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História O beijo da morte - Capítulo 2


Escrita por: Rodrigues1980

Notas do Autor


Um novo capitulo chegou meus caros, a luta pela sobrevivência do casal favorito da serie continua, com decisões drásticas a serem tomadas. Boa leitura.

Capítulo 2 - Planejamento e Execução


Fanfic / Fanfiction O beijo da morte - Capítulo 2 - Planejamento e Execução

                                                             Capitulo 2 – Planejamento e Execução

“Nenhum plano de batalha sobrevive ao contato com o inimigo” -  Helmuth von Moltke

“Se tivéssemos ficado naquela casa não estaríamos nessa situação” pensou Takashi consigo mesmo, enquanto pensava no que fazer para saírem daquela situação em que se encontravam.

            Ele havia calculado errado, quando decidiram partir para a região norte onde diziam haver uma zona segura para a infestação de zumbis, no passado a real brutalidade do mundo ficava escondida pelo véu feito pelo ser humano que disfarçava a real e brutal luta pela vida através de seus avanços tecnológicos que faziam as coisas ficarem mais fáceis através de um equilíbrio bastante delicado, e agora que o fim do mundo chegou essa farsa havia chegado ao fim. Com a civilização moderna praticamente morta, o que restava dela no momento agora lutava para sobreviver através das regras impiedosas que era impostas pela vida e pela natureza aos outros seres vivos, nesse cenário de onde decisões precisavam ser tomadas com muito cuidado pois qualquer tipo de erro podia acabar custando a vida de não apenas a pessoa que tomou a decisão mas também daquelas pessoas que estavam com ele.

            Durante a viagem deles da casa que usaram como abrigo rumo à zona segura que ficava no Norte, eles acabaram sendo emboscados por um grupo fortemente armado com um helicóptero de combate do exercito, os constantes disparos deixaram o carro que usavam incapaz de continuar andando, o que forçou o casal que estava numa cidade que ficava no meio do caminho a procurar abrigo no lugar, mas o barulho também acabou atraindo a atenção de varias daquelas criaturas comedoras de carne humana, com muito esforço e luta eles conseguiram escapar dos perseguidores e das criaturas e se abrigar num deposito. Mas dado a experiência depois de tudo o que haviam passado ambos sabiam que aquele provavelmente podia ser o fim.

            Takashi subia ao telhado todos os dias e ficava horas analisando a área ao redor do lugar que estavam usando como base a procura de rotas de fugas que pudessem tirar eles dali, mas depois de dias analisando cada possível rota isso parecia ser impossível quando ele repassava os cenários todos em sua cabeça: ele e Saeko corriam abrindo caminho na base da força para alcançar o local de fuga, mas a enorme quantidade daquelas criaturas acabaria encurralando ambos e os matando, ou pior ainda Takashi conseguia escapar mas ao olhar para trás para ver se sua companheira o estava seguindo, ele veria um zumbi atacar Saeko a mordendo e ela gritando de dor e agonia enquanto era morta na sua frente.

- SAEKO. – gritou Takashi.

            Ele abriu os olhos e viu que se encontrava na sala que usava como local de planejamento, e percebeu que tinha adormecido.

- Droga... Eu devo ter caído no sono. – disse ele enquanto passava a mão na testa.

            Ele havia repassado aquilo em sua cabeça para planejar a fuga deles, mas ate o momento não havia conseguido nada, além disso, estava cansado precisava descansar um pouco ou iria enlouquecer de vez, ele deixou o material em cima da mesinha e saiu do cômodo, chegou a cozinha improvisada que haviam feito, para sorte deles aquele deposito guardava vários tipos de produtos e dois deles eram produtos alimentícios e outros de cozinha, Saeko havia decidido fazer alguma coisa para eles comerem, e o “banquete” daquele dia era macarrão industrial, apesar de frio Takashi o colocou num prato e comeu tudo rapidamente. Após ter comido ele foi ate o telhado e ao ficar em espaço aberto ele sentiu o frio da noite entrar em contato com sua pele, mas apesar do clima gelado ele não se importou, não tinha paciência para uma coisa tão trivial como aquela naquele momento, sua mente vagava por pensamentos que apesar de serem apenas sonhos de uma mente desesperada eram uma das duas coisas que o deixavam tranquilo:

            A primeira: era se o apocalipse não tivesse acontecido, o mundo ainda seria normal de novo, ele poderia continuar vivendo com sua mãe, ele o acordaria como fazia todos os dias para não se atrasar para a escola, ele tomaria banho, vestiria o uniforme, tomaria seu café da manha e após se despedir de sua mãe iria para o colégio, nele encontraria seus amigos assistiria todas as aulas, e com alguma sorte ele e Saeko se encontrariam no colégio conversariam, se tornariam amigos, depois de um tempo começariam a sair e então entrariam num relacionamento amoroso que poderia seguir para algo mais profundo. Ele tratou de afastar esses pensamentos da cabeça, se continua-se a pensar nesse mundo que agora não existia mais e na vida que levara e nunca mais voltaria ele acabaria enlouquecendo, Takashi voltou para dentro e seguiu em direção ao quarto e ao entrar sentiu seu pescoço se envolvido suavemente e sentiu dois montes serem pressionados em suas costas.

