História O Beijo da Morte - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Aventura, Fantasia, Hot, Lobos, Maldição, Mistério, Romance, Sangue, Vampiros, Yaoi, Yuri
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Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, xuxus!
Essa é minha primeira história (também postada no Wattpad e no Nyah!). Críticas construtivas são bem-vindas. Respeito sempre.
Não é terror, apesar dos temas.
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Era noite de lua cheia, e Vougan entendia o que aquilo queria dizer. Os lobos se tornariam mais fortes, assim como os vampiros na lua nova. Vougan sabia que os lobos não eram comuns, não eram como os lobisomens vistos nas histórias mundanas sobre homens que assumiam forma bestial e perdiam a consciência durante a lua cheia. Eram mais poderosos — e mais perigosos — que isso.

Eles estavam especialmente ansiosos aquela noite, pois, finalmente, a maldição começaria. Finalmente para os vampiros, é claro, seus eternos inimigos. Os lobos não podiam sequer imaginar como estariam em risco caso a maldição vingasse. 

E logo... Logo os adolescentes chegariam. Ou melhor, seriam obrigados a aceitar a proteção das muralhas daquele castelo, a não ser que preferissem a perseguição dos malditos lupinos. Vougan sempre deixara claro para seus filhos como os convidados deveriam ser tratados. Não como objetos sexuais nem como prêmios para seu poder — embora os considerasse exatamente isso. Como humanos, com características humanas e tudo que a raça tinha a oferecer. E assim conquistariam sua confiança, e eles se entregariam ao Ritual por livre e espontânea vontade.

Vougan se animava ao pensar que, quando o Ritual acontecesse, seus filhos seriam mais poderosos do que nunca. Mais do que ele mesmo. Não que os amasse profundamente, mas era um bom legado para a família. Um ótimo legado.

— Por que o sorriso? — o jovem loiro à sua frente perguntou. — É dia 24, primeira noite de lua cheia, os lobos estão mais fortes, e você está sorrindo? 

— O último deles acaba de fazer 18 anos. — Vougan se controlou para não dar-lhe uma resposta fria. — Isso significa que a maldição começa agora e, mais cedo ou mais tarde, o Despertar acontecerá.

Ele viu o rosto pálido do jovem se contrair numa careta de espanto. Era seu filho primogênito, Dimitri, o que mais compreendia a gravidade da situação e não fazia piadas sobre ela. De uma hora para a outra, ele se aproximou de Vougan, irritado.

— Está falando sério? Eles precisam vir para cá! Os lobos sabem quem eles são, e não os deixarão em paz!

— Dimitri, — o pai o cortou. — faça-me o favor. Eles não podem simplesmente invadir a cidade. O Halloween é daqui uma semana, e agiremos juntos. Nós e eles.

— Haverá um confronto — Dimitri reclamou. — Não quero correr o risco de machucar um bando de humanos e causar má impressão. Eles nem ao menos sabem o que está acontecendo, ou suas famílias lhes explicaram?

— Não. Eles não fazem ideia. Por isso, você e seus irmãos devem ser comportados. Eu, sua mãe e sua madrasta não queremos que os convidados se assustem.

Dimitri riu nasalmente, revirando os olhos em seguida. Claro, não adiantaria nada discutir com seu pai. Ele sempre arranjava um jeito de ter razão. E, de certa forma, o filho mais velho tinha herdado esse traço tão irritante. 

O loiro não sabia se estava preparado para lidar com a maldição e todas as suas consequências. Se estava preparado para lidar com humanos. Humanos vivos. Humanos de verdade. Humanos. Não os temia nem os odiava, mas não era seu maior fã. Não confiava numa espécie tão traiçoeira que era capaz de matar seus iguais.

— São cinco — Vougan continuou. — Uma boa coincidência, não acha? O mesmo número que vocês. Assim, o Ritual ficará mais fácil.

— Está pensando em nos usar para... Usá-los também?! — Dimitri parecia indignado. — O Despertar não é o suficiente para você?

— Não! — Vougan foi curto e grosso. — O Ritual será bom para você e seus irmãos se fortalecerem e dominarem os lobos. Não me importo com cinco humanos que não significam nada mais do que prêmios; porém, contanto que vocês consigam seduzi-los, serão de grande importância.

— Nós também não passamos de prêmios para você — Dimitri cuspiu as palavras. — Onde está a mamãe?

— Na biblioteca, com sua madrasta.

— Elas não foram ver meus irmãos?

O rosto de Vougan deixou transparecer um pouco de pena.

— Eu também ainda não fiz isso.

— Não é novidade sua péssima atuação como pai — Dimitri rosnou.

— Seja mais respeitoso comigo, Dimitri! — Vougan vociferou, agarrando o pulso do jovem vampiro. — Se não fosse por mim, a dureza de sua mãe teria lhe matado! E mais, você teria virado comida de lobo! 

— Infelizmente, ser sua marionete é mais aceitável — disse o outro, desvencilhando-se do aperto e dando as costas para seu pai. — Se seus planos colocarem meus irmãos em perigo, eu acabo com você. Não me importa se os humanos matam seus próprios indivíduos e eu os julgo por isso; não terei piedade se um dos quatro se machucar.

Vougan se permitiu abrir um sorriso mínimo. Dimitri era como ele queria que fosse: ameaçador e inteligente. O que o atrapalhava era seu coração mole para com seus irmãos mais novos, coisa que o pai não aprovava, mas havia deixado de dar importância fazia muitos anos.

Dimitri saiu do escritório particular do patriarca dos Scarborough a passos largos e furiosos. Ele preferiu se distanciar daquele cômodo o mais rápido possível e fingir que aquela conversa não acontecera. Sentia ódio, extremo ódio do que se dizia seu pai e nunca lhe dera um pingo de amor.

Toda a vida, Dimitri fora o real responsável pelos irmãos em todos os sentidos. Anos após negligenciá-los da pior maneira, vinha Vougan depositando suas expectativas maléficas naqueles que deveria amar! Não, ele não conseguia aceitar, por mais que entendesse seus motivos. Afinal, a maldição precisava acontecer...

Na sala de estar, havia quatro figuras igualmente pálidas sentadas nos sofás. Dois garotos e duas garotas. O maior deles era ligeiramente mais baixo que Dimitri, e era seu apoio nas horas difíceis, quando os outros três necessitavam de cuidados. Entretanto, todos eram crescidos o suficiente para executar aquela missão. Mais ainda, o suficiente para se envolverem com alguém.

— E então? — uma das garotas, que era loira como ele, questionou.

Os olhares dos cinco se encontraram, e neles havia uma única afirmação, tanto que Dimitri não achou necessário dizê-la em voz alta: vamos fazer o trabalho sujo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Prometo tentar atualizar toda semana, mas espero que compreendam os bloqueios criativos. Também prometo que não abandonarei a história.
Até a próxima!


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