História O barulho do silêncio - Capítulo 51


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cascão, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Amizade, Amor, Barulho, Colegial, Colégio, Drama, Romance, Semi-internato, Silêncio
Visualizações 136
Palavras 2.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores meus, tudo bem?????????????
GENTEEEEEEEEEEE 202 FAVORITOS *--------------*
Eu sou tão, mas tão, mas tão grata por tudo isso, vocês são SENSACIONAIS ♥
Obrigada de coração pelo carinho e incentivo, amo essa conexão que temos aqui ♥
Quero agradecer também pelos favoritos das minhas outras fanfics, a Meu querido diário está chegando aos 400 e a No Ritmo chegou aos 300... E eu? Eu fico super feliz e emocionada por isso, nem sei mencionar o quanto ♥
Amo vocês de coração ♥
Trouxe um capítulo cheinho de emoções com mais de 2000 palavras para agradecer muito por tudo ♥
Com certeza vocês fazem parte de tudo isso ♥
Espero que gostem :)

Capítulo 51 - Em silêncio


Fanfic / Fanfiction O barulho do silêncio - Capítulo 51 - Em silêncio

Não demorou muito para as duas amigas estarem igualmente prontas para então finalmente saírem rumo ao refeitório. Teria feito o caminho tranquilamente, como todos os dias daquele ano, se ao virar o primeiro corredor do lado feminino, não desse de cara com uma foto pendurada cuidadosamente na parede. De longe não identificou tão bem ao que se referia, mas ao se aproximarem, conseguiu ver seu conteúdo. Duas sombras, totalmente destacadas sobre o fundo por efeito de imagem, se beijavam diante daquele flash escondido. Não foi preciso muito mais do que um minuto para a Monica entender de quem se tratava, e ainda que não se reconhecesse sob aqueles efeitos, os dizerem delicadamente colocados abaixo do retrato deixava tudo bem claro.

“Tsc Tsc Tsc... Que coisa feia, não contar para a melhor amiga o quanto sua sexta–feira foi especial, torna o dia que ela menos gosta da semana, ainda pior ”

––

Monica terminou de ler um tanto confusa, queria acreditar que era mentira, mas os fatos não conseguiam sustentar essa hipótese, embolou uma tosse num engasgo e levando as mãos ao peito, buscou uma forma de recuperar o ar que lhe faltou naquele momento. Não precisou pronunciar uma palavra sequer para a Denise entender e começar a arrancar todo e qualquer vestígio daquele retrato dali.

– Gente! Isso não é coisa que se faça... – Magali reclamou passando a mão levemente pelas costas da amiga, tentando acalmá–la.

A ruiva deu uma meia volta por todo corredor feminino e em menos de minutos voltou constatando que, pelo menos aos arredores dali, não havia mais fotos.

Monica sentou ainda baqueada no primeiro banco que encontrou pelo corredor e somente após ouvir a agitação dos alunos saindo para tomar café, que retomou a consciência preocupando–se novamente.

– Quem pode ter feito isso? – Magali perguntou assustada, arrancando uma das imagens da mão da Denise e a analisando.

– Não tenho a mínima ideia, me veio o Fabinho de primeira na cabeça, mas ele não estava lá ontem e também é amigo da Nadine, jamais faria isso com ela – A morena respondeu um tanto desesperada.

– Amiga, não adianta pirar agora, temos que pensar num jeito de resolver isso juntas – Denise resmungou tentando bolar algum plano. – Preciso pensar... Também não acho que foi o Fabinho, pelo menos não ele sozinho, a pessoa que fez isso não está preocupada com a Nadi, o único foco dela é machucar a Mo.

– E se já colocaram debaixo da porta da Nadine? Se ela descobrir dessa forma, nunca mais vai olhar na minha cara em toda nossa vida. – Monica agitou–se a possibilidade, levando uma mão ao peito.