- Você está bem? – perguntou Saeko.

Ela perguntou com a tradicional calma dela, mas junto estava também a preocupação e o carinho que ela tinha por ele.

Takashi se virou e nem ficou surpreso quando viu que ela estava usando uma lingerie erótica como roupa de dormir, enquanto que ele geralmente dormia apenas usando sua cueca box. Ele logo passou os braços ao redor da cintura dela a puxando para mais perto de si, deixando o corpo dela ainda mais pressionado contra o seu.

- Não é nada apenas que eu ainda não consegui encontrar um jeito de sairmos vivos daqui. – disse Takashi.

Saeko podia ver as preocupações no rosto dele, mesmo com as tentativas de Takashi de esconder isso, uma parte de si achava aquilo extremamente fofo dele ficar tentando esconder o medo de que alguma coisa pudesse acontecer com ela, mas ela também sabia que toda aquela pressão e preocupação acabava afetando-o de uma maneira que ele não conseguiria pensar em algo útil para tira-los dali.

- Apenas venha para cama e me deixe fazer uma massagem para você relaxar. – disse Saeko.

Takashi apenas concordou e tirando a camisa e os calçados ficando apenas de calça e deitou de bruços na cama e logo sentiu a garota de cabelos violetas e olhos azuis começar a passar a mão em suas costas suavemente, enquanto fazia isso Saeko pensava um pouco em sua antes disso tudo, ela era apenas uma colegial comum vivendo sua vida, a única coisa que desejava era poder tocar sua vida depois da escola ao lado do garoto que gostava, mas agora enquanto pensava nele, não conseguia se lembrar do rosto dele nem mesmo a cor dos olhos e do cabelo. Ela olhou então para Takashi que estava praticamente dormindo com sua massagem e viu que agora ela desejava viver sua vida ao lado de alguém e esse alguém era ele, mesmo que fosse nesse mundo indo para as profundezas do inferno enquanto ele estivesse ao lado ela estaria satisfeita.

Ela sentiu então o desejo crescer dentro dela, ela sabia que ele precisava descansar e ela também, Saeko começou a beijar as costas dele suavemente e em pouco tempo chegou à nuca dele, Takashi abriu os olhos devagar enquanto se virava para ver o que era e apesar de cansado viu Saeko guiar os lábios dela ate se conectar com os deles, e ele correspondeu ao desejo dela com a mesma intensidade. Em pouco tempo ambos estavam se beijando e acariciando o corpo um do outro, isso estava se tornando algo comum entre eles, principalmente desde aquela noite no templo, apesar de estarem num mundo agora mais perigoso do que nunca aquela parecia ser a única forma deles escaparem de todo o estresse que passavam no momento tentando sobreviver a aqueles zumbis e seres humanos que agora viviam como saqueadores, e nas horas de perigo eles só podiam contar apenas consigo mesmo e um com o outro. E com o tempo a opinião dele sobre ela e dela sobre dele mudou:

Para Takashi, Saeko era como se fosse uma ancora para mantê-lo naquele mundo que agora estava comprometido a perdição, apesar de toda violência que ela era capaz de fazer além do sadismo que sentia na hora de lutar, ele viu que ela também possuía  um lado humano, um lado que ela mostrava de forma reservada para os demais membros da equipe, sendo mais aberta com seu lado humano com a mais jovem integrante do grupo, a pequena Alice e mais ainda com ele, onde ela agia como uma mulher ao lado do homem que amava.

E ele não podia deixar ela morrer naquele inferno.

Para Saeko, Takashi era como se fosse uma luz para iluminar sua vida, ela sentia como se vivesse num mundo de trevas, a ponto que ela se acostumou a viver assim, mas depois que esse apocalipse começou ela percebeu que um novo tipo de trevas havia surgido para substituir aquelas que ela estava acostumada a viver, ela precisava se adaptar, e depois que encontrou um grupo de alunos que conseguiu escapar do contagio, um deles chamou a atenção desde a primeira vez em que ela o viu, um rapaz de 17 anos, um ano mais novo do que ela, embora não fosse um atleta e não tivesse o físico de um, aqueles olhos escuros e aqueles cabelos castanhos bagunçados mostravam muita determinação em permanecer vivo, tanto ele como as pessoas que estavam ao lado dele, e principalmente as pessoas que ele amava.

