História O beijo bilionário - Capítulo 26


Escrita por: e NoemyMc

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli
Personagens Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli
Visualizações 160
Palavras 2.333
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aeeee
Tô orgulhosa de vocês!
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Boa leitura 😘💙

Capítulo 26 - Capítulo 26


Karol deu um pulo e gritou de medo quando a expressão pacífica de Agustin demonstrou choque em vê-la. O tempo parou por um instante. A cabeça de Karol parecia que ia dar um nó. O que diabos estava acontecendo? Agustin ficou de pé, olhando para ela em estado de choque. Karol cerrou os punhos, sentindo a sala girar freneticamente ao seu redor. Agustin não deveria estar morto? Maxxi o sequestrou e forjou sua morte? Mas por que ele faria isso? Pelo dinheiro do resgate? Não, pois ele estava, supostamente, morto. Isso não fazia sentido... Agustin ergueu a mão lentamente.


— Quem é você?


— Sou... Karol Sevilla. Eu não entendo...


— Está tudo bem — disse Maxxi, caminhando atrás dela. — Deixe-me explicar.


O coração de Karol batia acelerado enquanto ela pensava no que fazer. Talvez, esta fosse sua única chance de fugir dali com Agustin, seja lá qual crime hediondo ele pretendia cometer. Katol tinha certeza de que, juntos, eles poderiam dominá-lo. Agustin era alto e forte como seus irmãos, e Maxxi estava perto o suficiente para que ela se virasse e desse uma cabeçada dele — o que o deixaria chocado o suficiente para que Agustin desferisse alguns golpes e eles pudessem escapar. Karol reuniu cada pingo de força dentro de si, preparando-se para pular sobre Maxxi, mas, de repente, percebeu que Agustin a estava olhando com curiosidade, como se ela fosse a anomalia ali.


Ele transferiu sua atenção para Maxxi.

— Por que você a trouxe aqui? Eu estava dormindo.


— Estamos correndo contra o tempo, Agus — disse Maxxi. — Não quero você morto.


Uma sensação de perigo oprimiu Karol quando ela percebeu que Agustin estava do lado de Maxxi. Ela levantou os punhos, pronta para lutar por sua vida, mas o alívio a tomou quando ouviu a porta da frente sendo arrombada. Ruggero, graças a Deus!


— Karol! Onde você está?


— Ruggero! — ela gritou. — Aqui embaixo!


— Maravilha — disse Agustin. — Quem convidou o meu irmão?


Maxxi olhou para Karol.

— Não faço ideia. Srta. Sevilla, achei que tínhamos um acordo.


— Bem, eu achei que ele estava morto!


Ruggero atravessou a porta do porão, seguido de perto por Ruggero. Karol virou-se para ajudá-los a lutar, mas Ruggero estava tão elétrico que poderia enfrentar um exército sozinho. Sem perceber que seu irmão estava vivo, ele agarrou Maxxi pela camisa e movimentou o braço para socá-lo.


— Não! — Agustin gritou.


Ele pulou na frente do irmão com tanta força, que Ruggero foi empurrado contra a parede. Agustin ficou por cima de Ruggero que, sem a menor ideia de contra quem estava lutando, empurrou seu peito, preparando-se para socá-lo. Michael lançou-se entre os dois irmãos e puxou Ruggero.


— Não, Rugge! É... Agus?


Ruggero parou nos braços de Michael. Ambos encararam Agustin com descrença.


— Agus? Que porra é essa?


Agustin pareceu um tanto envergonhado.

— Oi.


Karol observou os três irmãos. Ela percebeu que Agustin era uma combinação dos outros dois. Ele se parecia fisicamente com Michael, mas possuía o charme descontraído de Ruggero. Irradiava uma aura de gênio — então, o que estava fazendo aqui com Maxxi, o malvado? Isso era completamente surreal. Agustin sorriu, conscientemente, e abriu a boca para explicar. Mas então, olhou para o rosto de Michael e franziu a testa.


