureiro enquanto escutava a conversa dos dois.

-Ela mesma pode responder! – diz o avô.

- Existe outra heroína mais admirável!? Ela é a melhor entre os salvadores! – diz a sacerdotisa com orgulho de seu nome, que também parecia entender o idioma falado por Mahat.  

- Está na hora! – diz Mahat ao se desvencilhar com facilidade das cordas que o prendiam.

-Se estou sendo controlado por Zalman, eu não poderia esconder a relíquia! – diz Mahat.

Eli Mahat vaga acompanhado do ancião pela Floresta de Carmela e decide enterrar a relíquia.

- Se estivesse sendo controlado, não poderia fazer isso, certo!?

-O que acha que ganha com isso!? – responde o chefe - Cedo ou tarde será descoberto e outros a mando de Zalman virão atrás desta relíquia!

-Eu como chefe da aldeia devo preservar meu povo! Não posso permitir que você esconda essa coisa aqui por perto. Os homens de Mamom desapareceram atrás da relíquia, assim pensará Zalman. Ele trará mais homens para explorar a área que Mamom era responsável e dentro desta área está incluído o nosso povoado – o Grande Ancião era assertivo.

- Sendo sincero, o que acha que ganhará escondendo esse objeto!? Percebo que o jovem mago tem algum ressentimento em relação a Zalman, mas se você tem um inimigo, o ideal seria se aproximar dele! – diz o velho para espanto de Mahat.

- Você acha que... – Eli Mahat estava confuso.

 

 Bem longe dali, na capital de Eldorado, um homem de barba que encobria o rosto e uma coroa dourada que ornava sua cabeça observa em uma bola de cristal os movimentos de Eli Mahat e o Grande Ancião. Uma risada destoante para incompreensão dos súditos que compunham o local, completava a face de Zalman, o rei de Eldorado.

Sendo observado em uma longa caminhada pelo arvoredo, depois de ter se despedido do Grande Ancião, Eli Mahat se desloca ao exterior da Grande Floresta de Carmela. O agrupamento de aventureiros não se encontrava mais ali, nem os soldados que antes patrulhavam o local estavam presentes. Parecia que já sabiam que o artefato já fora encontrado, fazendo com que as ações de exploração não fossem mais necessárias.

Uma espiã mascarada era uma testemunha ocular dos passos de Mahat, mas parecia que o jovem mago não se importava em estar sendo seguido. Ele pega uma carona em carruagem que estava a passar pela estrada limítrofe à floresta.

Eli Mahat viajava com destino ao Palácio Real com intenção de encontrar-se com Zalman.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...