E isso a fez se sentir atraída por ele, e depois naquela noite em que ficaram presos no templo, ela se apaixonou por ele.

            Ela acordou na manha seguinte com o som do despertador do relógio que eles haviam achado e feito funcionar, a garota de longos cabelos lisos brilhantes e roxos juntamente com os olhos azuis se virou na cama para poder sentir o corpo do homem com quem compartilhara a cama varias vezes, mas ao estender o braço não o encontrou, ela abriu os olhos devagar e quando eles se adaptaram a luz do ambiente ela viu que ele não estava na cama.

- Takashi. – chamou ela.

            Saeko então se voltou para o seu lado da cama e viu sua espada ali juntamente com um papel cuidadosamente dobrado embaixo dela e ao lado deles um caderno, ela pegou o objeto e o abriu e ao olhar viu que era uma carta.

“Saeko aqui estão os detalhes para nossa próxima estratégia. Após vários dias de levantamento dessa área, eu fui capaz de achar uma rota de fuga. Nesse caderno, eu escrevi os locais dos pontos seguros levando a este caminho. Contudo há uma desvantagem... Para chegar nesse caminho, um bom número dessas “coisas” que estão circundando a área precisam ser tirados primeiro. Caso contrario, você seria cercada dentro de 05 minutos enquanto tenta deixar a cidade... Para superar esse problema, eu vou chegar no centro da cidade primeiro e fazer o maior barulho possível e faze-los companhia para você poder fazer sua fuga. Eu encontrei uma roupa antibombas no armazém que vai fornecer proteção suficiente contra quaisquer mordidas e ataques que as “coisas” tentarem. Uma vez que você chegar na área segura que escrevi no caderno, eu vou sair e ir á você o mais rápido possível.”

            Ela terminou de ler a carta sem poder acreditar no que acabara de ler. Takashi estava se sacrificando para que ela pudesse viver, a jovem garota samurai rapidamente se levantou da cama e começou a vestir suas roupas e quando estava vestida e terminava de ajeitar sua espada escutou um grande estrondo como o de uma explosão e ao olhar pela janela viu que isso acontecera no lugar que fora descrito no caderno, Saeko então percebeu que precisava se apressar.

            Takashi havia levantado bem antes do despertador tocar e quando o sol ainda estava nascendo no horizonte, ele olhou para Saeko que ainda dormia profundamente depois da seção de amor que tiveram, e vê-la o fez perceber depois de muito pensar o inevitável que apenas um deles conseguiria sobreviver, mas mesmo com essa logica ele estava determinado a garantir: que ela pudesse sobreviver.

            Em pouco tempo após se vestir com sua roupa comum foi ate o deposito e pegou um traje antibomba e rapidamente o vestiu.

            Esse tipo de roupa era feito de materiais diferentes dependendo de quem os fabricava: Placas cerâmicas de kevlar (material dos coletes à prova de balas), entre vários outros, mas sua resistência também fazia com fossem roupas quentes e pesadas para se mover com tranquilidade.

            Depois de pegar suas armas, ele saiu silenciosamente do esconderijo deles e seguiu rumo a área designada, onde após avistar alguns zumbis começou a abrir fogo, matando vários deles e chamando a atenção dos outros demais que estavam na área, ele atirava a esmo mas garantindo que os tiros acertassem na cabeça dessas coisas para mata-las ao mesmo tempo em que gritava para chamar ainda mais a atenção delas.

“Não havia outro jeito. Essa roupa definitivamente vai me proteger dos ataques deles. Contudo também é bem pesada e é bem difícil me mover. Eu não serei capaz de me encontrar com Saeko e fugir com ela no ponto. Que irônico caminho horrível a percorrer no final, eu vou morrer perdendo toda a minha força contra um grande número dessas “coisas” que me cercaram e sobrecarregaram. Mas... enquanto eu for capaz de proteger você, mesmo ao custo da minha própria vida, eu não vou me arrepender da minha decisão. Adeus Saeko”

            Pensou Takashi consigo mesmo ao mesmo tempo em que com a pistola que segurava ele mirou no tanque de um caminhão que carregava combustível e atirou, a bala quente penetrou a blindagem chegando ao combustível que ao entrar em contato com as faíscas e o metal quente da bala entrou em combustão e explodiu com seu raio de alcance pegando todos ao redor.

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Não interessa quem tu amas, onde é que amas, porque é que amas, quando é que amas ou como é que amas, o que interessa é que amas.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Ate o próximo capitulo.


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