— Por que seu olho está roxo, Mike?


Michael olhou para o chão, como uma criança pega no flagra.

— Ruggero me deu um soco.


Agustin adotou a postura de irmão mais velho.

— Ruggero! Por quê?


Ruggero se encolheu visivelmente, mas sua voz pareceu grave.

— Acho que temos questões mais urgentes no momento, como o que diabos está acontecendo? Agus, você está vivo! Ou estou tendo alucinações?


Agustin riu e ergueu as mãos como se quisesse demonstrar que estava, definitivamente, vivo. Karol quase pôde sentir o cheiro da emoção reprimida entre os três irmãos, que estavam atordoados, pois não esperavam se reunir desta forma. Nem hoje, nem nunca. Ruggero foi o primeiro a se mexer.


Ele agarrou Agustin pelos ombros, olhando-o intensamente por um segundo, antes de puxá-lo para seus braços e abraçá-lo com força. Michael descongelou e foi abraçar os dois. Karol conteve as lágrimas enquanto se recuperava do próprio choque — o corpo tenso tremendo com adrenalina. Ela queria ser abraçada, mas sabia que não deveria interromper a reunião familiar. Ela olhou para Maxxi, que também estava observando-os com um sorriso no rosto. Karol ainda estava totalmente confusa quanto ao que estava acontecendo, mas este momento de reencontro entre os Pasquarelli superava qualquer explicação. Eventualmente, Ruggero se afastou dos braços de Agustin e olhou por cima do ombro. Estremecendo, ele foi até Karol, pedindo desculpas e a envolveu em seus braços.


— Karol — disse ele. — Jesus, querida, você está bem?


Ela acariciou seu peito forte com o rosto e balançou a cabeça, observando os outros dois irmãos que continuavam abraçados. Michael passou os dedos pelo rosto de Agustin, verificando se ele era real.

— Você está vivo? Não entendo.


Karol afastou-se de Ruggero.

— Acho que entendi. Maxxi e Agus são amantes e forjaram a morte de Agustin para que pudessem fugir juntos.


Agustin riu gentilmente.

— Muito perspicaz, Srta. Sevilla.


— Obrigada.


— Mas errado. Não sou gay.


A raiva tomou Michael.

— Então, por que as mentiras? Ouça, é melhor alguém me explicar o que diabos está acontecendo ou vou perder a porra da cabeça.


Agustin colocou o braço ao redor dos ombros de Michael e apertou-o.

— Acalme-se e deixe-me explicar, irmãozinho. O fogo, minha morte, minha sexualidade... tudo foi uma grande farsa. Nós apenas…


— Por que diabos você faria isso conosco? — Michael exigiu.


— Deixe-o falar — pediu Ruggero.


Agustin se sentou no velho sofá de couro. Karol se deu conta de que ele deveria ter ficado escondido aqui por um bom tempo — seja lá por qual motivo ele estivesse se escondendo. O porão não era, exatamente, acolhedor. O assoalho de madeira estava coberto por tapetes antigos e as paredes estavam com a pintura descascando. Mas a alternativa — seja lá qual fosse — era, obviamente, pior. Agustin colocou o braço sobre o encosto do sofá.


— O último dia em que vocês me viram, foi do caralho. Trabalhei a noite inteira e cheguei em casa pela manhã, encontrando meu apartamento saqueado. Sabíamos que alguns sheiks do petróleo da Arábia Saudita tinham descoberto que Maxxi e eu estávamos trabalhando no dispositivo de movimento perpétuo e eles o queriam. E nos queriam mortos. Vocês sabem que esse dispositivo faria o petróleo ser desnecessário. Quando eles mandaram alguns capangas atrás de nós, entramos em pânico e nos demos conta de que precisávamos nos livrar das plantas e do protótipo, por isso pedimos que vocês guardassem tudo na sede da Irmãos Pasquarelli.


A emoção tomou conta do rosto de Agustin, que esfregou os olhos para se recompor.

