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História O baile de outono - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Uma confissão inesperada


Fanfic / Fanfiction O baile de outono - Capítulo 2 - Uma confissão inesperada

 -Ei, Bakugou. Eu… só queria te agradecer. - Disse Ejirou no ouvido de Katsuki, fazendo com que ele se arrepiasse. 


    -Pelo que?


    -Pelo que você está fazendo por mim. Eu aprecio muito sua consideração! Você sempre faz muito por mim. Eu sei que por trás dessa sua máscara de um cara malvado, tem um coração molenga. Você é o melhor amigo que eu poderia ter! Não sou muito bom com palavras, mas… muito obrigado pela sua amizade! - Ejirou deu seu melhor naquela fala, e abriu um grande sorriso ao terminá-la.


    Bakugou não pôde evitar de olha-lo. Sentiu-se feliz ao ouvir aquilo, mas não era o que seus ouvidos gostariam de escutar. Eles se encararam por alguns segundos, até Katsuki ceder.


    -De nada. - Disse de forma curta e grossa, e voltou a encostar no ombro do outro.


    Kirishima estava feliz. Ele sabia que Katsuki não saberia o que responder, então supôs que ele havia se contentado com sua fala.


    Mas ele estava enganado. Bakugou estava longe de estar feliz naquele momento. Ele estava angustiado. Não queria ficar mais ali. Suas mãos começaram a soar com o nervoso. Ele só queria… explodir. Dessa forma, Bakugou se distanciou do ruivo, que o fitava sem compreender a situação. Katsuki agora havia deixado Kirishima sozinho na pista, sem dizer nada.


    Em pouco tempo, Mina e Sero que estavam próximos, foram falar com Ejiro.


    -Ei pimentinha, o que aconteceu? - disse a de pele rosada.


    -Não sei! Tudo parecia estar indo tão bem! Ele até se encostou em mim, e do nada foi embora! Não estou entendendo nada. 


    -Ué, que cara doido. -Disse Sero, interrogativo. - Ei, você não falou nada de errado, né?

    -Não! Eu só disse que gosto da amizade dele, e que ele é meu melhor amigo.


    -Puta que pariu. - Sero colocava a mão na testa, em sinal de decepção.


    -TU TÁ ME TIRANDO NÉ? - gritou Mina, de forma escandalosa, o que chamou atenção das pessoas ao redor.


    -O que? Por que?


    -Mano, o Bakugou veio até o baile com você! Como se não bastasse isso, ele dançou coladinho com você! Ele estava todo envergonhado! Você é a única pessoa do mundo que conseguiu fazer isso! O cara fica o tempo todo no seu quarto, no almoço e na janta ele senta do seu lado, ele estuda com você, sai com você mesmo fora da academia, e você agradece por ele ser seu “melhor amigo”? DA LICENÇA! - Dizia Mina como se estivesse dando um sermão nele. 


    Os três ficaram em silêncio.


    -Não vai falar nada não!? - Exclamou Mina impaciente.


    -Ei, deixa ele ter o tempo dele, baixinha. - Respondeu Sero. Ambos ficaram encarando Kirishima, esperando a ficha dele cair.


    -Espera… vocês acham que ele pode gostar de mim também?


    -Sim, cabeça de bagre! - Disse a de cabelo rosa.


    -Eu gosto dele. Ele gosta de mim... Nós nos gostamos! 


    -Exatamente. - Agora quem o respondia era Sero.


    -E ele acha que ficou na friendzone quando eu chamei ele de melhor amigo?


    -Exatamente.


    -Então eu falei merda?


    -Exatamente.

    -Então eu tenho que ir atrás dele, e confessar o quanto eu gosto dele?


    -Exatamente…?


    -Você é um gênio Sero! Não sei o que faria sem você! Obrigado! - Disse sorrindo, e saiu correndo do salão.


    -Eu nem falei nada…mas tudo bem. 


    -É a magia do baile, meu amigo. 




-

    Ejirou Kirishima agora corria pela academia procurando por Bakugou. Aquele lugar é gigante, o ruivo não fazia ideia de onde ele poderia estar. Mas não havia passado muito tempo, então ele deveria estar perto. Mas onde? 


    -Aaah, que merda! - Kirishima não fazia ideia para que direção o loiro tinha ido. - Se eu fosse o Bakugou… neste momento eu estaria… - Ejirou se perguntava o que faria se fosse Bakugou, mas seus pensamentos foram interrompidos pelo som de uma explosão. É isto! Bakugou estaria explodindo algo, onde é permitido! No campo de simulação!


