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História O bastardo - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Cai dentro seu mimado de merda


Sem enrolar, ela convidou-me para um passeio pela escola, subimos então para o segundo andar que possuía uma grande biblioteca, uma sala de informática com diversos computadores de última geração, de dança e outra normal com mesas, cadeiras e uma lousa, por fim caminhamos por um corredor com armários e paredes de vidro com vista para o jardim da frente.

Descemos novas escadas para o segundo jardim com um córrego com águas limpas passando no meio, pequenos morros verdes, puffis coloridos espalhados e um campo de futebol vôlei e tênis ao longe. Caminhamos pelo lugar enquanto a diretora explicava sobre a vasta história e tradição da instituição, passamos a ponte e chegamos na ala dos dormitórios.

-Bom, o seu quarto é o de número 33, espero que aproveite sua estadia aqui e tenha um ótimo ano letivo –Concluiu e despediu-se saindo com elegância, provavelmente para resolver seus próprios problemas ao invés de cuidar dos outros.

Andei pelo corredor procurando onde iria ficar, as paredes eram bege e o chão com azulejos pretos e brancos, as portas tinham a cor azul claro com maçanetas pretas e a identificação correspondente encontrava-se em cima de cada uma com tons de ouro velho.

Encontrei a 33 e entrei dando um suspiro querendo apenas enterrar meu corpo na cama, até dar de cara com dois outros garotos no recinto, um na cama lendo um livro e outro mexendo na mala com apenas uma toalha enrolada na cintura.

O primeiro parecia alto, gordo, negro com o cabelo preto afro curto e olhos cor de mel, usava o uniforme branco que ficava muito bonito nele com um brasão de foice e uma lança sobre o verde, níveo e vermelho.

Já o outro, também tinha estatura elevada, pálido, com o corpo magro e os músculos definidos, loiro de olhos azuis. Provavelmente havia acabado de sair do banho, pois as gotículas de água ainda deslizavam pela sua pele, e talvez eu tenha encarado por tempo demais levando os dois a perceberem, o que me fez encolher e esconder atrás da porta.

-Você está bem? –Perguntou desconfortável segurando a farda para vestir –Você deve ser o nosso novo colega de quarto né? –Eu assenti envergonhada sem saber onde enfiar o rosto, quais seriam as chances de estar corada e arruinar ainda mais a situação?

-Sim, desculpe ficar encarando, é tudo meio novo para mim –Respondi saindo um pouco do meu esconderijo improvisado, tentando aliviar a tensão e merda que fiz. Quando comecei a falar, os dois arregalaram os olhos levemente e trocaram olhares surpresos.

-Wow, a sua voz é meio feminina –Comentou o moreno um pouco boquiaberto fazendo-me suar frio, tinha esquecido completamente sobre este detalhe, porém a verdade é que embora não fosse “garota o bastante”, precisaria forçar uma masculinidade a qual não possuo.

-Mas também não tem problema, pode entrar, não precisa ficar com vergonha –Continuou deixando o livro de lado vendo meu pânico, e chamou fazendo gestos com a mão para encorajar-me, e assim fui.

O quarto era luxuoso e grande, as paredes continuavam brancos igual ao teto, o qual tinha um diferencial pelos desenhos delicados pintados a outro sobre nossas cabeças, havia quatro janelas gigantes com as bordas azul-escuro, o chão era feito de madeira escura que se encontrava sob 3 poltronas cinzas com almofadas azul-claro e 3 camas pretas com detalhes em ouro e lençóis cor de gelo com travesseiros do mesmo pigmento dos cabecéis.

-Eu sou Zihaz, príncipe de Riage e o idiota seminu ali é o Arthur, de Delphos –Apresentou os dois com um sorriso bonito e tranquilizador, será que ensinam os governantes a fazer esse tipo de coisa?

-Ei, você é de Omarin? Achei que o rei Theodor não possuía filhos –Comentou surpreso e bem alto –O seu brasão é de lá, não é? –Completou indicando o símbolo em meu uniforme, então era isso o que significava.

-Ele não tinha, até ontem –Tentei esclarecer, entretanto os garotos continuaram com as expressões confusas, marcha lente –Um filho bastardo, fora do casamento, traição, não legítimo –Perdi a paciência e falei rápido, porque até eu não havia conseguido digerir direito.

Em seguida, um silêncio instalou-se, nós três ficamos desconfortáveis e pelo menos eu não ousava olhar no rosto deles, enquanto nenhum falava nada, fui tomada pela insegurança e receio de dizer algo errado.

-Entendo, mas acho que foi uma atitude boa ter te mandado aqui, a maioria não quer nem assumir a paternidade, imagine deixar estudar para portar-se como alguém da realeza –Comentou Arthur dando de ombros e com calma, vestindo a parte de cima e tirando a toalha.

Meu coração falhou uma batida até vê-lo de cueca, o qual logo colocou a calça e o sapato, sentando em sua própria cama despreocupado, porém poucos segundos depois um sino soou pelos corredores e os herdeiros levantaram rapidamente dizendo ser hora da aula.

Chegamos na sala de informática e outros alunos já estavam ali conversando, era tão estranho estar completamente cercada por garotos, embora que meus colegas de quarto pareçam ser bem legais.

-Arthur, você realmente está se afundando cada vez mais ao andar com gente estranha, primeiro a bola nerd, agora um bastardo afeminado? –Um cara musculoso padrãozinho, cabelo moreno cheio de gel, gato, magro, olhos verdes e tal, comentou enquanto passava por nós. Zihaz encolheu-se e Arthur cerrou os punhos, mordendo o lábio para permanecer quieto.

-Está querendo brigar, idiota? Cai dentro seu mimado de merda, não aguenta nem três minutos de porrada, se enxerga antes de falar dos outros –Explodi dando dois passos para frente levantando os braços.

-Você só pode estar brincando comigo, esses favelados se acham mesmo, eu vou te colocar no seu lugar –Provocou levantando as mangas do terno para parecer mais badboy, devo dizer que ficou ruim, amigo.

-Ei, não vamos brigar, por favor –Implorou o príncipe de Riage segurando meu braço, pedi que relaxasse e me desvencilhei dele prometendo protege-lo, porém quando virei, tomei um soco na bochecha fazendo-me recuar.

Endireitei-me e limpei um pouco de sangue na minha boca, desviei do Arthur querendo separar a briga e enfiei minha mão no rosto do infeliz, o qual respondeu soltando-se dos amigos e voando para cima de mim.


Notas Finais


Oi gente, espero que tenham gostado do capítulo, comentem se gostaram, isso me ajuda muito a continuar.


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