— Deus, que saudade senti de vocês, caras. É tão bom revê-los.


Ruggero e Michael trocaram um olhar, então, Michael sentou-se ao lado de Agustin. Ele descansou a mão no braço do irmão.

— Sentimos sua falta também. Mais do que as palavras podem dizer.


Maxxi deu um passo adiante e assumiu a história.

— Naquela noite, decidimos que não tínhamos outra escolha a não ser matar Agus no fogo.


Karol franziu a testa.

— Por quê?


Agustin suspirou.

— Bem, chegamos à conclusão de que um incêndio faria os sauditas acharem que todo o nosso trabalho tinha sido destruído e forjamos minha morte para que eles não tentassem sequestrar a mim ou a alguém da minha família, a quem amo mais que tudo. Maxxi não tem familiares próximos, apenas uma prima na Califórnia, então, decidimos que ele poderia permanecer “vivo” por enquanto para lidar com quaisquer problemas que surgissem.


— O problema principal — disse Maxxi —, era recuperar nossos arquivos e o protótipo que estavam com vocês para que pudéssemos realmente destruí-los. Mas então, fui preso, o que foi bom, de certa forma, porque me manteve seguro. Mas isso também significava que toda sua família estava, potencialmente, em perigo se os sauditas descobrissem onde as coisas estavam escondidas.


Michael sacudiu a cabeça.

— Isso é inacreditável.


— É muito intenso, não é? — Maxxi cruzou os braços sobre o peito. — Por sorte, depois de algumas semanas terríveis sob custódia, consegui convencer o meu agente da condicional a me trazer um agente do FBI.


Ruggero puxou Karol contra si, como se ele estivesse com medo de que ela pudesse desaparecer.

— O FBI está envolvido nisso? — Ruggero perguntou.


Maxxi deu de ombros.

— Sim. Precisávamos de proteção. De qualquer forma, assim que saí da cadeia, decidimos pegar nossas plantas de volta, caso os sauditas se aproximassem de vocês. Eles não os procuraram, certo?


Michael sacudiu a cabeça.

— Não…


— Ótimo — disse Maxxi. — Então, imaginamos que vocês não iriam me entregar tudo, já que pensavam que eu era o responsável pela morte do Agus. Mas, felizmente, quando vi a Srta. Sevilla semana passada, sabia que um dos dois pegadores iria atrás dela. E eu estava certo.


Ruggero sorriu.

— Bem, sou feito de carne e osso e ela é uma mulher maravilhosa.


— Ela é. — Agustin assumiu a história. — Então, quando Maxxi voltou dizendo que achou que a Srta. Sevilla e Ruggero estavam envolvidos, soubemos que tínhamos que envolvê-la em nosso plano. Nunca vi Ruggero apresentar uma mulher a nossa família, por isso, imaginei que algo especial estava acontecendo.


— Então — Maxxi continuou —, inventamos a chantagem para convencer Karol a trabalhar conosco. Desculpe-nos por todas as mentiras, Srta. Sevilla.


— Tudo bem, eu acho. — Ela se aconchegou contra o corpo de Ruggero em busca de apoio.


— Mas e sua cicatriz? Parece muito real.


— É real. Precisávamos fazer com que parecesse convincente.


Michael fez uma careta.

— Você se queimou?


Maxxi assentiu tristemente.

— Tive que fazer.


— Espere um minuto — disse Ruggero. — O funeral. Quem diabos nós enterramos?


— Um caixão com um boneco em tamanho natural — disse Agustin. — O FBI nos ajudou com isso. Não contamos a eles sobre o dispositivo de movimento perpétuo, pois sabíamos que o governo gostaria de ter uma parte dele, mas contamos o suficiente para convencê-los a nos ajudar.


Michael olhou para Agustin.

— Você vai poder rever nossos pais?


— Espero por isso um dia. Mas por enquanto, não. Acho que vou para a Europa. Trocar meu nome. Talvez, eu volte daqui alguns anos e possa fazer uma surpresa.