    Assim, o ruivo começou a correr em direção de onde veio o som da explosão. Em pouco tempo, havia avistado seu par.


    -EI! Bakugou! O que houve?


    -Vaza daqui.


    -Não! Eu não vou ir, até você me falar o que aconteceu!


Bakugou lançou um olhar apavorante para Kirishima, que sentiu sua alma saindo de seu corpo, e voltando. 


-Quer dizer… não precisa se você não quiser. - Recuou o ruivo tentando salvar sua vida daquele homem. Mas as mãos de Katsuki começaram a soltar faíscas, que logo começaram a explodir.


Kirishima não tinha ideia do que fazer. Ele geralmente sabia como acalmá-lo, mas desta vez era diferente, pois a razão de ele estar bravo, era o próprio Kirishima.


-Ahm… desculpa.


-Não pede desculpa, caralho.


-Mas é que… - Ejirou havia sido interrompido.


-MAS QUE MERDA! Porra Kirishima. Você é a pessoa mais lerda do universo! Eu te odeio! Seu merda! Eu.. eu… - Bakugou havia virado de costas. Não queria que o outro visse seu rosto. - Eu gosto da merda do seu cabelo.


-Que? Meu cabelo?


-É! Esse seu cabelo de merda. Eu gosto de falar com você. E eu não gosto de falar com ninguém.


-Obrigado?


-Cala a boca! - Bakugou que antes gritava, agora havia mudado seu tom de voz. Estava choroso, e ele não conseguia conter isso. - Só me deixa terminar, tá legal?


-Está bem.


-Eu fiquei a noite inteira tentando me convencer de que eu estava fazendo essa merda por você. Mas não. Caralho. Eu fiz para mim. Por que eu queria ir para esse baile ridículo com você. Eu só…estava gostando de dançar com você. - Bakugou disse enquanto fazia um bico, que não fôra visto pelo outro. 


O loiro, que fitava o chão como ponto fixo, e apertava com força suas próṕrias mãos, para tentar não surtar, havia sentido um toque gentil em seu braço.


-Então vamos voltar a dançar. Da para ouvir a música daqui, e além disso, não tem ninguém vendo. 


-Isso é ridículo.


-Vamos, vai. 


Katsuki cedeu ao pedido de Ejirou, que o olhava apaixonado. Assim, os dois fizeram o próprio baile deles, em cima de um prédio, no escuro. Só um na companhia do outro, sem ninguém para atrapalhar.


-Eu que escolhi essa música. - Disse Kirishima, orgulhoso de si.


-Qual o nome dela?


-A Kiss To Build A Dream On, do Louis Armstrong. 


-Não sabia que você curte jazz.


-Acho que tem muitas coisas que você não sabe sobre mim. - falou com um sorriso curto, um tanto provocativo. 


-Eu achei que fosse só eu.


-O que?


-Que sentia. Ei, agora quero que olhe nos meus olhos, está bem? - Pediu com ternura para o garoto explosivo, que agora parecia estar calmo. - Eu também gostei de dançar com você. Fiquei muito feliz de te ter bem pertinho de mim. Mas eu estava incerto do que falar, então saiu aquela besteira. Me desculpa por isso?


-Não tem problema.


-Ótimo. - O ruivo sorria a todo o momento. Suas palavras soavam calmas. A alma dos dois estavam conectadas pelos seus olhares - que nenhum dos dois pensara em desviar dessa vez. Eles só queriam estar mais, e mais perto um do outro.


Bakugou para satisfazer esse desejo, puxou o outro para perto de si. Agora, eles estavam com as testas seladas, e os corpos unidos. 


-Seu idiota. Não deveria ter demorado tanto para falar.


-Ei, você também não falou nada. 


-É… acho que não. 


Kirishima não conseguia evitar de olhar para a boca do loiro. Katsuki sabia o que aquele olhar significava; um pedido. Bom, já era tarde demais para arrependimentos. 

Bakugou tirou sua mão direita da cintura de Kirishima, e a levou para o pescoço do outro. Depois de apreciar a vista de perto dos lábios do ruivo com cheiro herbal, selou seus lábios no dele, como se estivesse com pressa. Mas realmente estava, afinal, ele vinha fantasiando esse momento por um bom tempo. 


Fôra um selinho rápido, e tímido. O par, sem saber bem o que dizer, voltou a dançar lentamente no escuro, um com a cabeça apoiada no ombro do outro. 


