História O Beijo da Morte - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Gay, Yaoi
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Palavras 1.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura xD

Capítulo 2 - O toque chuvoso


Fanfic / Fanfiction O Beijo da Morte - Capítulo 2 - O toque chuvoso

- O que tem lá ? 

- Hm...? 

O pequeno apontou para baixo, naquele imenso azul, o jovem seguiu seu dedo e viu o que tanto  estava curioso, era a terra, o mundo dos humanos, o habitat dos mortais. 

- Sempre tive curiosidade de ir lá, mas... – fizera uma pausa, sua feição de curiosa mudou para entristecida, ele sentia uma sensação estranha sempre que se referia àquele imenso azul e o que guardava nas suas profundezas. Sentou-se sendo acompanhado pelo seu guardião. – Mas, eu vim pra cá cedo, não é ? Não tive nenhuma lembrança de lá.. 

- Eu lembro quando veio, fui eu quem cuidou de você, não vou negar, você era muito sapeca. – Rindo das suas palavras puxou a bochecha do outro fazendo o mesmo ficar corado com um adorável bico. Era sempre assim, a troca de carinhos e palavras eram comuns entre os dois, um completava o outro, como yin-yang, dois lados opostos que se completavam. 
Após um momento de silêncio o menor perguntou : 

- A algo de bonito lá ? 

O guardião olhando para suas orbes negras resolveu mostrar a ele uma das belezas naquela terra. 

- Me de sua mão. – e assim estendeu-a para o mesmo. Um som cintilante foi ecoado no ar fazendo assim um brilho nascer nas suas pequenas mãos, os olhos do menor se arregalaram com tanta beleza. Uma bela flor estava ali como mágica encantando ainda mais a sua pessoa. 

- Uau ! C-Como você fez isso ?! É incrível ! – Ele a segurava como se fosse a coisa mais importante na sua vida, e por um lado era, pois nada mais nada menos que o amor da sua vida que lhe presenteou com a mesma. 
O guardião olhava encantado para a felicidade e o belo sorriso que estampava na cara do pequeno. Simplesmente pegou a flor de forma leve e a colocou perto de sua orelha esquerda. Com um singelo beijo na ponta do seu nariz segurou seu rosto carinhosamente. 

- Eu te amo, meu amor, minha flor de jasmim. 

- Não mais do que eu. – Dita apaixonadamente, abraçou o mesmo fazendo-o deitar. 

E com os olhos fechados ele proferiu seu amor, de novo, de novo e de novo....


•••
O toque chuvoso 
Capítulo II

O dia estava ensolarado, era terça-feira, pessoas apressadas saiam de suas casas para seus devidos trabalhos, crianças e adolescentes indo para as escolas. As ruas sempre são movimentadas nos começos das semanas, pessoas responsáveis muitas felizes com seus trabalhos outras nem tanto, mas o caso de Joel, era feliz. Ele não era empresário, não ganhava uma fortuna, era apenas um atendente de uma lanchonete confortável um pouco longe de sua casa, além de ser estudante dividia seu tempo para fazer seus trabalhos escolares e para seu emprego. 
Tinha acordado de bom humor, coisa rara de se ver pois o mesmo não curtia muito acordar cedo. Havia feito suas higienes e pegou um pequeno pedaço de pão para ir em direção à escola. Suas aulas eram tranquilas, porém, como sempre pensava, não se sentia feliz ali, apenas tentava terminar seu último ano pela as ameaças que seu irmão fazia, só de lembrar sua cabeça já doía, mas ria da situação. 
Ian era 9 anos mais velho que seu irmão, nos seus 26 anos trabalhava como policial tendo muito orgulho de si. Joel sempre o apoiou e se sentia feliz por seu irmão estar seguindo seu sonho, mas se o mesmo olhasse para si e perguntara “qual é o seu sonho?” ele não saberia responder e isso o intrigava. 
Depois daquela reportagem sobre o jovem salvo ele não conseguia o tirar de sua cabeça, se perguntava todos os dias quem ele era, seu nome, sua idade, qual seria sua cor favorita ? Ele preferia doce ou salgado ? Qual o timbre de sua voz ? 
Era o intervalo, entediado procurou o pátio perto do jardim, sentou-se em um banco isolado dos alunos e tirou da sua mochila um médio (não tão pequeno) caderno de desenhos. Fechou seus olhos e deixou-se imaginar no belo rapaz de cabelos negros, uma brisa leve de vento agora batia em seus fios castanhos escuros, lembrava do outro e sentia liberdade em seus olhos, vento, voar... Como folhas flutuando sem rumo. 
Pegou o lápis e começara sua obra, os traços fortes de seu maxilar, as sobrancelhas não tão grossas, e seu lábios perfeitamente alinhados, Por que estou desenhando um estranho que vi na TV ? Se perguntava, mas não parava por um minuto de fazer esboços do homem desconhecido, se perdeu em seu desenho como queria se perder naqueles lábios. 

 

•••

Joel estava terminado seu turno no trabalho, quando saiu da escola mal teve tempo de almoçar, mas deu uma boquinha na própria lanchonete. Limpando os balcões via que lá fora o tempo estava fechando, uma chuva certamente viria, com isso checou o relógio de parede, queria ao menos sair antes da possível tempestade o pegasse. 
Seu turno era o segundo, ficava das 12h às 19h, resumindo, quando saia já estaria escuro, e tomar uma chuva noturna não era a melhor opção para ele. 
Após limpar, lavar e secar tudo, estava pronto para sair mas antes recebeu uma mensagem de seu irmão. 

“Joel, não vou dormir em casa hoje, então não se preocupe caso chegar e não me ver lá xD” 

- Não vai dormir em casa?! Mas como assim, a meu Deus o que esse cara tá aprontando. 

“Posso saber aonde vai ?! Me responda quando puder.”

Sim, seu irmão era mais velho mas não deixaria de ser seu irmão, e único. Como uma mãe ele se preocuparia com o mesmo, e vise-versa. 
Suspirou, bem então vai ser apenas eu e eu... Por que é tão vazio? 
Espreguiçando saiu da lanchonete. E por incrível que pareça seus instintos estavam certo, ia chover, estava chovendo. Olhou para o céu, tão bonito, com estrelas brilhantes, umas grandes outras nem tanto fazendo charme, mas tinha que se apressar não queria um resfriado. 
Correu pelas ruas iluminadas pelas as casas e estabelecimentos noturnos, abriu os braços e sorriu, aquilo o deixava feliz, era como se voasse, era como se fosse livre, finalmente  livre. Ainda com o sorriso no rosto parou no sinal que permanecia vermelho para pedestres, carros e mais carros passavam quase o deixando tonto pela a velocidade, mas quando olhou para frente seu sorriso desmanchou o deixando estático. Era ele ali, de novo. O mesmo rapaz da TV, o cara que ele desenhou em seu caderno de desenhos, os fios negros, o corpo forte e a face misteriosa, por incrível que pareça ele olhava para Joel também, nenhum conseguia desviar o olhar, era como magnetismo, seu coração acelerou, suas mãos estavam tremendo e ele não sabia o porquê. Queria correr até aquele desconhecido e o abraçar, mas por que ? 
Um ônibus de porte grande passara na frente o fazendo cortar a visão com o homem, após finalmente seguir destino ele não se encontrava ali, como pó desapareceu no meio da noite, desapareceu com um coração apertado e deixando o outro com um coração perdido. 


Notas Finais


Obrigada a todas que estão lendo, isso me anima a continuar <3


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