– Não! Não acho que tenham feito isso e nem que farão, pelo menos não por enquanto. Seja quem for... Quer te atingir primeiro. Seria muito fácil ir direto contar, esse “ser” quer que você sofra e prefere te atormentar desse jeito, brincando com o perigo... – A ruiva concluiu, mexendo no celular freneticamente.

– Ai que horror, você fala como se fosse “expert” no assunto – Magali levou as mãos à boca – E se a Mo contar a verdade? Não é melhor evitar logo tudo isso?

– Sou treinada pra pensar igual eles cara Magnólia e sim, seria ótimo contar a verdade, mas de qualquer forma a pessoa ainda teria as fotos e a Nadine sofreria de todo jeito vendo que os dois já estavam juntos de certa forma – Denise respondeu indelicadamente ainda teclando sem parar – Essa foto foi na festa Mo?

– Gente ouvir vocês falando isso faz eu me sentir ainda pior – Monica passou a mão sobre o estomago que doía de nervoso. – Foi, foi sim, por quê?

– Vou puxar as fotos do evento e a lista de convidados para dar uma checada. Quero saber se essa foto foi tirada por um profissional da festa, ou por um amador fofoqueiro, seja quem for, tem acesso a esse colégio, e uma vez aqui, nada passa despercebido por mim – Ela se gabou.

– Ok, Ok, obrigada De – A morena agradeceu tentando se recompor, chacoalhando a cabeça.

– E sobre a verdade? – Magali insistiu olhando para as duas. – Não cogita isso?

– Eu prometo que pensarei a respeito Maga, mas é um pouquinho mais difícil do que simplesmente chegar lá e falar. Ela é minha amiga desde pequena, perdeu o namorado em um acidente e eu prometi para ela que um dia a veria sorrindo novamente ao lado de alguém. Quando ela finalmente encontrou essa pessoa... Ele é simplesmente o cara que eu amo – Monica respondeu desnorteada – Eu quero contar, quero acabar logo com essa situação, odeio mentir para as pessoas, e é com ele que quero ficar, você viu esse final de semana, você sabe o quanto nos gostamos. Só preciso pensar na melhor forma de falar isso para ela, um jeito menos agressivo, não quero machucá–la e nem me perdoaria por isso.

– Machucar quem? – Carmen se aproximou com seus profundos olhos azuis, as assustando. Nadine, que vinha sorridente e distraída em seu encalço, quase tropeçou na hora em que pararam.

– Ninguém Carmenzita! Não tem mais nada pra fazer não? Ao invés de ficar ouvindo a conversa dos outros meu amor... – Denise a atacou encarando–a.

– Pelo jeito, acordou de mau humor, cuidado que esse estresse todo causa rugas precoces flor – Carmen alertou, com um sorriso amarelo.

– Cadê as suas seguidoras, as cobras criadas? Trocou pela Nadi? – Denise a provocou sorrindo.

– Cala a sua boquinha, por favor Denise, o seu mal é inveja do meu grupo, sempre foi!!! – A loira jogou os cabelos a acompanhando em uma risada irônica. – Você nunca vai conquistar meu posto, aceita!

 – Mas nunca mesmo! Alias, estava aqui pensando, como foi seu final de semana? – A ruiva questionou, cruzando os braços.

– Por que quer saber isso agora? O que isso te interessa? – Carmen rebateu um tanto na defensiva.

– Só pra saber mesmo, acho que foi tão ruim que você preferiu vir pro colégio mais cedo para atormentar a nossa paz – Denise a analisou de canto de olho.

– Ok, ok, meninas! É muito cedo pra isso não acham?! Me conta Nadi, como você está? – Magali arriscou, cortando a provável discussão de praxe entre as duas.

– Estou ótima, bem animada pra falar a verdade! – A ruiva abriu um sorriso sincero – Acordei esperançosa e um pouco ansiosa.

– Sério? Que bom amiga, ansiosa pra que? – Monica questionou esquecendo–se por alguns segundos do problema instalado minutos atrás.