Maxxi riu. Ruggero e Michael olhavam, horrorizados, para ele, tentando absorver tudo.

— Os sauditas não procuraram nada aqui, Maxxi? — Karol perguntou.


— Sim, eles invadiram o lugar algumas vezes enquanto eu estava na prisão. Agus conseguiu sair pela janela e se esconder até que eles tivessem ido embora, graças a Deus. Quando eles passaram a sair de mãos vazias, pararam de vir. Mas sabemos que irão voltar. É por isso que precisamos destruir as plantas e o protótipo.


— Preciso me manter escondido — Agus disse. —, até que eles estejam totalmente convencidos de que não temos mais nada.


— Sim — disse Maxxi. — Estou planejando um suicídio falso para depois que tivermos destruído tudo. Então, iremos embora. E nossos entes queridos estarão seguros.


Karol balançou a cabeça.

— Mas, certamente, a humanidade precisa desta máquina. Pensem na liberdade que nos dariam com o uso de combustíveis fósseis. Os danos climáticos diminuiriam e o planeta poderia se recuperar. Talvez, até fosse possível eliminar a fome e a pobreza.


Agus falou, com a voz calma.

— Sim, Srta. Sevilla, Maxxi e eu discutimos isso muitas vezes. Mas se isso cair em mãos erradas, o que acontecerá? Pense em todo o dano que causaria para o nosso mundo. Para nossa liberdade.


Michael passou os dedos em seus cachos castanhos.

— Que merda. Por que diabos você não entrou em contato comigo? Somos irmãos, não somos?


— Eu sequer podia passar na porta do seu escritório. A menos que você quisesse uma comitiva de barões do petróleo com AK-47 nas mãos, visitando-o também.


Michael assentiu levemente, incapaz de responder. A conversa acabou e eles se olharam, sem saber o que dizer. Ruggero ofegou, como se tivesse percebido algo. Ele olhou carinhosamente para Karol.


— Então, acho que não precisamos comprar a Grafton Techs afinal, hein?


Agus deu de ombros.

— Para ser honesto, poderia ser bom. É um negócio lucrativo. Eu ainda compraria a empresa, se fosse você.


— O contrato já foi assinado — Karol disse. — Você não pode voltar atrás.


Agus se levantou e se espreguiçou, em seguida, foi até Karol, abrindo o sorriso encantador do clã Pasquarelli.

— A propósito, acho que não fomos oficialmente apresentados, Srta. Sevilla.


Karol riu.

— Prazer em conhecê-lo, Agustin. Estou feliz por você estar vivo!


Ele riu.

— Eu também.


Ruggero beijou-a na testa.

— Agus, esta é a mulher que roubou meu coração. Sou um homem mudado. Totalmente.


Agustin sorriu.

— Droga, devo ter ficado escondido no porão de Maxxi por mais tempo do que deveria. Esse ainda é o mesmo Ruggero que conheço e amo?


Michael revirou os olhos.

— É o mesmo Ruggero, mas, você sabe, apaixonado.


Agus abriu um sorriso amoroso para Ruggero.

— Estou feliz por você, garoto. É sério.


— Obrigado, eu também! — Ruggero riu, cansado. — Honestamente, não posso acreditar que isso seja real. Encontrei uma mulher incrível e meu irmão mais velho, que não está morto, na mesma semana.


Michael sacudiu a cabeça.

— Deveríamos ter percebido que algo estava acontecendo. Agus e Maxxi sempre armaram seus esquemas juntos quando crianças.


Maxxi e Agus compartilharam um sorriso afetuoso. Karol podia ver que tinham passado por muita coisa juntos recentemente, o que cimentou ainda mais a amizade de infância. A voz de Maxxi soou grave.


— Precisamos destruir as plantas e o protótipo o mais rápido possível. Sob o manto da noite. Até lá, alguém quer um chá?


Notas Finais


E aí? O que acharam do capítulo?

Me contem!


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