Ali, eles finalmente entenderam que não havia necessidade de proferir palavras, até porque, não haviam palavras para descrever o que eles sentiam. Eles apenas dançaram lentamente, aproveitando cada segundo da música, que logo, chegou ao fim, fazendo que eles se separassem, e se sentassem no chão do prédio, olhando a vista da academia. 


-Música bonita. Escolheu bem, cabelo de merda. 


-Você não tem mais o direito de me chamar assim. Há cinco minutos atrás você admitiu que gosta do meu cabelo, esqueceu?


-Sim. Se não me lembro, não aconteceu. - Kirishima riu. Estava apreciando ver uma versão do Bakugou que é tímida. 


Eles ficaram em silêncio por um tempo, apenas sentindo a presença um do outro. Kirishima não estava satisfeito com só um selinho. Sabia que já deveria estar grato por conseguir um beijo de Bakugou, mas sentia ganância. 


-Ei, posso segurar sua mão? 


-Tanto faz. 


Eles seguraram as mãos, e entrelaçaram seus dedos. A mão de Katsuki era cheia de cicatrizes, mas macias. Já a de Ejirou, era levemente áspera, por conta de sua individualidade, que deixava marcas pelo seu corpo. Mas apesar disso, eles sentiam que uma era feita sob medida para outra. 


Com a iluminação do poste que estava perto de lá, Kirishima pôde ver que Katsuki estava realmente corado. E estava lindo. Nunca vira um homem tão belo em sua vida. Naquele momento, sentiu-se preso dentro do labirinto de Dédalo, preso na beleza daquele garoto que quando calmo, assemelhava-se a um anjo. Ah, e ele não queria ser salvo de lá, até porque, ele se perdera sozinho, e cortou a corda que o ajudaria a encontrar a saída. 


Eles voltaram a trocar olhares. Mas Katsuki, que não queria enrolação nenhuma, começou a se aproximar do ruivo. O beijou, do jeito que conseguiu. Aos poucos, foram se aproximando. A princípio, o beijo estava confuso, pois os garotos estavam muito aflitos. Mas logo seus ritmos se encaixaram, e assim, Kirishima pediu passagem para um beijo mais profundo com sua língua. Eles estavam estranhando a sensação, mas logo, isso se transformou em prazer. Kirishima não pôde evitar de querer tocar Katsuki. Ele já havia visto partes daquele corpo, mas ele queria senti-lo. Assim que começou a colocar sua mão debaixo da blusa do loiro, foi parado. Katsuki separou o beijo, que estava se tornando quente, e tirou as mãos de Ejirou de sua cintura. 


Estava constrangido com a situação, pois aquele era seu primeiro beijo, e estranhou aquela mão ali. - Acho que devemos parar por aqui.


-Tudo bem. Acho que fui meio apressado - Disse Ejirou colocando a mão em sua cabeça, envergonhado.


-Não… é só que não estou acostumado com isso. Tenha paciência.


-Paciência é o que eu mais preciso ter para você, né? 


-Quer morrer, ou o que?


-Está vendo? - Ria do loiro, que por sua vez estava encantado por aquele sorriso pontiagudo.


-Eu quero te conhecer mais.


-Em que sentido? - Perguntou Kirishima com uma expressão pervertida.


-Você é impossível, hein? Eu fui fofo, e você me responde assim? 


-Brincadeira, po. Também quero te conhecer!


-Sei. Vamos para o quarto. 


-Vamos. 


Os dois desceram do prédio, e começaram a caminhar em direção aos dormitórios.


-Ei. Posso segurar sua mão?


-Tanto faz. 


E assim terminaria a noite que mais causara erros nos batimentos do coração de Bakugou. O loiro mal-humorado, agora que havia encontrado seu ponto de paz, não seria mais o mesmo. O mesmo para Kirishima, que havia encontrado a magia da paixão de colegial na noite do baile de outono do seu primeiro ano na academia. Muitos diriam que é sorte de principiante, e ele até concordaria. Se não fosse sorte, o que mais seria? Os jovens que estavam começando a descobrir o que é paixão, ansiavam por descobrir cada vez mais sobre esse sentimento, mas só se fosse um com o outro. 


Notas Finais


Se alguém se interessar pela música que o Kirishima escolheu para tocar no baile, aí está o link.


https://youtu.be/fHjZQb-kGek

Obrigada por ler até aqui!


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