– Você viu o tema da festa? Vai ser Baile de máscaras Mo, lembra quando éramos pequenas? A gente falava sobre encontrar o nosso grande príncipe encantado em uma festa assim, você lembra não é? Era muito legal o quanto sonhávamos com isso todas as vezes que assistíamos ou líamos os filmes de época! – Nadine explicou com certa empolgação na voz.

– Eu lembro, claro! Era realmente incrível, amávamos assistir a Cinderela, ficávamos dançando com as roupas das nossas mães, com os sapatos de salto dez vezes maiores que os nossos pés e com as vassouras, imitando nossos pares – Monica sorriu docemente, lembrando com carinho daquelas recordações.

 –Sim! Que tempo bom... – Nadine concordou sorridente – Me fala se não é perfeito para um romance, todo esse clima de suspense e mistério por trás das máscaras?! E pra melhorar a Carmen me disse que temos que ir acompanhados, algo sobre ser costume do baile de inverno. Por isso estou tão empolgada, sinto que o Cebola vai aceitar o meu convite – Ela contou totalmente feliz – E será o clima exato para um recomeço.

– Perfeito não é Monica? – Carmen enfatizou, sorrindo vitoriosamente para a morena que ouvia tudo em absoluto silêncio.

– É... Eu acho que sim – Ela sorriu sem jeito.

– Eu particularmente amo baile de máscaras – Magali comentou percebendo a tensão.

– Eu também e já estou vendo uma roupa, das mais bonitas, para arrasar é claro – A loira se gabou – E sobre meu par eu nem me preocupo, sei que vou ter uma fila pra escolher quem eu quiser.

– Bom pra você... E melhor ainda que nem precisa investir em uma máscara né? A sua já vem estampada nessa sua cara de pau – Denise alfinetou, um pouco mais irritada do que antes – Cuidado viu Nadine, o veneno mata até quem está ao lado dela.

– Você não cansa de ser assim não? – Carmen perguntou revirando os olhos.

– Para gente! Eu preciso de todas as minhas amigas juntas nesse momento, torcendo muito por mim, farei o convite hoje a tarde provavelmente, me desejem sorte – Nadine pediu tentando abraçar a todas de uma vez. – Vocês sabem o quanto são importantes para mim e o quanto retomar o meu namoro é uma das coisas que mais quero no momento.

– Boa sorte Nadi – Monica por fim desejou, lhe dando um beijinho na testa e a vendo se afastar sorridente pelo corredor afora – Gente... Definitivamente não tenho psicológico algum pra isso, como vou contar diante de tanta felicidade?! Nunca mais a tinha visto assim...

– É... Realmente complicado! Eu posso imaginar... – Magali a abraçou de lado, olhando na mesma direção. – Eu posso imaginar...

––

Diferente do que Monica pensou, aquela segunda feira não trouxe absolutamente nada de romance pós–festa entre ela e o Cebola. O menino estranhou a distância e as viradas de rosto em todas as vezes que se cruzaram pelos arredores do colégio, mas ela estava tentando evitá–lo o máximo possível para colocar a cabeça no lugar.

Não entendeu nada da aula de física, nem de química e muito menos de história, só tentou se esforçar quando o professor de matemática perguntou três vezes sobre uma conta exposta na lousa, a qual aliviadamente acertou.

Quando achou que o dia não podia ficar mais complicado, presenciou involuntariamente no final da tarde uma das cenas mais doloridas da sua vida, o momento em que a Nadine foi ao encontro do Cebola provavelmente para cumprir o que havia lhe dito há pouco, convidá–lo para o baile. Não se importou se soava falta de educação ficar ali, no canto do jardim, observando a cena ao longe, em silêncio, com o coração em chamas. Muito menos ligou quando uma lágrima escorreu pelo seu rosto, cortando com sua temperatura quente todo o vento gelado que batia em sua face.

Sem conseguir identificar o que aconteceu depois dali, preferiu permanecer em sua posição, sentada sob uma árvore, mesmo após eles sumirem pelo colégio adentro, levando junto a resposta daquele convite, que tanto gostaria de saber.

Ainda envolta em seus pensamentos, Monica enxugou o rosto, livrando–se dos últimos vestígios de choro e analisou mais um pouco o cenário vazio recém deixado pela Nadine e seu amado, onde naquele momento encontravam–se somente um banco e flores ao lado.

Abaixou a cabeça pensando em quão difícil seria decidir abrir mão de tudo que estava sentindo e imediatamente o nó na garganta veio a tona novamente, sentindo uma necessidade imensa de colocar aquele sentimento turbulento para fora, ela puxou seu caderno da mochila e começou a desenhar minuciosamente o ambiente da festa de sexta–feira. Ilustrou uma cena da pista e no meio, sobre as luzes, rabiscou dolorosamente o casal apaixonado, que vivia aquele amor proibido, como Romeu e Julieta, doloroso, radiante, embasado em sua força e veracidade.

Sombreou alguns detalhes, apagou e refez outras características, avivou as cores vermelha de sua tiara e verde da gravata dele, deixando bem marcado no papel uma Monica e um Cebola abraçados, felizes, como se durante aquele momento, não houvesse problema algum e absolutamente nada que impedisse aquele amor de acontecer.

Com um sorriso chateado no rosto, após aproximadamente uma hora de desenho, admirou o resultado final de sua obra de arte, totalmente impecável, quase como uma foto, quem via não notava o quão triste estava quem a desenhou, muito menos o barulho que envolvia aquele silêncio ensurdecedor de seu autor.

––

– Ele não aceitou!!! Como pode isso? – Carmen reclamou num sussurro para o amigo que a ouvia pensativo na cadeira em sua frente, na biblioteca – A Nadine também é uma lerda!!! Certeza que se deixou levar pelas desculpas esfarrapadas do Cebola.

– Eu sabia que ele não aceitaria Carmen, meu irmão é vidrado na Monica – Fabio respondeu bebendo seu suco um tanto mais tranquilo que o normal – Você não vai conseguir separá–los tão facilmente, muito menos usando a Nadine como está fazendo, elas são melhores amigas, e isso é bem terrível.

– Tá que seja, precisamos fazer com que a Monica acredite que ele tenha aceitado, pelo menos por enquanto, não tem outra forma de criar uma crise entre eles – A loira revirou os olhos revoltada. – Estava pensando no Toni, chamar ele para me ajudar também, ele gosta dela não é? Um reforço a mais pro meu plano sabe? 

– Eu acho que você está pirando isso sim, pra que tanta raiva? Deixa eles se resolverem, eu que não suporto meu irmão não sou tão pilhado assim – O menino comentou entediado – Você faz as coisas como se isso o trouxesse de volta para você, os fatos não vão mudar, ele vai continuar gostando dela.

– Eu faço isso para me vingar Fabio, ninguém me da um fora e sai ileso. O Cebola foi o primeiro cara que se atreveu a isso, tenho que fazer ele se arrepender. Nunca havia tido a oportunidade e agora ela apareceu bem na minha frente, não vou deixar que ele fique bem com a menina que gosta, nem que pra isso tenha que quebrar outros coraçõezinhos. E você devia fazer a mesma coisa, esqueceu que ele está tomando seu lugar com seu pai? Já foi para o evento empresarial mais importante do ano ao lado dele, jajá estará assumindo os negócios da família e você bobão será deixado para trás – Ela envenenou sorridente.

– Você é louca sabia? – Ele se assustou pensativo. – E nem precisa escalar o Toni pro seu plano, ele já está investindo pesado, eu mesmo vi outro dia.

– Você que não está entendendo... Ninguém ultrapassa minha popularidade aqui no colégio, não vou perder tudo que conquistei pra uma novata sem graça – Ela concluiu de braços cruzados – O Cebolácio ainda vai implorar minha atenção.


Notas Finais


Bom meus amores, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥
Se puderem deixem seus comentários e opiniões, elas são sempre lidas com muito amor e respondidas da mesma forma ♥ ♥ ♥
Obrigada,
Beijinhos no coração ♥
Espero vocês no próximo capítulo ♥


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